Escola de Redes

TEMAS DO OPEN SPACE DO SIMPÓSIO SOBRE TRANSIÇÃO ORGANIZACIONAL

Andamento da discussão (às 15h30 de 25/06/10)

Tema 1 = Relações entre hierarquia, responsabilidade e interação (Carmona)
Tema 2 = Movimento como proposta de quebra de hierarquias nas redes (Marina)
Tema 3 = É possível fazer a transição de estruturas hierárquicas para estruturas em rede (ou é necessário começar já em rede) (Fernando)
Tema 4 = Empreendimentos transicionados (Marcelo)
Tema 5 = O que é rede? (Grau de distribuição) (Robson)
Tema 6 = Formação das pessoas em ambientes hierárquicos (família/escola)/não-hierárquicos (Leila)
Tema 7 = A transição que já está acontecendo (Robson)
Inconcluído (por enquanto)

Todo mundo amanhã no Horto Florestal, na Lanchonete, às 09h00.

Exibições: 442

Comentar

Você precisa ser um membro de Escola de Redes para adicionar comentários!

Entrar em Escola de Redes

Comentário de Augusto de Franco em 30 novembro 2010 às 10:23
O que não virar membrana será escombro. Eis como paredes (opacas) vão virando membranas (permeáveis): elas vão sendo perfuradas por hifas. Essa possibilidade existe concretamente desde que os subordinados em uma organização hierárquica não podem mais ser proibidos de se conectar com quem está do lado de fora do muro pelas polícias corporativas (conhecidas como departamentos de TI). Qualquer um que tenha um celular (3G, equivalente ou sucedâneo), ou melhor, um dispositivo móvel de interação conectado à Internet ou conectado a outros dispositivos por rádio (incluindo bluetooth) pode – ao mesmo tempo em que trabalha em uma empresa fechada – desenvolver outros projetos conjuntos com pessoas de outras empresas fechadas, inclusive concorrentes. Quando a porosidade aumentar, os muros vão começar a ruir. Só então as organizações fechadas se darão conta de que estão irremediavelmente vulneráveis à interação e correrão desesperadas atrás das membranas. Aí já poderá ser tarde: uma membrana é um dispositivo ultracomplexo, que só pode ser construído pela dinâmica de um organismo vivo em interação com o meio e com outros organismos. Uma empresa que não aprendeu a se desenvolver conversando com as outras empresas por medo de perder mercado ou de ter roubadas as suas inovações ou seus funcionários, não conseguirá, da noite para o dia, fazer uma reengenharia de seus contornos. Uma corporação que insistiu em manter intranets mesmo depois de ter sido inventada a Internet, dificilmente estará preparada para operar, em tempo hábil, tal mudança.

Comentário de Marcelo Estraviz em 9 julho 2010 às 19:42
Isso me lembrou uma frase que guardei da época da faculdade (aliás, uma das únicas que guardei). É do Carl Rogers e diz mais ou menos assim:
"Não existe criança-problema, e sim pais-problema e sociedade-problema"
Faz sentido, não? Pra mim fez!
Comentário de Maria Goreti Tuleski em 9 julho 2010 às 15:40
Concordo também que compartilhar idéias é um exercício difícil, a gente tem medo de errar, porém é altamente compensador, como disse o Marcelo, meu conhecimento está no meu amigo e aí eu penso que cria-se a condição para que aconteça a transformação. O Robson falou em óculos para ver o invisível, percebo a maneira como as crianças fazem redes enquanto brincam, a forma como se relacionam é fundamentalmente o que faz dar certo as brincadeiras renderem horas de alegria, é a alegria de estarem juntos e a vontade de gastarem a energia juntas, sabemos que a dificuldade normalmente não está na criança e sim no adulto. Domingo vou estar dando uma oficina na comunidade onde moro que aliás está ficando bem violenta, vou fazer uma pequena provocação com o tema rede, vamos ver como vai fluir.
Abraços
Comentário de Cibele Aguiar em 9 julho 2010 às 14:14
Duas impressões me foram mais marcantes. Primeiro, é que compartilhar idéias é um exercício difícil, mas que alivia a mente, refresca, renova e até transforma. É bom frequentar nova praças públicas para saber o que andam pensando, e melhor, parar também para pensar em nossas próprias ações. A segunda constatação é que tenho muito a aprender sobre redes com todos vocês. Vou me dedicar mais a esta escola de pensadores voluntários e intrépidos semeadores. É isso Robson, vou colocar mais vezes os óculos de ver redes, de preferência, para transformar reuniões chatas em festas, como diria o Augusto.
Você tem razão Carol, saímos do Simpósio, mas ele não sai da gente. Também concordo com você Marcelo, queria muito trabalhar apenas em coisas que me fazem feliz. Enquanto vivo em jardins murados, pela imposição de nossas necessidades contemporâneas, alegra-me participar de praças públicas onde o assunto não é sobre pessoas, mas sobre relacionamentos e interações que nos aproximam.

Depois do Simpósio, retomei minha leitura de Tapscott: "O desafio é formar - até mesmo fomentar - relações simbióticas com estruturas emergentes, já que a auto-organização, por sua natureza, não pode ser facilmente controlada. Mas ela pode ser guiada".

Acho que é isso.

Saudações
Comentário de Robson Barros em 6 julho 2010 às 8:41
Ando também "ruminando" o que foi dito e refletido no Simpósio. Lendo mais algumas coisas e calibrando as lentes dos óculos para "ver o invísivel" que está presente nas interações do meu dia-a-dia.

Compartilho um texto que tem um pouco do que falamos por lá:


Cloud Company – a New Form of Organization - http://tarina.blogging.fi/2010/06/25/cloud-company-%e2%80%93-a-new-...

Abs a todos.
Comentário de João Paulo Brandão Barboza em 6 julho 2010 às 8:07
Oi Maria e colegas da rede, tudo bem?

Vi que colocou um link para fazer backup dos conteudos nas redes no ning:

"No simpósio foi discutido que não vale a pena sair do Ning e migrar para outro site gratuito. Eu achei um software que faz um backup dos arquivos do ning: http://help.ning.com/cgi-bin/ning.cfg/php/enduser/std_adp.php?p_faq... , espero que seja util."

Você conseguiu fazer?

É que quando fiz o procedimento na hora de colocar os dados:


Coloquei o endereço da rede ning com o e-mail do administrador e a senha e disse que o e-mail estava errado. Resumindo não deu certo! Alguém conseguiu?

Grato pelas informações!

Saudações Fraternais,

J.P
Comentário de Maria Goreti Tuleski em 5 julho 2010 às 14:31
Surfando em redes também encontrei isto:
´A vida não vingou no planeta através do combate,
mas através da parceria, do compartilhamento e do
trabalho em rede.
Capra 2003.
Comentário de Marcelo Estraviz em 5 julho 2010 às 13:28
eu surfo em redes.
Comentário de Carolina Sudati em 5 julho 2010 às 8:54
Voltei mesmo "encasquetada" com os debates do Simpósio.
Uma das discussões que me acompanhou a semana está relacionada às últimas colocações sobre as legislações como um impedimento jurídico para o trabalho em rede e a provocação do Augusto: desobedeça!
Voltei com a missão pessoal de AGIR em rede como semente de rede no meu dia, ampliando a consciência sobre o que posso fazer/quero/desejo.
Nesse momento me debrucei sobre uma questão: DISPONIBILIDADE.
Ao lembrar que o netweaver pode ser o "guardião das conexões formadas naturalmente entre os clusters" pensei que uma AÇÃO poderia ser a escuta para encontrar a disponibilidade de cada um no para estar em rede.
Numa discussão essa semana me perguntaram se eu não estaria confundindo DISPONIBILIDADE com INTERESSE.
Acredito que a palavra interesse esteja impregnada de outros conceitos, pois tenho encontrado poucas pessoas que dizem que não estão interessadas em algo.
A não ser quando estão em rede mesmo. E fiquei pensando: o que vem antes? O ovo ou a galinha?
O quanto eu estou disponível para estar em rede (e aí, semente como semente de rede...)?
Estou seriamente impregnada da felicidade como ponto de partida. Mas essa idéia também é muito abstrata, não é?
Ao invés de ficar "lixando a madeira" das minhas idéias, ou encontrar em todo espaço da rede um lugar ideal para falar do que estou falando decidi compartilhar/estar já - em movimento.
Nesse sentido uma frase que está em um dos livros do Baumann ("aquele cara dos líquidos") me ajudou a entrar no movimento, na ação agora: "Quando se patina sobre o gelo fino a segurança está na nossa velocidade" Ralph Waldo Emerson, sobre a prudência.
E se o desejo de estar em rede urge, porque não estamos?
Comentário de João de Paula Monteiro Ferreira em 1 julho 2010 às 16:12
Para mim, o mais importante do simpósio foi a constatação de que não há um formato único a ser proposto para a transição organizacional. Os formatos serão necessáriamente múltiplos, pois são múltiplas as organizações, devido às diferenças que decorrem de seus propósitos, dos setores onde atuam, dos seus graus de centralização e de tantos outros condicionantes estruturais.
Do ponto de vista prático, considerei muito útil a idéia de intensificarmos a observação e a pesquisa para procurarmos identificar com mais precisão redes já existentes ou, em outras palavras, "usarmos mais os óculos de ver redes"

© 2019   Criado por Augusto de Franco.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço