Escola de Redes

Bom, aproveitando a pimenta vamos temperar o caldo deste grupo e criar um tópico! Vamos ver se tem caroço nesse angu!? ahah

Decididamente eu caminho no sentido de que estes projetos sociais ditos participativos são na verdade experiências sociais interativas! (Valeu Augusto! por trazer-nos a idéia:)

Vou elencar dialogando com a opinião dos amig@s que escreviam nos recado da origem deste tópico:

1- "A participação ativa é restrita a um pequeníssimo grupo"
- geralmente parte do grupo mais próximo entre os envolvidos no projeto, aqueles que conseguem informações que lhe rendem capacidade de articulação extra. Em alguns mercados e atividades gerenciai para utilizar-se deste tipo de informação temos que seguir códigos, regras e somos submetidos a sanções jurídicas, o que indica que não é novidade no cenário histórico da espécie humana.

2- "o que nós antropólogos fazemos ao entrarmos numa comunidade é mapear as redes sociais através das quais vamos nos relacionando para conhecer a realidade local."
- antropólogo ou não, é bem comum esta característica de observação participante (mesmo que a participação esteja em xeque no tópico, retorno nos próximos itens). Toma atitude o dito "empoderado" e sempre se criam sistemas de seleção dos "melhores" de determinada comunidade, os que preenchem perfis para receber determinadas informações.

3- "Redes são ambientes de interação, não de participação"
- direto ao ponto, os proponentes de projeto acredito terem esta característica mesmo, a de proponentes de ambientes sócio-culturais onde possam interagir com determinado público visas a determinados fins. Nesse cenário concordo com o fato de que os entes de forma alguma realmente decidem, eles estão presos sob as decisões anteriores.

4-"Navegando em diferentes espaços, percebo como é difícil a comunicação, como é difícil fazer-se entender, usando vocábulos usuais da língua"
- extraí deliberadamente o portuguesa do final da frase pois em mundo globalizado a língua é o de menos, se procurar encontrará uma dúzia nova por dia! São dialetos, vertentes, sincretismos, enfim, várias as possibilidades de interação.

O Google vem desenvolvendo e alguns de seus aplicativos ainda em estágio alfa essa preocupação é constante. No googlewave há um robô, a Rosy, que traduz automaticamente e quase q instantaneamente o que escrevemos em diversas línguas.

É lindo isso, me empolgo enquanto testo a Rosy no diálogo estrangeiro, atinge as emoções! Portanto acredito que as distinções tendem a encontrar um novo equilíbrio e nele o futuro promete um ambiente virtual que se aproxima, sem bizarrices, de uma língua "em comum".

5- "Ao debatermos ou depararmo-nos com realidades existenciais diferenciadas, (...) promovemos o aprimoramento complexo sobre compreensão, instrução e complementariedade das realidades nas quais estamos inseridos."
- é isso o que as empresas (com ou sem fins lucrativos, falo no sentido de seres humanos empreendendo) buscam: aprimorar sua compreensão da situação para melhor guiar os rumos de suas escolhas.

6- "temos q tomar cuidado com essas 'ações institucionais'."
- Imprescindível! quando interesses privados guiam a interação com o público, quando consolidam ambientes de relacionamento (um dia se banalizam comos os camarotes de relacionamento dos publicitários) diversas incoerências ocorrem dia a dia. Os casos socioambientais são particularmente férteis neste tipo de incoerência: quem cuida desmata e quem reclama apóia desde que.... certo? Aqui é ponto chave onde a história necessita de reflexão.

Vejo vários partícipes de redes enveredando pelo caminho do estilo de vida, principalmente se os temas são um tanto quanto pioneiros em nossa sociedade atual. Na REJUMA (Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade www.rejuma.org.br ) enveredamos pelo caminho de optar por interlocutores e não representantes, assim sanamos vários problemas, criamos novos, mas caminhamos positivamente.

O wiki que nos proporciona ambiente COOPERATIVO de trabalho e construção conjunta é fundamental. Mais ainda é crucial o reforço na adoção da licença GNU/GPL dos softwares livres em nossa produção de conhecimento: agilizamos e muito a capilaridade das boas iniciativas. Boas para nós são as baratas, acessíveis e sustentáveis.

Assim a utilização de adaptações no nosso modus operandi (7 - outro termo militar!) tem permitido a que muito mais pessoas possam participar, em seus locais de atuação que chega a ser internacional em alguns casos, e não meramente se candidatar e ganhar na buniteza ou no bolso o direito de representar, um projeto, grupo ou interesse.

A pimentinha se mescla a outra espécie e surge de novo:

Como os ambientes de interação podem ampliar a participação? Ai se pá é assunto pra outro tópico!

Abração!
INté!

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