Escola de Redes

Acho indevido o uso de hierarquia para contrastar com 'a Novidade'. A Novidade hoje é o impressionante poder das organizações em rede, que também algumas amigos chamam de organização matríztica. Eu chamo de 'a Novidade', assim com esses tracinhos para indicar reconhecimento e não descoberta.

Eu não sei nada de topologia de redes e não li um milésimo das coisas interessantes sobre o tema, então além de estudar mais :), escrevo apenas para deixar minha opinião na mesa: estruparam a hierarquia.

Eu acho que hierarquia é contextual, não absoluta. Padrão de rede também. Em vez de lutar contra a tal da organização hierárquica, deveríamos conversar sobre a falta de contextualização do que se organiza.

Isso tem um pouco de história pessoal. Talvez por ter uma visão adolescente de anti-militar e acabar indo para uma faculdade paga pelo ministério da aeronáutica tenha me convidado a entender e conversar com a que é a mais famosa estrutura hierárquica do planeta. Continuo fã de Costa Rica que não tem Forças Armadas, mas pude experimentar um pouco o que constrói a estrutura militar e de que contexto e suposições ela surgiu.

Acho válido e coerente que se contraste uma forma de organização em reconhecimento de práticas com outra que conhecemos bem e que, em muitos contextos que vivemos hoje, não funciona. Isso fez Paulo Freire quando falou de 'educação bancária', por exemplo. A diferença entre educação bancária e hierarquia é que a primeira é metáfora de um tipo de organização e a última é um tipo de organização em si. Nada de errado em organizar-se de uma forma ou de outra, mas certamente tem algo estranho em educação que se organiza como um banco, não?

Estamos acostumados com organização hierárquica como estamos acostumados com questões simples. Reconhecer questões complexas e como elas não podem ser resolvida por essas mesmas organizações pode até ser o insight do milênio, mas isso não faz que todas as questões do mundo sejam complexas e que todas as formas de organizar sejam em rede.

É verdade que temos muito mais erros de questão complexa com estrutura hierarquizada que o contrário -- me pergunto: o que seriam exemplos de questões simples que não faz sentido uma estrutura em rede? Não seria essa questão conectada com uma complexa? Se tudo está conectado, mesmo assim faz sentido em algum momento a tal separação?

Deixo um esquema que eu acho interessante para podermos olhar para essas perguntas juntos.

Exibições: 194

Comentar

Você precisa ser um membro de Escola de Redes para adicionar comentários!

Entrar em Escola de Redes

Comentário de Marcelo Estraviz em 21 junho 2010 às 22:07
A novidade veio dar à praia
Na qualidade rara de sereia
Metade, o busto de uma deusa maia
Metade, um grande rabo de baleia

A novidade era o máximo
Do paradoxo estendido na areia
Alguns a desejar seus beijos de deusa
Outros a desejar seu rabo pra ceia

E a novidade que seria um sonho
O milagre risonho da sereia
Virava um pesadelo tão medonho
Ali naquela praia, ali na areia

A novidade era a guerra
Entre o feliz poeta e o esfomeado
Estraçalhando uma sereia bonita
Despedaçando o sonho pra cada lado

Ó, mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
Ó, de um lado este carnaval
Do outro a fome total
ôôôôô
Comentário de Augusto Cuginotti em 8 abril 2010 às 14:22
Xará, gostei do seu texto, principalmente da "ideologia do liderancismo". Devo dizer no entanto que parei a tal da musiquinha do quadrado nos 52 segundos iniciais. :D

Eu imagino que chamo de contexto o que você chama de cultura. Exatamente por isso acho que olhar uma palavra em um contexto nos convida a ver o que está por detrás delas. Existem "pressupostos não-declarados" por trás das palavras como existem estruturas de computadores por trás dos bits. Re-ordenando os bits não só declaramos o não-declarado como reordenamos os pressupostos. Re-significando a palavra também.
Comentário de Augusto de Franco em 8 abril 2010 às 9:53
Pois é, estimado xará! Mas vamos então ao que está por trás das palavras... (Tentei fazer isso no texto Cada um no seu quadrado e em vários outros).

O fato de fazermos organizações mais centralizadas do que distribuídas não decorre de nenhuma lei (organizacional; ou psicológica - nada tem a ver com o que se passa no neocórtex dos primatas, hehe; e nem "evolutiva"). Ainda que 99% de nossas organizações (formais) sejam mais centralizadas do que distribuídas, pessoas podem, sempre que quiserem, fazer coisas conjuntamente de modo mais distribuído do que centralizado. Quando isso acontece dizemos então que estão interagindo em rede. Estamos, aliás, experimentando isso aqui.

O problema é: posso fazer uma organização sem mandar no outros? Por que, quando vou fazer qualquer coisa com outras pessoas, devo organizá-las segundo padrões hierárquicos (entenda-se: mais centralizados do que distribuídos)? Por que diabos quero mandar nos outros?

O que digo é que o lugar organizacional que ocupamos condiciona nossa visão do problema. Se vivo em organizações hierárquicas não concebo como possa ser diferente. Não se trata de falta de inteligência ou de conhecimento ou de informação. Trata-se de cultura: aquele programa que roda na rede e que "carrega em mim" toda vez que me plugo numa estrutura mais centralizada do que distribuída, querendo eu ou não. Toda organização mais centralizada do que distribuída é uma espécie de intranet: quando ligo meu PC (corpo) lá, pronto, o programa carrega junto com meu perfil de usuário. E carrega também todas as permissões (proibições) urdidas pelo "departamento de TI"...
Comentário de Augusto Cuginotti em 5 abril 2010 às 13:03
Olá pessoal,

Obrigado pelas reflexões.

Se eu defendo uma interpretação de hierarquia diferente da interpretação de alguns aqui, vai lá. Com alguns bons parágrafos introdutórios, sempre se pode explicar - como faz insistentemente meu xará - o que hierarquia significa no contexto (da E=R?). A inadequação que aponto aqui não é o conceito neste contexto, mas a utilização da palavra hierarquia.

Só estou dizendo que chamar o que se chama aqui hierarquia para quem não lê os dois parágrafos introdutórios é estrupar a hierarquia. Como nem todo mundo lê o introdutório (oh, é a vida), usar essa palavra é um desserviço. Nomes fora, e bem introduzido aos ingredientes deste bolo, estou totalmente de acordo que temos "organizações mais centralizadas do que distribuídas" e que isso não funciona e não é sustentável.

Augusto, tanto concordamos que estou 100% com o que foi escrito em seu 2o parágrafo - e compartilho: também não sei porque tem gente que se incomoda com as críticas ao padrão hierárquico de organização. Imagino que seja porque tem gente que simplesmente não conheça outra alternativa - acho que a E=R cria um desses espaços de aprendizado.

Não existe o novo e o velho espelhado diretamente em centralização e distribuição, verticalização e horizontalização, em rede e hierárquico. Sendo assim, não se é contra a hierarquia, mas à organização com alto grau hierárquico. Se isso é convencionado como o mesmo, que me ofereçam a convenção, mas que não dilacerem a hierarquia.

Só tenho que discordar fortemente (por achar ultraconservador, heheh), do dito de que usar uma palavra com diversos sentidos é contribuir "para confundir e para dar asas às tentativas de legitimar, com o novo sentido, o velho". Ao contrário, acho que singularizar a palavra, descontextualizar a palavra é o que impede novos sentidos. Como diz o bom velhinho, tudo o que é dito é dito por alguém.

Ademais não sou eu quem quer dar um sentido "novo" para hierarquia - ele já existe de acordo com um bom tanto de dicionários por aí. Posso sugerir um colega em SP que adora resgatar o sentido de origem das palavras e, também, como as palavras adquiriram novos sentidos com o tempo. Palavras não são, tornam-se.

Abraços!
Comentário de Nilton Lessa em 2 abril 2010 às 20:52
Oi Marcelo,
Me parece, numa primeira leitura do texto do Shirky e do livro citado no texto que há uma confusão entre sociedades "complicadas"/"hierarquicamente sofisticadas" e "complexidade".

Noves fora, concordo com o "simplificar e agir no presente".

PS: Não quero ser fodão. rsrsrsrs

Abraços,
Comentário de Marcelo Estraviz em 2 abril 2010 às 20:29
E por falar em complexidade, olha só quem tocou no assunto justamente ontem...

But there is one compensating advantage for the people who escape the old system: when the ecosystem stops rewarding complexity, it is the people who figure out how to work simply in the present, rather than the people who mastered the complexities of the past, who get to say what happens in the future


Aliás, tudo a ver com o desistismo hein? :)
Comentário de Marcelo Estraviz em 2 abril 2010 às 17:44
Brother, foi bom que você trouxe a discussão que começamos num buzz faz uns dias, mas foi essa tua fala que me gerou mais curiosidade, por isso continuo na mesma vontade de saber mais. Vejo que concordamos! Mas vejo também que tem algo de hierarquia que defendes, enquanto que eu não. Deixando de lado os leões e veados e o uso pesudo-darwiniano das palavras "hierarquicamente superior", e a experiência maior de seu sensei (veja que não precisei hierarquizar essa relação aqui), onde vês hierarquia como uma potência? Eu discordo do que dizes aqui: "Organização hierárquica (de gente) não é sobre um achando que como ser humano é melhor que o outro. Isso é para gente com baixa auto-estima." Concordo que o problema é da gente com baixa auto-estima, mas continuo não sabendo onde a hierarquia seria justificável, capice? M´explica? :)
Comentário de Augusto de Franco em 2 abril 2010 às 17:15
Minhas conversações com Carlos Boyle aqui nesta Escola-de-Redes já deram voltas e voltas neste ponto: a palavra hierarquia é usada em, pelo menos, dois sentidos. Originalmente, em termos organizacionais, hierarquia é uma ordem (arché) sacerdotal (hieros). Quando se fala em hierarquia, em sintonia com esse genos do conceito, fala-se, portanto, daquela intermediação (sacerdotal) ou centralização que é capaz de obstruir fluxos, desatalhar clusters e excluir nodos (ou seja, fala-se do poder, como poder de mandar alguém fazer alguma coisa contra sua vontade). Os pesquisadores da complexidade, dentre outros físicos e biólogos, usam-na, às vezes, num sentido deslizado, para designar aninhamentos de subsistemas et coetera. Instrumentalizar o segundo sentido, glissado, para legitimar o primeiro (em franco desacordo com o genos do construct) é uma operação que, quando não é maliciosa, acarreta efeitos maléficos. É como se disséssemos: "Estão vendo só como os sistemas termodinâmicos se comportam? Logo, a hierarquia é uma coisa natural, existe no mundo físico, na formação das galáxias, no comportamento das partículas elementares, na relação entre os insetos, na convivência dos chimpanzés etc." É mais ou menos como aquelas considerações pseudocientíficas dos dois séculos passados, que tentavam "lavar" sistemas de comando-e-controle exemplificando com os formigueiros e as colméias (a abelha-rainha supostamente legitimava as monarquias). Felizmente a ciência contemporânea veio espancar os embustes desses ideólogos da hierarquia. Basta ler Lynn Margulis e Deborah Gordon para perceber como tais hipóteses não se sustentam e nada têm de científicas.

Nosso estimado Augusto Cuginotti já vem insistindo neste ponto há algum tempo. No debate ao blogpost Nós já descobrimos a "fórmula" ele interviu duas vezes para dizer que a palavra hierarquia pode ser usada em um novo sentido (inclusive apoiando, em muitos pontos, embora não todos, as idéias do militante católico ultraconservador Thiago Santos de Moraes, conectado à E=R e criador do ning chamado Apologética Católica) . Concordo que sim, pode mesmo, mas discordo de que devamos fazê-lo (e foi o que também disse ao Boyle). Pois ao fazê-lo contribuímos para confundir e para dar asas às tentativas de legitimar, com o novo sentido, o velho.

Fico refletindo aqui por que algumas pessoas se incomodam tanto com as críticas ao padrão hierárquico de organização. A imensa maioria das organizações são, em algum grau, hierárquicas mesmo. Do ponto de vista da topologia da rede, hierarquia é sinônimo de centralização e, a rigor, só não são hierárquicas aquelas organizações totalmente distribuídas (todos com todos, com grau máximo de conectividade). Por outro lado, organizações totalmente hierarquizadas também são muito raras (pois teriam que ter grau máximo de centralização: todos os nodos ligados apenas a um centro). Para resolver esse problema, convencionei chamar de hierárquicas aquelas organizações mais centralizadas do que distribuídas.

Portanto, não existem organizações em rede versus organizações hierárquicas. Existem organizações com diferentes graus de centralização (ou, inversamente, o que é a mesma coisa, de distribuição). Mas qual é então o problema de trabalhar para fazer a transição organizacional em direção a aumentar os graus de distribuição de uma organização? Por que alguns resistem tanto a isso? Que o Thiago resista, eu entendo perfeitamente. Mas não entendo por que o Augusto Cuginotti resiste.

Se o Augusto Cuginotti me perguntar por que acho que deve ser feita tal transição não tenho outra resposta senão a de Hannah Arendt (1959 em "A condição humana") observando a democracia dos gregos: "a liberdade é um atributo do modo como os seres humanos se organizam e nada mais". Do ponto de vista das redes podemos dizer que "a cooperação é um atributo do modo como os seres humanos se organizam e nada mais". Assim como a democracia é um movimento de desconstituição de autocracia, as redes (mais distribuídas do que centralizadas) são movimentos de desconstituição de hierarquia. É isso que tem me inspirado na última década e foi por isso que resolvi tomar a iniciativa de propor esta Escola-de-Redes. Afinal, nada original: uma pessoa em busca da verdade, hehe. Para Arendt, verdade, em política, é tudo que nos faz mais livres. Seguindo Maturana, creio que, do ponto de vista social, verdade é tudo que nos faz mais cooperativos.

Quanto maiores os graus de distribuição (ou menores os graus de centralização, i. e. de hierarquização), mais cooperativos podemos ser, quer dizer, mais sociais e mais pessoais, vale dizer, mais humanos podemos ser.
Comentário de Augusto Cuginotti em 2 abril 2010 às 16:25
Bródi,

Valeu pelos comentários.

Olha, o ITA está bem longe de ter educação militar - as duas únicas coisas que são dignas de nota que faz o aluno ter contato com militares é o CPOR (que é bem light, diga-se) e estudar com alguns militares na sala de aula. Nada mais. Para mim foi uma experiência forte de conhecer gente que eu achava que tinha problema mental e descobrir que não é bem assim que funciona. Continuo rezando para estar livre da milicagem, só que agora com todo o respeito do mundo.

Não vejo muita diferença entre os metidos a fodões que estudam teorias da complexidade e os que estudam teorias de rede, teoria de futebol ou teoria de BBB. Quem tem tendência a metidinho se revela em qualquer tema.

Quanto a o "um achar-se superior ao outro", deixo a mensagem que buzziamos outro dia abaixo.

grande abraço!

---Buzz desse tal de Estraviz ;) -- escrevi no dia 15 de março:

O cara que trabalha num emprego e se sente inferiorizado perante os chefes teve uma educação inferiorizante ou precisa de terapia. Ele aprendeu que autoridade se decreta, e dela se pode abaixar a cabeça ou levantar o punho. Como tu, Marcelito, eu acho que autoridade se reconhece.

Por outro lado, eu acho que existe superior/inferior e encima/embaixo sim - e que isso não me faz sentir inferiorizado ou superiorizado a ninguém. Cada coisa é uma coisa (e vice-versa, diga-se :). Não acho que nenhum ser humano - crianças e filhos estão contidos - é inferior ou superior a ninguém e não existe hierarquia por aí. Também não acho que somos hierarquicamente superiores aos animais ou à natureza, coisa e tal ---> "alguns bichos são mais iguais que outros" é o ó...
Neste nível filosófico todos somos lindos pontos de uma rede e estamos conectados com tudo o mais. Como há outros níveis, estou só dizendo que estão 'estrupando' hierarquia.

Creio não confundir hierarquia com autoridade - talvez as duas sejam tipos de poder que, no lugar de se ter, se reconhece. Eu só acho que os Redólogos confundem hierarquia com controle, submissão e seus parentes - que precisam desta palavra para contrastar com a tal organização em rede, para gritar sua existência, para mostrar-se diferente como uma boa prática adolescente. Se esse achismo for correto, como a adolescência em si, vai passar... e no lugar surge algo ainda mais conectado - onde hierarquia faz parte e não é do mal.

Organização hierárquica (de gente) não é sobre um achando que como ser humano é melhor que o outro. Isso é para gente com baixa auto-estima.

No mais, acho que o aikido do meu sensei é hierarquicamente superior ao meu e que na cadeia alimentar o leão é hierarquicamente superior ao veado. Não escolheria matar o veado primeiro (ou o leão porque sou defensor dos fracos) e se o meu sensei achasse que é um ser humano hierarquicamente superior a mim, sentiria pena do catalão.

É isso. Somos o máximo.
Comentário de Marcelo Estraviz em 2 abril 2010 às 12:02
Obrigado por compartilhar sua visão querido brother! Tava mesmo querendo te ouvir sobre teus pensamentos a respeito de hierarquias. De cara, vejo dois contextos interessantes que formam tuas vivências: uma experiência forte na educação militar (do ITA?). 4 ou cinco anos de convívio com os milicos deve ser tão ou mais lavagem cerebral que uns poucos anos de coroinha na igreja, hehe. Ninguem deve sair impune de um troço desses. Deus (e os milicos) me livrem. hehe.

Outro dado é tua frase: "Estamos acostumados com organização hierárquica..." Pois é. Eu quero me desacostumar. Não é porque eu esteja acostumado com leite da teta de minha mãe que deveria estar mamando até hoje. Ok, o exemplo foi infeliz (apesar de memorialmente saboroso, freud explicaria isso, eu acho). Mas quis dizer que esse nosso "costume" não nos força a acreditar na defesa dessa tese da hierarquização pelo secularismo da coisa toda. Ora, hierarquia é ruim pelo simples fato que um se acha superior ao outro. Tenho pensado muito que o problema maior nem é essa, na verdade, e sim alguem se achar inferior a um. Veja como nesse caso deus, militares e patrões se assemelham.

Sobre o complexo e simples... ai, tão complexo... sempre tive preguiça dessas teorias da complexidade. Compartilho aqui com vocês (mas não contem pra ninguem): Sempre achei que pessoas que estudam teorias da complexidade querem no fundo dizer que são fodões. Querem, na linguagem chula, comer a menininha, ser o macho (ou fêmea) alfa e ficar bem na foto pra garantir sua superioridade... ops, olha aí a hierarquia de novo... Mas assumo que preciso ler mais a respeito. E é o que vou fazer em resposta a seu convite, ok? Confesso que sempre achei o simples melhor que o complexo, assim como gosto mais do small e do beutifull. Mas talvez seja birra minha.
abraço fraterno!

© 2019   Criado por Augusto de Franco.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço