Escola de Redes

Wilame Jansen comenta

Texto abrangente, onde Augusto de Franco coloca num mesmo invólucro democracia, localização, redes, desenvolvimento sustentável, interdependência, conhecimento, inovação e comunidade. Trata competentemente de todos, como se fora (e de fato são) elementos de uma mesma rede distribuída, para falar “Sobre a emergência das cidades inovadoras no século 21”. Resultado: aponta um rumo, no mínimo para discussão. Muda o foco de uma velha discussão sobre o Estado-nação (se máximo, mínimo ou forte) ou sobre a nova forma do capitalismo do futuro “mas esquecem de perguntar sobre a nova forma de sociedade que virá”.

Mostra a tendência para a independência das cidades para o desenvolvimento local. Argumenta que as cidades precisam ser independentes do poder central porque (entre muitas outras coisas que descreve com maestria) “só assim os cidadãos não ficarão tão vulneráveis às crises que assolam o cenário internacional”.

“O velho Estado-nação ficará falando sozinho enquanto as cidades inventam novas instituições e novos procedimentos adequados à governança. E isso ocorrerá não porque o Estado-nação não queira barrar tais avanços e sim porque não terá os meios para fazê-lo.”

Faço mais duas citações do texto que falam por si.
a) (A cidadania) “tem muito mais a ver com a interação dos cidadãos na cidade do que a imposição de uma nacionalidade inventada pela caduca e antidemocrática forma Estado-nação”
b) “O velho Estado-nação tornou-se não só pequeno demais para resolver os grandes problemas, como também grande demais para resolver os pequenos”.

Para quem gosta de escrever, cada parágrafo da matéria merece um artigo, seja para desenvolver reflexões sugeridas, seja para divulgar o tema. (WJ)

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