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Palestra com Augusto de Franco sobre redes sociais na Universidade Anhembi Morumbi | Programa IAM BeSocial Game Fevereiro 2012

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Comentário de Lavínnia Seabra Gomes em 7 março 2012 às 16:32

Boa tarde, sr. Augusto. Achei super relevantes as colocações feitas, ao longo da palestra, proferida sobre Aprendizagem e Criação em Rede. Contudo, gostaria de tirar algumas dúvidas. Quando discutimos sobre tecnologias digitais, entramos num campo arenoso e fluído. Um campo que tem permitido possibilidades inúmeras de transformação tanto social, quanto política e cultural. Entretanto, concordo quando diz que transformações ocorrem desde que nos entendemos enquanto grupo (redes) - sendo um dependente do outro, "um transformando o outro". Lendo Lipovetsky - Tempos Hipermodernos - é curioso, pois encontramos como característica principal atual, as tecnologias digitais e suas potencialidades como sendo elementos fundamentais transformadores desse social; criando desse modo, novas possibilidades, novas formas de materialização das ideias. Do mesmo modo, encontramos em Marc Augé - Não-Lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade, o excesso e uma individualização correspondente a essa mundialização, como também vemos na Cultura Mundo, também escrito por Lipovetsky e Jean Serroy. Nesse sentido, o sr. fez uma colocação sobre a tecnologia sendo feita conforme as possibilidades sociais. Não poderíamos dizer que, essas tecnologias surgem dentro de um contexto cuja principal característica seria a busca excessiva pela novidade e a personalização dessse indivíduo que, com o aúxílio do digital, expande-se e aglomera-se em não-lugares, ou novos espaços excessivos de exposição gratuita, como são os casos das redes sociais digitais? 

Comentário de Danilo Tavaresdo Santos em 27 fevereiro 2012 às 21:40

Vivemos em uma sociedade que prioriza a lei da propriedade, dita como instrumento de equilíbrio e organização social. Não acham que para formarmos uma rede social pautada em uma estrutura de distribuição é necessário um confronto com a lei de propriedade e também confrontar os mecanismos e discursos dos poderes das classes dominantes?

Comentário de Rosemary em 27 fevereiro 2012 às 15:30

Oi Augusto, esse texto é de 2003. No livro sala de aula interativa Marco Silva "destrincha" literalmente o conceito de interatividade. Apesar de focar no tema da interatividade na perspectiva educacional, Marco Silva dialoga com vários autores de várias áreas para que possamos compreender o conceito de interatividade antes e depois  da cibercultura. leio todos os seus textos e materiais disponíveis nas redes, Augusto, pois também estudo as redes sociais, ou melhor pesquisei(no mestrado) como os professores usam as redes sociais nos diversos espaçostempos da cibercultura. Compreender o que são redes foi fundamental para as minhas pesquisas, assim como compreender as noções de interatividade, ferramenta, dialógica, cibercultura..

Comentário de Augusto de Franco em 27 fevereiro 2012 às 14:26

Qual a data desse texto do Marco Silva, Rosemary? E onde ele foi originalmente publicado. Sobre o tema, tenho um artigo de abril de 2010 que circulou bastante (6 mil views no Slideshare): Redes são ambientes de interação, não de participação

 


Pendurei o texto aqui para download PDF:

SILVA, Marco (s. d.): Interatividade: uma mudança fundamental do esquema clássico da comunicação

Comentário de Rosemary em 27 fevereiro 2012 às 12:23

Augusto gostei bastante da palestra. Gostaria de fazer algumas considerações a sua fala: primeiro concordo que redes sociais não é ambiente de participação e sim de interatividade. Acho que o conceito de interatividade  dar conta do perfil comunicacional da Rede, diferente do conceito de interação. Professor Marco Silva traz uma discussão bem interessante sobre isso. Outra consideração é sobre o conceito de ferramenta que para Sheven Johnson  e Lucia Santaella ferramenta não produz linguagem, ela é uma extensão do músculo humano...

Continuamos a discussão.

abs

Rosemary

Comentário de Augusto de Franco em 26 fevereiro 2012 às 15:00

Não, Alice. Fluxo contínuo, não obstruído por centros, não ocorre nas topologias descentralizadas e sim nas distribuídas. Descentralizado quer dizer multicentralizado, não sem centro. Sem centro é distribuído.

Comentário de Mônica Pilz Borba em 26 fevereiro 2012 às 14:37

Augusto muito legal a sua aula! Vou repassar nas redes que integro!

Comentário de Cristina Velasquez em 26 fevereiro 2012 às 11:21

Caro Augusto, muito obrigada por comparilhar esse trabalho, aguardo link para palestra toda. abraço

Comentário de Alice Maria Figueira Reis da Cos em 26 fevereiro 2012 às 10:47

Como estas são descentralizadas tudo tem fluxo contínuo e aleatório entre seus interlocutores, não é isto?

Comentário de Augusto de Franco em 26 fevereiro 2012 às 4:48

A gravação da palestra foi feita por terceiros. Vou pedir alguém para ver com eles onde está o material bruto (sem edição). E Alice, a diferença fundamental é entre descentralização e distribuição. Não são a mesma coisa. Veja abaixo os famosos diagramas de Paul Baran (1964):

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