Escola de Redes

FESTIVAL DE IDÉIAS INOVADORAS EM EDUCAÇÃO


Alou pessoal!

Nos dias 14, 15 e 16 de setembro de 2010 vai acontecer em São Paulo e em várias cidades, o Segundo Seminário A SOCIEDADE EM REDE E A EDUCAÇÃO. Haverá no dia 15 - dentro do seminário - um Festival de Idéias Inovadoras em Educação.

Este seminário - incluindo o festival - tem tudo a ver com nossas conversações aqui na Escola-de-Redes. É uma proposta bastante ousada.

Nosso problema é encontrar as pessoas que estão sintonizadas com essas preocupações. Acho que uma parte delas pode estar aqui na E=R.

Também será uma ótima oportunidade para um novo encontro presencial nosso. Na verdade, uma oportunidade para a gente continuar conversando sobre... redes sociais!

Portanto, este é um convite que faço a todos os conectados e conectadas nesta escola-não-escola (na verdade, não será uma atividade voltada à escola e sim à educação, ao homeschooling e, sobretudo, ao communityschooling - porém na linha do unschooling).


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A PROGRAMAÇÃO ESTÁ FANTÁSTICA

14/09 Programação Hub Vivo

09h - Abertura com Roberto Lima (Presidente da Vivo)


09h15 - Apresentação dos objetivos do 2º Seminário com Augusto de Franco

09h30 - Conectivismo: uma nova teoria de aprendizagem em rede
O conectivismo é uma teoria da aprendizagem mais adequada à sociedade em rede? Por que? O que diferencia o conectivismo das demais teorias da aprendizagem que têm servido de base para experiências educativas? Qual o “estado da arte” do desenvolvimento da teoria conectivista da aprendizagem?

George Siemens, Stephen Downes, Carolina Rossini (videoconferência) e Diego Leal

10h30 – Café

11h - Conversa com o público sobre Conectivismo

12h30 - Almoço


14/09 Programação Hub Vivo 2 (Área de Conversações)

14h30 - Open Spaces: Abertura e explicação sobre o formato e funcionamento (Luiz Algarra)

Conversação livre para a construção de Idéias Inovadoras em Educação para uma Sociedade em Rede

18h - Encerramento


14/09 Programação das Arenas

14h30 - Programação construída pelos membros inscritos nas Arenas em cada localidade.
Construção coletiva de um projeto inovador de educação (aprendizagem em rede)

18h - Encerramento


15/09 Programação Hub Vivo

09h - Educação na Sociedade em Rede (Releitura de Ivan Illich e a Sociedade Desescolarizada 40 anos depois)
Se Illich estivesse vivo hoje o que ele manteria ou acrescentaria e o que retiraria do que escreveu em 1970? Existem exemplos de aplicação de suas idéias? Como essas idéias poderiam ser reapresentadas ou reelaboradas em 2010?

Gil Giardelli, Rafael Reinehr e Edilberto Sastre.

10h30 – Café

11h - Conversa com o público sobre Illich e a desescolarização da sociedade

12h30 – Almoço

14h30 - FESTIVAL DE IDÉIAS INOVADORAS EM EDUCAÇÃO

Início das apresentações das Idéias Inovadoras

18h - Encerramento


15/09 Programação das Arenas

14h30 - As Arenas podem continuar a com sua própria programação ou construção dos projetos de aprendizagem

18h - Encerramento


16/09 Programação Hub Vivo

09h - Experiências globais de aprendizagem em rede
A sociedade em rede permite que conexões paritárias sejam melhor desenvolvidas, abrindo novos fluxos de evolução. Uma outra novidade nesse mundo é o papel do Hemisfério Sul no redesenho do novo contexto global. Como devemos gerar essa conexão com a África do Sul e Índia para trocarmos experiências concretas? Como essa conexão pode nos trazer outras possibilidades expansivas? O que devemos compartilhar? O que devemos desaprender? O que devemos re-aprender? Qual o nosso papel no processo de aprendizagem do mundo? Como o telefone celular tem ajudado o processo de aprendizagem?

Sanghamitra Iyengar (Samraksha – Índia), Wiseman Jack (CIDA – África do Sul) e Reinaldo Pamponet (Eletrocooperativa)

10h30 – Café

11h - Comunidades de Aprendizagem em Rede (Communityschooling)
Educação comunitária é aprendizagem comunitária ou ensino comunitário? O que são comunidades de aprendizagem hoje? Quais os exemplos que podem ser evocados? Communityschooling é unschooling? Qual o futuro do communityschooling?

Jay Cross e Paul Pangaro

12h30 – Almoço

14h30 – Como as pessoas aprendem em casa (Homeschooling).
Homeschooling é ensino em casa ou aprendizagem em casa? É uma forma de autodidatismo ou de comum-didatismo (na linha do unschooling) ou continua sendo uma forma de heterodidatismo? Os pais fazem as vezes do professores? O que muda então em relação ao ensino (escolar)? Quais exemplos de homeschooling podem ser evocados. Qual o futuro do homeschooling no Brasil (onde não é permitido) e no mundo?

Cleber Nunes e outros nomes a confirmar

16h – Café

16h30 - Mega-Aquário em Plenário: Sistemas Sócio-Educativos - Comunidades de Aprendizagem em Rede

Augusto de Franco, Nilton Lessa, Luiz de Campos Jr., Luiz Algarra e Luis Fernando Guggenberger

18h - Encerramento


16/09 Programação das Arenas

16h30 - As Arenas podem continuar a com sua própria programação ou construção dos projetos de aprendizagem

18h - Encerramento



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Leituras recomendadas para você se preparar para o Seminário e o Festival:

ILLICH, Ivan (1970): Sociedade sem escolas (PDF)

SIEMENS, George (2004): Conectivismo: una teoría de aprendizaje para la era digital

SIEMENS, George (2008): Uma breve história da aprendizagem em rede | Versão preliminar

FRANCO, Augusto et all. (2009-2010): Buscadores & polinizadores | Quarta versão

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Comentário de José Celso Carbonar em 21 agosto 2010 às 20:12
De 13 a 15 de agosto, último, participei num Congresso Científico Internacional em Brasilia. Mais de 3000 participantes no evento. Um dos fortes temas demonstrado (resultados) foi a educação. Conceitos inéditos são colocados na pedagogia do Sistema Logosófico de Educação. A meta agora é distribuir nos próximos anos, em diversos idiomas, às diversas nações 100 milhões de livros a respeito. Uma iniciativa de um grupo especial de investigadores e pesquisadores e que se alastra rapidamente pelo mundo. A transformação, o caminho para uma nova humanidade, um mondo melhor, acontecerá pela educação e com pedagogia apropriada... Tenho dificuldade em compreender ineditismo, mas, pelo visto se a humanidade quer ser mesmo o que não é, necessita principiar deixando de ser o que é... É necessário que existam novos individuos. O estudo, a educação com pedagogia apropriada não tendenciosa por correntes, ideologias e crenças, acredito seja a grande chave para essa transformação.
Comentário de Augusto de Franco em 21 agosto 2010 às 19:06
Vejam que a programação está ficando fantástica!
Comentário de Augusto de Franco em 6 agosto 2010 às 22:01
Infelizmente, àquela época (da Atenas do século de Péricles) as mulheres não entravam Paulo. Aliás, mesmo mais de 2 milênios depois ainda não entravam. Mas a idéia básica por trás do "método" de regulação que eles arranjaram era simples: ninguém pode ser escolhido pelo seu saber (espisteme ou techné). Bastava que tivesse uma opinião (doxa). Mas as opiniões eram igualmente valorizadas em princípio e não se poderia apontar (não sendo a ciência o critério da verdade para a democracia e sim o que os fazia mais livres) qual opinião seria mais adequada ou correta (orto-doxa). Aos seres políticos como portadores de opiniões bastava que observassem as princípios democráticos. Se alguém pode ser aceito na koinomia política, então pode nela também ocupar qualquer função. Vale a pena dar uma espiada nessa pílula democrática que empacotei com o título de Opinião.

É claro que a democracia democratizada nas redes altamente distribuídas (pluriarquia) não necessita(rá) mais disso. Nada que promova escassez: nem votação, nem rodízio, nem construção administrada de consenso e, nem mesmo, sorteio. Lógica da abundância.
Comentário de Paulo Ganns @pganns em 6 agosto 2010 às 18:36
Augusto,

Tem razão! Se todos os homens e mulheres livres podem igualmente ser aceitos como agentes proativos da polis, quem dará a alguém o direito de desvalorizar ou valorizar suas opiniões e com que critérios?

Ao sorteio!

[]s

PG
Comentário de Vivianne Amaral em 6 agosto 2010 às 17:59
Augusto eu tenho uma idéia que é uma experiência que venho desenvolvendo de tutoria como conversação. Como isto acaba se inserindo nos espaços de Ead, apesar de meus foco ser ambientes de aprendizagem, fiquei em dúvida se é pertinente no contexto do Festival.
abraços
Comentário de Augusto de Franco em 6 agosto 2010 às 16:22
Paulo, fique tranqüilo que não há risco de melar a iniciativa. A iniciativa não é da E=R e sim do Instituto Vivo que tem pessoas conectadas à E=R. Também não creio que ninguém lhe apresente desculpas (só há desculpa quando há culpa).

Não haverá seleção e sim apenas verificação de enquadramento nos critérios: experiências de aprendizagem, não de ensino; de livre aprendizagem, não de escolas etc. Se não houver essa verificação podem aparecer idéias de qualquer coisa (EaD, ensino formal-escolar e até idéias que não são sobre educação).

Também não haverá premiação. Só compartilhamento. Agora, se alguns dos presentes, promotores, ou participantes ou mesmo ausentes (que fiquem sabendo depois, pela divulgação) quiser apoiar a idéia deverá entrar em contato direto com seu autor.

Pelo que sei, o Instituto Vivo não pretende nem vai se apropriar de nenhuma idéia. Mas como é o instituto de uma empresa tem que adotar salvaguardas legais (para depois não ser processado porque filmou ou divulgou por qualquer forma a imagem ou a voz do participante). Em todas as palestras que ministro, em qualquer lugar, me dão um papelzinho com essas coisas para assinar.

Também acho essas coisas um saco (e levo às últimas consequências: por isso não tenho empresas e nem sou funcionário de empresas ou de qualquer outra organização hierárquica sujeita a tal risco ou que tenha que adotar tais salvaguardas).

Exigir que a idéia deve ser exequível é uma tentativa de garantir que ela possa se materializar como projeto concreto. Por exemplo, um processo educativo baseado em telepatia ou em emaranhamento quântico talvez não seja exeqüível.

A exigência de que a pessoa que apresenta a idéia esteja disposta a concretizá-la como um projeto inovador de educação vai na mesma linha. É para sugerir que aquela idéia faça parte do sonho ou desejo de futuro de quem vai apresentá-la.

Suas outras observações parecem meio preciosistas ou pouco informadas.

O tempo de 10 minutos justifica-se não pela escassez de tempo e sim para estimular o esforço de síntese (uma inovação do TED que se espalhou, felizmente).

Não há filtro julgador, apenas verificação de se as idéias submetidas à inscrição são sobre o tema do festival. Isso é o mínimo e não há como evitar em um evento (haveria se fosse num processo mais longo, em uma plataforma interativa, por exemplo).

O sorteio só se aplicará no caso de surgirem mais idéias do que o tempo disponível: é uma alternativa válida ao julgamento substantivo (já que não há seleção valorativa). Mas o sorteio, Paulo, foi usado pelos gregos no nascimento da democracia e é um mecanismo mais sutil do que parece. Não é falta de inteligência, pelo contrário: os gregos adotavam-no para escapar do tribunal epistemológico e da alfândega ideológica. Se todos os homens livres podiam igualmente ser aceitos como agentes proativos da polis, quem daria a alguém o direito de desvalorizar ou valorizar suas opiniões e com que critérios?
Comentário de Paulo Ganns @pganns em 6 agosto 2010 às 14:14
Caros,

A ideia em si é muito legal!

Porém... (Acho que estou ficando paranóico com algumas práticas estilo "Inovação Aberta")

Ao ler o regulamento do festival de ideias, sinto que há muito o que se inovar em eventos desta natureza!
Minhas colocações são no intuito de provocar melhorias, pois não desejo "melar" a iniciativa, mas discutir alguns vícios contidos nestes arranjos, para que sejam aperfeiçoados em aprendizagem aberta aqui na E=R, espaço que acredito ideal e livre!

Então, as oportunidades de melhoria (Politicamente correto):

De início, o artigo 3, dentro dos objetivos, deixa uma questão importante em aberto, pois não define quem poderá experimentar a ideia. Ao fazer isso, deixa a possibilidade de apropriação da mesma, que considero conduta inapropriado, se não fica explícito na regulamentação.

Já no artigo 4, o ineditismo exigido pode ser uma barreira desnecessária, já que não garante critérios claros à comissão julgadora e na minha visão, também fere ao objetivo principal do festival.
Outro problema deste artigo é a exigência exposta no fragmento "e devem poder se materializar". O que isso significa? Recursos financeiros, infraestrutura, tecnológicos, humanos, competências, replicabilidade?

Assim, após o filtro julgador, se uma ideia é taxada de imaterializável pela banca julgadora, ela será etiquetada de inexequível e engavetada? Parece aquela tática de patente defensiva!

Paradoxalmente, o fragmento "ainda não experimentados" é uma exigência que reforça a probabilidade de que o projeto não se "materializará".
Induz-se então uma desmotivação à criação de novas ideias. Isso choca com o valor da experimentação em processos de aprendizagem. Inovações de ruptura são sempre difíceis de serem implementadas. Acho que isso deveria estar claro em todas as cabeças, no momento do planejamento destes eventos.

Outra questão interessante, sem embasamento que a justifique, é a exigência de que a execução seja feita pelo idealizador. A história nos mostra que isso geralmente não garante sucesso na implementação de ideias inovadoras. O contrário é mais plausível, pois em inovações profundas, com quebras de paradigmas, a taxa de insucesso é altíssima. É certo também que, muitas vezes, o idealizador não foi um bom executor. Nem por isso, invalida-se uma boa ideia.

Já no parágrafo IV, a exigência de exequivel é, ao meu ver, redundante com a tal "materialização". Portanto, sofre da mesma análise.

Das regras de apresentação, os limites de tempo de apresentação das ideias também são discutíveis, mas já que o processo de seleção das melhores tem uma comissão de especialistas para esse fim, entendo porque o recurso tempo é fator limitante.
Sugiro que em outros eventos desta natureza, haja uma aplicação daquilo que se constitui como diferencial da visão E=R, a inteligência coletiva.

Na seleção por sorteio, não vou aprofundar-me, pois quando jogo em loterias, por pura diversão, minha convicção é que me faltou inteligência.

A partir de agora, vou endurecer! Desculpem-me os que se ofenderem. É o meu jeitão!

Que tipo de organização promove um evento desta monta, com esses objetivos, e não pode arcar com despesas de viagem, hospedagem e traslados das pessoas idealizadoras selecionadas? Na minha ótica, argumentações tipo "cobertor curto" são frágeis e vou ficar quieto se me chatearem com desculpas.

E chegamos nas disposições legais. Aqui as coisas sempre se complicam!

No artigo 8, só uma observação. Não sou advogado mas creio que no lugar de capacidade jurídica, o termo correto seria capacidade plena.

O artigo 9 traduz muito de como a advocacia impõe restrições genéricas tipo: "A água da torneira está vazando e para corrigir isso, devemos fechar o registro geral da casa!". É difícil mudar isso! Fica só como anedota.

E finalmente, o artigo 10.
Nem sei como expressar o que penso sem ferir sentimentos. Se isso acontecer, perdoe-me! Para mim, um artigo com tal amplitude de direitos sobre a pessoa idealizadora é tão cerceador de direitos constitucionais que é impossível não enxergar gente na condição de "mercadoria".

Também existem outros desdobramentos quanto aos direitos autorais das ideias e das possibilidades de patentes em "sistemas de aprendizagem inovadores" , mas creio que não carece de instigação neste momento.

[]s

Paulo Ganns
Comentário de Alexandre José Balogh em 6 agosto 2010 às 14:08
Na sociedade atual?
Complicado mas...
Vamos disseminar essa cultura.
Pensemos em “ganha/ganha”.
Comentário de Luiz Carlos Fernandes em 6 agosto 2010 às 12:00
Perfeito vou divulgar e participar, tudo a ver com o nosso cenário(redes)!
Comentário de Augusto de Franco em 6 agosto 2010 às 11:21
É simples, Filipe. Nada de schooling!

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