Escola de Redes

A SOCIEDADE EM REDE NO I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DO CENTRO RUTH CARDOSO


Em 24 e 25 de novembro de 2010 será realizado na FEA USP um encontro de pesquisadores, professores, e practitioners dedicados ao tema do desenvolvimento sustentável em suas múltiplas dimensões: social, econômica, ambiental. Será o I Seminário Internacional do Centro Ruth Cardoso, que busca agregar o “estado da arte” tanto na produção teórica sobre o assunto, quanto nas vivências práticas sejam elas iniciativas governamentais, empresariais e de organizações da sociedade civil.

Para atender os objetivos do Seminário foram eleitos eixos temáticos que dão continuidade aos conteúdos dos principais programas que nasceram na Comunidade Solidária e se consolidaram na Redesol, criados sob a liderança de Ruth Cardoso: Formas Inovadoras de Participação Social; Educação, Trabalho e Cidadania; Redes Sociais e Sociedade em Rede; e Empreendedorismo Social.

O tema Redes Sociais e Sociedade em Rede, foi colocado para o Seminário da seguinte maneira:

Novos padrões de organização social estão se configurando na contemporaneidade. Uma sociedade em rede está emergindo e, progressivamente, tornando obsoletos as instituições e os processos hierárquicos da velha sociedade de massa. Novas tecnologias de informação e comunicação – que permitem a interação horizontal ou entre pares (pessoa-com-pessoa) em tempo real – estão acelerando esse processo. Mas novas tecnologias sociais, tão ou mais importantes do que essas (chamadas TICs), também estão contribuindo para mudar radicalmente as condições de vida e convivência social neste dealbar do século 21.

Tudo isso vai mudar, em parte já está mudando, a maneira como executamos as nossas atividades empresariais, governamentais e sociais. Vai mudar a maneira como nos organizamos para produzir e comercializar, governar e legislar e conviver com as outras pessoas na sociedade. E – como não poderia deixar de ser – isso também está mudando a forma como aprendemos.

Mas, fundamentalmente, vai mudar a maneira como pensamos e induzimos o desenvolvimento a partir da constatação de que tudo que é sustentável tem o padrão de rede. Em uma sociedade em rede, desenvolvimento, ao que tudo indica, passará a ser sinônimo de sustentabilidade e dependerá da configuração da rede social a que qualquer ator - pessoal, social ou institucional - está conectado.

É necessário compreender os novos fenômenos que estão ocorrendo na sociedade em rede que está emergindo, associados a novos padrões de organização cada vez menos centralizados ou cada vez mais distribuídos. Para tanto, é necessário investigar as redes sociais.

Participarão da mesa: Gustavo Cardoso, pesquisador da Universidade de Lisboa, que trabalha ainda com o Departamento de Comunicação e Estudos de Desempenho na Universidade de Milão; Silvio Meira, professor titular do centro de informática da UFPE, onde leciona engenharia de software e história e futuro da computação e que é cientista-chefe do c.e.s.a.r.; Cássio Martinho jornalista e consultor em gestão de redes e autor do livro Redes – uma introdução às dinâmicas da conectividade e da auto-organização; e Augusto de Franco (coordenador do tema), um dos netweavers da Escola-de-Redes, que compôs, juntamente com Ruth Cardoso, o Comitê Executivo do Conselho da Comunidade Solidária (1995-2002).

Duas grandes questões foram colocadas para discussão:

Redes Sociais e Midias Sociais: as redes sociais estão sendo hodiernamente confundidas com mídias sociais. Toma-se a ferramenta (digital) pela rede (social), quando, tudo indica, redes sociais são pessoas (conectadas, interagindo), não ferramentas! Essa confusão existe realmente? Pode-se articular e animar redes sociais com qualquer tipo de mídia: cartas escritas em papel e transportadas à cavalo (como ocorreu no chamado “Network da Filadélfia”, que redigiu a várias mãos a Declaração de Independência dos Estados Unidos), telefones fixos ou móveis, transceptores de rádio freqüência, conversas presenciais e, no limite, até mesmo com tambores e sinais de fumaça? Quais as conseqüências de trabalhar com a visão de rede como mídia (ferramenta tecnológica) e com a visão de rede como padrão (de organização)?

Redes Sociais e Transição Organizacional: A despeito do fato, incontestável, de a dinâmica global da interação entre as velhas instâncias organizativas ter mudado, anunciando a emersão de uma verdadeira sociedade-rede, um novo padrão de organização distribuído não logrou se materializar no interior e no entorno das organizações empresariais, governamentais e sociais, que continuaram ainda se estruturando de modo centralizado ou hierárquico. Quais as principais conseqüências, para as organizações, da transição da sociedade hierárquica para uma sociedade em rede?

Além da mesa redonda, haverá ainda uma oficina sobre o mesmo tema com a apresentação de dois cases: o do Instituto Vivo (com Luis Fernando Guggenberger) e o da Empresa Teia (com Oswaldo Gouvêa).

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Comentário de Beatriz Vera Pozzi Redko em 20 novembro 2010 às 11:07
Como posso participar?

Beatriz

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