Escola de Redes

POR FAVOR, DÊ UMA RESPOSTA A ESTA MENSAGEM

Esta mensagem é dirigida especialmente àquelas pessoas que se conectaram aqui mas ainda não tiveram oportunidade de se apresentar e de interagir com as demais pessoas conectadas.

Se este é o seu caso, seria ótimo se você, que se conectou à Escola-de-Redes, pudesse dar uma resposta a esta mensagem. Nem que seja para dizer: "- OK, recebi". Ou: "Alô: estou vivo(a)".

Vou explicar os motivos.

Acabo de fazer um pequeno (ou breve?) levantamento: listei os nomes das pessoas conectadas aqui que fizeram alguma "aparição" (ou que emitiram algum tipo de sinal ou menção de compartilhamento: postando ou comentando mensagens de blog, vídeos, fóruns, grupos) nos últimos 267 dias (que são, exatamente, os dias de existência desta plataforma), pelo menos três vezes, mais ou menos distribuídos nestes quase 9 meses. A lista deu cerca de 80 nomes. Isso representa 3,7% dos registrados aqui.

Refinando a lista para elencar apenas os que comparecem proativamente de modo recorrente (semanal ou mensal), a lista cai para 25 pessoas, representando 1,2% do total de conectados pela plataforma Ning. Arredondando: 1% !

Imagino que, ao longo dos nossos nove meses de existência (no Ning), essa proporção não tenha se alterado significativamente.

E assim voltamos àquele misterioso 1%.

Sobre isso disparei hoje uma bateria de 3 twitts:

#E_R Não se desespere: em redes abertas muito numerosas apenas 1% das pessoas interagem de modo recorrente

#E_R Para alcançar o mínimo do intervalo de Dunbar (comunidade = rede distribuída 'todos-com-todos'), uma rede aberta deve ter 8 mil pessoas

#E_R É especulativo? É. Mas é o misterioso 1% http://bit.ly/1b5eui

Não estou reclamando, nem comemorando. Estou apenas constatando. Baseado em contas simples de freqüência.

Bem, mas continuando. Tenho a impressão - que pode não ser verdadeira - de que existem centenas de pessoas conectadas aqui que jamais responderam uma mensagem porque jamais receberam uma mensagem. Imagino que tenham se registrado neste Ning com um e-mail que não verificam. Simplesmente entraram um dia, fizeram login e senha, e nunca mais voltaram...

Será? Não tenho certeza. E não teremos segurança para afirmar isso se você não responder agora.

Sei que a dinâmica de uma rede virtual aberta - sobretudo quando proliferam tantos sites de relacionamento - é complicada mesmo.

Outro dia (01/08/09) a Daisy Grisolia fez um comentário sobre isso. Ela disse:

"As pessoas se associam com graus diferentes de disponibilidade e interesse, que variam ao longo do tempo - e isto não é necessáriamente ruim. Há uma série de publicações mostrando que, para uma determinada rede, há pelo menos tres grupos distintos de participantes: primeiro - aqueles que animam, em segundo - aqueles que comentam/dialogam com frequência e, finalmente, um terceiro grupo daqueles que orbitam (nuvem) em torno do tema. A proporção gira em torno de algo como 1:10:100 respectivamente. Estes "papeis" não são fixos, ao contrário, são intercambiáveis ao longo do tempo. O sentido de pertinência dá a coesão necessária para a continuação e conclusão das tarefas, mesmo que a intensidade de participação não seja exatamente a mesma.

Harrison Owen no Open Space Technology discute de uma forma interessante a função destas pessoas que ficam nas margens, ou aparentemente, andando de um grupo para outro, sem fazer aparentemente nada (veja Bumblebees and Butterflies). Ele os define como polinizadores (bumblebees) - que levam notícias de um lado para outro ou como criadores de espaços de silêncio (butterflies) igualmente importantes para que exista espaço de reflexão (=respiro) entre um fazer e outro."

Sim, temos de considerar tudo isso. Mas esta plataforma da Escola-de-Redes não deveria - pelo menos, como foi pensada - ter a mesma dinâmica de um site de relacionamento como MySpace, Facebook ou Orkut. Este site - o http://escoladeredes.ning.com/ - não é um site de relacionamento. E também não é uma rede social e sim uma das ferramentas de articulação e animação de uma rede social em construção: a Escola-de-Redes.

Para saber mais sobre a Escola-de-Redes, se você ainda não leu, sugiro que leia até o fim o texto Sobre a constituição da Escola-de-Redes.

Depois de tal leitura, seria interessante refletir também por que você se registrou. Só para ler o que está escrito, assistir os vídeos e fazer downloads dos textos não é necessário qualquer registro: esta é uma plataforma totalmente aberta. Ninguém precisa de convite para entrar, nem para sair. Ninguém precisa de registro para fazer nada, a menos que queira compartilhar alguma coisa com os outros conectados: escrever uma mensagem de blog, fazer um comentário, convidar para um evento, propor uma discussão, fazer upload de um texto, foto ou vídeo ou entrar em um grupo. Quem não pretende fazer nada disso, quem acha que, para se conectar a uma rede, não é necessário interagir com as outras pessoas ou dar qualquer tipo de sinal ou menção de compartilhamento, não precisa se registrar.

Fique tranqüilo(a). Ninguém terá seu registro cancelado aqui. Não acontecerá nada com quem deixar de responder esta mensagem. A não ser, é claro, com os outros, com o coletivo formado pelos registrados aqui: todos nós teremos mais dificuldade de avaliar a real dimensão desta plataforma e de aprender como usá-la construtiva e criativamente para a tarefa que se espera dela: ser um bom instrumento de netweaving da Escola-de-Redes.

Então, reitero o pedido: quando tiver um tempinho - bastam 10 segundos - responda essa mensagem usando o campo de comentários. Basta um "- OK".

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Comentário de Paulo G. M. de Moura em 21 novembro 2009 às 12:42
Meu Twitter é @paulogmmoura. Nasci em Porto Alegre em 1960. Sou graduado em Ciências Sociais e Mestre em Ciência Política pela UFRGS; Doutor em Comunicação Social pela PUCRS e especialista em Educação à Distância pelo SENACRS. Desde 1994 dirijo meu escritório de consultoria voltado para as áreas de comunicação e marketing político, análise política e educação. Desde 1997 sou professor dos cursos de graduação e pós-graduação em Ciência Política da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) onde ministro Marketing Político e Pesquisa de Opinião Pública. Desde maio de 2009 coordeno o Curso de Ciências Sociais EAD da Ulbra. Sou consultor de comunicação e marketing político de campanhas eleitorais, analista de pesquisas de opinião e de mercado, além de analista político. Sou autor dos livros “PT: Comunismo ou Socialdemocracia?” e “O gauchismo no marketing de Olívio Dutra”, e de vários livros didáticos. Fui articulista do jornal Gazeta Mercantil (caderno RS) nos anos de 98 e 99.
Comentário de Walter Tesch em 27 outubro 2009 às 14:48
Interessantemesmo esta cifra participativa! "E assim voltamos àquele misterioso 1%.". Sempre repeti o que escutei de um comentario de um cientista social-engenheiro Oscar Varsaski em seu estudo sobre as revoluções, algo assim: que nas mudanças e revoluções cerca de 1% os que promovem mudanças e 1% dos que resistem. o resto ... Sera assim mesmo?
Comentário de Guga Dorea em 26 outubro 2009 às 10:26
Olá Augusto

Sou uma das pessoas que está conectada a um tempo mas não teve a oportunidade de se manifestar. Tenho bastante interesse pela idéia de rede, sobretudo porque ela está conectatada à matáfora do rizoma desenvolvida por Deleuze e Guattari. No rizoma não começo e nem fim. O que existe é o meio em que pessoas ou grupos estão conectadas. Trabalho também com essa idéia para pensar a chamada inclusão social da pessoa com deficiência. E porque isso? sou pai de uma criança com a síndrome de Down e pensar no rizoma para mim é super instigante, pois trata-se de romper definitivamente com o determinismo genética e acreditar em múltiplas possibilidades e potencialidades a partir de conexões, de estímulos de fora para dentro. E isso, se é que não estou enganado, é o ponto de partida de qualquer rede. Quero inclusive arrumar um tempo para ler e refletir sobre muitas coisas que estão postadas na Escola de Rede. Por ora, no entanto, me candidatei, junto com a Nãdia e o Edvan, para a oficina de capacitação do Instituto Vivo. Um grande abraço, Guga Dorea
Comentário de Mila San em 16 setembro 2009 às 11:04
Viva mas concentrada na minha pesquisa de mestrado (trabalho cooperativo em redes sociais), que espero, beneficiará a toda a escola, dentro de poucos meses. De qualquer forma, crescendo tanto o número de membros, a comunicação relevante acaba se concentrando cada vez mais em relações um-a-um. Estou nessa direção. Mas a disposição, para qualquer apoio, que precisar.
Comentário de Bosco Carvalho em 12 setembro 2009 às 16:03
Ok!

Aprendo a cada momento,
com o silêncio, as palavras e a música.
Faço uso das do meio,
tendo a primeira e a última
como a moldura solta e sem forma
que me permitem a expressão formal
do conteúdo expresso contido
no âmago.
Comentário de Grigo em 8 setembro 2009 às 8:38
Atrasado, mas vivo...
Entrei para aprender e estou tentando...

Abs
Comentário de Adonir Rocha Both em 4 setembro 2009 às 21:21
Estou vivo. Por enquanto basta. Assim que tiver um pouco mais de tempo vou estudar mais, preciso e devo.
Por ora fica o meu agradecimento. Estou vivo, ainda.
Comentário de Michel Ribeiro de Melo e Silva em 2 setembro 2009 às 9:08
Entrei agora só no Ning, mas já acompanhava as discussões há algum tempo. Agora com o andamento dos meus trabalhos da Faculdade descambando cada vez mais por esse lado criar uma conta aqui para participar de verdade disso aqui. Portanto não digo que estou vivo, mas estou nascendo ainda.
Comentário de José Nivaldo oliveira Gois em 26 agosto 2009 às 8:46
OK. Estou observando e aprendendo sobre essa teoria. Um abraço.
Comentário de Joaquim Eustaquio de Souza Amado em 26 agosto 2009 às 0:47
Eu já respondi a este chamado, entretanto gostaria de acrescentar que tenho achado muito instrutiva toda esta experiência de interção.
Gostei muito da sua fala Augusto ao analizar o numero mágico do 1%. Eu acho que o únco jeito de melhorar isto é demonstrar aos usuários que eles podem ganhar mais do que experiencia social com esta inteiração.
Eu auxilio a administrção de uma rede no Ning chamada RIT DA ( Rede de Inovação Tecnológica para a Defesa Agropecuária). Quando abordamos pessoas para divulgar a nossa rede uma conversa parecida com esta sempre acontece:
- O que eu vou ganhar com isso?
(Eu digo) -Conhecimento!
(Eles então retrucam) -Quem garantirá a qualidade deste conhecimento?
(Eu digo) Você! Eu! Todos nós!
A resposta a esta discussão é talvez 99% variando do silencio ao proverbial ... Não tenho tempo para isso!
Infelizmente muitos so entram nas redes para retirar o que precisam e não para contribuir para o todo.
Infelizmente tenho constatado que não existe altruísmo sem uma pitada de egoísmo. Independente da situação nos fazemos uma de duas perguntas:
-O que eu vou ganhar com isso? ( Uma leitura)
-O que eu vou perder com isso? (Outra leitura, aparentemente oposta mas muito similar)

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