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O tempo e o espaço são grandezas físicas que nos apropriamos como se proprietários fôssemos. Ah! Quão irracionais somos por assim acreditar, logo nós, seres que nos consideramos evoluídos e dominadores de tudo mais na natureza, enquecendo-nos de que por mais que tentemos dominar a natureza, somos frutos dela, somos parte dela e não o contrário.

O tempo e o espaço são parte da natureza, são seus ingredientes vitais, ou melhor, são seus ingredientes de imortalização, se confundindo com ela mesma. Onde termina o tempo? Onde termina o espaço? Onde termina a natureza? Difícil conceber.

Tentamos, de forma vã, a eternidade. Mas é a natureza impondo os seus limites de espaço e tempo para cada ser vivo que nos confronta com a maior das realidades: a mortalidade, o "nosso" tempo e "nosso" espaço.

Esse confrontamento é duro, dolorido, mas real e necessário. Necessário para percebermos que somos parte do todo e não donos de tudo. Percebermos que há uma passagem, em determinado espaço de tempo, que resulta em um tempo e espaço eterno. Para nos rememorar, que há uma casa para nós, filhos pródigos, retornarmos.

Que esta breve porém verdadeira mensagem possa ser absorvida como uma pequena chama de regozijo e compreensão dos desígnios divinos.

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