Escola de Redes

Em geral a inovação é mal-tratada em educação. Quando se fala em inovação em educação muitas pessoas pensam logo na implantação de novas tecnologias físicas na sala de aula (tablets, lousas eletrônicas, smartphones, google glass etc). Alguns acham que inovação é adotar programas mais avançados, baseados em recentes descobertas da neurociência, de estímulo à habilidades cognitivas na resolução de problemas e de novas técnicas de memorização e raciocínio. Muitos imaginam que o problema da falta de inovação em educação poderia ser superado com o emprego de métodos mais eficientes de administração dos processos de ensino. Por último, há ainda os que acham que se deve aplicar novos programas lúdicos, como games, quiz e olimpíadas, que aumentam o engajamento dos alunos e estimulam a competitividade escolar.

Nós achamos que inovação em educação não é nada disso. Mas quem somos nós?

Nós somos pesquisadores conectados à Escola-de-Redes e estamos trabalhando há vários anos no desenvolvimento de tecnologias de netweaving que possam ser compartilhadas. Uma característica das tecnologias de rede é que elas não são conducionistas (ou seja, são tecnologias sociais que não pretendem conduzir as pessoas por qualquer caminho estabelecido antes da interação). Essas tecnologias de rede são tecnologias de configuração de ambientes mais favoráveis à livre-interação. Existem fortes evidências de que elas potencializam a criatividade e a inovação.

Recentemente começamos a trabalhar no desenvolvimento de uma tecnologia de rede aplicada à aprendizagem chamada INOVA.EDU. É uma tecnologia baseada fundamentalmente em netweaving.

Centenas de pessoas vêm contribuindo para o desenvolvimento dessa tecnologia nos últimos sete anos, seja com aportes teóricos, seja com ensaios práticos. Uma equipe que se dedicou mais diretamente ao trabalho de formatá-la, tornando possível o seu rápido e fácil compartilhamento, está agora oferecendo-a na forma de um programa-relâmpago a distância, de apenas sete dias (com dedicação aproximada de duas horas por dia). O esquema que está na imagem que ilustra este post, ainda que só possa ser completamente compreendido por quem fizer o programa, dá uma ideia da natureza dessa tecnologia, focada na configuração de ambientes inovadores de aprendizagem.

O programa é pago porque essa equipe não tem nenhum financiamento institucional para realizar o seu trabalho. Se você quiser aprender a usar essa tecnologia e ao mesmo tempo ajudar esses pesquisadores (que dependem disso para continuar seu trabalho), faça sua inscrição.

O programa vai acontecer do dia 17 ao dia a 23 de agosto de 2015. Você poderá fazê-lo de qualquer lugar. As inscrições vão ficar abertas até o dia 16 de agosto no link: http://edu.inova.vc/

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Respostas a este tópico

Tenho trabalhado com metodologias ativas por alguns anos, e vejo a dificuldade dos professores em sair da visão conducionista, expositivista, conteudista e a resistência cultural em aceitar tecnologias educacionais. Que dirá pensar em inovação!

Existe um grande medo por parte do professor em perder o "controle" da sua aula. Quando as metodologias ativas procuram entregar o controle e a responsabilidade da aprendizagem para o aluno, o professor sente-se perdido. Está acostumado a representar esse papel, assim como os alunos interpretam o personagem aluno. Um acredita ensinar por meio de "transmissão" de conhecimentos, e o outro só quer saber de passar de ano. Há muito pouco ou quase nada de aprendizagem nesse teatro de enganações.

Já participei de reuniões pedagógicas onde o professor continua a planejar sua aula completamente à parte da opinião dos alunos. Eu me pergunto, como é possível não incluirmos os alunos no processo de planejamento das aulas, se é para ele que isso é feito? 

Viveremos dias de empoderamento dos alunos. Se eles serão os protagonistas de seu aprendizado, cabe ao professor novos papéis, como a experiência da Escola da Ponte nos mostra. Não tenho dúvida que quando os alunos perceberem seu potencial humano, e compreenderem que podem se desenvolver melhor como pessoa e como estudante, a inovação brotará deles. Eles já inovam nas tecnologias, montam empresas ainda adolescentes, dominam qq dispositivo tecnológico. Mas chega na sala de aula são tratados como peças de um planejamento pedagógico que em nenhum momento os consultou para saber o que eles pensam.

Exatamente, Daniel!

Daniel Boppré disse:

Tenho trabalhado com metodologias ativas por alguns anos, e vejo a dificuldade dos professores em sair da visão conducionista, expositivista, conteudista e a resistência cultural em aceitar tecnologias educacionais. Que dirá pensar em inovação!

Existe um grande medo por parte do professor em perder o "controle" da sua aula. Quando as metodologias ativas procuram entregar o controle e a responsabilidade da aprendizagem para o aluno, o professor sente-se perdido. Está acostumado a representar esse papel, assim como os alunos interpretam o personagem aluno. Um acredita ensinar por meio de "transmissão" de conhecimentos, e o outro só quer saber de passar de ano. Há muito pouco ou quase nada de aprendizagem nesse teatro de enganações.

Já participei de reuniões pedagógicas onde o professor continua a planejar sua aula completamente à parte da opinião dos alunos. Eu me pergunto, como é possível não incluirmos os alunos no processo de planejamento das aulas, se é para ele que isso é feito? 

Viveremos dias de empoderamento dos alunos. Se eles serão os protagonistas de seu aprendizado, cabe ao professor novos papéis, como a experiência da Escola da Ponte nos mostra. Não tenho dúvida que quando os alunos perceberem seu potencial humano, e compreenderem que podem se desenvolver melhor como pessoa e como estudante, a inovação brotará deles. Eles já inovam nas tecnologias, montam empresas ainda adolescentes, dominam qq dispositivo tecnológico. Mas chega na sala de aula são tratados como peças de um planejamento pedagógico que em nenhum momento os consultou para saber o que eles pensam.

Faltam 14 dias para o início do programa de configuração de ambientes inovadores de aprendizagem chamado INOVA.EDU. É um programa a distância de apenas 7 dias (com imersão presencial opcional de 1 dia). O objetivo é compartilhar uma nova tecnologia social baseada na combinação de cocriação interativa com co-investigação (open science), operada a partir de alterações físicas, virtuais e sociais em ambientes educativos, corporativos e organizacionais em geral. Inscrições abertas em http://edu.inova.vc/

Perfeito! Os papéis de professor e aluno parecem ter se tornado um arquétipo ao revés, algo que designa um modelo de coisas que estão deixando de existir :(

Daniel Boppré disse:

Tenho trabalhado com metodologias ativas por alguns anos, e vejo a dificuldade dos professores em sair da visão conducionista, expositivista, conteudista e a resistência cultural em aceitar tecnologias educacionais. Que dirá pensar em inovação!

...

Achei interessante, e neste momento não tenho condições pois estou fazendo outro Curso. Terá mais vezes? Obrigada

Sim, vamos repetir a dose logo.

Rosa Maria da Rocha disse:

Achei interessante, e neste momento não tenho condições pois estou fazendo outro Curso. Terá mais vezes? Obrigada

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