Escola de Redes

Em 2013 fui o curador de um evento especial, o Festival de Ideias. Antes do grande evento na Cinemateca Brasileira de São Paulo, a minha curadoria se baseava em organizar e ser o co-anfitrião dos eventos de cocriação interativa espalhados pela cidade de São Paulo.

[link "princípios da cocriação: http://escoladeredes.net/group/co-criacao/forum/topics/principios-d... ]

Foi nesse meio tempo que conheci e percebi o real significado do netweaving, como aperfeiçoar o netweaver que havia dentro de mim, principalmente com a mentoria do grande Augusto de Franco. Foi nessa época inclusive que conheci uma outra grande pessoa, o Sr. Márcio Okabe, que até escreveu um texto sobre o "netweaver" [link: http://www.okabe.com.br/netweaver/uncategorised/netweaver ]

Bom, e como é que fui lidando com esses aprendizados em minha jornada? Já é difícil manter uma agenda com almoços de relacionamento, participar de eventos, trocar cartões de visita... para muitas pessoas, o networking ainda é um desafio (embora seja consenso entre os especialistas em carreira que criar – e cultivar – uma sólida rede de contatos é fundamental para o sucesso profissional).

Contudo, esse "novo" conceito vem despontando no ambiente corporativo, para alívio de quem não consegue lidar muito bem com as relações por vezes artificiais criadas pelo networking. Mas é claro que estamos falando do netweaving, que traduzido ao pé da letra significa “rede de tecelões”, e que pode ser considerado a evolução do networking.

Enquanto no networking as pessoas se aproximam das outras esperando algo em troca de maneira imediata, agora se sobressai a importância da aproximação descompromissada, com o objetivo da troca de experiências e do relacionamento, sem esperar algo maior em troca no curto prazo. Netweaving é, na verdade, uma ressignificação conceitual.

Temos uma evolução "moral" , pois o netweaver traz um conceito filosófico de ‘fazer o bem sem olhar a quem’, estando calçado na velha máxima de que colhemos tudo aquilo que plantamos.

Diferentemente do networking, ele representa um avanço significativo na construção de uma rede de relacionamentos, porque ele preza pelo cultivo de amizades verdadeiras, positivas, construtivas, sem interesse.

Essa é uma questão que me lembra os diagramas de Paul Baran (figura I.) e suas redes e conexões centralizadas, descentralizadas e distribuídas. O netweaver transita principalmente com as redes distribuídas, afinal de contas redes sociais não são redes digitais ou virtuais, mas, como o nome está dizendo, são sociais mesmo: um novo padrão de organização, mais distribuído do que centralizado.

Enfim, as relações construídas por meio do netweaving não necessariamente podem ser úteis no curto prazo – e isso tem de estar muito claro para quem pratica. Estamos falando da construção de uma relação duradoura, baseada em uma ajuda desinteressada que, um dia, pode trazer resultados ou não.

Porém creio que isso não seja necessariamente positivo, pois quando você se aproxima de alguém sem tantas expectativas, não existe o sentimento de frustração caso o contato não gere um resultado imediato.

Pois é pessoal, é por essas e outras que o netweaving ganha cada vez mais espaço e cada vez mais netweavers estão desenvolvendo essas maravilhosas habilidades por aí, evoluindo o que todos nem imaginariam evoluir.

PARA LER MAIS:
http://escoladeredes.net/profiles/blogs/para-fazer-netweaving

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