Escola de Redes

Por uma ética social sustentada via rede de relacionamentos



Estou aqui, em frente ao computador, tentando criar um site de relacionamento. O Mark Zuckerberg criou o Facebook em duas semanas de suas férias escolares, aos vinte e cinco anos de idade.

Era só para brincar com os colegas e agora tem duzentos e cinqüenta milhões de participantes (2009). Pelos meus cálculos, ainda temos um bom espaço para outra rede, principalmente se ela contemplar áreas em que Facebook, Orkut e Myspace não contemplam.

Estou trabalhando nisso, pena não estar de férias da escola. O Barack Obama foi eleito com a ajuda fundamental do Facebook multiplicando os agentes captadores de votos por todo o país da América do Norte. Nós não chegamos nesse nível ainda, sequer somos capazes de imaginar a força de uma rede dessas em captar recursos. Pessoas são recursos para um consultor de marketing de organizações não lucrativas, como eu. Pessoas doam, convidam, oram e participam. Quando bolamos uma campanha ou um projeto, saímos atrás de gente. Uma rede dessas é capaz de fazer nosso serviço exponencialmente.

Costumo falar mal dos norte americanos, principalmente depois de ter vivido uns tempos por lá. Entretanto, fui obrigado a reconhecer que eles fizeram a maior revolução social da história da civilização. Para meu espanto maior, a igreja teve papel fundamental nessa vitória. Hoje, a maioria dos políticos é ligada a uma igreja, que funciona como a principal base eleitoral deles. Os recursos que os elegem são doados, na maior porcentagem, por pessoas físicas, geralmente ligadas a essas igrejas. Quando alguém propaga um candidato via uma rede dessas, provavelmente o faz primeiro entre seus parentes, os irmãos da igreja e depois os amigos, nessa ordem.

Quando houve a tal revolução social lá, que criou os conselhos locais, não havia algo com o poder de comunicação de uma Internet, mas o processo se deu da mesma forma, ou seja, entre os parentes, os irmãos da Igreja, etc. A importância desse fato é que o político, por exemplo, parte para sua atividade comprometido, muito mais com a ética bíblica, familiar e religiosa do que com a sua própria. Equivale a dizer que se Sarney (e os outros políticos) fosse sustentado por uma base formada por pessoas comprometidas com uma ética cristã correta, sua dívida seria, antes de tudo e de todos, para com Deus, como acontece com Obama.

Quando o político sente-se comprometido com os empresários, banqueiros, industriais, comerciantes, etc., governará para eles, sem dúvida, além de ficar mais a vontade para meter a mão na massa. Eles só podem processar o político em tribunais da terra, geralmente controlados pelos processados, como vimos recentemente. Essa teoria serve para pastores e membros de Igreja. Minha proposta é que cada igreja tenha a rede social dela e, ao invés dos membros serem inscritos no velho rol, sejam inscritos na rede social da igreja e passem a multiplicar-se por ela. Todos os atos desses membros, tais como doações, recrutamento (evangelização) e participação nas causas sociais ou missionárias ficarão registrados no site e a disposição de toda a rede on line e on time. O pastor será devedor a Deus, antes de tudo e de todos. Não será bom negócio furar com o maioral dos céus, creia-me.

Projetos sociais ou religiosos precisam ser sustentados por pessoas físicas e, de preferência, comprometidas com Deus, pois ele olha por elas e por seus atos. Bom, estou tentando decifrar os códigos do Mark. Por enquanto ainda não estou entendendo bem, mas até a hora do almoço/jantar conseguirei, com certeza. Fique tranqüilo que cuidarei de dar outro nome à minha rede, estou entre Rostobook ou Facelivro. Se quiser participar da decisão, envie sua sugestão via comentário, obrigado.

Ops: publicado originalmente no blog A Gruta em 06/08/09

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Comentário de Lou Mello em 30 agosto 2010 às 18:04
Paulo
Não creio que você tenha sido excluído, a menos que desejasse. Dentro da proposta de uma netwing sempre haverá opostos e viveremos todos juntos. Eu, por exemplo, creio em Deus, faço parte de redes onde há maioria agnóstica e não me sinto discriminado. Mas não acredito que os poderes autocráticos das igrejas se adaptem às redes e só desejava provocar a discussão, mesmo.
Comentário de Paulo Ganns @pganns em 30 agosto 2010 às 17:36
Como agnóstico, sem preferências, fui excluído da rede social! :>(

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