Escola de Redes

Apesar de não estar conseguindo muito tempo para acessar a Escola-de-Redes, eu pude observar que várias pessoas estão reclamando que muitos se conectam à E=R e não se apresentam, não compartilham sua caminhada até aqui, seus propósitos, planos, etc. Em outras palavras, elas se conectam à E=R, mas não mostram o desejo de se conectar às pessoas. Eu, por exemplo, poderia me encaixar nesse grupo, pois já estou conectado há algum tempo e praticamente não realizei nenhuma atividade. Por este motivo, resolvi escrever este post para poder falar um pouco de mim, de como vim parar aqui e o que espero nesse caminho.
Tenho 23 anos, sou graduado em Administração de Empresas, tendo concluído o curso no segundo semestre de 2008. Atualmente estou concluindo o curso de Especialização em Gestão Ambiental.
Sempre fui envolvido com protagonismo juvenil. Aos 14 anos ingressei numa Escola Agrotécnica Federal, sempre procurando me engajar no movimento estudantil. Foi nessa época que comecei a aprender a me virar sozinho, uma vez que, querendo ou não, tinha que sair da barra da saia da minha mãe. Quando fui expulso no terceiro e último ano de escola (não dá pra entrar em detalhes, mas posso dizer que quando você vai contra o sistema, não agrada muitos professores, mas mesmo assim tira ótimas notas, existe uma grande possibilidade do corpo docente não ter muita simpatia por você), voltei para a minha cidade.
Logo em seguida, aos 16 anos, por influência de alguns amigos, acabei conhecendo a metodologia DLIS, através do fórum de DLIS da minha cidade. No Tocantins, o DLIS teve muita força por um bom tempo, devido a um programa do Governo do Estado em parceria com o SEBRAE, que mantinha Agentes de Desenvolvimento nas regiões, atuando como facilitadores do programa nos municípios. Por coincidência, uma grande amiga, a Rosana Oliveira (@rosanateca), era Agente de Desenvolvimento, e a contaminação com o vírus do Desenvolvimento Local foi inevitável. Tanto que, mesmo muito jovem, cheguei a fazer parte da Equipe Gestora do Fórum na minha cidade.
No entanto, por diversos motivos, o fórum acabou por esvaziar-se, com o fim do apoio do Governo do Estado e do SEBRAE e, consequentemente, dos representantes do Poder Público Municipal. Sinal que ainda não estava pronto para caminhar por si só...
Continuei envolvido com o movimento estudantil, paralelo ao trabalho com o DLIS e após o esvaziamento do Fórum. Ajudei a organizar alguns eventos nesse sentido e participei de vários outros. Nesse meio tempo, foi incubado o projeto de uma ONG na cidade, mas as circunstâncias acabaram por afastar um pouco as pessoas da idéia.
Ingressei no curso de Administração de uma faculdade particular pelo PROUNI do Governo Federal, com a minha nota do ENEM, na primeira turma do programa.
Desde o segundo semestre do curso, havia decidido falar na minha monografia sobre alguma coisa relacionada ao Desenvolvimento Sustentável, assunto que me ainda me fascinava (e fascina até hj), sendo que estudei e escrevi sobre a Responsabilidade Social das Empresas.
Antes de terminar o curso de graduação, iniciei pós-graduação em nível de Especialização em Gestão Ambiental. Agora, na etapa final do curso, acabei conhecendo a E=R e me interessando sobre o assunto.
Apenas com algumas leituras prévias, já pude perceber a complexidade da temática e como o assunto é extremamente interessante. As possibilidades que as redes sociais permitem e os fenômenos que podem ocorrer são tantos e profundos, capazes de mudar o mundo como o conhecemos em muitos aspectos.
Pra finalizar, eu costumo brincar, dizendo para os meus amigos que eu não quero ser mais um na multidão, que eu vou fazer uma coisa tão grande, mas tão grande, que vai mudar o mundo de tal forma que daqui a uns 200 anos (se o mundo agüentar até lá) ainda vão lembrar e falar de mim. Haverão escolas, hospitais, cidades com o meu nome. Meus bisnetos receberão homenagens e haverão filmes contando a minha história. Bom, agora só falta fazer. Brincadeiras à parte, acho que entendendo as redes e ajudando as pessoas a entendê-las, eu posso contribuir para um mundo melhor. Se não puderem ter escolas, hospitais ou cidades com o meu nome, tudo bem, se eu ajudar a contruir um mundo melhor, mais democrático (no sentido “forte” do termo) e cooperativo para o futuro.

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Comentário de Ana Silva em 18 abril 2010 às 20:40
Boa noite.
Li seu post e me senti a vontade para parabeniza-lo, e também acrescentar algumas palavras ao que você já descreveu tão bem!
Compartilhar é a melhor forma de expandir conhecimento, gerar idéias e difundir a igualdade entre nossos semelhantes.
Sou formada em medicina, com MBA de Gestão Ambiental pela FGV, e atualmente estou cursando novamente Faculdade no curso de Engenharia de Software, pois percebi que o poder de compartilhamento e conectividade no universo digital, é de uma amplitude imensa, e desta forma, nós e outros que produzem conteúdo, somos realmente responsáveis pela disseminação desse conhecimento, e como você disse, contribuir na construção de um mundo melhor e mais democrático. Compartilhar é mostrar respeito ao próximo!
Os Paises Poderosos não acabam com uma civilização destruindo suas casas, suas construções, ou monumentos, pois dinheiro poderá reconstruir tudo isso. Eles só destroem uma civilização destruindo as pessoas que deteem e compartilham seus conhecimentos com as gerações seguintes! A Gestão do Conhecimento é o bem mais precioso de uma civilização!
Nós só discordamos num aspecto ( talvez até por eu ter vivido mais a realidade nua e crua do dia a dia dentro de um hospital de Emergencia) : Eu não quero meu nome em nenhum lugar, nem hospitais, nem cidades ou qualquer outro monumento, eu só luto para que exista mais HUMANIDADE em cada um de nós!
Um Grande Abraço!
Ana.

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