Escola de Redes

Agora, com tanto em mente, não consigo me lembrar COMO, se foi navegando no YouTube, ou algum amigo indicou, mas QUANDO eu encontrei o vídeo do Tedx do Augusto (quem lê pode pensar que somos velhos amigos), mas especificamente, no momento em que ele apresenta os diagramas do Paul Baran, tudo mudou. É como o comentário do Rafael Almeida:

"Tinha a impressão de que a sociedade descentralizada era um negócio interessante e a certeza que a sociedade centralizada era desinteressante. No entanto a idéia de uma sociedade em rede distribuída é negócio muito mais bacana.

Pra mim que vinha de uma formação verticalizada (não tinham me dito sobre o poder das redes sociais distribuídas) e ainda simpatizante do sistema politico partidário foi um mini big bang nas idéias, reiniciando um novo processo mental baseado na lógica da abundância."

Na verdade eu comentei com muitos quando entrei em contato com essas idéias, algo que o próprio Augusto comenta: A ciência das redes é a única alternativa que consegue explicar os novos (pra quem vive no velho mundo) padrões de organização, os quais toda a internet parece tecer um papel de vital importância e que acabou desencadeando em movimentos globais revolucionários, tanto na Primavera Árabe, como nas crises na Europa e na América. Movimentos esses, que foram acompanhados por quem esteve conectado ao Augusto durante os últimos anos.


Mas acho que
 é o caso de muitos, as vezes ainda adeptos de uma ou outra ideologia verticalizadora, seja partidária política ou religiosa ou qualquer outro caso, não conseguir conceber a idéia de que você não pode fazer muito além de ser a mudança que você quer ser no mundo, como dizia alguém, pois muitos ainda continuam reproduzindo obediência.

A ciência das redes, do pouco que eu tive contato, parece ser a des-organização que todos estão esperando que venha de fora, e talvez por isso, acabe nunca emergindo esse comportamento em si mesmos, essas des-organizações que os anarquistas, socialistas, libertários e todos ou outros com ou sem ideologia sempre sonharam.

Na verdade é o "sistema" que eu sempre sonhei, como muitos, desde o momento em que você começa a pensar com a própria cabeça e decide que algo está errado. Poucos tomam o passo de concluir que o passo óbvio é mudar a si mesmo, mas os poucos que fazem continuam sedentos por um líder, alguém a se espelhar e obedecer. Mas são várias camadas, talvez necessárias, talvez não, que parecem estar sendo atravessadas e cada vez mais o padrão de rede é imperativo nas relações humanas.

Desde que voltei a me interessar pelo assunto (deixei alguns meses o assunto de lado) tenho lido, assistido e principalmente conversado e cocriado em cima da idéia de redes. Recomendo muito o filme Hierarquia, além é claro, de todos os trabalhos do Augusto, que é um dos meus ícones inspiradores, como seu livro com mesmo nome e a série FLUZZ, todos excelentes investigações (ainda que algumas imaginativas) no espaço-tempo dos fluxos. Enfim, todo o material disponível nas bibliotecas da E=R são ótimos materiais de estudo e prática sobre redes.

Hoje, mais do que nunca, estou disposto a facilitar o surgimento de todo o tipo de conexão entre as pessoas nos arredores da minha cidade. Pra isso estou iniciando a organização de uma E=R Blumenau e pretendo logo poder contribuir cada vez mais para a Escola de Redes e principalmente, para o desenvolvimento da minha localidade.

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