Escola de Redes

StoryGarden é um sistema baseado na web para coleta e análise de informações qualitativas sobre os valores e atitudes mantidas por uma comunidade de pessoas.


STORY GARDEN (TRADUZIDO PELO GOOGLE)

 



FONTE: http://www.storygarden.ca

 

como ele funciona

StoryGarden é um sistema baseado na web para coleta e análise de informações qualitativas sobre os valores e atitudes mantidas por uma comunidade de pessoas.

Como funciona:

 
1

Os membros da comunidade apresentar anedotas para um site StoryGarden ...

  

 

2
... e responder a um pequeno conjunto de perguntas.

 

 

3
As histórias e os dados de resposta são analisadas e apresentadas utilizando Cognitive Edge sistema de exibição Sensemaker .

 

Na imagem à direita, cada ponto representa uma história. A sua localização representa valores provenientes das respostas às perguntas que o escritor respondeu história.

 

 plot image
4 Anedotas são usados para identificar temas emergentes. Na imagem à direita, cada história é representada por um retângulo. As perguntas foram respondidas pelo escritor história determinar a cor e em qual coluna a história está dentro

Um analista pode clicar sobre um retângulo de ter essa história exibida.

 

 dfilter images
5 Esta Exibir Sensemaker fornece uma maneira de comparar muitos parâmetros diferentes.

 

 compare images
6

 

Este ponto de vista SenseMaker fornece uma visão 3 dimensões da coleção história. landscape image


Estamos atualmente trabalhando em um sistema de exibição que vai mostrar atualizações instantâneas para todos os usuários usando vários pontos de vista pré-definida da coleção de história.

Estamos também trabalhando em uma ferramenta que irá ligar a instalação StoryGarden a bases de dados da comunidade existente que fará o possível para que os usuários mash coleções história com outros dados da comunidade para fins de exibição.

Esta ferramenta é especialmente útil para o desenvolvimento do plano de acção para o bem-estar da comunidade e mudança.

Esta página contém materiais que são Copyright © 2009 StoryGarden e / ou cognitiva Edge Pte. Ltd. Todos os direitos reservados.

Exibições: 141

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Comentário de João Paulo Brandão Barboza em 30 dezembro 2010 às 11:26
Envie o e-mail Sérgio

Abs,

J.P
Comentário de Sergio Storch em 30 dezembro 2010 às 10:52

Chi, João

Este novo portal da SBGC ainda está cheio de bugs. Sorry: a ferramenta que tínhamos um ano atrás, feinha, implantada em 2003, funcionava. Os moderninhos fizeram deixar de funcionar.

Sugiro você procurar as pessoas sem depender do portal. Me mande para sergiostorch@gmail.com, e eu lhe enviarei os emails das pessoas para você se enredar off line:-). Afinal, redes são anteriores à internet...

 

Um grande abraço

Sérgio

Comentário de João Paulo Brandão Barboza em 30 dezembro 2010 às 7:17

Oi Sérgio,

Então entrei no site (http://www.sbgc.org.br/conteudo/centro-oeste/) e não consegui ver Brasília lá. Como faz? Como você sugeri a construção dessa massa crítica? Aproveito a oportunidade para ofertar aqueles bons votos de Prosperidade, Saúde, Paz, boas conexões e essa musiquinha ; > ) que todos os anos, dias, segundos possam trazer Sabedoria!

 

Aloha,

 

J.P

Comentário de Sergio Storch em 26 dezembro 2010 às 10:48

João

A ideia é repetir o modelo que fizemos com a Verna Allee. Tournée por várias capitais, e Brasília é ponto de passagem obrigatório:-) . Mas precisamos construir massa crítica, evidentemente, em rede.

Vamos conversando sobre isso. Você conhece o pólo da SBGC-DF? Lá tem uma turma boa também.

Comentário de João Paulo Brandão Barboza em 26 dezembro 2010 às 9:47
Oi Rodrigo,

A sugestão do Sérgio parece ser boa: http://www.cognitive-edge.com/ E esse grupo aqui da escola de redes: http://escoladeredes.ning.com/group/connected acredito que pode somar.

Sérgio,

Esse link do Story Garden recebi de uma pessoa conectada no twitter. Acho sua proposta excelente, já que estou num processo de tecelagem de uma rede comunitária e penso que será de grande valia aprender mais sobre o pensamento de Dave, a ferramenta e a lógica do Story Garden. Se a palestra for em Brasilia melhor ainda heheh. Entrei no Site do Dave, vou buscar conhecer melhor seu pensamento. Grato pela dica! Entre outras, num futuro breve, caso tenha disponibilidade, gostaria de trocar umas figurinhas sobre uma solução econômica em rede, a qual estou pensando com alguns amigos e assim saber sua opinião. E caso goste da idéia...

Saudações Virtuais,

J.P
Comentário de Rodrigo Gerolineto Fonseca em 25 dezembro 2010 às 14:19

Achei muito interessante esta possibilidade de conhecer os valores presentes numa rede, pelo motivo que exponho a seguir. Sou historiador e me interesso pela constituição de cultura,
seu movimento, sua tessitura histórica. Em recente pesquisa, percebi estas possibilidades
ao abordar os conflitos culturais presentes na instalação do governo da capitania
do Piauí, no século XVIII. Um dos esforços da administração colonial foi criar
cidades como centros de poder, de onde pudesse controlar o comportamento social
e fomentar a produção econômica. O plano fracassou mediante a resistência das
pessoas que tinham obviamente seus próprios interesses. Como escreveu um
ouvidor da época, os núcleos urbanos ficaram ao desamparo, havia sítios com
mais moradores do que as sedes das vilas, a população era rebelde e criminosa,
indócil, mentirosa, etc., segundo os critérios da autoridade lusa. Os “delinquentes”
se refugiavam no sertão e a Justiça não os alcançava por que não os podia
prender, devido aos “prontos avisos que recebiam” da chegada de soldados, e,
então, se embrenhavam nos matos. Esta comunicação, os avisos, viabilizavam-se
certamente por certo tipo de relações que configuravam a rede existente. Para
além das oposições clássicas entre grupos sociais, escravos-senhores,
metrópole-colônia, brancos-não brancos, homens-mulheres... Me chamou a atenção
a solidariedade existente entre diferentes tipos de sujeitos.

Escravas das fazendas da Coroa (confiscadas dos jesuítas em sua expulsão), iam e vinham “como as andorinhas” nos dias quentes ou frios, regulando seus destinos conforme seu interesses. Além
disso, denúncias e espionagem eram uma constante, instabilizando o mando do Estado,
cujos representantes nunca conheciam o terreno em que se moviam. Aparentemente,
havia uma rede de relações que envolvia e minava a estrutura hierarquizada do
mando colonial local.

Exemplo interessante:

Uma escrava escreveu uma carta às autoridades no final do século XVIII, (sim, escreveu) denunciando os espancamentos que sofria. Esta carta chegou às mãos das autoridades e foi
arquivada na Secretaria de Estado, tanto que hoje se encontra no Arquivo
Público do Estado do Piauí. Quem levou esta carta? Por que foi solidário(a) à
escrava?

Há evidências de que as escravas viviam maritalmente com forros, soldados desertores, com agregados, que entravam e saíam das fazendas ou lá se estabeleciam, os quais as autoridades
não conseguiam expulsar ou controlar. Os escravos lhes davam guarida. Um dos administradores
dizia que das coisas que ocorriam na fazenda “eu sou o último a saber”.

Para alguns historiadores, o império português era uma rede por onde circulavam bens, pessoas e ideias. Mas, poderia ser mais que isto. Percebi que no interior do sertão, estas ligações
permitiam a constituição de uma resistência cultural em relação aos projetos da
metrópole. A população tecia uma rede sobreposta à rede policêntrica  da administração colonial. O policentrismo
corresponde à noção de império, uma abordagem da historiografia mais recente
sobre o período colonial. Segundo Antonio Manuel Espanha, a rede do império era
feita de pactos e negociações que suplantavam a hierarquia formal, “mesmo
quando um pudesse mandar no outro”.

Ao findar minha pesquisa, surgiu a questão de como as ações das pessoas comportavam  índices de valor em potencial para a gestação de uma cultura. As conexões podem ser de vários tipos e sentidos, de modo que as
redes de relações são maiores do que a soma de suas partes. Emergem como
projetos de sociedade, projetos de futuro, projetos históricos em construção
permanente. Contudo, pareceu-me muito difícil identificar tais índices. Ao contrário
de uma comunidade fechada, com um universo limitado de membros, a perspectiva
histórica de uma dada sociedade, ou seja, o universo social num recorte
espaço-temporal, não pode ser visto de modo absoluto. Ao mesmo tempo em que a
história total se torna inviável, um recorte de um tipo de relações específico carece
do raciocínio complexo necessário à sua compreensão. De todo modo, restam
apenas evidências de valores e sentidos em construção.

Depois que terminei meu trabalho, ocorreu-me a idéia de tentar mapear um pequeno circuito destas relações, colorindo as ligações entre as pessoas para representar valores e cores a eles
arbitrados. Tomei como exemplo a escrava e sua relação com o Estado, o inspetor
que a espancava, o portador da sua carta-denúncia; dispostos respectivamente
numa relação de exploração econômica, dominação física e violência, e, no
último caso, de solidariedade e rejeição à violência praticada. Mesmo assim,
este modelo de rede tridimensional de cores (valores) oscilantes e provisórias,
não permitem perceber sequer uma predominância, mas, tão somente,
potencialidades na configuração de relações sociais existentes em dado período.
As relações econômicas, de trabalho, de articulação da vida religiosa, da
linguagem empregada, das múltiplas sociabilidades, aparecem imbricadas na
constituição da cultura e não tem proeminência na forma de articulação da
experiência dos sujeitos históricos. Em cada momento da vida, existe um
arbítrio dos sujeitos na articulação de todos os aspectos da vida social que compõem
suas visões de mundo. A rede surge da polifonia destas ações praticadas e seus
sentidos, podendo constituir tradições e estratégias que se acumulam no
arcabouço de recursos culturais potencialmente orientadores da prática social,
enquanto ele mesmo vai se tecendo.

Para findar, cito uma coincidência que me chamou a atenção na postagem de Paulo Brandão Barbosa. O “storygardem” se apresenta como um jardim de histórias conectadas. O fato dos contadores de
história apresentarem uma anedota, na qual se identificam valores. Na minha
pesquisa analiso documento, relato de um viajante que percorreu o sertão no fim
do XVIII e início do XIX. Trata-se de um padre que procurava tesouros,
registrando as impressões dos moradores sobre os sinais nas rochas, entre
estes, pinturas rupestres abundantes no sertão nordestino. Os sinais seriam
indicativos de tesouros enterrados por jesuítas, ou por holandeses... entre outras
versões. Eis o interessante fato relatado por ele, de que num dos caminhos
havia uma lapa de pedra  grossa, com a
inscrição: “Quem me virar de baixo de mim grande haver achará”. Naquele tempo
de buscas por enriquecimento no sertão, sobretudo de minas de ouro, de
perseguição aos índios, de intervenção do Estado que tentava normatizar a vida
no sertão, a pedra assume um significado relevante.

Conta o cronista que alguns curiosos se detinham e procuravam paus para virar a pedra, e então, na outra face, achavam a  inscrição: “Torna-me a
virar”.

O tom de anedota é significativo para compreensão do diálogo histórico entre diferente projetos para o sertão, onde a cultura sertaneja anunciava com este ato o seu conflito com os projetos de
riqueza almejada por aventureiros e pelo Estado que vinham interceptar seus
modos de vida.

A rede que vislumbro, é composta destes diálogos, dotados de valores e sentidos. E, como no “storygardem”, a anedota é um objeto privilegiado para identificação dos valores vetores dos projetos
e muitos futuros possíveis naquele momento. No caso da pedra, revela a tensão
sempre existente entre o sujeito que ri e aquele que é objeto do riso.

Por isso, fiquei feliz ao encontrar a postagem sobre o “storygardem”. Aproveito para pedir sugestões de leitura que possam me ajudar a pensar a cultura sendo tecida a partir dos
valores e significados presentes nos tipos de relações sociais em rede. Penso
que isto permite visualizar melhor os projetos de futuro em gestação numa época
histórica, tomando os valores não apenas como índices das relações, mas como
vetores de um processo histórico.  Se
observarmos uma relação como o momento de um movimento, não convém tipifica-lo
de modo absoluto, mas tentar vislumbrar a sua incidência no social e o sentido
para o qual aponta.

Comentário de Sergio Storch em 25 dezembro 2010 às 12:42

Olá João

Foi um prazer receber de você, neste momento, esta dica sobre o Story Garden. Por uma coincidência eu estava repassando algumas leituras do Dave Snowden, da Cognitive Edge, que foi o criador dessa técnica. Eu o trouxe para ser palestrante no KM Brasil  2007, e o cara de fato é fascinante.  É um iconoclasta que chuta o pau da barraca nas teorias de administração, por não darem conta da complexidade e do caos. E chuta com muita classe. Vale muito a pena ler mais coisas dele, que estão todas no site da Cognitive Edge. Há um artigo dele na edição brasileira da Harvard Business Review, de um dos primeiros meses de 2008. Estamos pensando em trazê-lo novamente para o Brasil em 2011, para capacitar pessoas na metodologia do StoryGarden. O que você acha?

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