Escola de Redes

N a FoLha de São Paulo reportagem de 24 de junho de 2007 sobre trabalho em rede e empresas. Comenta um livro que possivelmente muitos já leram: Wikinomics. Ganhou atualidade para mim qdo me inscrevi no grupo Transição Organizacional da Escola de Redes.

Empresa usa criação coletiva para inovar
"Wikinomics" relata casos de companhias que passaram a utilizar a colaboração em massa via internet para criar novos produtos.Companhias fechadas, hierarquizadas e que prezam o segredo industrial estão fadadas ao fracasso, diz autor de best-seller


CLÁUDIA TREVISAN
DA REPORTAGEM LOCAL /

O mundo vive o início de uma revolução na maneira como as empresas inovam e produzem, e as que não perceberem logo a transformação correm o risco de sucumbir. Nesse admirável mundo novo, não haverá lugar para companhias fechadas, hierarquizadas e que guardam seus segredos industriais a sete chaves. A senha para crescer será a colaboração em massa, proporcionada pela internet e os "wikis" -softwares ou páginas que podem ser editados por qualquer usuário.
A utilização desse novo modelo vai além da enciclopédia Wikipedia ou do YouTube e começa a entrar rapidamente no mundo industrial. Trinta e cinco empresas da Fortune 500 fazem parte do InnoCentive, um site que reúne 91 mil cientistas de 175 países. Nele, as companhias colocam problemas que suas equipes de P&D (pesquisa e desenvolvimento) não conseguem solucionar e oferecem recompensas que vão de US$ 5.000 a US$ 100 mil para os que trouxerem respostas viáveis.
Em vez de se limitar a seu grupo de funcionários, nomes como Boeing e Procter & Gamble buscam inovação em âmbito global, o que eleva a rapidez e o espectro das descobertas.
Apesar de ter 9.000 pesquisadores, a Procter & Gamble decidiu que 50% das idéias para o desenvolvimento de seus novos produtos deverão vir de fora de suas fronteiras até 2010.
Esses são alguns dos inúmeros casos relatados no livro "Wikinomics - Como a Colaboração em Massa pode Mudar seu Negócio", de Don Tapscott e Anthony D. Williams, que chega às livrarias brasileiras nesta semana (Nova Fronteira. 368 págs. R$ 49,90).
Em entrevista concedida à Folha por telefone na sexta-feira, Tapscott afirmou que o mundo inicia uma etapa inédita de democratização da informação e de participação, proporcionada pela internet e os novos programas abertos à interação com o usuário.
"Wikinomics" é a palavra criada por Tapscott para descrever um novo modo de organização da produção, marcado pela abertura, transparência, colaboração entre pares e ação global. "As empresas têm de deixar de se estruturarem como multinacionais e passarem a agir como empresas verdadeiramente globais", disse Tapscott. O autor estará no Brasil para o lançamento do livro e fará palestra na quarta-feira na IT Conference 2007.

Sem fronteiras
A idéia que empurra as empresas para a colaboração em massa é a de que em algum lugar do mundo pode haver respostas melhores para os seus problemas do que as disponíveis dentro de seus muros. Com a tecnologia atual, essas soluções podem viajar na velocidade de um clique de mouse de um lugar a outro do globo.
A mineradora canadense Goldcorp foi uma das pioneiras na prospecção desse mundo sem fronteiras. O dono da empresa, Rob McEwen, tomou uma decisão radical em 2000, quando suas esperanças de localizar novas jazidas de ouro em Ontário estavam quase esgotadas: colocou na internet todas as pesquisas geológicas que a companhia havia realizado e lançou um concurso global, com prêmio de US$ 575 mil para os que contribuíssem com as melhores idéias na confecção do mapa da mina.

Ouro
Dezenas de pessoas de diferentes partes do mundo responderam ao desafio, e a Goldcorp encontrou jazidas de ouro em quantidade suficiente para catapultar seu faturamento de US$ 100 milhões para US$ 9 bilhões. A colaboração em massa permitiu que a empresa encurtasse seu tempo de pesquisa e prospecção em dois a três anos, segundo McEwen.
Para ser bem-sucedida nessa empreitada, a Goldcorp teve que abrir para o mundo informações geológicas estratégicas, tratadas até então como segredo industrial. No novo universo "wiki", diz Tapscott, as companhias terão de mudar a relação com a propriedade intelectual e passar a ser transparentes.
"Um químico aposentado na Alemanha ou um estudante de São Paulo podem ter a solução de que as empresas precisam."

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Comentário de Claudio Estevam Próspero em 14 abril 2009 às 13:40
De:
Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (20/12/2007 8:37 PM - claudioprospero)
Todos os Fóruns >> [Fóruns temáticos] >> Gestão do Conhecimento >> Wikinomics - Colaborar é a nova regra dos negócios
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/tm.asp?m=4631&forumid=30

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Comentário de Claudio Estevam Próspero em 14 abril 2009 às 13:33
De:
Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (23/8/2007 10:45 PM - claudioprospero)
Todos os Fóruns >> [Fóruns temáticos] >> Gestão do Conhecimento >> Wikinomics - Colaborar é a nova regra dos negócios
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/tm.asp?m=4631&forumid=30

A economia Wiki
| 19.04.2007
O novo livro do guru tecnológico Don Tapscott mostra como a colaboração pela internet, à la Wikipedia, pode transformar as empresas
http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0891/tecnologia/m0127114.html

Por Sérgio Teixeira Jr.
EXAME Seja qual for a próxima onda, uma coisa é certa: Don Tapscott vai tentar surfá-la. O consultor canadense fundou um instituto de pesquisas modestamente batizado de New Paradigm (em português, Novo Paradigma) e desde meados dos anos 90 vem publicando livro atrás de livro sobre a influência da tecnologia digital nos negócios. Uma rápida pesquisa na Amazon.com traz uma lista de títulos de obras do autor que lembra uma viagem pela história recente dos chavões: "Insights estratégicos sobre o e-business", "Criando valor na economia de rede" e "Como a era da transparência vai revolucionar seu negócio". A favor de Tapscott é preciso dizer que todos esses temas, em maior ou menor grau, já fazem parte da agenda de todo executivo. Seu mais novo livro saiu no fim do ano passado nos Estados Unidos e pega carona em outro tema da moda, a colaboração pela internet. Wikinomics -- How Mass Collaboration Changes Everything (algo como "Wikinomia -- como a colaboração em massa muda tudo", ainda sem previsão de lançamento no Brasil) faz uma referência óbvia ao exemplo mais conhecido de colaboração online, a enci clopédia Wikipedia, feita inteiramente por voluntários espalhados pelo planeta. Até a imagem da capa remete ao site da Wikipedia. O que não fica tão claro, ao fim da leitura do livro, é se esse novo modelo, que funcionou tão bem na produção de bens culturais, pode render bons resultados a toda e qualquer empresa.


Wikinomics — How Mass Collaboration Changes Everything
Editora Portfolio, 324 págs.
Autor
Don Tapscott e Anthony D.Williams


Por que ler
Um relato persuasivo do poder que as redes colaborativas formadas via internet têm sobre a agilidade e a inteligência das empresas
"Até mesmo concorrentes aguerridos estão colaborando em iniciativas científicas revolucionárias que vão acelerar a inovação em suas indústrias"

Antes de mais nada é preciso lembrar que a colaboração já faz parte da rotina de toda companhia. Mas ela é desorganizada, limitada e, acima de tudo, pouco transparente. O vaivém de uma planilha de custos entre os departamentos de marketing e finanças é colaboração. Um documento de texto que nasce no computador do estagiário e só é liberado depois da aprovação do diretor, também. A tese de Tapscott e seu co-autor, Anthony D. Williams, diretor de pesquisas da New Paradigm, é que essa troca de informações pode ser muito mais ampla, rápida e abrangente -- e envolver pessoas dentro e fora da empresa. Um dos exemplos mais eloqüentes do poder da colaboração é o site InnoCentive. Espécie de mercado global de cérebros em busca de problemas para resolver -- e vice-versa --, o InnoCentive tenta aproximar problemas técnicos de pessoas dispostas a resolvê-los. Empresas como DuPont, Boeing, Dow e Novartis colocam no site questões que suas áreas técnicas têm dificuldade em equacionar. Pesquisadores de toda parte do mundo, ligados pela internet, podem apresentar soluções, e são remunerados por isso.

"HA UMA MUDANÇA PROFUNDA na maneira como as empresas inovam. Elas podem aproveitar esses mercados globais emergentes (...) e desenvolver produtos e serviços muito mais rápido e com mais eficiência do que era possível no passado. Damos a esses mercados o nome de ideágoras", escrevem os autores. É duvidoso que mais esse neologismo de Tapscott vá colar -- ideágoras são uma referência às praças da Grécia antiga --, mas o conceito por trás do termo é poderoso. A InnoCentive nasceu dentro do laboratório Ely Lilly e hoje é uma companhia independente. O YouTube, maior fenômeno da internet dos últimos anos, também só explodiu graças ao trabalho da comunidade. O site de compartilhamento de vídeos é apenas e tão somente uma plataforma tecnológica. Todo o conteúdo, a organização e os rankings de popularidade são produzidos pelos usuários. O mesmo vale para o site MySpace, rede de relacionamentos que tem nos Estados Unidos a mesma popularidade do Orkut no Brasil. A própria Amazon.com, pioneira do varejo virtual, foi uma das primeiras a emprestar a inteligência de seus clientes para vender mais -- foi a empresa quem popularizou o modelo de resenhas escritas pelos próprios leitores.

Como em outros livros de Tapscott, é fácil deixar-se contagiar pelo tom otimista e pelo ritmo jornalístico do texto, repleto de anedotas e descrições dos personagens de destaque nessa nascente economia colaborativa. Quem não adoraria repetir a experiência da Procter & Gamble? Um terço dos novos produtos lançados pela empresa, de acordo com um estudo mencionado no livro, contém elementos e sugestões que vieram de fora da empresa. Ou ser capaz de replicar o exemplo de companhias como BMW e Boeing, que encaram o planejamento de seus carros e aviões cada vez mais como um projeto conjunto com seus fornecedores ou, nas palavras de Tapscott, seus "pares"? Da primeira à última página, Wikinomics segue a fórmula clássica de transmitir ao leitor a sensação de que "um novo modo de olhar os negócios é possível. Você pode fazer o mesmo". É verdade. Mas o livro não vai muito além da inspiração e do relato de experiências empiricamente bem-sucedidas. Tapscott não se propôs a criar um manual de inovação, é claro, mas o amontoado de histórias e as declarações grandiosas sobre o poder da rede, a importância da transparência e a queda das fronteiras da empresa podem soar um pouco fantasiosos demais para executivos preocupados em atingir as metas do trimestre. Wikinomics deve ser lido essencialmente como uma fonte de informação sobre o que há de mais novo na rede ou talvez como um alerta. O fenômeno da colaboração, voluntária ou remunerada, está se espalhando pela internet. Hoje, ele é mais importante para uma empresa de mídia do que para uma siderúrgica. Mas tudo pode mudar muito rápido -- e Tapscott, mais uma vez, tentou avisar antes.

Prepare-se para a wikinomia
25.06.07
[ O Globo Online - Por André Machado ]

http://www.ico.org.br/artigo_wikinomia.htm


O avatar do publicitário Márcio Ehrlich, no Second Life (SL), assistiu a um casamento no mundo virtual há algumas semanas. Entretanto, como o casal era brasileiro e a cerimônia, oficiada em inglês, ele teve que ajudar na tradução dos ritos. Acabou oficiando extra-oficialmente o casório, e percebeu que havia um mercado para a coisa. Abriu uma capela para casamentos, a Moo'nlighting Chapel (grafada assim mesmo, devido ao nome do avatar de Ehrlich, Márcio Moo), onde já tem cerimônias agendadas, incluindo tudo: DJ virtual, fotógrafo e orientação para comprar roupas e outras coisas para o casamento.

– A capela fica em Fairchang Vista NW, e já bolei uma promoção oferecendo três casamentos de graça – conta Márcio, que cobra R$ 35, ou 3.500 Linden Dollars, a moeda do SL, por uma cerimônia (a metade do preço usual por lá). – Já se inscreveram na promoção 36 avatares femininos.

Ehrlich é apenas um exemplo de empreendedorismo no meio de uma nova era econômica que chega com impacto: a “wikinomia”, ou wikinomics, para ficar no termo original cunhado pelo consultor canadense Don Tapscott, co-autor do livro “Wikinomics: como a colaboração em massa pode mudar seu negócio” (Nova Fronteira). O livro, best-seller internacional, chega esta semana às livrarias, e na próxima quarta-feira Don fará em São Paulo, na IT Conference, sua primeira conferência fora dos Estados Estados Unidos e Canadá sobre o assunto. Falando ao “Info Etc” por telefone de San Diego, ele contou que escolheu fazer seu keynote aqui porque adora o país – já esteve no Rio, em Salvador e em Comandatuba com a família.

Quem não largar o osso vai ficar para trás na nova ordem.

Mas o que é a wikinomia? Trata-se de uma nova forma de fazer negócios e trabalhar em conjunto, colaborativamente. Como na Wikipedia, por exemplo. Ou como na comunidade de programadores do software livre. Segundo Tapscott, estão condenadas à morte as empresas que, hoje, se apegarem demais à propriedade intelectual e não souberem trabalhar com parceiros (peers), não apenas fornecedores.

– Estamos caminhando para a maior mudança já vista na natureza corporativa, para uma mudança no modo como as empresas orquestram sua capacidade de inovar e criar serviços – diz ele.

No século XX, prossegue Don, isso era feito em empresas verticalmente integradas, em que todas as atividades estavam dentro das fronteiras da empresa. Com a chegada da internet, criou-se a “business web”, em que as companhias se espraiavam e se concentravam no que faziam melhor, enquanto uma rede de parceiros cuidava do resto.

– Agora, com a colaboração em massa e a wikinomics, estamos seguindo para o próximo estágio. E nesse estágio as pessoas, os pares (peers) podem se reunir via web e criar valor fora das fronteiras da empresa, de modo que ela precisa se comportar de modo diferente.

Por “de modo diferente” entenda-se a adoção de quatro procedimentos fundamentais. Primeiro, deixar para trás o conhecimento fechado e adotar o aberto.

– As empresas sempre quiseram proteger a propriedade intelectual, com restrições, copyright e assim por diante. Mas isso não terminou bem, por exemplo, para a indústria da música. Nem para a Microsoft, que acabou brigando com o Linux e sofrendo por causa disso – afirma.

É preciso ao menos compartilhar uma parte do negócio Para Don, as empresas inteligentes hoje percebem que se deve ter uma parte de sua propriedade intelectual reservada, resguardada, e outra que se compartilha com parceiros e clientes, ou simplesmente se abre para todos, de modo que seja de todo mundo e esteja disponível para todo mundo.

– Foi o que a IBM fez ao suportar o Linux, passando a ganhar US$ 1 bilhão de dólares por ano e montando uma plataforma sobre a qual criaram um negócio multibilionário – afirma. – Foi o que fizeram as empresas de biotecnologias envolvidas no mapeamento do genoma humano. As empresas precisam encarar a propriedade intelectual de forma diferente nesse novo ecossistema.

A ERA DO INTERMINÁVEL APRENDIZADO

Outro exemplo citado no livro de Tapscott é uma empresa de mineração que abriu informações na web sobre uma jazida de ouro e pediu ajuda para melhor explorá-la. Acabou montando uma rede peer-to-peer multidisciplinar (e, claro, pagou aos colaboradores) e lucrou muito no novo processo.

Uma “pele elétrica” que recobre o planeta.

O segundo procedimento “wikinômico” apontado por Don é justamente trabalhar em pares, num esquema peer-to-peer.

O terceiro, ser capaz de compartilhar. E o quarto, agir de forma global, como acontece na própria internet, definida no livro como uma –pele elétrica– que recobre a Terra.

– A própria internet é um grande produto da colaboração em massa – lembra Tapscott.

– Foi criada através da auto-organização.

Não é propriedade de ninguém.

E essa colaboração muda a própria internet.

– Veja as ferramentas de busca, das quais o Google é a dominante. Agora surgiu um desafio a ela que partiu de Jimmy Wales, criador da Wikipedia.

Ele tentou bolar uma search engine baseada em wikis (softwares ou URLs que podem ser editados pelos usuários) em que as pessoas podem usar suas próprias informações para identificar e procurar links e sites relevantes.

Ser profissional nessa era de colaboração significa estar sempre pronto a aprender e se reinventar. Ou seja, aquela conversa de que com a tecnologia iríamos todos relaxar e gozar é só conversa fiada mesmo.

– Antigamente, nos formávamos na faculdade e estávamos mais ou menos preparados para a vida. Hoje você se forma e é só o começo. Você não está preparado para a vida, está preparado para 15 minutos – sentencia Don. – Metade do que se aprendeu no primeiro ano já está obsoleto quando chegamos ao quarto ano.

A internet, na verdade, é só parte disso – estamos vivendo numa economia do conhecimento, e por isso há que reinventar nossa base de saber múltiplas vezes enquanto seguimos pela vida.

– Isso é uma grande responsabilidade, mas também uma grande oportunidade. E a web é a ferramenta perfeita para aproveitá-la.

O Second Life faz parte desse processo de colaboração em massa. O avatar de Tapscott já deu uma conferência lá. Mas para ele o aspecto mais interessante do Second Life não é sua virtualidade, mas o fato de que é, na verdade, uma empresa – a Linden Labs – cujos produtos, ou 99% deles, são criados por seus clientes.

– Em outra palavras, estamos criando produtores em vez de consumidores: os “prosumidores” – diz Don, que usa colaboração em sua vida profissional.

O capítulo final de Wikinomics– é um wiki, escrito por gente do mundo todo.

Quando a gente escuta essas teorias econômicas, logo se pergunta: mas não será uma nova bolha? Don nega.

– A wikinomics não é uma nova bolha. As empresas percebem que é preciso mudar: bancos, companhias de mineração, de eletroeletrônicos, todos compreendem os princípios – diz. (AM).

http://oglobo.globo.com
© CopyRight O Globo Online


Wikis podem aposentar conceito de intranet nas empresas
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 23 de agosto de 2006 às 08h58
Atualizada em 23 de agosto de 2006 às 12h20

São Paulo - Conheça o wiki, ferramenta colaborativa popularizada pela Wikipedia, que leva a Web 2.0 para dentro das empresas.

Por trás da badalada Wikipedia, enciclopédia livre que conquistou milhões de leitores e ganhou o status de “tão confiável quanto a Britânica”, se esconde uma tecnologia que começa a ganhar adeptos no mundo corporativo: os softwares de wiki. Entre eles, destacam-se pesos-pesados como a IBM, que aposta na ferramenta para facilitar a colaboração a avançar em projetos de uma das suas áreas mais estratégicas: a de inovação.

Para definir o que fazem os wikis, ninguém melhor do que ela, a própria Wikipedia: “software colaborativo que permite a edição coletiva dos documentos usando um singelo sistema e sem que o conteúdo tenha que ser revisto antes da sua publicação”.

O conceito é realmente simples - textos publicados na web que podem ser modificados por qualquer usuário, via browser, sem a necessidade de autorização prévia, aliados a um sistema que registra todas as alterações e as exibe, de forma transparente, tornando a construção do conhecimento muito mais fluída.

As aplicações são as mais diversas. Na web, é possível encontrar desde guias de viagem e sites de notícias até verdadeiros manuais de tecnologia, abordando temas como Mac, Linux e Java, todos construídos colaborativamente. Dentro das empresas, as possibilidades também são infinitas. “É possível desenvolver produtos, elaborar propostas comercias de forma cooperada, criar um wiki que ajude a definir as melhores formas de atender um cliente ou estabelecer políticas de recursos humanos, por exemplo”, explora Sérgio Lozinsky, líder em estratégia corporativa para América Latina da IBM Global Business Services.

Os wikis são um dos elementos da chamada Web 2.0, de forma bastante geral, baseia-se em um novo paradigma de produção de conteúdo, que parte dos usuários para os próprios usuários - sites de compartilhamento de vídeos (como o YouTube), de fotos (Flickr), bookmarks (Del.icio.us), blogs e redes sociais atestam a crescente popularidade do modelo.

No mundo corporativo, a aplicação deste modelo pressupõe não mais uma comunicação hierarquizada, que parte da cúpula para a base, mas uma construção difusa das idéias dentro da empresa. Em outras palavras, sai de cena a intranet e entram os wikis.

No Brasil, este é um modelo ainda não muito difundido entre as empresas. “Sabemos de algumas experiências, mas ainda está muito restrito a empresas da área de Tecnologia da Informação. No futuro, esta tecnologia poderá ser usada por empresas da área farmacêutica, para criar um novo remédio, por exemplo. Pensando além, podem ser criados wikis que extrapolam o ambiente interno e se estendem à cadeia de parceiros das empresas”, especula o executivo da IBM.

O conceito é novo, mas não totalmente inexplorado em terra tupiniquim. O Peabirus, plataforma para criação de redes orgânicas (que, em uma comparação simplista, funcionam como as redes sociais, cujo principal expoente no Brasil é Orkut) que reúnem diferentes elos de cadeias produtivas - empresas, pesquisadores, entidades setoriais, entre outros -, estréia nesta semana um wiki voltado a apresentar os projetos que estão sendo criados e discutidos dentro do ambiente.

“O Wikirus será aberto à visitação pública, mas só poderá ser editado pelos próprios participantes do Peabirus, que hoje são mais de mil, em diferentes cadeias produtivas”, explica Rodrigo Mesquita, diretor da empresa Raduim Systems, criadora da plataforma. “Além disso, teremos o Educarus, que será um wiki voltado, inicialmente, à definição das políticas de conduta dentro do Peabirus”, acrescenta.

Mas como toda boa idéia, o wiki pode se tornar um complicador dentro da empresa, em vez de um facilitador, se não for adotado da forma correta, observando-se alguns cuidados. Lozinsky, que participa de um wiki com mais de mil membros (em apenas dois meses de vida) dá algumas dicas para o sucesso de um wiki corporativo:

1. Massa crítica
Muitos wikis nascem dentro da própria organização, em um pequeno grupo, e vão ganhando a adesão de outros membros da empresa, o que facilita a criação da cultura. Mas quando a empresa opta por criar um wiki, é preciso um esforço para gerar massa crítica - ou seja, fazer com que de fato as pessoas participem da sua elaboração. “Não bastam três pessoas para fazer um wiki, é preciso reunir diversos talentos para que ele faça sentido. Além disso, cada colaborador vai ter que ter algo a doar e algo a receber daquele wiki, senão não voltará lá”, opina o executivo da IBM.

2. Cultura
Tentar impor a criação de wikis dentro de uma companhia vai totalmente de encontro à própria proposta da livre colaboração, portanto, antes de tudo, é preciso observar se a empresa possui uma cultura colaborativa. A solução e pode estar na criação de campanhas incentivo e divulgação para que as pessoas experimentem e, se sentirem à vontade, adotem a prática.

3. Atualização
O wiki é um texto vivo, e para que continue fazendo sentido, tem que estar em constante atualização. “Se você entrar em um wiki de manhã e voltar à noite, sem notar nenhuma diferença, ele está fadado a morrer”, vaticina Lozinsky.



4. Administração
Embora pressuponha a liberdade de intervenção geral e sem hierarquia, todo wiki tem pelo menos um administrador, responsável pela moderação daquele ambiente. Como na Wikipedia, os administradores removem eventuais incorreções e vandalismos. É necessário também que este gestor esteja envolvido com a área de TI, que garantirá a segurança e a infra-estrutura do projeto.

5. Investimento
Uma das vantagens dos projetos de wiki é que eles não exigem um investimento inicial alto. Estão disponíveis para download softwares gratuitos que permitem implementar o sistema sem grandes despesas. Os custos, alerta Lozinsky, poderão vir no futuro, associados à governança destes wikis, caso eles venham a vingar, exigindo recursos humanos responsáveis por questões como ética e segurança, entre outros.

Softwares gratuitos que podem ser usados para criação de wikis:

MediaWiki (http://www.mediawiki.org/wiki/MediaWiki)

MoinMoin Wiki Engine (http://moinmoin.wikiwikiweb.de/)

Twiki (http://twiki.org/)

Aprenda com a Wikipédia

O consultor canadense DON TAPSCOTT diz que essa é a única saída para sobreviver na era da colaboração

Eduardo Vieira

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76410-6012,00.html



O canadense Don Tapscott, de 60 anos, é um dos mais antenados estudiosos da área de tecnologia em todo o mundo. Palestrante de sucesso e consultor de empresas como General Electric (GE) e Microsoft, ele acaba de lançar nos Estados Unidos seu 11o livro, Wikinomics: how Mass Collaboration Changes Everything (A Economia do Wiki: como a Colaboração em Massa Muda Tudo), ainda inédito no Brasil. Segundo Tapscott, para se tornar mais inovadoras, as empresas devem adotar o modelo participativo usado por sites como o YouTube e a Wikipédia (a enciclopédia virtual escrita pelos próprios internautas).
DON TAPSCOTT


O QUE FAZ
É consultor de empresas, como Microsoft e GE, dono da empresa americana de pesquisas New Paradigm e um dos palestrantes mais requisitados do mundo da tecnologia

VIDA PESSOAL
Nasceu em Toronto, em 1947. Casado com a portuguesa Ana Lopes, tem dois filhos. Viaja três meses por ano pelo mundo para participar de conferências de tecnologia



ÉPOCA - O que o senhor quis dizer quando criou a expressão wikinomics?
Don Tapscott - Essa é uma cláusula pétrea, que não pode ser objeto de emenda. Teria de haver uma nova ordem constitucional. Uma ruptura com a atual Constituição.

ÉPOCA - Como é possível transportar o conceito de wiki para dentro das empresas?
Tapscott - - Hoje em dia, as grandes empresas se globalizaram. Muitas já compartilham recursos em várias partes do mundo. Criam centros regionais para prestar serviços mais baratos. Então, por que não compartilhar também o trabalho e a inovação? Por que não trabalhar de forma colaborativa, dentro da própria empresa e também com os clientes?

ÉPOCA - O trabalho colaborativo é uma busca antiga das empresas. Até agora, nenhuma tecnologia conseguiu estimulá-lo. Como o wiki pode mudar isso?
Tapscott - A idéia de colaboração é realmente velha. E nunca deu muito certo. Na maioria das empresas, é impossível saber quem foi a última pessoa a modificar um relatório, uma apresentação ou uma planilha. Tem gente que ainda mantém um calhamaço de versões impressas com as mudanças anotadas com caneta vermelha. É um caos. Eu acredito que o wiki pode mudar isso por uma única razão: é uma tecnologia barata e fácil de usar. Ninguém precisa ser treinado para usar a Wikipédia, o Orkut ou o YouTube. Nós podemos acessá-los de qualquer lugar, e eles não exigem manutenção por parte dos departamentos de tecnologia.

ÉPOCA - Quais empresas já usam o wiki?
Tapscott - Basicamente, as empresas mais inovadoras da área de tecnologia, como o Google e o Yahoo!. Nas empresas tradicionais, os casos são mais raros, mas já começam a aparecer. A Procter & Gamble, por exemplo, percebeu que os 7.500 pesquisadores que trabalham em seu departamento de desenvolvimento de remédios não estavam dando conta do trabalho. Eles são competentes, mas não conseguiam acompanhar o ritmo das inovações. Ela criou, então, um centro virtual em que pede ajuda para pesquisadores, estudantes e químicos aposentados. Conseguiu reunir uma comunidade de 90 mil cientistas em todo o mundo. Eles mandam suas colaborações nas pesquisas. Caso a ajuda seja útil, a Procter lhes paga. Ela já distribuiu milhões de dólares em recompensas. Isso é wiki puro.

ÉPOCA - Uma das maiores críticas à Wikipédia diz respeito à credibilidade das informações. Nas empresas, como garantir que as colaborações de funcionários ou de gente de fora não sejam besteiras?
Tapscott - É preciso separar o que é bom do que é ruim. E para isso é preciso algum tipo de controle. Isso não é uma maneira de matar o espírito que fez do wiki um sucesso. Hoje, há pessoas supervisionando o conteúdo da Wikipédia para evitar fraudes. Na Accenture, vários wikis foram criados para que os consultores possam manter as informações dos projetos atualizadas. Mas o benefício dessa ferramenta pode ser corrompido se eu chegar lá e publicar um comentário. Então eles mantêm uma equipe que filtra as mensagens.

ÉPOCA - Qual será o impacto da economia do wiki nas empresas?
Tapscott - Será uma mudança muito grande, talvez a maior dos últimos cem anos para as empresas. A Wikipédia mostra que milhões de pessoas podem criar qualquer coisa se atuarem juntas. As companhias tendem a perder suas fronteiras. A tornar-se mais transparentes. Quando uma empresa se abre dessa maneira, acaba perdendo um pouco do controle sobre as coisas. Isso pode dar um frio na barriga. Mas também pode ser algo lucrativo. A colaboração não é um fenômeno a ser temido. É algo que pode ajudar as companhias a crescer e competir globalmente.


ÉPOCA - Como?
Tapscott - Um dos maiores exemplos da economia do wiki é o Linux. Ele não tem dono, mas se tornou fundamental para empresas como IBM, Motorola, Nokia, Philips, Sony e várias outras. Ninguém tem o controle do Linux. Ele pertence à comunidade. Mas todas essas empresas ganham muito dinheiro com ele. As empresas precisam aprender com o wiki. Quem não se adaptar pode ficar de fora da competição global
Comentário de Claudio Estevam Próspero em 14 abril 2009 às 13:30
De:
Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (17/8/2007 5:11 PM - claudioprospero)
Todos os Fóruns >> [Fóruns temáticos] >> Gestão do Conhecimento >> Wikinomics - Colaborar é a nova regra dos negócios
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/tm.asp?m=4631&forumid=30

Wikinomics - Como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio
de Don Tapscott | Anthony D. Williams
ENSAIOS

nº de páginas: 368
preço: R$49,90
formato: 16 x 23
ISBN: 978.85.209.1997-2
Código de Barras: 9788520919972

SINOPSE

A colaboração tradicional — em salas de reuniões, teleconferências e centros de convenções — vem sendo sistematicamente superada por colaborações em escala astronômica. Atualmente, enciclopédias, sistemas operacionais, fundos mútuos e até aviões são produzidos por equipes formadas por milhares ou mesmo milhões de pessoas. Enquanto alguns executivos temem o crescimento exponencial dessas enormes comunidades online, Wikinomics prova que tal medo é pura insensatez. Empresas inteligentes podem explorar competência e genialidade do coletivo para estimular inovação, crescimento e sucesso.

Baseado em um projeto de pesquisa de US$9 milhões liderado pelo renomado autor Don Tapscott, Wikinomics nos mostra que multidões de pessoas podem participar da economia como nunca aconteceu antes. Através da colaboração em massa, os indivíduos agora criam uma ampla gama de bens e serviços gratuitos e de código aberto que qualquer um pode utilizar ou modificar. Assim, produzem novos programas de TV, seqüenciam o genoma humano, remixam suas músicas favoritas, elaboram softwares, descobrem curas para doenças, editam textos, inventam novos cosméticos e até constroem motocicletas.

Leia a matéria da Folha de São Paulo(25/06/07)
http://www.novafronteira.com.br/_conteudo/capitulos/135_wikinomics_folha.pdf
Leia a matéria do Jornal "O Valor" (22/06/07)
http://www.novafronteira.com.br/_conteudo/capitulos/136_wikinomics_valor.pdf



O livro Wikinomics - Como a interação global está mudando tudo, de Don Tapscott e Anthony D. Williams (diretores da empresa de consultoria e inovação New Paradigm, no Canadá), mostra, com uma abordagem simples e atraente, que a humanidade está entrando num segundo estágio da Revolução da Informação, que vai mudar para sempre o conceito de uma economia - e até mesmo de uma sociedade - hierarquizada e há séculos montada sobre estruturas de poder. Estas começam a decair por causa das velocidades cada vez maiores de conexão da internet, que dão mais poder às pessoas comuns e lhes permitem interferir nos processos de produção de conhecimento e no próprio consumo.

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikinomics

Wikinomics

é um neologismo criado por Don Tapscott e Anthony D. Williams para designar a nova forma da economia colaboração dos atores sociais baseados em códigos abertos.
Segundo os autores do livro Wikinomics: How Mass Collaboration Changes Everything (publicado em 2007), o compartilhamento de informações dará as empresas que abrirem-se para o novo paradigma de produção vantagens em relação a seus concorrentes na medida em que terão oportunidades de interagir com profissionais qualificados que estão geograficamente distantes a um custo menor, contando com a diversidade das contribuições para alavancar o processo de inovação dentro da empresa e entre as empresas.

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Wikinomics é um novo modelo econômico que se baseia na potência da colaboração. É um conceito que foi criado na premissa que a abertura é melhor do que plataformas secretas; que ter parceiros é uma proposta de negócio melhor do que ter fornecedores; que produtos desenhados pelos próprios consumidores são melhores do que produtos inventados por engenheiros em um laboratório fechado; que utilizar recursos pelo mundo afora através de uma estrutura de colaboração sem muitas restrições produz melhores soluções e mais inovações do que uma estrutura hierárquica formal com um número limitado de recursos.

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Para saber mais:

http://www.wikinomics.com/ (Site do livro, em Inglês)

http://www.novafronteira.com.br/wikinomics/ (Introdução e outros materiais)
Comentário de Haroldo Vilhena em 10 abril 2009 às 23:07
Este livro é realmente muito interessante, mostrando como a sinergia entre a empresa, seus funcionários, clientes e a sociedade e capaz de criar soluções, muitas vezes com custos irrisórios e resultados sensacionais.

É uma das minhas indicações de leitura para a criação dos negócios participativos em rede.
Comentário de Clara Pelaez Alvarez em 10 abril 2009 às 18:01
Viviane, informação fantástica, valeu!

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