Escola de Redes

Esta plataforma da E=R foi criada em 17/12/2008. A cada seis meses se conectam, em média, pouco mais de 1.000 pessoas novas (o que - ao longo de três anos - dá um pouco mais do que 6 pessoas/dia).

Atingimos na manhã de 23 de fevereiro de 2009 a marca de 1 mil conectados. E na noite de 19 de julho de 2009, a marca de 2 mil conectados. E na tarde de 04 de janeiro de 2010, a marca de 3 mil conectados. E na manhã de 04 de março de 2010, a marca de 4 mil conectados. E ao meio dia de 22 de julho de 2010 a marca de 5 mil conectados. E na manhã de 10 de março de 2011 a E=R atingiu 6 mil pessoas conectadas. Estamos neste momento com 6.922 pessoas conectadas. Tudo indica que no início de outubro de 2011 teremos 7 mil conectados.

Esses números indicam alguma coisa? É claro que indicam. Os intervalos constantes de afluência (ou a constância do número de registros nos mesmos intervalos de tempo) sobretudo. Mas não sabemos exatamente o que isso significa. É necessário fazer uma análise mais acurada. E talvez 3 anos (ainda incompletos, na verdade 33 meses) sejam um período muito curto para permitir alguma conclusão.

Ontem uma pessoa respondeu um apelo feito aqui em 16 de agosto de 2009. O apelo era mais ou menos o seguinte: "Se você estiver vivo, dê um OK no campo de comentários". O Valdemar atendeu ao apelo, 2 anos depois...

O apelo estava no blogpost POR FAVOR, DÊ UMA RESPOSTA A ESTA MENSAGEM. Em 72 horas recebeu cerca de 400 retornos. Na época a E=R tinha cerca de 2 mil pessoas conectadas. No dia 19 de agosto de 2009 aduzi o seguinte comentário:

O post POR FAVOR, DÊ UMA RESPOSTA A ESTA MENSAGEM, que pediu um pequeno sinal ou menção de compartilhamento dos conectados à Escola-de-Redes - nem que fosse um "OK" de 10 segundos - recebeu até agora (72 horas depois de enviado e reforçado por um aviso geral) cerca de 400 retornos (entre comentários, mensagens no próprio Ning e mensagens de e-mail). Onde será que estão os outros 1.700 conectados? Registraram e-mails que raramente (ou nunca) verificam? Estão tão assoberbados de trabalho que não dispõem nem dos 10 segundos necessários para digitar "OK" e enviar? Estão viajando, acamados ou impossibilitados, por outros motivos de ter acesso à internet ou de responder? Viram as mensagens mas, por algum motivo, não quiseram ou não puderam abri-las? As mensagens enviadas pela E=R estão sendo consideradas como span pelos seus programas de e-mail? São dúvidas, sim, são dúvidas realmente.

Estou me preparando agora para uma viagem e interrompo este post. Na volta ou durante a viagem espero concluir. OK, Voltei. Continuando então em 16/09/2011:

Pois é. Já apareceram muitas "teorias" sobre índices de participação em plataformas de rede. Tem toda aquela história do misterioso 1%, a hipótese dos 10% como massa crítica, aquele papo prosaico das borboletas etc.

Depois de muito refletir e conversar sobre isso cheguei a conclusão de que índices de participação não são relevantes para ambientes interativos (e redes são ambientes interativos, não participativos). Relaxei quando descobri que as plataformas de rede (inclusive o Ning) foram desenhadas para a participação e não para a interação. São p-based e não i-based, quer dizer, não são plataformas interativas. Abrimos até um grupo aqui sobre isso, intitulado Pensando uma plataforma de netweaving. Especulamos sobre Indicadores de interatividade. Dois anos depois do início desta inquietação, surgiu uma iniciativa importante, após o Terceiro Simpósio na E=R (2011), intitulada Plataforma Fluzz.

Bem, mas a questão continuará em tela, pelo menos enquanto não temos uma plataforma i-based. A Escola-de-Redes é de fato uma organização em rede que se realiza toda vez que acontece algum evento presencial ou virtual: uma conversa, uma iniciativa conjunta etc. Mas esta plataforma Ning que utilizamos como ferramenta de netweaving da E=R não é uma rede. Como já foi dito mil vezes aqui (e agora o dístico está até no alto da homepage) "o site da rede não é a rede". A mídia (ferramenta tecnológica) não pode ser confundida com a rede (pessoas interagindo).

A E=R deu certo. Esta plataforma Ning da E=R também deu certo. Está viva. Cumpre seus objetivos fundantes. Mesmo assim... permanece um certo incômodo, uma sensação de que há alguma coisa errada com a possibilidade de uma pessoa fazer um registro aqui e desaparecer.

Estive pensando se a condição para uma pessoa se conectar a uma plataforma não deveria ser ela propor alguma coisa que implicasse compartilhamento de agenda. E aí seu registro seria sempre provisório, enquanto pelo menos mais duas outras pessoas não aderissem à sua proposta (ou ela não aderisse a uma proposta feita por outra pessoa que tivesse contado com a adesão de pelo menos mais duas pessoas). Essa proposta poderia ser qualquer coisa dentro do escopo da rede que foi voluntariamente articulada: ler um livro, escrever um livro, traduzir um texto, fazer um vídeo, organizar um evento presencial ou virtual etc. Uma vez compartilhada uma agenda (por, pelo menos, três pessoas), o registro da pessoa entrante seria efetivado. É claro que isso não resolve tudo, pois a pessoa pode propor um empreendimento ou aderir a um empreendimento já proposto e, depois, desaparecer. Mas serve como um sinal de que é necessário "pagar" alguma coisa para se conectar a uma plataforma de rede, sendo que a moeda, no caso, é a interação (ou ao menos uma intenção de interação).

É simples e faz sentido: se você não interage, não está em rede. Se não está em rede, não pode se registrar em uma plataforma de rede. Neste caso, o recomendável é que vá para o Facebook, para o Twitter ou para o Google+ e se contente em ficar nesses sites de relacionamento batendo papo, curtindo, fazendo relações públicas, divulgando suas realizações ou propostas, fazendo marketing disfarçado para vender a si mesmo ou vender seus produtos ou serviços ou, até mesmo, tentando articular e animar redes sociais (sim, isso ocorre com frequência também nessas plataformas p-based, proprietárias e egonetizadas, a despeito de elas não serem ferramentas adequadas para o netweaving; recentemente propus inclusive uma discussão sobre índices de interatividade no Twitter).

Claro que não penso em propor essa nova condição para o registro nesta plataforma da Escola-de-Redes. Esta plataforma E=R é uma imagem de um mundo configurado de um jeito particular e assim deverá continuar enquanto não se esgotarem suas possibilidades. E ao que tudo indica estamos longe desse esgotamento: nossa trajetória é ascendente, não apenas em virtude da entrada diária de novas pessoas (embora este não seja um indicador desprezível), mas fundamentalmente em virtude do fluxo da nossa timeline (que é caudaloso e crescente).

Mas se hoje fosse propor a articulação de uma nova organização-em-rede, adotaria o critério mencionado acima para o registro em sua plataforma (se é que essa nova rede deveria ter uma plataforma e se é que essa plataforma deveria funcionar na base de registro - desconfio que não, mas isso é outra história). Você quer entrar? Ah! Ótimo. Então pague em interação. Não está disposto a pagar? Quer só sapear de vez em quando? Ótimo também! Pode espiar à vontade. Mas saiba que, neste caso, você nunca estará na organização. Você só está em rede enquanto interage. É aquela coisa do fluzz: a fonte que só existe enquanto fluzz só pode ser conhecida enquanto interagimos, quer dizer, enquanto estamos nela. 

Continuando em 30/09/2011

É claro que não acredito que as 7.011 (sete mil e onze às 11h00 de 30 de setembro de 2011) pessoas registradas aqui estão interagindo em rede, se organizando em rede, atuando em rede, convivendo em rede (se entendermos por 'rede', redes mais distribuídas do que centralizadas). São pessoas registradas numa plataforma virtual. Algumas interagem na plataforma regularmente e algumas apenas de vez em quando; algumas se registraram e sumiram; algumas interagem fora da plataforma; algumas interagem fora e dentro da plataforma. Tudo isso é aceitável aqui e não será alterado por qualquer norma ou regra exarada pelo "criador" da plataforma. Mas não por isso nos impede de refletir.

Começo com uma bateria selecionada de tweets de hoje de manhã:

Plataformas virtuais (chamadas "redes") são fonte de auto-engano. A pessoa se registra em várias, mas quando é para atuar em rede pula fora.

A confusão entre midias sociais e redes sociais é horrível. Seus efeitos são muito mais maléficos do que se pensa.

Quando alguma coisa envolve custo, risco, trabalho, as pessoas temem fazer em rede. Voltam correndo para suas estruturas proprietárias.

Você pensa que sua segurança está na família, no emprego, no negócio proprietário ou na organização hierárquica. Por isso o mundo é como é.

Você acredita num negócio sem dono, numa organização sem chefe, num movimento sem lider? Não? É por isso que você não entende o que é rede.

Bem, estes foram os tweets. Mas eles sairam de outro texto que publiquei hoje cedo:


Na verdade, mesmo quando estamos totalmente convencidos da emergência das redes, temos impedimentos fortíssimos de experimentar redes em nossas organizações... O grande problema que remanesce é o da remuneração. Inovadores sempre estão vivendo no tempo errado. Leonardo e outros inovadores renascentistas tinham lá seus Ludovico Sforza e seus Francisco I. Hoje esses mecenas são mais fugazes, porque seu poder também é mais volátil. Só podem nos ajudar por períodos muito curtos. Então o cara tem que virar funcionário de alguma burocracia sacerdotal do ensinamento (universidade ou centro formal de pesquisa) para continuar inovando. Ou tem que se subordinar a um Jobs qualquer. Se não fizer isso (e não for rico) viverá preocupado (e atormentado) com a própria sobrevivência. Não é a toa que montará logo uma empresa proprietária ou hierárquica, seguindo o modelo geral que "dá certo". E, fazendo isso, acabará aprisionado no seu próprio quadrado (o que constituirá um impedimento à sua criatividade).

Outro problema das iniciativas em rede é, por incrível que pareça, a deformação introduzida pelas plataformas virtuais. Ficou tão fácil se conectar nessas plataformas (confundindo-as com as redes) que a gente acaba se registrando em dezenas delas e usando-as como meio de obter informação, acompanhar as novidades e se relacionar. Mas quando se trata de fazer alguma coisa junto com outras pessoas (ou seja, quando se trata de compartilhar uma agenda concreta, experimentando para valer as redes sociais), caímos fora.

Adoramos borboletear pelas "redes", mas quando a coisa é para valer voltamos às nossas estruturas pretéritas de relacionamento: a família, o emprego, a empresa proprietária, a organização hierárquica... Quando a coisa é para valer, quando dependemos dela para sobreviver, vamos logo montar uma iniciativa proprietária (e via de regra hierárquica). Quando é para especular, sem custos, sem riscos, aí topamos “fazer em rede”. É uma forma de auto-engano.


Continua algum dia...

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Comentário de Paula Ugalde em 17 setembro 2011 às 17:17

Olá Pedro Ferrão e Augusto de Franco,

 

Augusto, desde o início entendi assim. E agora fico pensando 'porque' o post chamou tantas interações?! Também gostaria de saber a que chegaram na 'mesma' conversa, ano anterior, como escreve? E será que é um 'reprise' mesmo ou foi modo de expressão?!

Bom, primeiro não escrevo para sustentar nada com relação a E=R, ok?

 

Partilho que acredito ser importante conhecermos os movimentos de Ambientes Virtuais de Aprendizagem formais, se a proposta valoriza/prescinde da interação. Para lermos os movimentos nas comunidades, ao analisar o processo. Não vejo problemas em todos verem as interações de todos e especialmente as suas para pensarem sua trajetória, relacioná-la ao todo e refletir os impactos ou seu contrário, tanto na aprendizagem como da coletividade [na  sua inteligência coletiva].

Se estivesse com uma turma  e alguém [s] desejasse não ter o mapeamento, próprio ou da comunidade [tendo autonomia], respeitaria e após a posição dos demais, permanecendo apenas aquele, veria com os TIs para que o seu não fosse disponível. E nem eu, estando na 'tutoria' veria, ainda que não veja nada de mais, para fins de investigação.

 

Já na E=R, da mesma forma, não vejo nada demais. Agora que Augusto reiterou que não foi proposta regra para interação, apenas gostaria de saber que restrições tem a investigação [se é que tem?] e porque fala em preocupação, pois podemos desejar conhecer por outros motivos... :)

 

Isso que escrevo é para entender tua percepção apenas... Posso?

Comentário de Augusto de Franco em 17 setembro 2011 às 16:36
Aqui na E=R ninguém jamais propôs que se criasse uma nova regra baseada na interação das pessoas, muito menos eu. No entanto, isso não nos deve impedir de investigar a interatividade e os fenômenos a ela associados nesta plataforma. Somos exploradores e vamos continuar explorando, tentando captar padrões para entender o que ocorre nos mundos altamente conectados.
Comentário de Pedro Caiado Ferrão em 17 setembro 2011 às 14:30

Obrigado Augusto.

Depreendo, portanto, que nenhum(a) de nós deve ficar preocupado(a) com a sua interação na rede ou a de qualquer outro(a) que se tenha registado na E=R, e que, assim, nenhuma regra de aplicação individual acerca da interatividade deve ser criada.

:-)

Comentário de Pedro Caiado Ferrão em 17 setembro 2011 às 8:23

Olá

Vocês confirmam minha impressão de que não é relevante, tratando-se de rede, avaliar o grau de interação individualmente? Por outras palavras, se "é o social, estúpido", apenas interessa avaliar as 4 propriedades da interção, que se referem apenas ao conjunto-rede, certo?

Certo, Pedro. Mas a fenomenologia da interação envolve mais fenômenos do que aqueles quatro citados como exemplo - o clustering, o swarming, o cloning e o crunching. Temos as reverberações, os loopings, essa "propriedade" de espelhamento que faz com que a pessoa internalize a rede social em que está conectada (e aqui afeta diretamente o comportamento do indivíduo), os circuitos de aprisionamento ou armadilhas de fluxos (que chamamos de instituições)... :-) AF

Comentário de Augusto de Franco em 17 setembro 2011 às 5:09
Gostei muito de seu comentário Joakim. Vai nos fazer refletir bastante, sobretudo os que estão buscando uma plataforma que capte melhor o fluxo, mas não só esses...
Comentário de Joakim Antonio em 17 setembro 2011 às 4:35

Se fluzz é vivo, por fluir constantemente no que tange a alimentar o fluxo dele próprio em N direções, nunca se terá uma mensuração certa de o quanto ele flui.

E=R é um dos afluentes da fonte original, assim como há afluentes desconhecidos que para fluzz pouco importa, pois seu objetivo é alimentar e não retroalimentar-se pois não necessita, estando feliz por saber que tudo que flui ocupa um lugar (aqui tenho dúvidas pois ele apenas é, e felicidade não se aplicaria, pois quem fica feliz somos nós). Para E=R interatividade é, deve ou pode ser, atividade, para fluzz sempre será propriedade.

Interatividade no conceito antigo, ainda vigente, é limitada pela visão de até onde algo foi e retornou até nós modificando ou causando modificações vistas no agora, um conceito belo em uma sociedade imediatista onde vemos a comida na mesa e os grão parecem que nunca foram plantados, mas se pensarmos além de onde o rio passa e sim onde os afluentes modificam a terra sem nem percebermos, veremos que uma interação pode ocorrer além de onde nossa limitada visão alcança, não podendo dizer que não será sentida pois podemos no futuro perceber que alimentamos um novo fluxo em uma terra antes árida, vivendo agora de conexões inconcebíveis para um local onde tínhamos certeza que o rio não alcançava.

Ideias continuam surgindo de diversos lugares e E=R é um catalizador, pois aqueles que não são ativos (segundo o conceito de cada um) podem estar navegando no fluzz, ou usando um conceito cabalístico estão em uma esfera da árvore, absorvendo para poder passar a outra até sentirem-se eles próprios fluzz e então começarem a se deixar notar.

A humanidade é uma grande rede e até quem está cataléptico continua sendo ser humano, ou seja está em rede, se está interagindo (segundo o conceito técnico-analógico usado) é outra história.

Mas tudo que eu falei pode ser loucura,  já que sou louco por admitir ser poeta. A poesia se confunde com tudo inclusive fluzz, assim como vida e rede, a separação só existe na mente de cada um.

 

Abraços

 

Joakim Antonio

Comentário de Augusto de Franco em 17 setembro 2011 às 4:25
Comentário de Paula Ugalde em 17 setembro 2011 às 0:09

Augusto,

Outra curiosidade: o fluxo da timeline também registra as interações discriminadas? Por exemplo: Já interagimos em posts e mensagens. Se eu desejar ver com quem interagi e a intensidade tem como? Ou apenas mapeia um geral? 

Sou ignorante nisso. Conheço como administradora apenas o Moodle e o Teleduc e até onde sei, apenas o segundo permite a livre visualização não apenas de seus movimentos, como de todos e de vários modos, dia, mes, meses, atividades, etc... [ ]'s :)

 

A timeline apenas registra os eventos (tudo que é feito na plataforma) mas não mapeia nem mede nada. Nem guarda os registros. Abraços, AF.

Comentário de Paula Ugalde em 16 setembro 2011 às 23:31
OlaS de novo! ;) [2]

Somos diferentes... Não há nada até hoje que tenha me 'deslumbrado' e da mesma forma acho muito chato interagir com pessoas pavoas, ou honoráveis doutores 'garganta atolada' decerto com os canudos, porque parecem sequer se dignar a piscar o olho para o lado de alguém das 'massas', quiçá se dirigirem a nós, o que pode ser atribuído a inúmeros fatores que respeito e não questiono, pois cada um sabe de si, porém prefiro valorizar os que interagem comigo e os demais desejando, compro seus livros e sou eu a fazer questão de não ter contato. Tem os que já se aproximaram com segundas intenções, como, por exemplo, fazer contatos com contatos que tenho adicionados, outros visando prospectar-me como cliente, outros para usar meus olhos para análise virtual e ainda teve quem percebeu que sou apaixonada pelos interesses profissionais e se aproximou visando obter auxílio gratuito e sem reconhecimento ou benefício em labore... E creio que não saibam que tiveram êxito porque era de meu interesse e não só tirei proveito em aprendizagens e experiência como ainda tirarei mais, pois agi estrategicamente.
Também já entrei e saí de grupos de estudos ou similares com propostas diversas e mantive a autoria, ainda que as experiências tenham agregado. 

Sou transparente em geral e sempre, com os que se mostram assim e calada ou 'brincalhona' para contemporizar com outros...

Vou buscar o livro de Eli Parisier pois tenho certeza que desconheço muitas coisas e desejo mais.

Marasmo...problema coletivo... "...onde estão os projetos para levar adiante? Por onde começar? Por que há sempre uma pessoa empenhada em desenvolver alguma coisa de forma concreta, automotivada, que estuda e se aprofunda e aí começa a atrair outras super bem intencionadas até que um dia se dá conta de que seu objetivo não está sendo cumprido?"

Pro que será que isso ocorre?! Teria algumas suspeitas lendo tua fala: uma pessoa empenhada emdesenvolver alguma coisa de forma concretaautomotivada, que estuda e se aprofunda e aí começa a atrair outras super bem intencionadas até que um dia se dá conta de que seuobjetivo não está sendo cumprido? ...avisei ao grupo com que vinha me reunindo quepreciso de ideias e projetos com cronograma, objetivos definidosPreciso que pensemnão que me sigam! ........................

E poderia continuar sublinhando falas que chamaram a atenção mas acho que é desnecessário...

Comento porque agora estou me sentindo motivada a realizar e gostaria de falar sobre o que andou pensando e/ou ideando. Tenho ideias mas sei que só fazemos com o Outro e busco bons parceiros, e não seguiria a eles, ou pensaria por eles, agiria por mim mesma e, definido o 'projeto' me empenho, colaboro e produzo em situação de igualdade, em relações efetivamente dialógicas comunicacionais 'horizontais'. E quando surgirem dificuldades, empecilhos, antes de levantar faço uma autoavaliação, analiso por diversos viés e apresento algumas possibilidades para superá-los [a título de contribuição, ciente que poderão trazer coisas bem melhores];)

É isso..... Aguardo! [ ]'s :)
Comentário de Paula Ugalde em 16 setembro 2011 às 23:30
OlaS de novo! ;)

Acho que só me senti motivada para interagir assim no primeiro curso de Tutoria, outra palavra 'contramão' argh! Como comentou a Ivana Rowena Monte Lima que se nega a ser 'animadora' do que quer que seja, também gostaria de me negar a usar esse termo, que remete a pessoas supostamente com mais saberes e competente para 'gerenciar' outras em espaços de aprendizagem. :)

Ivana, teu post também foi provocativo e apreciei tuas ideias e percepções, ainda que acredite que ficariam mais bem colocadas se relativizadas... Enfim, cada um se expressa a seu modo e 'isso' é o importante e opino que distingue este espaço dos demais.

Ao contrário de ti, cheguei ao site, justamente porque me foi mal recomendado! :D Sim! Estando no interior, em uma cidadezinha de hoje com sete mil habitantes, antes da internet, as relações eram locais e/ou regionais e ouvi em uma ocasião que 'Augusto de Franco' era um visionário que escrevia 'viagens' e mais tarde que criara uma rede que já contava com não lembro quantos 'se-gui-do-res', onde passara a divulgar suas ideias futuristas. :D

Pois não precisaram dizer mais nada! Na mesma madrugada cheguei em casa e fui buscar no 'google' que é o buscador preferido, ainda que hoje saiba que os resultados são tendenciosos. [Nesse sentido, também curti a menção porque acho que as vezes acabo priorizando coisas menos importantes e com a leitura me 'toquei' da importância de diversificar.

Continuando, achei vários trechos de livros, citações e outros que gostei, ainda que não tenha entendido alguns termos e nem buscado saber.

Iniciei outras atividades profissionais e minhas leituras foram restringidas aos técnicos e não pensei mais no assunto.  

Ano passado, depois de tornar ativa a conta do Fb [sim, no Fb! Lá também encontro várias construções importantes, que agregam e úteis e ainda que sumam as publicações, eu guardo no meu lep cada link de interesse...e apesar de os facebookeanos apresentarem perfis bastante diferenciados, talvez tenha 'dedo bom', pois sempre encontro pessoas interessantes, com conteúdo, que apreciam dialogar, fazer trocas, críticas, criativas, colaborativas & tal. Essas tenho o maior prazer em interagir mas também com as demais, porque não vejo os espaços como melhores ou piores no quesito 'pessoas' [desconsiderando as restrições próprias da rede obviamente.

Pois vi a apresentação e voltei a fazer buscas e cheguei a este espaço e apreciei desde o início, ainda que, tirando o Augusto os demais sejam desconhecidos, com quem - apesar de tentar interagir, até hoje nunca tive retorno, ao contrário de no Fb e no Twitter...

Sobre isso ainda acrescentaria que acho meio 'curioso' que a maioria das mensagens sejam direcionadas ao Augusto. Poucas pessoas aqui interagem com os demais o que para mim parece indicativo de algo...especialmente porque sempre observei na sua postura o desejo de que nos apropriemos mais, não o vendo como centro - de certo modo, pois que, apesar de se dirigirem a ele, ao comunicarem evidenciam suas autorias...então...ok...

Lembrando suas palavras Augusto, se a Rede são as pessoas e considerando que está/tamos no Fb, no G+, e acreditando que não somos manipuláveis [ao menos presa fácil sei que não sou :D], que nossas interações não são superficiais, se devem a desejos de realizar trocas efetivas com pessoas que lá estão, que se comunicamos algo não é por sermos empurrados, que - e isso 'é' pessoal: ainda que seja vista como 'destoante' se leio coisas questionáveis critico e que não sirvo para vaquinha de Presépio de ninguém...então, penso que a afirmativa é uma percepção pessoal. O que acha/am?!

Somos diferentes... Não há nad

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