Escola de Redes

CONHESUS no KM Brasil 2010 - 9º Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento com foco em Sustentabilidade

Olá Amigos!

Bom dia.

Nos dias 3, 4 e 5 de novembro, aconteceu em Gramado o KM Brasil 2010 - 9º Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento.

O evento reuniu profissionais reconhecidos do Brasil e de outros países, com a intenção de dialogar e debater processos, tecnologia e pessoas sob o olhar da Gestão do Conhecimento com foco em sustentabilidade.

Nós, da equipe CONHESUS, estivemos lá para expor painéis e falar sobre as teorias e práticas do Despertar da Consciência para resultados sustentáveis e Equipes Sustentáveis.

Como tivemos bons indicadores gostaria de compartilhar com todos um pouco do que construímos e acreditamos ser a solução para problemas complexos, os que vivenciamos atualmente. Além de compartilhar, também, trocar idéias e experiências que enriquecem os processos e ampliam nossos olhares.

Entendemos e levaremos conosco nesse trabalho que a sustentabilidade integra um equilíbrio e a harmonia em que a interdependência dos agentes (seres humanos), da natureza e da economia onde se autodesenvolve e transforma. Nesse contexto, a sociedade e organizações desenvolvem-se, agem e produzem sem esquecer o meio e sempre pensando no todo.

Este é o grande desafio: educar com comprometimento e fortalecimento de ações que formem cidadão capazes, intervir, interagir na construção de um mundo com menos impacto, entendendo que pequenos gestos podem causar grandes efeitos, entendendo que cada pequeno ato é importante tendo a consciência de que o todo depende de um único individuo. E cada indivíduo depende do todo para existir. (LOURES, 2008)

Nosso objetivo com o desenvolvimento deste trabalho é apresentar uma possibilidade em gestão do conhecimento (GC) para tornar sustentáveis os resultados das empresas e de profissionais.

Sabermos que muitas são as ferramentas e conceitos tradicionais da administração e da GC para solução de problemas na empresa e desenvolvimento de projetos, mas na experiência que tivemos na pós-graduação em Gestão Estratégica do Conhecimento no Senac, não só na elaboração do projeto como na vivência da sala de aula, notamos que um fator é fundamental para que os projetos de GC perdurem nas empresa e sejam “promovidos” a programas e em seguida a departamentos, para então, serem departamentos estratégicos e vitais para a empresa.

Esse fator é o despertar da consciência.

Tendo a crise (econômica, social e ambiental) já modificado os costumes da sociedade, conseqüentemente de empresa e profissionais, este momento de transição, a realidade nos apresenta o caos e na tentativa de ordená-lo nos deparamos com necessidades de diferentes dimensões, nas quais uma é capaz de transformar e essa apenas é que tem a responsabilidade de agir com comprometimento e consciência: a dimensão humana.

Também composto de outras dimensões, esse ser humano precisa desenvolver competências e estimular habilidades que o ajudem a ampliar os horizontes e a tomar decisões. Decisões que considerem a sustentabilidade, no seu significado mais amplo, que vai do indivíduo, a organização, sociedade, planeta, incluindo, ainda, o processo, a harmonia, o equilibrio entre empresas, entre pessoas para se alcançar o que se pretende.

Vimos que a grande dificuldade das empresas giram em torno da criação de significado dentro da instituição do papel do colaborador, do gerente, o que é realmente um problema, tanto da construção da realidade, de quem é o inimigo, do que se espera do colaborador, quanto das vivências de cada pessoa.

Torna-se um desafio a organização mobilizar o conhecimento de seus membros para criar coletivamente novos e reais significados desse organismo vivo

A equipe, o grupo de profissionais, que observa o mundo através do pensamento sistêmico altera seus modelos mentais a fim de conquistar um ambiente de colaboração constante, solidificando com essa característica sua cultura e clima de forma a se tornar sustentável, através da utilização da espiral do conhecimento nas suas relações de construção em busca da transdisciplinaridade de seus conceitos fundamentais, dando novos significados a realidade e a seus propósitos.

Por isso, os quatro pilares da educação são fundamentais para a empresa que aprende ou para a organização do conhecimento, visto que passando por sistemas de aprendizagem nessas quatro fases o sujeito tem, ao seu tempo, o despertar da consciência para a criação de novos significados.

Entendemos que é necessário preparar um pano de fundo para a implantação de iniciativas, projetos ou qualquer ação que envolva a gestão do conhecimento, esse pano de fundo é um olhar, uma lente multifocal construída coletivamente pelos agentes do processo e em seguida para que se compartilhem os significados gerados e se tenha uma visão compartilhada do futuro é preciso despertar a consciência para que perdure o resultado da GC onde quer que seja plantada a semente.

De forma tácita durante o processo descobrimos que estávamos vivenciando e teorizando a gestão do conhecimento, e que essa harmonização era a grande chave para a sustentabilidade das ações de gestão do conhecimento dentro das empresas.

E quais seriam os mecanismos por traz desta equipe? Assim começamos um processo de reflexão e busca teórica das justificativas dos resultados de nossa produção durante o curso.

A primeira descoberta, ou melhor, a primeira passagem de conhecimento tácito para explícito foi a construção do olhar, notamos que as teorias aprendidas em sala de aula, impactavam nosso agir como grupo, não só justificavam teoricamente o trabalho, mas influenciavam na nossa atitude.

É como se olhando através dessa lente acontecesse uma harmonização de três indivíduos em um único ser-coletivo, a espiral do conhecimento a girar nesse momento era uma só e o resultado era maior que três.

A segunda “descoberta” foi despertar nossa consciência sobre a necessidade entre equilíbrio de teoria e prática, foi realmente notar que um não existe sem o outro e vice-versa, a ação/conhecimento de GC é resultado de um movimento harmônico existente entre teoria e prática, de forma que num determinando momento a interseção dos momentos do pêndulo entre os pontos teoria e prática quando chegam a um equilíbrio geram uma nova ação-conhecimento.

Discute-se muito se GC é realmente aplicável, se realmente pode ser praticada, ou se é efetivamente aplicada no dia a dia, há discussões sobre a busca de uma GC pragmática, nossa vivência permite afirmar que não há GC sem ação, não há GC sem reflexão da teoria.

Se por acaso alguém não se encontrou na gestão do conhecimento, ou se alguma empresa não conseguiu que seu projeto de GC perdurasse pela empresa, podemos afirmar que não houver harmonização ou mesmo que as lentes construídas não foram individualmente utilizadas por todos a ponto de compartilharem da mesma visão.

Gestão implica ação, conhecimento implica teoria.

Texto de Juliana Cóis Silva

Exibições: 122

Comentar

Você precisa ser um membro de Escola de Redes para adicionar comentários!

Entrar em Escola de Redes

© 2019   Criado por Augusto de Franco.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço