Escola de Redes

Acho o máximo o desafio entre o homem e o conhecimento...

Me lembra de uma daquelas estorinhas de monges, entre mestres e discípulos.

Um dia um monge novato, mas em busca do auto-conhecimento chega ao seu mestre e pergunta:

- Mestre, como faço para alcançar a sabedoria?

O mestre, fitando-o com serenidade responde:

- Aprendiz da Vida, pegue suas coisas mais importantes e rume para o alto da montanha. Lá vai encontrar suas respostas.

O Monge, novato, passa parte do seu dia refletindo e pega seus objetos mais importantes e parte para a montanha.
Já estando lá e munido de seus objetos importantes, seus livros mais queridos, ele começa a sorvê-los na forma de maior entrega que era capaz de realizar.
O tempo passava e nada.
Mas chegara o inverno. A comunicação com os livros e seus autores se aprimorava, mas ele não tinha encontrado ainda a sabedoria.
O inverno, a cada dia mais intenso, tirava mais o seu sono, as mantas não davam conta do seu frio e ele pensava sobre o que o mestre tinha dito: “pegue suas coisas mais importantes e rume para o alto da montanha. Lá vai encontrar suas respostas.”
Chegara à noite mais fria do inverno, e sua capacidade meditativa já não dava conta de seu frio. Ele então um a um, selecionando inicialmente as obras menos importantes, mas após algum tempo já buscava as maiores, lançava uma a uma na fogueira, buscando sobreviver a aquela noite tão “sem sensibilidade” para com o discípulo aprendiz.
Foi uma noite de extremo frio, e no final, nenhuma obra tão importante, tinha sobrado.
Completamente exausto, ele adormece.
Em sonhos, recebe em revelação a resposta de suas dúvidas, procuradas durante toda a sua vida. Percebe que a busca é o caminho, mas que suas respostas vieram na entrega.

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E o homem, este buscador, pela resistência criada pela matéria ainda busca o conhecimento fora de si. EU SOU.

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Comentário de Haroldo Vilhena em 26 julho 2009 às 12:45
Me faltaram musculos, usei o conhecimento, me faltou conhecimento, usei a intuição...

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