Escola de Redes

Grupos sociais ou ferramentas digitais de relacionamento?

clubes sociais, salões de beleza, mesas de buteco, pescaria, facebook, twiter, orkut, escoladeredes... A diferença é na forma, no significado ou no conteúdo das mensagens?

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Comentário de Augusto de Franco em 7 abril 2010 às 19:22
Como disse Goethe, num rompante heraclítico, a fonte só existe enquanto flui. A conexão é estabelecida pelo fluxo.
Comentário de Eduardo Shana em 7 abril 2010 às 11:53
Ou seja, só posso ser CONECTADO se estiver LIGADO. Se me DESLIGAR da rede, vocês nunca mais me CONECTAM...
Comentário de Eduardo Shana em 7 abril 2010 às 11:51
Neste mesmo exemplo do telefone, se eu ficar sem pagar a conta e a companhia DESLIGAR minha linha eu não terei como ser conectado naquele numero mas posso me LIGAR de outro aparelho pra me CONECTAR a alguém. Me parece que pra me CONECTAR eu preciso estar LIGADO e pra me LIGAR eu não preciso estar CONECTADO ...
Comentário de Eduardo Shana em 7 abril 2010 às 11:39
Se um estranho me deixa um recado na portaria do prédio...Estaria eu conectado a ele?
Comentário de Sergio Storch em 7 abril 2010 às 11:33
Eduardo, me permita dar um pitaco. Estar CONECTADO não me parece ser uma questão sim/não, e sim uma questão de grau. Estou ligado a 1000 pessoas da minha lista de telefones do meu mailing. Há pessoas cujo telefonema eu atendo instantâneamente, esteja onde estiver. Há outras que eu anoto o recado, para ligar em não mais de 48 horas, pois pega mal. E há aquelas que podem me mandar e-mail à vontade, e eu responderei apenas em situações muito especiais. Com todas elas eu estou conectado, mas a força da conexão depende da história e das circunstâncias.
Comentário de Augusto de Franco em 7 abril 2010 às 10:44
Boa pergunta, Eduardo.
Comentário de Eduardo Shana em 7 abril 2010 às 10:35
Qual a diferença entre estar LIGADO em rede e estar CONECTADO? /Se meu telefone está ligado ao mundo isso me faz conectado? Se estou ligado em rede estou conectado? Ou so estou conectado quando meu telefone é usado pra eu falar com alguém? Na internet é assim?
Comentário de Eduardo Shana em 30 março 2010 às 10:42
Valeu Augusto. Creio que convergimos. Agradeço este ping pong "acadêmico", remoto e digital. Parabéns pela iniciativa e obrigado pela acolhida. Tudo de bom. Espero poder te receber em nossa escola nas montanhas de Rio Acima em alguma oportunidade. A Homosapiens tem muito a ver com a escola de redes. Se quiser dar uma olhada: www.hsapiens.com.br. Tudo de bom e um forte abraço
Comentário de Augusto de Franco em 30 março 2010 às 7:06
Saquei, Eduardo. Tenho insistido há anos neste ponto: redes sociais são pessoas, não ferramentas. Redes sociais não são redes digitais ou virtuais. Por isso não entro nessa onda dos americanos de estabelecer uma certa equivalência entre rede social e midia social. As midias (como o nome está dizendo) são os meios... as pessoas já são o fim; quer dizer, em outras palavras, as redes não são instrumentos para fazer a mudança: elas já são a mudança!

Claro que nodos (vértices) e conexões (arestas) são denominações inadequadas. Foram herdadas da pré-história da nova ciência das redes, por assim dizer, do primeiro tronco investigativo que brotou: a SNA - Análise de Redes Sociais. Depois, quando surgiram os outros troncos - redes como sistemas dinâmicos complexos e redes como estruturas que se desenvolvem - começamos a perceber que rede é fluição que não pode ser captada por um modelo estático, que não pode ser aprisionada por qualquer esquema mecânico constituído com base na idéia de causalidade associada à anterioridade temporal. Desse ponto de vista mais sistêmico, nodos e conexões são estados (como se fossem 'fases', no sentido físico) de aglomeramento e espalhamento de bósons (no espaço-tempo físico). Mas as redes não existem propriamente no espaço tempo-físico e sim num "espaço de fase" que chamamos de espaço-tempo dos fluxos.

Há todo um pensamento que vem se formando nos últimos cinco anos, que poderíamos denominar como filosofia das redes. Esse trabalho, ao qual venho particularmente me dedicando, é com visões e não com análise. E há também, ao lado da chamada nova ciência das redes, uma arte se desenvolvendo: a arte da articulação e animação de redes (ou netweaving).

Tomado desses pontos de vista a idéia de rede (e de rede social) é um construct poderoso. Ele permite ver e entender coisas que não lográvamos captar com os velhos conceitos da sociologia ou, mesmo, da chamada ciência política. Por isso foi uma boa iniciativa articular esta Escola-de-Redes, com este nome mesmo, 'redes' e com o sentido de 'não-escola'.

O aprendizado que estamos tendo aqui é fabuloso. Já há nesta plataforma que utilizamos como ferramenta de netweaving da E=R (e que não é a rede em articulação chamada 'Escola-de-Redes'), uma acumulação invejável de conhecimento, inclusive de conhecimento novo sobre a estrutura e a dinâmica dos entes e fenômenos que ocorrem no espaço-tempo dos fluxos. Mas o aprendizado ao qual me refiro tem a ver, sobretudo, com a lógica da abundância. Como não ser uma igrejinha, uma escola de pensamento inspirada num dogma ou numa doutrina? Como permanecer aberto a todas as visões e interpretações dentro do escopo que definiu a E=R? Penso que conseguimos dar alguns passos importantes na direção de responder - na prática - esses desafios.

Sim, há um problema semântico aqui, mas ele não é puramente semântico. Tem a ver com a ontologia das redes.
Comentário de Eduardo Shana em 29 março 2010 às 23:47
Augusto, eu, cada vez mais, aumento minha admiração por você e pelo seu trabalho. Não só pela sua trajetória e conhecimento ( que são raros em nosso pais), mas principalmente pela sua disposição de participar dos debates junto com todos os integrantes da escola de redes. Fomos apresentados muito rapidamente na Fiep e a Marcia Vieira, instrutora da HomoSapiens, teve oportunidade de trabalhar em um evento sob sua coordenação. Nem sei se mereço toda a atenção que você depositou nas minhas considerações nestes ultimos dias. Obrigado, valeu mesmo. o universo ainda vai nos dar oportunidade de trocar ideias presencialmente, disso eu nao tenho duvidas. Creio que concordamos na essencia das transformações que tudo isso esta provocando nas pessoas e na sociedade. Nossas divergencias são pontuais e praticamente semânticas. Por exemplo, é realmente dificil pra mim entender as pessoas como nodos. Acho que os nodos estão mais aderentes ao meio, ao computador que nos da a "possibilidade" de nos conectar. Se eu tenho um telefone em casa eu tenho um nodo ou sou um nodo? se eu nao telefono eu sou um nodo ou tenho um nodo? Isso pra mim ainda é confuso. o ser humano é um ser humano... um telefone, um notebook ou um computador seriam os nodos que mantem a rede conectada e me permitem entrar ou não nela. Por isso eu digo que a grande revolução seria as redes e as pessoas com todas essas possibilidades de se conectar... Se por exemplo eu te telefonasse agora e a gente continuasse esse dialogo que comecou aqui... e depois continuassemos sem avisar que haviamos telefonado, nao faltaria uma parte desse dialogo? como ficariam as pessoas que estao acompanhando tudo isso? quem seriam os nodos? nós ou os canais usados e a plataforma publica que registra e mantem a memoria do debate para quem chegar depois? sacou? ainda tem muita area de sombreamento nisso...

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