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Ter antenas é preciso, viver não é!

Já ouvi gente dizendo que a clusterização de pessoas em projetos de aprendizagem e convivência surgidos da interação e não da participação (veja bem, emergidos da interação) é um negócio que tem que ter paciência para rolar. Haverá muitas interações e dependendo da sua intensidade e graus de distribuição, as clusterizações poderão ocorrer em maior ou menor tempo.

O tempo de transição é o presente, onde a maioria dos sinais emitidos pelas organizações às pessoas é um padrão de mando e obediência, relacionado diretamente com a hierarquia pura. No entanto, por ser era de transição, podemos plantar e experimentar coisas novas, diversas de um formato centralizado.

Ainda não se vive em um local completamente livre, onde o sistema hierárquico acabou em desuso, mas as múltiplas possibilidades de interação estão aí para serem captadas e é certo que para se sintonizar a esta frequência distribuída não devemos acessar padrões de comportamento obedientes. Ter antenas é preciso, viver não é!

Quando há relações mais horizontais do que verticalizadas a tendência é rolar interação e disso brotar roldanas e parafusos que alimentarão o próprio sistema das convivências clusterizadas.

E as experiências de convívio e aprendizagem potencializaram-se com as novas ferramentas tecnológicas. As relações entre pessoas ficaram mais aceleradas com tais tecnologias. E neste terceiro milênio já surgiram muitas práticas de interação e clusterização reverberadas pelas rede da internet, uma das ferramentas. O fenômeno Anonymous é um exemplo das autopoieses das relações distribuídas e parece ter sido um contraponto àquele comportamento da pessoa VIP. Estar no anonimato, como uma pessoa comum, é uma tendência que espelha um certo repúdio às lideranças destacadas das organizações hierárquicas. É ter uma atitude em total desarmonia com o brodcasting (emissão de um para muitos e não de um para um).

Gratidão às timelines que me fazem refletir sobre tais elementos.

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