Escola de Redes


Investigadores americanos comprovaram que navegar na Internet aumenta a capacidade de raciocínio e estimula o cérebro das pessoas de terceira idade num curto espaço de tempo. A investigação liderada pelo Center of Excellence for Aging and Brain Repair, da Universidade da Flórida, recorreu a 24 voluntários com idades compreendidas entre os 55 e os 78 anos, que por sua vez foram divididos por dois grupos, um com experiência no uso da Internet e outro para quem as novas tecnologias são completamente desconhecidas.

As ressonâncias magnéticas realizadas mostraram que, logo após o primeiro contacto com o computador, houve nos dois grupos um aumento da atividade das áreas cerebrais que controlam a linguagem, a leitura, a memória e a capacidade visual. Ainda assim, os mais experientes trabalharam uma área do cérebro muito mais extensa do que a dos principiantes.

Depois deste exame, ambos os grupos passaram duas semanas a pesquisar na internet, durante uma hora por dia, tendo sido posteriormente sujeitos a novas ressonâncias magnéticas, cujos resultados foram ainda mais surpreendentes.

Para além das áreas que já tinham sido estimuladas, os inexperientes trabalharam ainda a parte frontal do cérebro, que controla a memória e o poder de decisão. Após uma nova comparação, os investigadores aperceberam-se de que, depois desse período de experiência, a diferença entre os principiantes e os experientes diminuiu, sendo que a área do cérebro estimulada tornou-se praticamente igual nos dois grupos.

Deste modo, a internet quando utilizada diariamente tem tanto potencial no estímulo da capacidade cerebral dos mais velhos, como as palavras cruzadas ou os quebra-cabeças.

Tais dados demonstram que a inclusão digital poderia ser um instrumento para melhorar a qualidade de vida da população brasileira idosa. A pesquisa integra uma experiência desenvolvida há nove anos em que idosos aprendem a navegar na Internet e a utilizar o computador com a ajuda de adolescentes.

Segundo a pesquisa, a Internet é uma ferramenta bem avaliada devido aos benefícios de aprendizado e comunicação. 24% dos idosos mantêm-se informados sobre o que acontece no Brasil e no mundo pela rede. 19% conversam com amigos e familiares, 8% pagam contas e realizam transações bancárias sem sair de casa e 3% estudam. Além de tudo isso, foi colocado por 10% dos entrevistados que a Internet ajuda a exercitar a mente e o raciocínio.

A média de idade na qual os entrevistados começaram a utilizar computador é de aproximadamente 54 anos. Dos que utilizam computador em casa, 24% afirmam que tiveram seu primeiro contato com um computador depois dos 60 anos. Cerca de 36% começaram a usar até os 50 anos e 39% entre 51 e 60.

A pesquisa identificou também que as mulheres são mais ativas do que os homens. 16% fazem algum curso ou participa de alguma atividade. Entre os homens essa taxa é de 5%.

É ver para crer, tudo pela exclusão digital dos idosos.


Confira no arquivo em anexo uma pesquisa DATAFOLHA, realizada em São Paulo.
(arquivo do Microsoft PowerPoint com 1,66Mb)

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Respostas a este tópico

Olá a todos.
Me inscrevi nesse grupo e depois de ler o material postado quero compartilhar minhas experiências.
Sou professora de um Núcleo de Tecnologia Educacional - NTE em Montes Claros MG. Paralelo ao meu trabalho desenvolvo algumas atividades em projetos sociais possibilitando a inclusão digital de pessoas. Nesses diferentes trabalhos tenho alguns alunos idosos que já realizaram algum tipo de capacitação e utilizam o computador, outros que desistiram de continuar a aprender e outros ainda que já adquiriram autonomia e seguem a vida de acordo a sua necessidade.
Surpreendentemente, como sugere a pesquisa, os idosos gostam de utilizar a rede e querem aprender por iniciativa própria e no meu caso, particular, posso afirmar que as transformações já começaram para os meus "alunos idosos" sobretudo no que diz respeito a novas maneiras de viver e conviver, influenciadas pelas redes sociais e pela facilidade da comuicação instantânea.
A tecnologia esta servindo para transpor obstáculos, até então não utilizados por este grupo populacional e contribuindo significativamente para uma melhor qualidade de vida.

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