Escola de Redes

Nesta seção vamos receber comentários e propostas de detalhamento das seguintes ações:

4.1 - Sensibilização de voluntários e recrutamento de candidatos

4.2 - Capacitação dos candidatos

4.3 - Avaliação e seleção dos voluntários

4.4 - Constituição do Embrião da Rede e pactuação do propósito inicial, dos objetivos do seu trabalho, de suas tarefas, de suas dinâmicas de relacionamento e de seus instrumentos conceituais e ferramentas tecnológicas

4.5 - Capacitação em netweaving do Embrião da Rede

4.6 - Comunicado dos decisores (do CEO, no caso de empresas) sobre os objetivos e o mandato do Embrião da Rede

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Respostas a este tópico

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Há braços!
me
Caro, em relação a capacitação compartilho aqui proposta de uma atividade de informação (tempo envolvido: 8:00/ atividade 6:00) que fiz a Contentdigital .
É um roteiro que pode contribuir para pensarmos a "capacitação". O conceito implícito de aprendizagem permanente no dito"O escola é a rede, a rede é a escola" já nos oferece uma pista sobre esta questão. A aprendizagem sobre fazer e viver em rede, pela natureza dinâmica do fenômeno, só pode ser permanente. Trabalhamos então com o padrão, com seus princípios. Não temos respostas para situações que não existem, mas temos príncípios que orientam a prática.
É uma educação bem complexa esta que implica em mudança de modelos mentais coletivos e pessoais, mudanças no padrão de comunicação e relacionamentos entre pessoas no contexto de uma organização, o incremento de relações telemáticas. Muitas vezes sair de uma cultura coletiva de adesão passiva para uma de deliberação e intervenções, necessita investimento persistente na mudança.
Faz muita diferença a origem da "idéia" da rede como um recurso na organização. Qual a posição hierárquica da fonte de decisão? A idéia da rede como estratégia institucional emergiu das redes informais da organização? Como nasceu e se desenvolveu esta idéia na organização é uma informação muito importante para modelar a intervenção.
abraços
Anexos
Eis o Schemma Vivianne:

uau. tô gostando! :)
O curso é de uma seis horas de conteúdo, então optei por oferecer uma panorâmica do tema e apresentar meu método de trabalho em linhas gerais. O público que pretendemos atingir é o empresarial. No curso vou focar mais nas possibilidades do padrão em organizações, desafios, conceitos básicos para entender o que é.

(Estou com dificuldade de acesso à internet, se demorar participar da conversa é por isso.)

Em linhas gerais meu trabalho acontece assim:
1 - alguém me chama porque deseja acionar uma rede entre organização, projetos, pessoas,
2 - levanto informações, converso procurado entender o contexto da iniciativa. Mesmo no TS estas redes projetadas são bem instrumentais, quem quer acionar tem resultados bem definidos que pretende alcançar. As pessoas que estão a frente do processo sempre desejam manter certo controle. Esta é a realidade, nunca encontrei ninguém interessado em fazer rede distribuída de fato ( Só o Augusto). Querem os benefícios do padrão sem os riscos dele :-). Sempre procuro conversar muito com quem está a frente do processo, principalmente porque há confusões: rede=plataforma tecnológica de comunicação; querem fazer o processo em três meses; fantasias sobre auto-organização.
3 - proponho a capacitação de um grupo nuclear com pessoas que seriam futuramente os facilitadores da rede. Peço umas 20 pessoas, para ter no final do meu trabalho pelo menos uns 3 para assumir a facilitação, com envolvimento mais profundo. Esta capacitação é permanente no período de meu contrato, combinando atividades presencias e atividades a distância utilizando internet (ning, moodle, e-group). Defino algumas tarefas para desenvolvermos com meu apoio on-line. O apoio on-line é permanente, pois normalmente trabalho com redes fora de SP.
4 - Estruturamos um sistema de comunicação comum, aberto, em que todos os integrantes da rede estarão conectados (site colaborativo , ning, e-goup, wiki). Vamos fazendo atividades de informação sobre redes, sobre a rede em questão procurando sensibilizar os potenciais integrantes da rede. Oficinas de navegação dirigida na plataforma de comunicação da rede.
5 - dependendo do contexto, da cultura organizacional, do grau de habilidade do grupo na comunicação on-line, dos objetivos, a rede vai se configurando.
Estou sempre procurando melhorar este esquema e cada rede é uma novidade.
abraços
abraços
Importante:
1 - há capacitações diferenciadas para papeis diferentes no processo.
2 - a melhor abordagem operativa é a de uma equipe, reunindo competências como o pessoal da Papagallis (facilitadores de conversações presenciais), facilitadores de comunicação mediada por computador, especialistas em redes, psicólogo social, antropólogo.
Os processos que tenho visto geralmente contratam um consultor, normalmente um especialista em redes que passa atuar com uma equipe interna, eventualmente contratam alguém para dinâmicas de grupo. Mas como o fenômeno é pluricausal, uma equipe com competências sintonizadas pode trazer maiores garantias de sucesso.
abraços

Vivianne Amaral disse:
O curso é de uma seis horas de conteúdo, então optei por oferecer uma panorâmica do tema e apresentar meu método de trabalho em linhas gerais. O público que pretendemos atingir é o empresarial. No curso vou focar mais nas possibilidades do padrão em organizações, desafios, conceitos básicos para entender o que é.
(Estou com dificuldade de acesso à internet, se demorar participar da conversa é por isso.) Em linhas gerais meu trabalho acontece assim: 1 - alguém me chama porque deseja acionar uma rede entre organização, projetos, pessoas,
2 - levanto informações, converso procurado entender o contexto da iniciativa. Mesmo no TS estas redes projetadas são bem instrumentais, quem quer acionar tem resultados bem definidos que pretende alcançar. As pessoas que estão a frente do processo sempre desejam manter certo controle. Esta é a realidade, nunca encontrei ninguém interessado em fazer rede distribuída de fato ( Só o Augusto). Querem os benefícios do padrão sem os riscos dele :-). Sempre procuro conversar muito com quem está a frente do processo, principalmente porque há confusões: rede=plataforma tecnológica de comunicação; querem fazer o processo em três meses; fantasias sobre auto-organização.
3 - proponho a capacitação de um grupo nuclear com pessoas que seriam futuramente os facilitadores da rede. Peço umas 20 pessoas, para ter no final do meu trabalho pelo menos uns 3 para assumir a facilitação, com envolvimento mais profundo. Esta capacitação é permanente no período de meu contrato, combinando atividades presencias e atividades a distância utilizando internet (ning, moodle, e-group). Defino algumas tarefas para desenvolvermos com meu apoio on-line. O apoio on-line é permanente, pois normalmente trabalho com redes fora de SP.
4 - Estruturamos um sistema de comunicação comum, aberto, em que todos os integrantes da rede estarão conectados (site colaborativo , ning, e-goup, wiki). Vamos fazendo atividades de informação sobre redes, sobre a rede em questão procurando sensibilizar os potenciais integrantes da rede. Oficinas de navegação dirigida na plataforma de comunicação da rede.
5 - dependendo do contexto, da cultura organizacional, do grau de habilidade do grupo na comunicação on-line, dos objetivos, a rede vai se configurando.
Estou sempre procurando melhorar este esquema e cada rede é uma novidade.
abraços
abraços
Tenho pensado e estudado sobre a questão das redes & organizações, tanto por conta da preparação do curso que propus como pela mobilização provocada pelo grupo transação organizacional. Da minha experiência com redes tenho algumas observações:
- considero mais "fácil" articular e nutrir uma rede que envolva diversas organizações ( por exemplo: uma cadeia produtiva, sistemas produtivos inovadores locais - SPIL, uma empresa com filiais espalhadas pelo país, uma empresa e seus stakeholders) ou como estratégia para alguns setores ou resultados de uma organização.
- a mudança do padrão organizativo intra-organização apresenta uma série de desafios:
a) o padrão rede é facilmente absorvido, é compatível, tem afinidade com o negócio, contribui diretamente para a melhoria de resultados?
b) dependendo da idade e tempo de serviço dos funcionários as dificuldade para passar de uma cultura de adesão para uma de deliberação e de iniciativas podem ser tremendas. Como o negócio suporta esta passagem, quais os impactos desta transição nos negócios da organização?
c) o grupo que quer fazer a mudança tem dimensão da profundidade da mudança? Do tempo que levará? Está disposto a investir de forma sustentada no processo?
São perguntas que surgem à medida que me debruço sobre o tema.
O Banco Real está vivendo um processo destes, vcs conhecem alguma informação sobre a experiência?
abraços
Pois é, Vivianne, você apontou bem alguns dos desafios. O desfio principal é a rede mesmo. Uma "rede" de organizações hierárquicas não pode ser uma rede propriamente dita, quer dizer, não pode ensejar a manifestação daquela fenomenologia própria das topologias distribuídas (clustering, swarming, crunching, autoregulação por emergência etc.) - que é, afinal, a novidade aqui e é o que nos interessa. Uma empresa com filiais espalhadas pelo país não pode ser uma rede nesse sentido que estamos atribuindo ao conceito. Uma rede de supermercados ou a rede Globo, por exemplo, são estruturas centralizadas (multicentralizadas). Mas as perguntas que você faz podem contribuir para este Passo 4 da Transição proposta.
(O que sei do Banco Real é que ele passou ou está passando por um processo de branding - que é uma etapa importante na transição mas não suficiente para alterar o padrão organizacional; mas pode ser que eu esteja desinformado).

Vivianne Amaral disse:
Tenho pensado e estudado sobre a questão das redes & organizações, tanto por conta da preparação do curso que propus como pela mobilização provocada pelo grupo transação organizacional. Da minha experiência com redes tenho algumas observações:
- considero mais "fácil" articular e nutrir uma rede que envolva diversas organizações ( por exemplo: uma cadeia produtiva, sistemas produtivos inovadores locais - SPIL, uma empresa com filiais espalhadas pelo país, uma empresa e seus stakeholders) ou como estratégia para alguns setores ou resultados de uma organização.
- a mudança do padrão organizativo intra-organização apresenta uma série de desafios:
a) o padrão rede é facilmente absorvido, é compatível, tem afinidade com o negócio, contribui diretamente para a melhoria de resultados?
b) dependendo da idade e tempo de serviço dos funcionários as dificuldade para passar de uma cultura de adesão para uma de deliberação e de iniciativas podem ser tremendas. Como o negócio suporta esta passagem, quais os impactos desta transição nos negócios da organização?
c) o grupo que quer fazer a mudança tem dimensão da profundidade da mudança? Do tempo que levará? Está disposto a investir de forma sustentada no processo?
São perguntas que surgem à medida que me debruço sobre o tema.
O Banco Real está vivendo um processo destes, vcs conhecem alguma informação sobre a experiência?
abraços
Augusto, sobre o Banco Real assiti há dias um programa na TV Ideal - Empresa Ideal e um dos tremas da materia foi a mundanças das relações internas para o padrão rede. Há um video compacto do programa ,mas não sei se traz em detalhes a questão da rede. http://idealtv.uol.com.br/midiacenter/Itau-5d88c2239cd8e16358a2d97b.... Tenho muita curiosidade de conhecer um processo interno de mudança de paradigma numa empresa tradicional. Vc poderia exemplificar alguma?
Em relação ao comentários: Uma empresa com filiais espalhadas pelo país não pode ser uma rede nesse sentido que estamos atribuindo ao conceito. Uma rede de supermercados ou a rede Globo, por exemplo, são estruturas centralizadas (multicentralizadas).
Certamente estas redes não se enquadram nos conceitos/visões de redes que tratamos, mas o padrão rede com toda sua complexidade e não apenas morfologia poderia ser utilizado em processos semelhantes.

abraços
Augusto,

Há a necessidade do ítem 4.3 ? Me parece uma atividade da lógica da escassez, uns passam (os selecionados) e outros ficam excluídos. O embrião que utilizamos aqui no grupo de projetos é um portal colaborativo, a infraestrutura foi disponibilizada e ao longo dos dois anos de uso as aplicações vem surgindo e com elas, na minha percepção, a colaboração vem ocorrendo com mais facilidade. Sendo o portal a semente e as pessoas o solo, a semente foi jogada no solo e algumas facilidades vem germinando com diferentes tempos, um calendário foi adaptado como lista para reserva de salas na primeira semana, páginas wiki vem sendo usadas com mais frequência, penso que quando o povo perceber já estará enredado.

Felicidades,

Formanski
Talvez você tenha razão, Formanski. []s

José Gilberto Formanski disse:
Augusto,

Há a necessidade do ítem 4.3 ? Me parece uma atividade da lógica da escassez, uns passam (os selecionados) e outros ficam excluídos. O embrião que utilizamos aqui no grupo de projetos é um portal colaborativo, a infraestrutura foi disponibilizada e ao longo dos dois anos de uso as aplicações vem surgindo e com elas, na minha percepção, a colaboração vem ocorrendo com mais facilidade. Sendo o portal a semente e as pessoas o solo, a semente foi jogada no solo e algumas facilidades vem germinando com diferentes tempos, um calendário foi adaptado como lista para reserva de salas na primeira semana, páginas wiki vem sendo usadas com mais frequência, penso que quando o povo perceber já estará enredado.

Felicidades,

Formanski

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