Escola de Redes

O PADRÃO DISTRIBUÍDO E O MERCADO EDITORIAL

Depois de conversar sobre o assunto com o Paulo Ganns e com outros amigos, resolvi escrever este pequeno artigo. É sobre o mercado editorial de livros, comandado e controlado pelas distribuidoras em associação com as redes de livrarias.

Tudo começou com os seguintes tweets:

@as_americas @jlgoldfarb O problema do livro impresso não é o preço mas o cartel das distribuidoras (associadas às redes de livrarias)

Imprimir um livro não significa nada. O problema está na distribuição.

Se um livro (em papel) não estiver nos balcões das livrarias de shoppings e aeroportos, ele NÃO EXISTE. Não adianta editar e imprimir.

Tanta gente montando editoras alternativas... Por que não se juntam para pensar como organizar uma distribuidora alternativa?

Estudei o assunto (como enfrentar o cartel das distribuidoras mancomunadas com as redes de livrarias). Quem quiser uma dica DM-me.

@pganns Legal a história On Demand Books e a maquininha também. Mas a questão central dos livros de papel é a distribuição (cartelizada).

@pganns Para livros em papel não funciona. O livro poder ser encontrado nas livrarias é branding, faz parte da reputação da marca (título).

O @pganns interagiu assim:

pganns @augustodefranco A Xerox tem um modelo de negócio pra isso desde 1990! E ela é famosa por ter ideias brilhantes...só não executa! rs

pganns @augustodefranco Nem precisei do amigo! Já está explicadinho aqui http://migre.me/3PInQ com essa maquininha aqui http://migre.me/3PIpC

pganns #Elimine a distribuição! RT @augustodefranco: Imprimir um livro não significa nada. O problema está na distribuição.

pganns@augustodefranco Modelo focado na demanda... Se o livro-papel durar mais 20 anos,"profetizo"a distribuição fora!;>) Leu sobre#SocialBook?

pganns@augustodefranco O "branding" vai ser a personalização com um autógrafo tuitado do Augusto de Franco! #loucura

pganns @augustodefranco O livro como obra "viva" e dinâmica!#E_R http://t.co/vPMXxIp via @techcrunch

Bem, outros também interagiram, retuitaram ou responderam. Mas o centro da questão já ficou claro pela troca de mensagens acima.

Sei que o book tende a ser substituído pelo e-book + os readers tablets (leitores digitais comprimidos) e os dispositivos móveis interativos com tela de 7 polegadas ou até menor (como o Iphone). Sei que o Domínio Público, nessas circunstâncias, vai acabar, mais cedo ou mais tarde, se impondo. Aliás, minha definição de Domínio Público, que já adoto em todas as obras que publiquei a partir de 2008, é a seguinte:

Domínio Público significa que não há, em relação a esta obra, nenhum direito reservado e protegido, a não ser o direito moral de o autor ser reconhecido pela sua criação. É permitida a sua reprodução total ou parcial, por quaisquer meios, sem autorização prévia. Assim, esta obra pode ser – na sua versão original ou modificada – copiada, impressa, editada, publicada e distribuída com fins lucrativos (vendida) ou sem fins lucrativos. Só não pode ser omitida a autoria da versão original.

Pois então. Tudo resolvido? Não! Quero dizer que nada disso resolve - para agora - o problema do livro. Um livro não é um conteúdo. É um produto submetido às regras de um mercado específico. É uma marca, que cria sua reputação a partir de movimentos nesse mercado específico.

Se você escreve um livro e o publica em papel fora do circuito das grandes editoras-distribuidoras-livrarias, é como se o livro não existisse. Isso é válido enquanto boa parte dos leitores compra livros em papel, em grandes livrarias e em livrarias virtuais das grandes livrarias. Amanhã, provavelmente, não será assim. Mas hoje ainda é. E se publicamos um livro hoje precisamos que as pessoas que hoje se comportam assim, leiam o livro. Pois é. Como é que essas pessoas vão ler o livro? Sim, porque se não for para essas pessoas realmente existentes hoje, mas para as pessoas de amanhã, então devemos publicar o livro amanhã (não hoje)! Certo?

Então, se queremos que as pessoas de hoje leiam nosso livro hoje, temos que possibilitar que elas tenham acesso a ele hoje. Ocorre que isso não acontece porque o mercado é cartelizado: grandes editoras estão associadas a grandes distribuidoras que estão associadas à grandes redes de livrarias e elas estabelecem entre si o que devem ou não deixar fluir. Em alguns casos isso tudo foi verticalizado e a grande editora tem sua própria distribuidora e tem sua própria rede de livrarias. E quando não é assim, há um pacto tácito entre os agentes editoriais-comerciais de livros. De sorte que, mesmo que seu livro tenha vendido milhares de exemplares em um mercado local, dependendo das circunstâncias, outro mercado dificilmente aceitará incluí-lo. Um exemplo: Paulo Coelho já tinha vendido 1 milhão de livros no Brasil e recebeu a negativa de mais de 20 editores para publicar nos USA.

Publicar por fora não resolve. Hoje já podemos fazer livros baratos, com qualidade, on demand. Existem dezenas de empresas e organizações no Brasil fazendo isso. Mas adianta o quê? Nada para os propósitos mencionados acima: o de que as pessoas que compram livros consigam ir lá "nas melhores lojas de ramo" e adquiram o livro. Porque o livro não estará lá (nessas lojas). E, se estiver, não estará nas bancas demonstrativas mais visíveis, mas escondido, no fundo de alguma estante empoeirada.

Aumentar a distribuição de livros digitais não é a questão agora. Essa questão, aliás, já está resolvida. Tendencialmente os formatos para celulares, tablets e e-readers vão conquistar o mercado. O problema - hoje, não amanhã - é aumentar a distribuição dos livros em papel. Como fazer isso?

A única solução que encontrei foi a seguinte: montar uma rede de distribuição nas cidades grandes (que têm shoppings, aeroportos e grandes livrarias). Ocorre que quando um agente de distribuição dessa rede for lá na grande livraria, o gerente dirá que não pode aceitar o livro, que a distribuição é centralizada, que tem que mandar para a matriz, que tem que consultar a central (e aí, pode esquecer). Se você quiser doar 10 ou 100 exemplares do livro - a preço zero - para ele vender, mesmo assim ele não aceitará. Dirá que não pode. Achará que só arrumará trabalho a mais, pois se o livro está sendo doado, então não tem valor. Ou desconfiará de uma jogada publicitária oculta. Mesmo que o livro seja lindo, interessante, com acabamento perfeito. Em suma, nada funcionará. Claro, você sempre pode tentar o suborno, como faziam os laboratórios de remédios (vende um = ganha um) para induzir o balconista a empurrar para o cliente uma marca desconhecida. Esta é a solução para livrarias não muito fiscalizadas desde que o suborno seja alto. Mas, mesmo assim, para essa solução funcionar é necessário que o gerente aceite o livro.

E ainda temos o problema da reputação da marca: no caso, o título do livro. Não basta conseguir uma resenha na Veja ou na Exame se o livro não estiver nas livrarias conhecidas ou nos sites das livrarias conhecidas (leia-se: nas livrarias de shoppings e aeroportos). E é inútil pagar propaganda. Quem vende livro é comentário, todos sabemos, mas desde que a pessoa que ouviu o comentário possa ir na livraria que conhece (onde costuma comprar livros) e comprar o livro. E se ela não comprar o livro não aumenta a reputação da marca: o livro não é comentado por mais gente => mais gente não compra o livro => a distribuição se clusteriza!

Existem, sim, livros que conseguem furar as regras desse mercado falsificado, mas são poucos. É obra do acaso, não da qualidade da obra.


Alguém poderia retrucar: - Não estou vendo ainda qual é o problema. Por que não submeter então um livro a uma editora conhecida, que tem uma distribuidora conhecida, que vai colocá-lo numa livraria conhecida? Ora, mas qual é essa editora-distribudora-livraria conhecida que aceita o Domínio Público?


Continua nos comentários

 

DICA DO PAULO GANNS

12 Ways to Market Your Book By Giving Away Free Stuff

“The Enemy of the Author is Not Piracy, But Obscurity” – Tim O’Reilly

This article offers 12 ideas to market and promote your book by giving away free stuff. Each of the ideas or ‘models’ is named after a person or company that I associate the model with. The idea is to stir your imagination and help you get creative with how you price and promote your book.

1. The Radio Head Model

(Pay whatever you want to pay)

Radiohead’s seventh album, In Rainbows, was released through the band’s own website on 10 October 2007 as a digital download for which customers could make whatever payment that they wanted, including nothing; the site only advised, “it’s up to you”. Following the band’s sudden announcement 10 days beforehand, Radiohead’s unusual strategy received much notice within the music industry and beyond. 1.2 million downloads were reportedly sold by the day of release.

The idea is simple. Stick in a suggested price but allow your reader to decide what they want to pay for your book. If they decide that they want to pay zero dollars for your book, that is also fine. Think of them as evangelists for your book.

2. The Grateful Dead Model

(Pay for souvenirs and enhanced experiences)

The Grateful Dead is one rock band that were masters of marketing and differentiation. In the 1980s, the Dead decided to go against accepted practice and allow fans to tape live performances. In an industry where bootleg records cost artists and record companies profits, such a decision was like shooting yourself in the foot.

Fans, however, had to follow an honor system. They could keep or trade the tapes with fellow fans, but they could not sell them for profit. With the advent of the Internet, a vast virtual community of tapers has emerged, with Deadheads reaching out electronically via hundreds of homespun Web sites to share the experience yet again.

So what’s the takeaway for authors from the Grateful Dead model? Don’t hold on to your content and ideas with too much ferocity. If your fans want to reproduce your content, be grateful! If they want to carry your excerpt on their sites, don’t worry. Your goal is to promote the expansion of your idea virus. And to capture a share of their minds. Then (if you’re a non-fiction author), you can charge for your in-person experience (seminars and workshops.) Or if you’re a fiction writer, you can charge for souvenirs related to your content such as a signed, physical copy of your book.

3. The Timothy Ferris Model

(Buy current book and get future, uncompleted book for free)
 
A few months ago, Timothy Ferris – author of The Four Hour Work Week was on an audio interview with the folks from Duct Tape Marketing. While finishing up the interview, Tim gave a special offer. The offer was this – If you bought 4 copies of his Four Hour Work Week book and sent in the Amazon receipts to Tim via email, later, in 2010, you’d get an advance, autographed copy of his new book Becoming Superhuman.

The key idea here is that you, as an author, want to begin promoting your future book as much in advance as possible. And what better way to do that than to reward fans who purchase your current book with a free copy of your yet to be completed future book. You get royalties on your current book. And you promote your future book as well! Like many other things in Tim’s life, it is possible to have the cake and eat it too.

4. The Robert Greene Model

(Bundle concise version of your book with another one of your books)

Robert Greene has written many books among which you will find – ‘The 48 Laws of Power’ and ‘The Art of Seduction.’ He also has concise shorter versions of both these books. Now, when you buy either of these books, you get the concise edition of the other book bundled with your purchase. You’re happy since you’re getting a free gift. But the concise edition is really an inducement to go out and buy the full version.

This idea can work for you if you have at least 2 books to your credit and the audience for both the books is the same. If it is two non-fiction books, you can create concise versions of both the books and include the concise version with each book purchased. Packaged well (like all good souvenirs), you can even charge higher for the bundle. If it is two fiction books, you can plan on including the first 3 chapters of your other book with every purchase of your first book and vice versa.

5.  The Cory Doctorow Model

(Treat your book like an open-source software project)

Cory Doctorow is a well-known, science fiction writer, journalist and blogger (he runs the popular Boing Boing blog.) If you go to Cory’s website – you can get to read all of Cory’s books for free. Not only that, you, as a reader of Cory’s books, are encouraged to convert his books into other formats  such as iPhone compatible formats, Kindle compatible formats, etc. and send those in to Cory. Cory will then put up that digital version of his book with a little thank you note to your name. You can even translate the books into different languages. Cory’s books come with a Creative Commons license which lets you share it, remix it, and share your remixes, provided that you do so on a noncommercial basis. Why does Cory do this? On this excellent post, he gives his rationale and says, “Giving away ebooks gives me artistic, moral and commercial satisfaction.” Cory believes that digital versions of books are enticements to buy the physical copies of his books. And Cory says that his book sales have consistently beaten the expectations of his publisher.

So what’s the big idea here? Treat your book like an open-source software project. Get your community of readers involved. Let them enjoy the creative process of remixing or adding to your offering. Then they become evangelists for your book. Also, by nature, people want to do the right thing. Most people do not want to take something for nothing. If you give them pleasure or value without restrictions or strings attached, they will give back in different ways. The most impressive aspect of Cory’s models is that his fans have asked for a way to donate to Cory and Cory has gone ahead and set up a mechanism for his fans to make voluntary contributions. While this model is most suited for science fiction books with a geeky audience, it can be tried in other genres also.

6. The Tony Eldridge Model

(Give away your book over time in serial format)

Tony Eldridge is the author of the thriller book – ‘The Samson Effect’ and a well known book marketer. There are actually two ideas from Tony that are worth studying – serialization and offering the full book free online. Tony initially started out by releasing one chapter a week of his book. It had many people hooked and they waited eagerly for the next chapter to come out. More recently, Tony has put up his entire book to be read online for free.

Does this hurt Tony’s book sales? No! The people who read the full book online tend to become ambassadors for his book telling other people about the book. And the people who buy the book get a much better reading experience (you cannot lie back on a hammock and read from a computer screen for 4 hours at a stretch … can you?) Of course, if you have a publishing contract, your publisher may not be too happy with you putting up your entire book online for free reading. In that case, consider the Paulo Coelho model (see below.)

7. The Paulo Coelho Model

(Encourage digital piracy of your books)

Paulo Coelho has sold over 100 million copies of his books. Part of his online marketing activities is to help people find digitally pirated copies of his own books. He does this by maintaining an online page called Pirate Coelho which links to all of the places on the Internet where you can get pirated copies of Paul’s books (an online directory of pirated books!) Paulo also appeals to the altruistic part of the modern-day pirates’ hearts by suggesting that you donate a physical copy to a local library in case you read a pirated version for free online and like it. Paulo’s publishers claim no knowledge of Paulo’s creative book-marketing efforts. According to this article“When reached by NEWSWEEK, a HarperCollins spokeswoman, Patricia Rose, said the publisher knew nothing about Coelho’s online activities.”

Results have been impressive for the Paulo Coelho model. According to this same article, “Bookstore sales in Russia, a market in which Coelho was having distribution problems and where he had sold only 1,000 books, rocketed to 10,000 in 2001. He has since sold 10 million copies of his books, his agent says. His fans have downloaded complete editions of his books, in languages ranging from Spanish to Swedish, more than 20 million times in the past seven years.”

For many people, the only thing better than free stuff is stolen free stuff. There’s a special thrill in going to peer-to-peer torrent sites and downloading free music or movies. You feel like you’re a modern day Robin Hood – stealing from the rich fat record companies. For example, even though my friend Chetan Dhruve’s book manifesto is available as a free download on ChangeThis.com, you will routinely see the book listed on P2P file sharing sites. The big takeaway for you? Think up a creative way to make your content look like forbidden fruit. Then you have a chance of getting the attention of your readers.

8. The Podiobooks Model

(Audio version free; pay for text version)
 
Podiobooks.com offers serialized audio books to listeners. If you’re an author, this is another way for you to monetize and popularize your content at the same time by giving away the audio version of your book for free. You make money if listeners make a donation to you (possible through the site.) Or it’s possible that your listeners will talk about your book to their friends who may go out and pick up your book.

This model can probably work well for non-fiction books since many non-fiction books contain portions which require you to have a visual reference. The downloading of an audio version of the book does not necessarily cannibalize sales of the text version of your book. The problem  with this model for fiction books is that once your audience finishes listening to your book, there is very little incentive to make a purchase of your book. And even though your listener may be willing to make a donation, it’s possible that she forgets to make the donation because of other activities that crowd out her schedule. In my own case, I actually listened to an excellent science fiction book by Bill DeSmedt. I even went back to the site in order to make a donation to the author. But my donation did not go through because of some technical glitch on that day and I gave up after a few tries and after informing the author about the technical issues.

9. The Anti-Podiobooks Model
(Text version free; pay for audio version)

The idea here is to allow authors to give away the online text versions of their books for free but charge for the audio version. An audio version is a huge convenience for many people who commute to work. And people are comfortable about paying for content served up on electronic devices other than the PC (think iPhone Apps, iTunes, Kindle etc.) I’m not aware of any site or service that does this. If you know of some service that does this, please let us know. Else, we, at BookBuzzr will go ahead and start a service like this to help authors with their book-marketing.
10. The Seth Godin Model

(Permission Marketing)

Years ago master book-marketer Seth Godin came up with the idea of permission marketing. The idea is to take the permission of prospects to contact them in the future with offers, deals and sales pitches. These days, this concept has been widely implemented with the use of email marketing software such as Aweber.

The idea of permission marketing can be extended to the newer tools of the Internet. For example, you can ask for permission to contact the prospect  via Twitter i.e. require that they follow you on Twitter. In exchange for this you can give away a free ebook or special report. Or you can ask your reader to make a blog post in order to receive a copy of your ebook.

Seth also argues that authors should recognize that they are idea merchants and that books are simply souvenirs of the authors’ ideas. You can watch this video below:

Another important idea suggested by Seth is the notion of an idea virus. An idea virus is an idea that has the potential to spread very rapidly. Seth wrote an ebook on the idea which is touted as the “#1 eBook in history.” You can download the book here.

11. The Chris Anderson Model

(Digital version free for a limited time)

 
When Chris Anderson launched his book – ‘Free: The Future of a Radical Price’, he surprised everyone by giving away both audio and online reading versions of his book for free. There were no strings attached. No need for registering, signing-up for a mailing list or anything else. But it was a limited time offer. Not surprisingly, the book received a tremendous amount of coverage and interest and went on to become a New York Times bestseller.

There are three key takeaways here. The first is that Chris did not ask you to provide your email address or share the book with your Facebook friends or do anything else in order to receive a free copy of his book. You just went to his blog post and read it or downloaded the audio version. The next key idea is that it was alimited time offer meant to stimulate interest in the book. People make decisions when they have a deadline or when you create a sense of urgency. Chris did this admirably well. Finally, there was a real price associated with the product. I knew that if I needed to buy the physical copy of the book, I’d need to pay over $10. And so it was a no-brainer for most people to read the book online or to download the digital version. Now, how is it that the book went on to become a best seller inspite of giving it away for free? Simple, the people who read it for free, talked to their friends about the book. Some of these simply bought the book for convenience. Or it’s possible that the ones who downloaded the audio book went out and bought a physical copy for reference purposes.

12. The fReado.com Model

(Play games to win free books)

 
fReado.com is offering authors a new way to market their books online by giving away their books as free gifts to readers who play online games on the fReado.com site. The idea will work like this. A reader comes to the fReado.com site. The reader notices the option to win prizes such as Kindles, best-selling books, classic books and new books by playing online games. While playing these online games, the reader is continually exposed to book covers of participating authors inside the game playing experience. So authors get exposure both inside the game and in the prizes section where their books will be listed. Readers can exchange points that they win with any of the prizes listed in the prizes section. Click here to see a demo.

 


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Comentário de Augusto de Franco em 21 fevereiro 2011 às 19:35
Comentário de Jaime Tak em 9 fevereiro 2011 às 8:50
10 anos atrás o meu tempo de leitura era gasto 100% em livros e jornais. Atualmente o meu tempo de leitura é gasto 50% em papel impresso e 50% na internet e redes sociais. Acho que essa verticalização editorial dos impressos vai continuar porque isso faz parte do processo de fabricação e distribuição do produto. Acho que o processo de distribuição de e-books (as editoras estão marcando...) deveria ser parecido com produção, venda e locação de cd e dvd (essa mídia é muito mais barata e interativa que os impressos. Se por aí fosse eu iria numa livraria virtual e compraria pelo menos uns vinte livros que me indicaram aqui na Escola de Redes. 
Comentário de Augusto de Franco em 9 fevereiro 2011 às 5:14

Muito boa a dica, Paulo. Transcrevi acima o artigo (no post). E a frase do O'Reilly é genial:

 

“The Enemy of the Author is Not Piracy, But Obscurity” – Tim O’Reilly

Comentário de Paulo Ganns @pganns em 8 fevereiro 2011 às 21:11
Comentário de Paulo Ganns @pganns em 8 fevereiro 2011 às 19:38

 

Falando em pirâmides, ROI, StakeHolders, mídias sociais...

 

Tudo haver e nada haver...
Comentário de Augusto de Franco em 8 fevereiro 2011 às 18:57

Entendo, Paulo. Aliás, é o que estou fazendo sempre: publicando, publicando hoje, pagando o preço hehe. Mas o problema não é meu (ou só meu). As editoras não perderiam nada se aceitassem o Domínio Público (aliás, pelo contrário: existem muitas evidências de que um livro bem-aceito na edição digital free, acaba vendendo mais sua edição em papel). O problema é a cultura adversarial: mesmo que você mostre isso com dados para os editores, eles se recusam a aceitar porque a função social que desempenham é a de trancar o conhecimento para lucrar a partir desse aprisionamento. 

 

A cauda longa talvez não se aplique muito bem aqui. Não se trata de ganhar em escala reduzindo o preço. Para os propósitos estabelecidos (no post acima) o preço do livro não é um fator tão relevante. Os livros com alta tiragem estão ficando mais caros de qualquer modo pois outros custos editoriais e de distribuição e comercialização subiram e as margens de lucro dos grandes grupos não podem ser afetadas (em grandes grupos há investidores que nada têm a ver com o negócio, tanto faz para eles se o produto é linguiça ou livros: só querem saber de ROI).

 

Bem, tem muito assunto aqui.

Comentário de Paulo Ganns @pganns em 8 fevereiro 2011 às 16:19
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Como fazer isso?

Na minha opinião, montar uma rede de distribuição para concorrer com as distribuidoras, seria uma não-solução. Essa rede de distribuição enfrentaria os mesmos problemas mercadológicos do ecossistema atual e acabaria, com o tempo, merecendo as mesmas críticas. E mesmo que escolha um nicho de mercado, ela acabaria filtrando autores por nicho.

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Livros & Linguiças!

Minha família tem um pequeno frigorífico de suínos em Minas Gerais
(Aceito encomendas, hehehe!).
Para entrar em grande super-mercados, é prática aceita que se compre espaço em gôndolas e em áreas “quentes”, o que não deixa de ser um “suborno” legal. Além disso, como barreira, aquelas duas grandes que viraram uma gigante, jogam pesado mesmo e a sobrevivência não é fácil.
Então, embora tão diferentes, livros e linguiças, como produtos, disputam a escassez de espaços e sofrem com as mesmos barreiras.
Mas há uma diferença entre os dois que nos impede de desobedecer o padrão: não conseguimos digitalizar embutidos!

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E se?

E se você abandonasse o DP, a título de experiência de vida, como de abordagem inicial na construção de uma marca, como estratégia para um movimento futuro, mais libertário!

Ou melhor: Já pensou em desobedecer você mesmo?
Comentário de Paulo Ganns @pganns em 8 fevereiro 2011 às 16:17
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Leitor de “hoje” ou de “amanhã”?

Sim, porque se não for para essas pessoas realmente existentes hoje, mas para as pessoas de amanhã, então devemos publicar o livro amanhã (não hoje)! Certo?

Na minha visão, errado! Devemos publicá-los “hoje” e esperar/torcer que alguém, “hoje” ou “amanhã”, construa um valor sobre o que foi escrito. A história de várias obras corroboram esta linha de pensamento e você, melhor do que eu, sabe e ensina isto (Acho!).
Então, muito do que é feito “hoje”, só será lido/entendido/difundido “amanhã”. É o preço dos visionários!
O paradoxal é notar que está muito mais fácil publicar um livro “hoje” do que “ontém” e pelo desabafo, muito mais difícil distribuí-lo, através dos meios tradicionais!
Comentário de Paulo Ganns @pganns em 8 fevereiro 2011 às 16:16
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Domínio Público:

Ora, mas qual é essa editora-distribudora-livraria conhecida que aceita o Domínio Público?

Pesquisando sobre obras e autores que estão em domínio público, achei este site:

http://www.feedbooks.com/authors/top

e nele alguns autores/obras como:

Lewis Carroll / Alice's Adventures in Wonderland

O interessante é olhar que o DP, pelo menos na Amazon, não invibializa a comercialização da obra em si e de diversas interpretações e mesclagens da mesma:

http://www.amazon.com/s/ref=nb_sb_noss?url=search-alias%3Daps&field-keywords=Alice's+Adventures+in+Wonderland&x=0&y=0
Comentário de Paulo Ganns @pganns em 8 fevereiro 2011 às 16:15

Alguns apontamentos para explorar o assunto:
 
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Mercado:

Sobre a ótica da cauda longa,


o consumidor de uma determinada gama de livros, se impressos (materializados), estariam na ponta marginal à direita (amarela).
Numa análise fria, sem juízo de valor sobre a qualidade destas obras ou sobre quem são os seus leitores, tal “consumidor” não pode ser caracterizado como pertencente à massa.
Sendo assim pensando com a cabeça de um empresário de hoje, não valeria a pena comercializá-lo, visto os custos envolvidos na produção, na logística e no armazenamento!
O que se discute ainda, no mercado digitalizado, é se tais premissas são válidas.

 

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