Escola de Redes


Depois que os jovens lideraram a expansão da internet, agora é a vez de a rede conhecer o interesse das pessoas com mais de 60 anos.

As pessoas de mais idade são o grupo demográfico que mais rápido cresce na internet.

A tecnologia invadiu as casas, empresas, instituições de todos os tipos. A sociedade como um todo está se tornando informatizada. Os recursos da imprensa, rádio, TV, telefone, fax, vídeo, computador e Internet são disseminadores de culturas, valores e padrões sociais de comportamento. Todos esses artefatos fazem com que a comunicação seja intermediada pela máquina e não pela voz humana.

A geração nascida no universo de ícones, imagens, botões e teclas transita com desenvoltura na operacionalização, nesta cena visionária de quase ficção científica, mas a outra geração, nascida em tempos de relativa estabilidade, convive de forma conflituosa com as rápidas e complexas mudanças tecnológicas, cuja progressão é geométrica.

Esse novo universo de relações, comunicações e trânsito de informações pode se tornar mais um elemento de exclusão para o idoso, tirando-lhe a oportunidade de participar do presente, marginalizando-o e exilando-o no tempo da geração anterior, relegando sua função social à memória, ao passado. Para inserir-se na sociedade essa tecnologia, ele precisa ter acesso à linguagem da Informática, dispondo dela para liberar-se do fardo de ser visto como alguém que está ultrapassado e descontextualizado do mundo atual.

Há uma necessidade em dominar os recursos do computador devido à sociedade ter se tornado informatizada, atingindo todos os âmbitos, e permeando o cotidiano dos indivíduos nas mais variadas faixas etárias. É preciso prevenir a exclusão dos indivíduos idosos por desconhecerem a nova linguagem que se dissemina também nas conversas sociais.

O perfil de idoso mudou muito nos últimos tempos. Apesar de ser um universo heterogêneo, pode-se dizer que, na época dos nossos avós, o idoso recolhia-se ao seu aposento e vivia o resto da vida dedicado aos netos, à contemplação da passagem do tempo pela fresta da janela, a reviver as memórias e (re)lembrar e (re)contar as lembranças passadas. Relegava-se a pessoa idosa ao passado, ao ontem, não reservando um espaço digno e louvável ao indivíduo na velhice, no tempo presente. Havia (e ainda há) uma exclusão das pessoas idosas na construção do presente e do futuro da humanidade. O futuro foi sempre considerado dos e para os jovens. Então, quais os espaços de ser na velhice?

Hoje, desponta um novo tempo, pois os(as) idosos(as) têm uma vitalidade grande para viver projetos futuros (a curto prazo), contribuir na produção, participar do consumo e intervir nas mudanças sociais e políticas. Cabe aos educadores a responsabilidade de pesquisar e criar espaços de ensino-aprendizagem que insiram os(as) idosos(as) na dinâmica participativa da sociedade e atendam ao desejo do ser humano de aprender continuamente e projetar-se no vir a ser.

As pesquisas mostram que existem diferenças entre as faixas etárias na forma da apropriação e no domínio da habilidade operacional do computador. Estudos que comparam jovens, adultos e idosos na interação com a máquina apontam a importância do dimensionamento de estratégias de ensino e aprendizagem delineadas de acordo com as características e condições da população, respeitando o ritmo e tempo para aprender, as limitações físicas (auditivas, visuais) e cognitivas (memória, atenção) etc.

Muitos idosos vêem a tecnologia computacional favoravelmente e acreditam nos benefícios da aquisição de habilidades básicas para dominar o computador

Computadores e tecnologias da comunicação oferecem um potencial de melhorar a qualidade de vida da pessoa na terceira idade, provendo-a com as informações e serviços externos a sua residência, contribuindo para facilitar a vida das pessoas que têm dificuldade ou dependem de outros para se deslocarem.

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