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Eis aqui para download o texto de Arthur Koestler (1967), The Ghost in the Machine (O Fantasma da Máquina, na tradução de Christiano Oiticica e Hesiodo Facó para a edição brasileira da Zahar: Rio de Janeiro, 1969). Citei o texto no Capítulo 0 de Fluzz:

"O impagável Ben Jonson havia advertido que “não se cunha uma nova palavra sem correr um grande risco, porque, se for bem aceita, os louvores serão moderados; se for rejeitada, o desprezo é certo”. Isso foi lembrado por Arthur Koestler (1967), quando, no seu (extraordinário) O fantasma da máquina, criou a palavra hólon (5). Fluzz tem algo de hólon, se deixarmos de olhar a máquina, a estrutura fixa, e começarmos a acompanhar o fantasma que desliza pelos seus desvãos (the ghost-in). Por isso, como ele, vamos correr o risco. Vamos seguir o risco. Vamos voar com a ave. Vamos fluir com o curso".

Vale muito a pena baixar e ler esse livro de Koestler, assim como outras obras suas. Em 1974 li dele "Os Sonâmbulos" (The Sleepwalkers, escrito em 1959). Foi nesse livro que comecei a entender a influência do pensamento neoplatônico na idéia newtoniana de gravidade. E me animei a escrever um longo ensaio sobre Kepler (hoje definitivamente perdido).

Mas, voltando ao "fantasma que desliza pelos desvãos", a idéia de hólon foi uma daquelas ondas do futuro que nos atingiram quando ainda engatinhavam uma ciência da complexidade e a concepção da integração fractal. Tem alguma coisa a ver com redes.

De qualquer modo, fica aqui a homenagem e mais um texto para nossa BIBLI.E=R:

 

KOESTLER, Arthur (1967): O Fantasma da Máquina

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