Escola de Redes

Não é novidade para ninguém, nem é de hoje, que acontece um alarmante aumento no nível de violência, principalmente nos meios urbanos.
A razão desse post, neste espaço para diálogo sobre redes sociais, é que por "acaso" li duas noticias na Folha de São Paulo de quinta-feira passada (29/01/09) (e só agora tive tempo de escrever), que fizeram soar o "alarme" interno e me motivaram a escrever neste espaço em busca de troca de opiniões.
Normalmente começo a ler o jornal pelo de assuntos políticos e internacionais. Naquela data (29/01), comecei pelo Caderno Cotidiano, que traz as notícias das mazelas locais, crimes, tragédias e política local (moro em SP).
Essas noticias, eram as seguintes: 1) sobre a onda de assaltos em Salvador (“PMs à paisana escoltam turistas em Salvador” – Luiz Francisco) e 2) sobre a reação dos traficantes a uma ação policial em favelas da Zona Norte do Rio de Janeiro (“Tráfico queima e ônibus em reação à polícia no Rio” – Ítalo Nogueira). (noticias que já estavam no noticiário televisivo da noite anterior).
Mas porque essas notícias me alertaram e me fizeram escrever? Talvez pelo fato de lê-las associadas (ou na seqüência), acabei concluindo intuitivamente “a fatura está sendo cobrada com cada vez mais insistência em nosso país”.
E que fatura é essa? Penso que seja a fatura dos 500 anos de política equivocada em que estamos inseridos. A política do assistencialismo e do coronelismo, da visão do curto prazo e a do apego a “Lei de Gerson” ( “o negócio é levar vantagem, certo?”). Essa política que levou e ainda esta levando a obstrução dos canais de relacionamento em nossa rede social (aqui falo da rede social enquanto sociedade). Com essas políticas, não logramos estabelecer uma comunidade ativa e protagonista de seu futuro, mas ao contrário, dependente dos favores e interesses de plantão.
E porque estou escrevendo sobre isso?
Em minha opinião, porque esses fatos apontam a não produção de capital social em nossa sociedade, ou melhor, para a privatização (do já escasso) capital social que temos, quando grupos marginais sabendo (ou percebendo) que a sociedade está com fraca tessitura, se aproveitam e se organizam para perpetrar seus crimes.
E porque estou escrevendo sobre isso nesse espaço?
Porque penso que podemos, a partir de nossos estudos e conhecimentos sobre redes sociais, lançar luz sobre esse tema (e ainda outros) e ajudar outras pessoas a pensar suas atuações específicas.
(desculpem se fui alarmista e pessimista, mas esses momentos podem nos levar a boas reflexões e estudos e não foi minha intenção me estender em demasia)

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Comentário de Carlos Boyle em 4 fevereiro 2009 às 13:12
Estimado tocayo CArlos, hace un tiempo analizábamos Los riesgos de la no pertenencia en este post, Claro que tiene mucho que ver, de lo que se trata es como favorecer redes sociales de inclusión y contención social, para que muchos de nuestros jóvenes encuentren un lugar donde poder desarrollar sus potencialidades.
Un abrazo

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