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Fundador do TwitPic provoca o Twitter com novo microblog

Por PC World/EUA
Publicada em 12 de agosto de 2011 às 13h39

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Por PC World/EUA
Publicada em 12 de agosto de 2011 às 13h39

No Heello, usuário "pinga" em vez de tuitar, e "ouve" em ver de seguir; será que as pessoas terão tempo para mais uma rede social?

Sabe do que o mundo precisa agora mesmo? Não, não é amor nem a paz mundial. Nós precisamos de outra rede social. E é isso que o fundador do TwitPic, Noah Everett, quer nos dar - só que com um porém. A ideia de Everett para uma nova rede social é o Twitter - a razão de viver do TwitPic -, mas levemente repaginado e sob o nome Heello.

E qual é o grau de parentesco do Twitter com o Heello? Bem, as mensagens são limitadas a 140 caracteres; os usuários podem fazer referência a outros colocando um sinal de arroba (@) à frente de seus apelidos; e o resto são mudanças de nomes. Tweets são "pings", retweets são "echoes" (ecos) e, em vez de seguir ou deixar de seguir, os usuários do Heello (pronunciado "ri-lôu") "ouvem" (listen) e "deixam de ouvir" (unlisten).

Ah, tem um elemento do Heello que não é parecido com o Twitter; é tirado da Apple. Perceba a semelhança entre o logotipo de nuvem do Heello e o logo do serviço MobileMe da Apple.

Mas o Heello não é apenas uma montagem de cacos do Twitter grudados com fita Scotch. O Heello tem três recursos que o distinguem do grande pássaro azul. Primeiro, os "pings" aparecem em tempo real, o que significa que o fluxo de "informação" corre furiosamente. O Heello também o liga com sua conta no Facebook ou - oh, ironia - sua conta no Twitter. Assim, você pode "pingar", atualizar e tuitar, tudo com um só clique. Além disso, o Heello admite o uso de mensagens privadas entre grupos - o que, se você pensar bem, não será bem uma mensagem privada.

Antes que fique muito entusiasmado com o Heello, é preciso avisar: Noah Everett (@noah, no Heello) é notório por fazer de tudo para atrair publicidade. Por exemplo, Everett foi alvo de uma suposta prisão há alguns meses sob a acusação de ter sido flagrado andando nu pela rua. O problema com o fato - e com a "evidência" que Everett forneceu, na forma de um TwitPic da traseira de um camburão - é que, bem, é meio impossível andar pelado e carregar um celular sem que a polícia perceba o aparelho e o confisque.

E mais: lendo alguns trechos da entrevista concedida por Everett à VentureBeat percebe-se a propensão do jovem empreendedor a tiradas de humor. Ao citar o novo recurso de compartilhamento de fotos do Twitter - o mesmo serviço que mantém o TwitPic no ar -, Everett sugeriu ter criado o Heello porque "se o Twitter pode competir com seus desenvolvedores sem avisar, por que nós também não podemos?".

O resto da entrevista de Everett à VentureBeat expõe um lado mais sério do Heello e das ambições de seu fundador mas, honestemente, quando você cai em si, será difícil para qualquer startup desafiar um dos patronos da mídia social com um clone e ter sucesso. (Ei, espere - talvez isso seja possível.)

(Brennon Slatery)

Fonte: IDGNow

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