Escola de Redes

Número de membros e pessoas dentro de grupos

Olhando para algumas redes Ning na qual participo e refletindo com meus amigos papagaios sobre elas, percebi mais uma vez que as plataformas virtuais (o ning no caso) não são redes sociais.

Isto acontece em quase todas as redes virtuais da qual participo: somos ao todo na #E_R hoje 2.104 pessoas. Somei todos os membros de todos os grupos e pelas minhas contas deu 918 pessoas. É claro que ainda temos pessoas que se repetem nos grupos. Eu por exemplo faço parte de uns 3 ou 4 grupos, então este número cairia para menos de 800 pessoas na minha opinião, mas este calculo não dá pra fazer rapidamente.

Na minha pequena teoria aqui, temos pelo menos 1300 pessoas que não estão em nenhum grupo neste ambiente virtual, se clusterizando com outras pessoas.


Potencial

Gosto do conceito do Pierre Lévy sobre o "virtual". O Virtual é o potencial. Uma semente por exemplo, é uma árvore potencial, ou seja, a árvore está na semente mas não se realizou ainda, então a árvore está virtualmente na semente.

Entendo que exista um enorme potencial de coisas para acontecer se essas 1300 pessoas que não estão em clusters (pelo menos dentro da plataforma) se conectarem e se conhecerem.

Mesmo as outras 800 que estão em grupos aqui no ning não conhecem as pessoas dos grupos que pertencem. Estou no grupo de Análise de Rede Sociais que têm 94 membros neste instante. Eu não conheço nem a metade desses membros, não sei nem o nome, quanto mais o que estão buscando ali ou o que buscam em suas vidas. Não sei onde moram, o que fazem, suas experiências. Será então, que isto é realmente um grupo de 94 pessoas?

No meu entender não é ainda, mas potencialmente sim. E para esta virtualidade se realizar, um dos meios que vejo é que as pessoas que estão nesses grupos se conheçam, que seja através dos scraps ou dos fóruns. Talvez assim essa potencialidade se realize.

Então o que vou fazer nestes grupos dos quais faço parte é tentar conhecer através de tópicos nos fóruns destes grupos ou através de comentários nas páginas de cada membro quem são essas pessoas que potencialmente formariam uma rede comigo.

Também deixou aqui meu convite para que você que leu este post, faça o mesmo. Lembre-se, é um convite!

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Comentário de Vivianne Amaral em 8 agosto 2009 às 23:24
"Comunicar não é de modo algum transmitir uma mensagem ou receber uma mensagem. Isso é a condição física da comunicação, mas não é comunicação.(...)
Comunicar é partilhar sentido".
Pierre Lévy
Comentário de Vivianne Amaral em 8 agosto 2009 às 23:23
Legal Ronaldo, compartilho da mesma percepção conexão da rede física de computadores é diferente de interação social e comunicação. Veja o arquivo.
vamaral.pdf
Comentário de Augusto de Franco em 6 agosto 2009 às 4:56
Isso mesmo Luciele: o grau de liberdade é o mesmo grau de ousadia. Nas redes isso fica mais claro.

Quanto ao post do Ronaldo, concordo completamente com o que ele diz. Reafirma minha mania de dizer aqui que redes são pessoas interagindo e plataformas (como o Ning) são ferramentas. As ferramentas interativas podem ajudar muito, não há dúvida. Mas não podem "fazer" as redes.

Ademais, a confusão - cruel - entre plataformas virtuais (como MySpace, Facebook, Orkut) - e as rede sociais, estabelecida quando esses serviços se autodenominaram abusivamente como redes sociais, lançou uma malefício dificílimo de esconjurar.
Comentário de Luciele Nardi Comunello em 5 agosto 2009 às 12:14
Fiquei pensando na questão do ENCONTRO, noção que, para mim, se fortaleceu ainda mais na vivência do Simpósio.
A rede se faz no encontro. A plataforma possibilita o encontro (potencial), mas não o "determina".
Então, resta saber como é que a gente se encontra nessa mundo aqui... procurando, "futricando", conversando, participando...
Tenho pensado muito sobre isso e acho que minha participação e, creio, a de tantos outros conectados (ou não) tem sido muito calada e, neste sentido, egoísta... o fato de não fazer idéia de quem é o interlocutor às vezes inibe. O negócio é sair da casca e colocar a cara à tapa... afinal de contas, só temos a ganhar.
Talvez trate-se de uma questão de pertencimento . Interage aquele que se sente pertencente. Mas como se constrói essa sensação de pertencimento quando vivemos uma proposta de conhecimento partilhado?
A escola de redes só pode se fazer com espíritos livres...
Comentário de Clara Pelaez Alvarez em 5 agosto 2009 às 10:39
Que bacana Ronaldo! Acho que é isso, é simples assim, é só começar a conversar!

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