Escola de Redes

ATENÇÃO: NÃO É PARA DISCUTIR E SIM PARA TRADUZIR. MENCIONE O PEDAÇO (OU OS PEDAÇOS) QUE VOCÊ TRADUZIU E PUBLIQUE A TRADUÇÃO NO CAMPO DE COMENTÁRIOS.

Pedaço 1
We all need to better understand networks. Their importance is growing as a form of organization whose efficiency has been enhanced by information technology. The body of knowledge that deals with them has mushroomed in the last ten years or so. The internet – network of networks – is now a significant part of the life of hundreds of millions of people. The metaphor is part of our everyday vocabulary. And still, it is used in so many cases, to describe, refer or allude to so many situations that its "polysemy," as Michel Callon puts it, can be easily confusing. Networks and complexity have so many things in common that we tend to let specialists deal with the issue, understand it, analyze it, use it.

This is wrong. Networks should not be the sole territory of brainy scientists. We should all learn about them, take advantage of the available knowledge about what they are, where they appear and how they operate.

Pedaço 2
Manuel Castells’ trilogy on "The Information Age" has played a major role in this rising awareness. The fruit of decades of research is presented in such an accessible form that laymen and women can find there most of what they need to understand about the network society. But once you become aware of networks, you find them in a lot of other places, at other levels. The meme viral effect is contagious. You want to know more.

That's what brought me to Fritjof Capra's work on the subject. Manuel Castells said I should pursue my quest to better understand networks in reading “The Web of Life and The Hidden Connections.” That's how I learned Capra lives in Berkeley, very close to me. We even shop in the same supermarket. It was a wonderful adventure to find again the author of the fascinating Tao of Physics. That's how I read the books, which show the importance of networks at the biological, cognitive, and social levels of life.

How not to be impressed by what he calls in the first sentence of his first answer to this interview "a unified scientific view of life" based on our knowledge of evolution. "In my view," he says, "there is a unifying set of patterns of organization that goes through all life, at all levels and in all its manifestations."

Pedaço 3
Isn't that a worrisome open door to another unified theory of everything or the outline of one?

This is exactly what I had in mind when we started the interview. And Capra's answer came flat: "There is a fundamental error in this view. Even though there is a unified basic pattern of life, and we can be more precise and say that this pattern is a network pattern, these networks are not structures – at least most of them – they are functional networks." The term can be used as a metaphor, it is not as a paradigm.

Pedaço 4
Recognizing the specificity of each "level" he explains what distinguishes them. At the social level, in particular, he clarifies the importance of meaning, values and power (and therefore conflicts), key elements in extending his approach to societies. This, he says, is the product of his many discussions with Castells, and a bridge between the two bodies of work. Interestingly enough, Capra then moves a step further than in his books when he states that "The core of my social agenda is sustainability."

In this conversation, Fritjof Capra, while staying totally coherent with the scientific studies on which he bases his works, transmits many of the core elements of his thinking about networks in terms that the lay audience can understand easily.

The interviews were conducted and recorded at my home. Fritjof was kind enough to revise the text twice, just after we spoke, in 2003, and in October before the publication in the IJoC.

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Respostas a este tópico

Aí vai minha modesta contribuição.

Pedaço 1
Todos precisamos entender redes melhor. Sua importância está crescendo como forma de organização cuja eficiência foi reforçada pelas tecnologias da informação. O corpo de conhecimento que lida com elas desenvolveu rapidamente nos últimos 10 anos. A Internet - a rede das redes – é agora parte significativa da vida de centenas de milhões de pessoas. A metáfora é parte de nosso vocabulário cotidiano. Ainda assim, é usada em tantos casos para descrever, fazer referência ou aludir a tantas situações que sua "polissemia”, como Michel Callon coloca, pode confundir com facilidade. Redes e complexidade têm tantas coisas em comum que tendemos a deixar os especialistas lidarem com o assunto, entendê-lo, analisá-lo, utilizá-lo.

Isto é errado. Redes não deveriam ser território apenas de cientistas. Deveríamos todos aprender sobre elas, tirar proveito do conhecimento sobre o que elas são, onde elas aparecem e como elas operam.
Oi Cláudia, fazíamos juntos, então aí vai minha versão :-)

Todos nós necessitamos compreender melhor as redes. Sua importância está crescendo como uma forma de organização cuja eficiência tem sido ressaltada pela tecnologia da informação. O corpo de conhecimento sobre redes cresceu rapidamente por volta dos últimos dez anos. A Internet - rede de redes – é hoje uma parte significativa da vida das centenas de milhões de pessoas. A metáfora (redes) é parte de nosso vocabulário diário. Ela é usada em tantos contextos, para descrever, referir ou aludir a tantas situações, que sua “polissemia" - como Michel Callon sinalizou - pode facilmente confundir. As redes e a complexidade têm tantas coisas em comum que nós tendemos a deixar que os especialistas tratem do tema, entendam-no, analisem-no, utilizem-no.

Isto está errado. As redes não devem ser somente território de cientistas especialistas. Devemos todos aprender sobre elas, aproveitando-nos do conhecimento disponível sobre o que são, onde aparecem e como operam.

Cláudia Amaral disse:
Aí vai minha modesta contribuição.

Pedaço 1
...
Oi Luiz! Melhor a abundância, né?
;-)
Luiz de Campos Jr disse:
Oi Cláudia, fazíamos juntos, então aí vai minha versão :-)

Todos nós necessitamos compreender melhor as redes. Sua importância está crescendo como uma forma de organização cuja eficiência tem sido ressaltada pela tecnologia da informação. O corpo de conhecimento sobre redes cresceu rapidamente por volta dos últimos dez anos. A Internet - rede de redes – é hoje uma parte significativa da vida das centenas de milhões de pessoas. A metáfora (redes) é parte de nosso vocabulário diário. Ela é usada em tantos contextos, para descrever, referir ou aludir a tantas situações, que sua “polissemia" - como Michel Callon sinalizou - pode facilmente confundir. As redes e a complexidade têm tantas coisas em comum que nós tendemos a deixar que os especialistas tratem do tema, entendam-no, analisem-no, utilizem-no.

Isto está errado. As redes não devem ser somente território de cientistas especialistas. Devemos todos aprender sobre elas, aproveitando-nos do conhecimento disponível sobre o que são, onde aparecem e como operam.

Cláudia Amaral disse:
Aí vai minha modesta contribuição.

Pedaço 1
...
Não resisti e fiz mais um pedacinho...
Pedaço 2
A trilogia “A Era da Informação" de Manuel Castells desempenhou um papel relevante nesta conscientização. O fruto de décadas de pesquisa é apresentado de forma tão acessível que leigos podem encontrar lá a maior parte do que precisam para entender a sociedade em rede. Mas uma vez que você esteja ciente das redes, você irá encontrá-las em muitos outros lugares, em outros níveis. O efeito viral do meme é contagioso. Você quer saber mais.

Foi isso que me trouxe ao trabalho de Fritjof Capra. Manuel Castells disse que eu deveria prosseguir minha busca para entender melhor as redes lendo “A Teia da Vida” e “As Conexões Ocultas”. Foi assim que soube que Capra vive em Berkeley, muito perto de mim. Nós até fazemos compras no mesmo supermercado. Foi uma aventura maravilhosa encontrar de novo o autor do fascinante “O Tao da Física”. Foi assim que li os livros, o que mostra a importância das redes nos níveis biológico, cognitivo e social da vida.

Como não ficar impressionado pelo que ele chama, na primeira sentença da sua primeira resposta da entrevista de “uma visão científica unificada da vida” baseada no nosso conhecimento da evolução? “Na minha visão,” ele diz, “há um conjunto unificador de padrões de organização que se manifesta em toda vida, em todos os níveis e em todas as suas manifestações.”
Pedaço 3

Isso não é uma inquietante porta aberta para outra teoria unificada de tudo ou o esboço de uma?

Isto era exatamente o que eu tinha em mente quando iniciamos a entrevista. E a resposta de Capra veio rasante (?): “Há um erro fundamental nessa visão. Mesmo que haja um padrão básico unificado da vida, e nós podemos ser mais precisos e dizer que este padrão é um padrão de rede, estas redes não são estruturas – ao menos a maioria delas – elas são redes funcionais.” O termo pode ser usado como uma metáfora, não como um paradigma.
Pedaço 4

Reconhecendo a especificidade de cada "nível", ele explica o que os diferencia. No nível social, em particular, ele esclarece a importância do significado, valores e do poder (e, portanto dos conflitos), elementos chaves na ampliação da sua abordagem às sociedades. Isto, ele diz, é o produto de suas várias discussões com Castells, e uma ponte entre o corpo de trabalho de ambos. Interessantemente, Capra dá um passo além dos seus livros quando declara que "O âmago de minha agenda social é a sustentabilidade".

Nesta conversa, Fritjof Capra, permanecendo totalmente coerente com os estudos científicos em que baseia seus trabalhos, transmite muito dos elementos centrais do seu pensamento sobre redes em termos que o público leigo possa facilmente entender.

As entrevistas foram conduzidas e gravadas na minha casa. Fritjof foi bondoso o bastante para revisar o texto por duas vezes, logo depois que conversamos, em 2003, e em Outubro, antes da publicação no IjoC (International Journal of Communication).

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