Escola de Redes

Não vejo discussões sobre o caso "Wikileaks" aqui na Escola de Redes. Vamos começar?

Apoio a iniciativa Alexandre. Vamos compartilhar este post com todas as pessoas conectadas à Escola-de-Redes. Quem quer entender as redes sociais deve prestar muita atenção ao que está acontecendo com o #WikiLeaks

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Respostas a este tópico

#Operationpayback contains 30,000 computers, 25-strong command team. One serious operation. #wikileaks #payback



Alexandre Odainai disse:
Além de ter o Wikileaks como objeto de estudos para a E=R, é interessante ver também a forma como se organiza os hackers da Operação Payback. Salas de IRC fervem em discussões e pessoas com pouca noção de programação também se engajam e se tornam hackers ao interagir com os hacktivistas do "Anonymous". Por exemplo, muitos não-hackers aderiram aos ataques de DDoS. Isso nunca aconteceu antes. Com mais ou menos informação, todos nós podemos ser de alguma forma hackers, em uma estrutura muito mais distribuída do que centralizada. Interação > Participação?

Termino com essa frase q achei fantástica "No, Anonymous is a legion of simple people frustrated by cocky govts, NOT hackers! You can join too"

Canais de comunicação:
irc://irc.anonops.net
Radio Operation Payback | Listen live 24/7: http://radio.tritnaha.com/listen.m3u
Twitter: @Op_Payback
Não sei se responde a pergunta do Augusto mas acho que pelo menos ajuda em algo
[] A estrutura montada por WikiLeaks é mais centralizada ou mais distribuída? Como essa estrutura se relaciona (e por que, aparentemente, priorizou seu relacionamento) com a mídia tradicional (broadcast)?


WikiLeaks, com ou sem Assange

Posted on 09/12/2010 by Natalia Viana em parceria com Carta Capital

Julian Assange é um homem impressionante. Fiel ao que acredita até o fim, ele lutou e luta diariamente pelo princípio que norteia o WikiLeaks – em resumo, que a internet possibilita lutar contra injustiça de uma maneira sem precedentes. “Injustiça em qualquer lugar é injustiça em todo lugar”, diz ele.

Seus amigos e colegas mais próximos estão desolados. O pensamento de que ele vai ficar sozinho numa cela por uma semana, sem companhia, sem acesso à internet, pelo simples fato de que não possui um endereço fixo no Reino Unido – foi esse o argumento usado pela justiça britânica para mantê-lo encarcerado – tem causado enorme revolta.

Só que, diferente do que muitos pensam, a prisão de Assange não vai parar o WikiLeaks. Tanto aqueles que fazem parte da organização como aqueles que têm sido parceiros no lançamento do Cablegate, como eu, vão continuar o trabalho.

Isso porque o WikiLeaks não é Assange. Aqueles que o perseguem não perceberam que, numa era digital, a colaboração é o que torna realidade empreitadas como essa, inovadoras, questionadoras, verdadeiras. Isso, a organização percebeu e desde sempre adotou.

O WikiLeaks tem muitos outros membros, engajados no momeno em acompanhar a a batalha na justiça com relação às acusações da Suécia, buscar meios de contornar o empecilho causado pelo congelamento dos fundos. Outros estão se dedicando ao duro trabalho de coordenar com todos os jornais parceiros a publicação dos documentos a cada dia.

É que, ao contrário do que muitos pensam, cada um dos documentos publicados pelo site do WikiLeaks tem que ser, por uma regra interna, cuidadosamente revisados para verificar se há nomes de pessoas que correriam riscos se fossem publicados.Todos esses nomes são retirados. Este é um dos motivos também dos documentos estarem sendo publicados em partes e em parceria com os jornais – eles se comprometeram a verificar a segurança de cada um dos documentos.

Além disso tem um grupo grande de colaboradores escrevendo e editando material para o site de diversas partes do mundo. Voluntariamente. Essas pessoas têm feito reuniões de pauta, discutido melhores ângulos para as matérias e estão em constante contato através de comunicação segura.

Cada um está em um país, o que significa que os horários são um tanto diferentes. Mas tem muita gente virando noite para conseguir todos os dias levar ao ar novos documentos e escrever matérias originais. Mais uma vez, a nossa ideia é trazer o que a grande midia não vai dar. A partir de hoje haverá, por exemplo, matérias sobre América Latina.

O que os governos que investigam Assange ainda não perceberam é que a ideia de WikiLeaks vai além dele e além desse lançamento. O WikiLeaks é um novo conceito, uma nova ideia que não vai morrer.

Mesmo se aqueles que perseguem a organziação conseguirem bloquear todos os meios, inviabilizar este grupo de pessoas de fazer o seu trabalho, alguem tem dúvida de que vão surgir outros WikiLeaks, milhares de WikiLeaks devotados a publicar documentos que merecem vir a público?



Alexandre Odainai disse:
#Operationpayback contains 30,000 computers, 25-strong command team. One serious operation. #wikileaks #payback



Alexandre Odainai disse:
Além de ter o Wikileaks como objeto de estudos para a E=R, é interessante ver também a forma como se organiza os hackers da Operação Payback. Salas de IRC fervem em discussões e pessoas com pouca noção de programação também se engajam e se tornam hackers ao interagir com os hacktivistas do "Anonymous". Por exemplo, muitos não-hackers aderiram aos ataques de DDoS. Isso nunca aconteceu antes. Com mais ou menos informação, todos nós podemos ser de alguma forma hackers, em uma estrutura muito mais distribuída do que centralizada. Interação > Participação?

Termino com essa frase q achei fantástica "No, Anonymous is a legion of simple people frustrated by cocky govts, NOT hackers! You can join too"

Canais de comunicação:
irc://irc.anonops.net
Radio Operation Payback | Listen live 24/7: http://radio.tritnaha.com/listen.m3u
Twitter: @Op_Payback

"Nós não perdoamos, nós não esquecemos" So much for democracy and freedom...

E é assim que se constrói uma civilização...irônico não?
Alexandre Odainai disse:



Alexandre Odainai disse:
#Operationpayback contains 30,000 computers, 25-strong command team. One serious operation. #wikileaks #payback



Alexandre Odainai disse:
Além de ter o Wikileaks como objeto de estudos para a E=R, é interessante ver também a forma como se organiza os hackers da Operação Payback. Salas de IRC fervem em discussões e pessoas com pouca noção de programação também se engajam e se tornam hackers ao interagir com os hacktivistas do "Anonymous". Por exemplo, muitos não-hackers aderiram aos ataques de DDoS. Isso nunca aconteceu antes. Com mais ou menos informação, todos nós podemos ser de alguma forma hackers, em uma estrutura muito mais distribuída do que centralizada. Interação > Participação?

Termino com essa frase q achei fantástica "No, Anonymous is a legion of simple people frustrated by cocky govts, NOT hackers! You can join too"

Canais de comunicação:
irc://irc.anonops.net
Radio Operation Payback | Listen live 24/7: http://radio.tritnaha.com/listen.m3u
Twitter: @Op_Payback

Saiu PETIÇÂO da AVAZZ.ORG contra perseguição dos EUA, governos & corporações ao WIKILEAKS >>>

 

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/?cl=849445042&v=7723

 

@VRSS

paulo_caelum Paulo Silveira
  by sricanesh
é muito engraçado mesmo ver a Europa e os EUA criticando a censura da China ao, ao mesmo tempo que censuram o .

 

 

NO site http://savewikileaks.net/2010/12/wikilekas-hideout-photo/ dá para conhecer um pouco de uma possível estrutura física deles.

 

E está difícil mesmo acessar os documentos do wikileaks. A toda hora "cai" um espelho, surgem outros. Agora acesso por este IP http://213.251.145.96 e os endereços dos atuais 1697 sites estão aqui http://213.251.145.96/mirrors.html


Alexandre Odainai disse:

Não sei se responde a pergunta do Augusto mas acho que pelo menos ajuda em algo
[] A estrutura montada por WikiLeaks é mais centralizada ou mais distribuída?

A ciberguerra do Wikileaks

Manuel Castells, La Vanguardia, 11/12/10

 

Como documentei no meu livro Comunicação e Poder, o poder se baseia no controle da comunicação. A reação histérica dos Estados Unidos e outros governos contra o Wikileaks confirma isso. Entramos numa nova fase da comunicação política. Não tanto porque se revelem segredos ou fofocas como porque eles se espalham por um canal que escapa aos aparatos de poder. O vazamento de confidências é a fonte do jornalismo de investigação com que sonha qualquer meio de comunicação em busca de furos. Desde Bob Woordward e sua garganta profunda no Washington Post até as campanhas de Pedro J. na política espanhola, a difusão da informação supostamente secreta é prática usual protegida pela liberdade de imprensa.

A diferença é que os meios de comunicação estão inscritos num contexto empresarial e político suscetível a pressões quando as informações resultam comprometedoras. Daí que a discussão acadêmica sobre se a comunicação pela internet é um meio de comunicação tem consequências práticas. Porque se o é (algo já estabelecido na investigação) está protegida pelo princípio constitucional da liberdade de expressão, e os veículos e jornalistas deveriam defender o Wikileaks porque um dia pode ser a vez deles. Ocorre que ninguém questiona a autenticidade dos documentos vazados. De fato, destacados periódicos do planeta publicaram e comentaram esses documentos para regozijo e educação dos cidadãos que recebem um cursinho intensivo sobre as misérias da política nos corredores do poder (com efeito, por que Zapatero está tão preocupado?).

O problema, diz-se, é a revelação de comunicações secretas que poderiam dificultar as relações entre estados (o perigo para vidas humanas é baboseira). Na verdade seria preciso sopesar esse risco contra a ocultação da verdade sobre as guerras aos cidadãos que pagam e sofrem por elas. Em qualquer hipótese, ninguém duvida que, se essas informações chegassem aos meios de comunicação, estes também quereriam publicá-las (se poderiam é outra questão). E mais: uma vez difundidas na rede, publicam-nas. O que está em questão é o controle dos governos sobre seus próprios vazamentos e sobre sua difusão por meios alternativos que escapam à censura direta ou indireta. Um tema tão fundamental, que motivou uma reação sem precedentes nos Estados Unidos, com apelos ao assassinato de Assange por líderes republicanos e até colunistas do Washington Post e uma grita mundial generalizada de Chávez até Berlusconi, com a honrosa exceção de Lula e a significativa reação de Putin.

A esta cruzada para matar o mensageiro se uniu a justiça sueca numa historia rocambolesca onde o pseudofeminismo se alia à repressão geopolítica. Dá-se que as namoradas suecas de Julian Assange (alguém investiga sua conexão com serviços de inteligência?) o denunciaram porque em pleno ato (consentido) a camisinha rasgou, ela diz que não queria continuar e Assange não pôde ou não quis interromper o coito e isso, segundo a lei sueca, poderia ser violação. O que não impediu que a violada organizasse no dia seguinte em sua casa uma festa de despedida para Assange. A partir de tamanho ato de terrorismo sexual, a Interpol emite uma euroordem de prisão com nível de alerta máximo, desmentindo que seja por pressão dos Estados Unidos. E quando Assange se entrega em Londres, o juíz não aceita fiança, talvez para envia-lo aos Estados Unidos via Suécia.

Com o mensageiro atrás das grades, falta mandar para lá a mensagem. E aí começam pressões que levam a que PayPal, Visa, MasterCard e o banco suiço do Wikileaks fechem suas contas, que cancelem seu domínio e que a Amazon o remova de seus servidores (o que não impede a Amazon de oferecer por 7 dólares o conjunto completo de e-mails vazados). A contraofensiva internauta não se fez esperar. Os ataques de serviços de inteligência contra a rede do Wikileaks fracassaram porque proliferaram as redes espelho, ou seja, cópias imediatas das redes existentes mas com outro endereço. A esta altura há mais de mil em funcionamento (se quiser ver a lista google wikileaks.mirror). Em represália à tentativa de silenciar o Wikileaks, Anonymous, uma popular rede hacker, coordenou ataques contra as empresas e instituições que o fizeram. Milhares de voluntários se juntaram à festa, utilizando o Facebook e Twiiter, embora com crescentes restrições. Os amigos do Wikileaks no Facebook superaram o milhão e aumentam a uma pessoa por segundo. Wikileaks distribuiu a 100.000 usuários um documento encriptado com segredos supostamente mais danosos para os poderosos, cuja chave se espalharia caso a perseguição se intensifique.

Não está em jogo a segurança dos estados (nada do revelado põe em perigo a paz mundial nem era ignorado nos círculos de poder). O que se debate é o direito do cidadão de saber o que fazem e pensam seus governantes. E a liberdade de informação nas novas condições da era da internet. Como dizia Hillary Clinton em sua declaração de janeiro de 2010: “A internet é a infraestrutura icônica da nossa era… Como acontecia com as ditaduras do passado, há governos que se voltam contra os que pensam de forma independente usando esses instrumentos”. Agora ela aplica a si mesma essa reflexão?

Porque a questão fundamental é que os governos podem espionar, legal ou ilegalmente, aos seus cidadãos. Mas os cidadãos não têm direito à informação sobre aqueles que atuam em seu nome, a não ser na versão censurada que os governos constroem. Neste grande debate vão ver quem realmente são as empresas de internet autoproclamadas plataformas de livre comunicação e os meios de comunicação tradicionais tão zelosos de usa própria liberdade. A ciberguerra começou. Não uma ciberguerra entre estados como se esperava, mas entre os estados e a sociedade civil internauta. Nunca mais os governos poderão estar seguros de manter seus cidadãos na ignorância de suas manobras. Porque enquanto houver pessoas dispostas a fazer leaks e uma internet povoada por wikis surgirão novas gerações de wikileaks.

Tradução: Eduardo Graeff

La ciberguerra de Wikileaks

Manuel Castells, La Vanguardia (11/12/10)

 

Como documenté en mi libro Comunicación y poder, el poder reside en el control de la comunicación. La reacción histérica de EE.UU. y otros gobiernos contra Wikileaks lo confirma. Entramos en una nueva fase de la comunicación política. No tanto porque se revelen secretos o cotilleos como porque se difunden por un canal que escapa a los aparatos de poder. La filtración de confidencias es la fuente del periodismo de investigación con la que sueña cualquier medio de comunicación en busca de scoops. Desde Bob Woodward y su garganta profunda en The Washington Post hasta las campañas de Pedro J. en política española, la difusión de información supuestamente secreta es práctica habitual protegida por la libertad de prensa.

La diferencia es que los medios de comunicación están inscritos en un contexto empresarial y político susceptible a presiones cuando las informaciones resultan comprometedoras. De ahí que la discusión académica sobre si la comunicación por internet es un medio de comunicación tiene consecuencias prácticas. Porque si lo es (algo ya establecido en la investigación) está protegida por el principio constitucional de la libertad de expresión, y los medios y periodistas deberían defender a Wikileaks porque un día les puede tocar a ellos. Y es que nadie cuestiona la autenticidad de los documentos filtrados. De hecho, destacados periódicos del planeta están publicando y comentando esos documentos para regocijo y educación de los ciudadanos que reciben un cursillo acelerado sobre las miserias de la política en los pasillos del poder (por cierto, ¿por qué está tan preocupado Zapatero?).

El problema, se dice, es la revelación de comunicaciones secretas que podrían dificultar las relaciones entre estados (lo del peligro para vidas humanas es una patraña). En realidad habría que sopesar ese riesgo contra la ocultación de la verdad sobre las guerras a los ciudadanos que las pagan y sufren. En cualquier caso, nadie duda de que si esas informaciones llegaran a los medios de comunicación, estos también querrían publicarlas (otra cosa es que pudieran). Es más: una vez difundidas en la red, las publican. Lo que se plantea es el control de gobiernos sobre sus propias filtraciones y sobre su difusión por medios alternativos que escapan a la censura directa o indirecta. Una cuestión tan fundamental, que ha motivado una reacción sin precedentes en Estados Unidos, con llamadas al asesinato de Assange por líderes republicanos y hasta columnistas de The Washington Post y una alarmamundial generalizada desde Chaves hasta Berlusconi con la honrosa excepción de Lula y la significativa reacción de Putin.

A esta cruzada para matar al mensajero se ha unido la justicia sueca en una historia rocambolesca donde el pseudofeminismo se alía con la represión geopolítica. Resulta que los ligues suecos de Julian Assange (¿alguien investiga su conexión con servicios de inteligencia?) lo denuncian porque en pleno acto (consentido) se rompe el condón, ella dice que no quiso seguir y Assange no pudo o no quiso interrumpir el coito y esto, según la ley sueca, podría ser violación. Lo cual no impidió que la violada organizara al día siguiente en su casa una fiesta de despedida para Assange. A partir de tamaño acto de terrorismo sexual, Interpol emite una euroorden de captura con el máximo nivel de alerta desmintiendo que sea por presión de Estados Unidos. Y cuando Assange se entrega en Londres, el juez no acepta fianza, tal vez para enviarlo a Estados Unidos vía Suecia.

Con el mensajero entre rejas, hay que ir a por el mensaje. Y ahí empiezan presiones que motivan que PayPal, Visa, Mastercard y el banco suizo de Wikileaks le cierren el grifo, que le cancelen el dominio y que Amazon les retire el servidor (lo que no impide a Amazon el ofrecer el juego completo de cables filtrados por 7 dólares). La contraofensiva internauta no se hizo esperar. Los ataques de servicios de inteligencia contra la web de Wikileaks han fracasado porque han proliferado las webs espejo, o sea, copias inmediatas de las webs existentes pero con otra dirección. A estas horas hay más de mil en funcionamiento (si quiere ver la lista googlee wikileaks.mirror y salen). En represalia al intento de silenciar a Wikileaks, Anonymous, una popular red hacker, coordinó ataques contra las empresas e instituciones que lo hicieron. Miles de espontáneos se unieron a la fiesta, utilizando Facebook y Twitter, aunque con crecientes restricciones. Los amigos de Wikileaks en Facebook han superado el millón y aumentan en una persona por segundo. Wikileaks ha distribuido a 100.000 usuarios un documento encriptado con secretos sedicentemente más dañinos para los poderosos cuya clave se difundiría si se intensifica la persecución.

No está en juego la seguridad de los estados (nada de lo revelado pone en peligro la paz mundial ni era ignorado en los círculos de poder). Lo que se debate es el derecho del ciudadano a saber lo que hacen y piensan sus gobernantes. Y la libertad de información en las nuevas condiciones de la era internet. Como decía Hillary Clinton en su declaración de enero del 2010: “Internet es la infraestructura icónica de nuestra era... Como ocurría en las dictaduras del pasado, hay gobiernos que apuntan contra los que piensan de forma independiente utilizando estos instrumentos”. ¿Se aplica ahora a sí misma esa reflexión?

Porque el tema clave está en que los gobiernos pueden espiar, legal o ilegalmente, a sus ciudadanos. Pero los ciudadanos no tienen derecho a la información sobre quienes actúan en su nombre salvo en la versión censurada que los gobiernos construyan. En este gran debate van a retratarse las empresas de internet autoproclamadas plataformas de libre comunicación y los medios tradicionales tan celosos de su propia libertad. La ciberguerra haempezado. No una ciberguerra entre estados como se esperaba, sino entre los estados y la sociedad civil internauta. Nunca más los gobiernos podrán estar seguros de mantener a sus ciudadanos en la ignorancia de sus manejos. Porque mientras haya personas dispuestas a hacer leaks y un internet poblado por wikis surgirán nuevas generaciones de wikileaks.

 

 

Retirado do filme "Waking Life". Acho que tem muito a ver com o que falamos aqui na Escola de Redes e o que estamos presenciando no caso Wikileaks

 

You can't fight city hall, death and taxes. Don't talk about politics or religion. This is all the equivalent of enemy propaganda rolling across the picket line. " Lay down, G.I. Lay down, G.I." We saw it all through the 20th Century. And now in the 21st Century, it's time to stand up and realize... that we should not allow ourselves to be crammed into this rat maze. We should not submit to dehumanization. I don't know about you, but I'm concerned with what's happening in this world. I'm concerned with the structure. I'm concerned with the systems of control, those that control my life and those that seek to control it even more! I want freedom! That's what I want! And that's what you should want! It's up to each and every one of us to turn loose and just shovel the greed, the hatred, the envy and, yes, the insecurities... because that is the central mode of control-- make us feel pathetic, small... so we'll willingly give up our sovereignty, our liberty, our destiny. We have got to realize that we're being conditioned on a mass scale. Start challenging this corporate slave state! The 21st Century is gonna be a new century, not the century of slavery, not the century of lies and issues of no significance... and classism and statism and all the rest of the modes of control! It's gonna be the age of humankind... standing up for something pure and something right! What a bunch of garbage-- liberal Democrat, conservative Republican. It's all there to control you. Two sides of the same coin. Two management teams bidding for control! The C.E.O. job of Slavery, Incorporated! The truth is out there in front of you, but they lay out this buffet of lies! I'm sick of it, and I'm not gonna take a bite out of it! Do you got me? Resistance is not futile. We're gonna win this thing. Humankind is too good! We're not a bunch of underachievers! We're gonna stand up and we're gonna be human beings! We're gonna get fired up about the real things, the things that matter: creativity and the dynamic human spirit that refuses to submit! Well, that's it! That's all I got to say! It's in your court.

Estou absolutamente fascinada com este fenômeno... Observei algumas coisas que compartilho para que as pensemos juntos:

 

Explicação preliminar: Tenho acompanhado diariamente (também com olhos de pesquisadora) no twitter, 3 tags #imwikileaks #operationpayback #leakspin. Meus olhos buscam padrões...

 

1. #imwikileaks nos primeiros dias do vazamento tinha um tráfego absurdo. Dez minutos sem checar a página e entravam 600 e tantas mensagens, cheguei a tuitar sobre isso. Notava-se uma indignação generalizada (a minha, inclusive!) e, o que achei interessante: algumas vezes alguém conseguia traduzir numa sentença o que a maioria das pessoas estava pensando... Essas frases reverberaram com força total e ainda são retuitadas eventualmente. Note-se que na dinâmica de reverberação a fonte se perdeu... Seria possível perdendo algum tempo de pesquisa descobrir a fonte, mas por que isso se faria necessário?

 

It's not wrong to lie, cheat, steal, corrumpt, and torture. It's wrong to let people know about it.
 "People should not be afraid of their government. Governments should be afraid of their people" (V for Vendetta)

2. A estabilidade do sistema como um todo foi afetada de forma contundente, na medida em que a informação passou de privada a pública. Sem controle de informação=sem poder=perigo A parte "estável" do sistema reage de forma convencional e feroz ignorando completamente que informação produz conhecimento, que produz ação. E que o nosso inconsciente coletivo está sedento por mudanças...O próprio sistema já não se suporta e entra em processo de autofagia.  Outra tag aparece #operationpayback Adesão total de "gente comum". Tudo muito paradoxal e fascinante. Atacando o sistema financeiro cada um atira também no dedão do pé. Estamos todos amarrados pelo sistema financeiro...Ou será... que uma relativamente abrupta transição de fase poderia estar se configurando?

"There are some things money can't buy. For everything else, there's - HTTP error 408 request timeout"    (esta frase teve alto índice de reverberação...)

 

3. #leakspin, nova mobilização, um processo de emergência da inteligência coletiva... Aprender coletivamente em ação. Perceberam que as corporações estão totalmente preparadas para esse tipo de ataque, que inclusive gastam milhões em segurança porque os esperam.  O que chateia os caras não são esses ataques e sim o vazamento da informação. Nova estratégia.

 

4. (Aqui como cidadã de mundo) Penso que "assistir" a toda essa dinâmica em tempo real é um privilégio e particiar disso uma questão de coerência.  Acho que o muro está rachando, não dá mais para ficar em cima!

Clara,

Seu comentário me fez pensar, de modo mais focado, em várias coisas. E uma delas foi isso que está implícito no seu comentário: cada geração tem o "muro de Berlin" que o caracteriza. Mas eu não pensei que teria outro tão cedo. E gostei.

http://obviousmag.org/archives/2009/11/queda_muro_berlim.html

http://www.youtube.com/watch?v=hNh_4SoTYhs

.



Clara Pelaez Alvarez disse:

Estou absolutamente fascinada com este fenômeno... Observei algumas coisas que compartilho para que as pensemos juntos:

 

Explicação preliminar: Tenho acompanhado diariamente (também com olhos de pesquisadora) no twitter, 3 tags #imwikileaks #operationpayback #leakspin. Meus olhos buscam padrões...

 

1. #imwikileaks nos primeiros dias do vazamento tinha um tráfego absurdo. Dez minutos sem checar a página e entravam 600 e tantas mensagens, cheguei a tuitar sobre isso. Notava-se uma indignação generalizada (a minha, inclusive!) e, o que achei interessante: algumas vezes alguém conseguia traduzir numa sentença o que a maioria das pessoas estava pensando... Essas frases reverberaram com força total e ainda são retuitadas eventualmente. Note-se que na dinâmica de reverberação a fonte se perdeu... Seria possível perdendo algum tempo de pesquisa descobrir a fonte, mas por que isso se faria necessário?

 

It's not wrong to lie, cheat, steal, corrumpt, and torture. It's wrong to let people know about it.
 "People should not be afraid of their government. Governments should be afraid of their people" (V for Vendetta)

2. A estabilidade do sistema como um todo foi afetada de forma contundente, na medida em que a informação passou de privada a pública. Sem controle de informação=sem poder=perigo A parte "estável" do sistema reage de forma convencional e feroz ignorando completamente que informação produz conhecimento, que produz ação. E que o nosso inconsciente coletivo está sedento por mudanças...O próprio sistema já não se suporta e entra em processo de autofagia.  Outra tag aparece #operationpayback Adesão total de "gente comum". Tudo muito paradoxal e fascinante. Atacando o sistema financeiro cada um atira também no dedão do pé. Estamos todos amarrados pelo sistema financeiro...Ou será... que uma relativamente abrupta transição de fase poderia estar se configurando?

"There are some things money can't buy. For everything else, there's - HTTP error 408 request timeout"    (esta frase teve alto índice de reverberação...)

 

3. #leakspin, nova mobilização, um processo de emergência da inteligência coletiva... Aprender coletivamente em ação. Perceberam que as corporações estão totalmente preparadas para esse tipo de ataque, que inclusive gastam milhões em segurança porque os esperam.  O que chateia os caras não são esses ataques e sim o vazamento da informação. Nova estratégia.

 

4. (Aqui como cidadã de mundo) Penso que "assistir" a toda essa dinâmica em tempo real é um privilégio e particiar disso uma questão de coerência.  Acho que o muro está rachando, não dá mais para ficar em cima!

Só para facilitar a reflexão. Em português a frase trazida pela Clara:

 

"É ok mentir, trapacear, roubar, corromper e torturar. Não é ok que as pessoas saibam sobre isto"

 

Abraços.

Claudio

Clara Pelaez Alvarez disse:

Reproduzo aqui uma frase que tem reverberado de montão na comunidade #imwikileaks. Esse é um daqueles exemplos onde a reverberação é tanta que se perde a fonte.

"It is ok to lie, cheat, steal, corrupt, and torture. It is not ok to let people know about it"

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