Escola de Redes

CONFIANÇA - Ativo intangível de inestimável valor econômico

Boa tarde.

Seguem informações sobre tema conversado ontem. (SBGC-Pólo SP))
Marco Túlio Zanini (Fundação Dom Cabral)

Abçs.
Claudio

Brasileiro é muito sociável mas tem pouca confiança em seus pares
terça-feira, 19 de agosto de 2008
por Daniela Lessa

http://www.canalrh.com.br/Mundos/treinamento_artigo.asp?o=CB4B2C31-5F3B-4606-8765-53E9734E3941&a=1

A importância de criar relações de confiança no ambiente corporativo é tema da palestra intitulada O poder transformador da confiança, pelo professor da Fundação Dom Cabral, Marco Túlio Zanini, no Congresso Nacional de Recursos Humanos (Conarh), de 19 a 22 de agosto, em São Paulo.
Pesquisador do assunto há muitos anos, Zanini defende um modelo de gestão no qual a confiança seja a base das relações profissionais, mas adverte que, no Brasil, o comportamento empresarial é mais alinhado num velho provérbio popular: confiança é bom, mas controle é melhor.

Na avaliação do acadêmico – com mestrado e doutorado em Gestão Empresarial, na Alemanha, o perfil da empresa brasileira é extremamente autoritário, personalista, baseado na concentração de poder e na lealdade pessoal. "Podemos perceber isso até na figura do líder valorizado no ambiente corporativo: um líder carismático, com muitas características autoritárias." Em oposição a esse modelo de líder, personalista e centralizador, a liderança baseada na confiança é muito mais compartilhada, uma vez que todos os trabalhadores se sentem como co-proprietários do trabalho e responsáveis pelas realizações.
A fragilidade do princípio da confiança no Brasil e os prejuízos decorrentes da sua ausência, que acaba por reger a maioria das relações sociais são analisados por Zanini. Ele classifica a sociedade brasileira como de alta sociabilidade e de baixa confiança e observa que esse clima de incerteza sobre o caráter das outras pessoas onera significativamente as transações econômicas tanto no âmbito pessoal quanto empresarial. E exemplifica: "a compra de um imóvel, por exemplo, é cercada de uma série de garantias que representam maior custo e maior fortalecimento da burocracia".

No ambiente corporativo, afirma, o resultado desse comportamento é o enfraquecimento da capacidade de eficiência das empresas, em virtude da dificuldade dos gestores de adotar modelos administrativos mais descentralizados e flexíveis. "Confiar significa dar liberdade, autonomia, disponibilizar recursos para a tomada de decisão do profissional hierarquicamente inferior e acreditar que ele será capaz de resolver os assuntos de sua competência", resume.

Os principais pressupostos identificados nos estudos realizados por Zanini sobre as relações de confiança dentro das empresas são: transparência nas relações internas, percepção de integridade e preocupação com os empregados, percepção de justiça e a qualidade da comunicação interna.

A administração baseada nesse princípio de confiabilidade tem adquirido especial importância nos dias de hoje quando há uma transição da sociedade industrial, para a sociedade do conhecimento, o que modifica também as relações corporativas. "Atualmente, o valor dos profissionais está mais centrado em seu conhecimento do que em sua capacidade operacional e, portanto, os empregados passaram a possuir maior propriedade dos bens de produção já que são donos do que sabem", afirma.

Ele ressalta que as tarefas que efetivamente contribuem para a criação de valor na empresa passam a estar muito mais relacionadas à criatividade, à inovação e à multifuncionalidade, exigindo maior interatividade e compartilhamento de informações entre as pessoas. "Isso exige igualmente mecanismos de gestão mais consensuais e participativos, menos coercitivos", pontua. Portanto, estamos falando de uma nova dinâmica para a criação de valor que exige relacionamentos de qualidade e a eficiência está diretamente ligada à confiança entre os agentes corporativos.

Em relação à área de RH, o professor destaca a necessidade de um RH mais estratégico, uma vez que os profissionais dessa área serão muito ativos na transição do modelo autoritário para o mais eficiente.

As pesquisas de Zanini resultaram, ainda, no livro de sua autoria Confiança – O principal Ativo Intangível de uma Empresa, lançado pela editora Campus Elsiever. A obra apresenta as relações de confiança como ativo intangível dentro da empresa e faz uma reflexão a respeito do papel dos executivos na construção de ambientes organizacionais que favoreçam as relações de confiança, como mecanismo social para a conquista de um desempenho superior no mercado.

CONFIANÇA - Ativo intangível de inestimável valor econômico

Autor:
ZANINI, MARCO TULIO
Editora: CAMPUS
Assunto: ADMINISTRAÇAO

Sinopse:
Estudos recentes sobre as melhores práticas em gestão identificam uma forte relação entre cultura e desempenho organizacional. Dentre as diversas variáveis encontradas na cultura de uma empresa, as relações de confiança representam um crítico indicador de gestão para avaliar um ativo intangível de inestimável valor econômico e relacionado aos níveis de cooperação espontânea. Contratos e instrumentos legais são elementos necessários, porém insuficientes para garantir níveis superiores de motivação e cooperação entre agentes corporativos. A presença de confiança ajuda a reduzir consideravelmente os custos de transação. Ao contrário dos modelos de gestão que privilegiam a adoção de mecanismos coercitivos, como a pressão por resultados individuais no curto prazo, as melhores práticas revelam; as empresas que incentivam a associação voluntária entre seus colaboradores e adotam um estilo de gestão baseado em confiança podem ser muito mais eficientes. Este livro aborda o tema confiança aplicado à economia organizacional, o que ajuda a entender as condições e benefícios da adoção de um estilo de gestão fundamentado nesse princípio. No momento em que enfrentamos os desafios impostos pelas novas formas de produção baseadas no conhecimento - característica de boa parte das atividades desenvolvidas nas empresas da Nova Economia - as relações de confiança estão no centro das tarefas organizacionais mais imprescindíveis para criação de vantagem competitiva e sustentabilidade empresarial. Um estilo de gestão baseado em confiança é, sobretudo, conseqüência de padrões gerenciais baseados em valores compartilhados e princípios de justiça que promovam situações de vantagens e benefícios mútuos, incentivando os colaboradores a se engajarem na criação de um valor econômico superior.

Sobre o autor:
ZANINI, MARCO TULIO


Marco Túlio Zanini- Coordena o projeto de sua autoria Gestão Integrada de Ativos Intangíveis na Fundação Dom Cabral. Possui Mestrado em Gestão Empresarial pela EBAPE- FGV e Doutorado em Management pela Universidade Otto-von-Guericke, em Magdeburg, Alemanha. Atualmente dedica-se ao ensino em vários programas da FDC, à coordenação de pesquisas em ativos intangíveis e à gestão de projetos para o desenvolvimento de executivos em grandes empresas brasileiras. Entre elas estão- Petrobras, CVRD, CSN e Bradesco.

+ dados do autor: http://www.projetoigs.org.br/forum_estudos/marcotulio.htm

Confiar é preciso
A confiança no ambiente corporativo é fundamental para a sustentabilidade dos negócios. Os executivos que costumam repetir o bordão: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo" podem começar a ser considerados ultrapassados. "Os sistemas de produção, da chamada nova economia, baseados em conhecimento e qualidade, exigem a liberdade de partilhar idéias sem medo. E quem reproduz esse bordão diz, implicitamente, que a opinião do subordinado não o interessa e que ele é o único que pode julgar o que é importante ou não", afirma Marco Tulio F. Zanini, gerente de projetos e professor da Fundação Dom Cabral.

Ele lançará, em junho, o livro que receberá o título de Gestão do ativo intangível - Confiança e trabalho na nova economia e adianta algumas idéias com exclusividade para este jornal. Segundo ele, se o diferencial competitivo das empresas está no conhecimento que têm e desenvolvem, grande parte de seu capital pertence aos seus empregados. "Nesse contexto, a sustentabilidade do negócio dependerá da capacidade da organização de proporcionar um ambiente em que as pessoas possam trabalhar de maneira colaborativa, oferecendo 100% de seu potencial", afirma Zanini.

Para isso, é necessário estabelecer relações de confiança entre a companhia e os profissionais e vice-versa. De acordo com o professor, um estilo de gestão baseado em confiança é, sobretudo, conseqüência de padrões gerenciais baseados em valores compartilhados e princípios de justiça, que promovam situações de vantagens e benefícios mútuos, incentivando os colaboradores a se engajarem na criação de um valor econômico superior.

"Para construir um ambiente de confiança, a alta rotatividade tem de ser evitada", comenta Zanini. "Se um profissional tem a perspectiva de não voltar a interagir com o outro no longo prazo, não tem porquê depositar sua confiança nele. Assim, quem entra numa empresa que troca seus profissionais com freqüência, percebe que precisa desenvolver um plano B e não trabalha motivada, nem comprometida", diz.
De acordo com ele, no Brasil, os modelos de gestão são, muitas vezes, verdades assumidas pelos executivos a partir de sua trajetória profissional. "Quer dizer, a partir do modo como ele aprendeu a trabalhar e a maneira como conseguiu resultados e sucesso nas empresas", afirma Zanini. Além disso, a maioria das companhias mira-se num estilo desenvolvido nos Estados Unidos ou na Europa, que possuem realidades culturais completamente diferentes da brasileira.

Segundo Zanini, as relações de trabalho são marcadas pelo modo como a sociedade está organizada. Assim, em países como o Brasil e outros da América Latina, as distâncias sociais se reproduzem no escritório. Para explicar melhor sua teoria, Zanini usa como exemplo a relação que se tem com a empregada doméstica. "Ela pode até morar dentro de casa, mas estamos muito distante dela, do que ela pensa, do que ela vive. Até na arquitetura esse distanciamento se reproduz. O "quartinho" da empregada é sempre afastado da área social", explica.

Nas culturas, como a européia, em que a percepção de igualdade é maior, as disputas de poder são menos marcantes. "A vontade de dominar está no ser humano. Mas em países como o Brasil ser uma pessoa da alta cúpula significa muito. Significa ter um status social diferenciado", afirma.

De acordo com o professor da Fundação Dom Cabral, ao contrário dos modelos de gestão que privilegiam a adoção de mecanismos coercitivos, como a pressão por resultados individuais no curto prazo, as melhores práticas revelam: as empresas que incentivam a associação voluntária entre seus colaboradores e adotam um estilo de gestão baseado em confiança podem ser muito mais eficientes.

Em sua pesquisa, ele estudou três empresas que atuavam em um setor com alto nível de incerteza. Uma delas tinha uma gestão mais voltada para transparência. A direção da companhia tinha uma conversa franca com os profissionais. "Os níveis de confiança dentro dessa organização estavam muito melhores do que nas outras duas", conta. "Ao entrevistar o diretor de recursos humanos dessa empresa, ele me disse que esse estilo oferece sim um certo risco porque se compartilha informações confidenciais. Mas, com isso, a companhia conseguiu motivar os funcionários de um modo que superam até limitações de infra-estrutura."
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 9)(Carolina Sanchez Miranda)

Fonte:http://www.netlegis.com.br/indexRC.jsp?arquivo=/detalhesDestaques.jsp&cod=11624
Gazeta Mercantil
Revista Contábil & Empresarial Fiscolegis, 02 de Maio de 2007

Você Confia em Alguém?
http://www.idealtv.com.br/blog/carlosmello/?tag=marco-tulio-zanini
Essa semana eu tive uma epifania durante a gravação do programa Siga o Mestre com o professor da Fundação Dom Cabral, Marco Tulio Zanini. Tudo porque o professor realiza um estudo que diz que quando gerenciamos nossos colaboradores com confiança, autonomia e liberdade, a empresa ganha muito mais.
Quando perguntei a definição da palavra confiança, a resposta veio na hora: "Confiar é aceitar (entender) que pode dar errado."

Na hora que ele falou isso, a primeira coisa que veio a minha cabeça foi a frase comum que sempre ouvimos quando algo vai mal: "Mas eu confiei em você, como isso pode acontecer?"
Fica aqui "food for thought"para esse final de semana.

Confie nos seus colaboradores
Segundo Marco Túlio Zanini, confiança é sinônimo de motivação e crescimento para a empresa. Abaixo, a entrevista com o professor da Fundação Dom Cabral sobre "O poder transformador da confiança", tema da sua palestra no Conarh 2008


Por Raquel Kuhn
http://revistavocerh.abril.com.br/noticia/conteudo_293841.shtml

"Não há autonomia e motivação em uma empresa sem relações de confiança". Para Marco Túlio Zanini, professor na Fundação Dom Cabral e autor do livro "Confiança – O principal Ativo Intangível de uma Empresa", um estilo de gestão baseado na transparência é a base fundamental para o crescimento econômico de qualquer companhia.

O tema, diretamente ligado à sustentabilidade organizacional, é sinônimo de melhoria das relações internas, resultado de integridade e preocupação com os empregados, e até mesmo melhora na qualidade da comunicação interna e na produtividade. "Porém, é preciso mudar a cultura e consciência para que, de fato, tudo isto aconteça".

Na sociedade de conhecimento na qual estamos vivendo, as empresas não compram mais o tempo do colaborador, e sim o que ele pode oferecer para o crescimento da mesma. Por isso, confiança é essencial para que a criatividade, idéias de inovação e inteligência corporativa sejam valorizadas e estimuladas. "Isso inclui dar autonomia para que ele sinta-se responsável pela produção", disse Marco.

Segundo o professor, empresas com líderes que aplicam um alto nível de confiança na equipe tendem a controlar e monitorar menos os funcionários. E, conseqüentemente, permite que eles tenham mais tempo para gerar novas idéias e projetos. "Confiança começa da base. Afinal, até para o líder ser eleito é preciso que o grupo acredite nele".

Um estilo de gestão baseado na pressão individual por resultados no curto prazo busca retornos imediatos. E isto não é o ideal, pois não privilegia uma visão de sustentabilidade. "A idéia é apostar nos ganhos de interação da coletividade". Ou seja, além de motivar os funcionários e oferecer a melhor remuneração do mercado, é preciso dar a ele a certeza que é confiável.

--
Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero

http://pt.wikipedia.org/wiki/Usuário:ProsperoClaudio (Apresentação pessoal)
http://escoladeredes.ning.com/ (Escola de Redes [E = R])
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aliança_para_uma_Nova_Humanidade
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecocidade
http://www.criefuturos.com.br/criefuturos.html
http://www.nef.org.br (Núcleo de Estudos do Futuro)
http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/portal/ (Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento)

Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE.
Nosso Planeta Agradece!

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Comentário de Claudio Estevam Próspero em 12 setembro 2009 às 21:29
Car@s, espero que ainda estejam acompanhando este diálogo.

Primeiro, revisitando este multiálogo percebi o "gatilho" que me levou a incluir os sete saberes do Morin e referênciá-lo em msg´s para meus contatos de e-mail. Obrigado Luiz.

Estas releituras sempre provocam novas reflexões - o leitor de uma nova leitura de um texto, nunca é o mesmo da leitura anterior - assim sempre podemos apreender novas percepções. Este o motivo de minhas "revisitações": sempre colho algo de novo.

Creio que se teremos uma Escola de Redes - como sempre lembra o Augusto, ela poderá existir, mas ainda não existe - não podemos prescindir de ler, reler e recriar Paulo Freire, como ele mesmo sempre colocou, adequnado-o ao novo espaço / tempo, em noso caso dos fluxos das redes.

Estive lendo dois livros (Pedagogia da Autonomia e Pedagogia dos Sonhos Possíveis) e entendo que ele nos oferece um rico material para a autonomia e auto-didatismo pleiteado pelo Augusto e outros que aqui colaboram. O que vocês acham? Como incluir estas reflexões aqui? Um grupo com tópicos para cada livro? Junto com Morin, Quinn e outros em Tópicos do Grupo Ecoloucos, aos quais o Augusto já se referiu como base para uma Filosofia das Redes Sociais?

Um abraço.
Claudio

Pedagogia da Autonomia - Ed. Especial - Col. Leitura
A Pedagogia da Autonomia é um livro pequeno em tamanho, mas gigante em esperança e otimismo, que condena as mentalidades fatalistas que se conformam com a ideologia imobilizante de que a realidade é assim mesmo, que podemos fazer? Para estes basta o treino técnico indispensável a sobrevivência. Em Paulo Freire, educar é construir, é libertar o ser humano das cadeias do determinismo neoliberal, reconhecendo que a História é um tempo de possibilidades. É um ensinar a pensar certo como quem "fala com a força do testemunho. É um ato comunicante, co-participado, de modo algum produto de uma mente burocratizada. No entanto, toda a curiosidade de saber exige uma reflexão crítica e prática, de modo que o próprio discurso teórico terá de ser aliado à sua aplicação prática.

Pedagogia dos Sonhos Possíveis
O termo educação libertadora estará para sempre associado ao nome de Paulo Freire. Este livro, publicado em 2001, ano em que o educador comemoraria 80 anos, apresenta depoimentos, ensaios, diálogos, conferências, entrevistas e cartas em que o intelectual mostra a sua visão sobre pedagogia, direitos humanos, pós-modernidade, utopia e conhecimento relacional. Acima de tudo, predomina uma visão de mundo caracterizada pela coerência entre a teoria e a prática que torna o seu pensamento uma referência em todo o mundo.


Biblioteca digital Paulo Freire
http://www.paulofreire.ufpb.br/paulofreire/principal.jsp

"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo,
torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente,
ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se
a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela
tampouco a sociedade muda." - Paulo Freire



Biografia e
Obras do educador Paulo Freire:

http://www.suapesquisa.com/paulofreire/

• A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.
• Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.
• Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
• Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.
• Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.
• A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
• A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.
• Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.
• Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.
• Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.
• À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.
• Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
• Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.
• Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.
• Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.


Pensamentos de Paulo Freire:
http://www.pensador.info/p/pensamentos_paulo_freire/1/
Comentário de Clara Pelaez Alvarez em 3 março 2009 às 15:36
Quis dizer Claudio, desculpem!
Comentário de Clara Pelaez Alvarez em 3 março 2009 às 14:36
Luis, já tentei me cadastrar no site da SBCG e deu erro.... Desisti!
Comentário de Clara Pelaez Alvarez em 3 março 2009 às 14:05
Luis, gostei demais do vídeo que vc postou. Os questionamentos que levaram à mudança são ótimos.

Eu, apesar de ser contundentemente crítica com relação à atual estrutura/dinâmica social, tenho uma inabalável crença na capacidade humana de superação e transformação. Esta aí a história que nos mostra isso. E, embora, em sua essência as dinâmicas e estruturas sociais ainda sejam as mesmas, que há milênios, penso que está em curso um salto de perepção sem precedentes na história humana.

Vamos nessa!

Abraços,

Clara

PS. Não li o texto ainda. Fico enroscada aqui na escola e deixo de fazer todo o resto. Céus!
Comentário de Claudio Estevam Próspero em 3 março 2009 às 14:02
Caros participantes e visitantes deste multiálogo.

Sobre o comentário abaixo, do Luiz de Campos Jr:

"4). Claudio, os links que você forneceu do fórum da SBGC só permitem o acesso de membros..."

O acesso aos fóruns depende apenas de um cadastramento na SBGC. Farei a sugestão para que a leitura seja livre, com cadastramento apenas para acrescentar msg's, como ocorre aqui.

Por enquanto sugiro o cadastramento, para evitarmos a cópia de mensagens e todos os problemas de esforço e falta de precisão das cópias entre vários sítios da Internet. Aliás este é um dos meus esforços quando "coloco o chapéu" de "reforçador de sinapses virtuais".

Outros são;
=>estimular visitas a pontos da Rede que considero úteis (memória depende de reforço do conteúdo a memorizar)
=> ligar conteúdos entre os quais enxergo relacionamento (memória e construção do conhecimento por novas combinações entre tópicos já existentes)

Abraços.
Claudio
Comentário de Luiz de Campos Jr em 3 março 2009 às 10:36
Clara, começo pelo final, a mensagem contida no Networked student é mesmo inspiradora. Gostaria agora de juntar contexto do vídeo ao do texto Autodidatismo do Augusto e ainda à sua descrença numa transformação top-down da educação e escolas tradicionais - com a qual compartilho!

Como não destruir - e antes, incentivar - nas crianças suas naturais potencialidades para o autodidatismo? Conheço algumas iniciativas "emergentes" (em contraposição à top-down) que parecem caminhar nessa direção. O vídeo a seguir mostra um pouco da experiência da Escola da Ponte, uma escola fundamental pública localizada em uma pequena vila operária portuguesa, onde a comunidade educativa logrou subverter o sistema oficial. O vídeo é um pouco antigo (2000), mas a iniciativa já tinha quase 25 anos naquela época:


Também postei aqui um trecho de uma carta de princípios de uma rede colaborativa de educadores (e pesquisadores, pais, psicólogos, etc) que, inspirados também nessa experiência, parecem caminhar nesse sentido. São fatos como esses que ainda me mantêm crédulo numa possível - e premente - transformação da educação e da escola. Você acha que sou exageradamente otimista?

Um abraço.
Comentário de Clara Pelaez Alvarez em 3 março 2009 às 9:26
Luis, já trabalhei com duas escolas públicas e, sim, posso atestar que a dinâmica que a Denise retrata é muito real. Penso que a estrutura e a dinâmica do ensino estão falidas. Não sei se tem algo a se fazer com o que já existe, ou se a escola e a figura dos educadores estão fadados à extinção
como os antigos escribas (vídeo "Clay Shirky-entrevista").

Costumo dar palestras gratuitamente para estas escolas que citei acima. A reclamação geral das professoras é que estão "engessadas". No entanto, conheci certa vez uma professora que dava aulas de história utilizando a música popular brasilera. Um brilhante exemplo de criatividade apesar de todos os "gessos". Também conheci outro professor que ensina matemática através da música. Mas, infelizmente, estes dois são apenas exceções. A grande maioria é acomodada e prefere reclamar do esquema do que efetivamente transformar sua forma de ensino. Não acredito numa transformação top-down espontânea, no caso da educação. A transformação, se vier, vai partir de baixo, de todos essas articulações e questionamentos que estão surgindo.

"Sem dúvida, este não é o debate central desta E=R, mas acredito ser essencial a aproximação (conecção) entre os educadores e aqueles envolvidos no estudo sobre o Pensamento Complexo, as redes-distribuídas, emergência de paradigmas, etc." Certamente, já ajuda um bocado!

Mas, de qualquer forma, compartilho da idéia de que a médio/longo prazo a escola tradiconal está mesmo fadada à extinção.

Abraços,

PS. O vídeo postado pelo Carlindo ao qual me referia é "Networked student"
Comentário de Luiz de Campos Jr em 3 março 2009 às 8:48
Olá Clara e Claudio.

Em primeiro lugar, obrigado pelas indicações de texto e leituras, todas realmente interessantes e parte delas já eram de meu conhecimento (Autodidatismo e O lugar... do Augusto e o multiálogo travado em Complexcity), me detive melhor sobre o perfil do Boyle, esta E=R está mesmo muita rica e excitante! Clara, a qual vídeo do Carlindo você se referia? (na dúvida, assisti os 4). Claudio, os links que você forneceu do fórum da SBGC só permitem o acesso de membros...

Quanto ao José Pacheco - que também está conectado a esta rede - temos tido um contato próximo no último ano. Parafraseando este educador: "há duas motivações principais para alguém querer se tornar educador: por amor à Educação ou por vingança". Assim como ele, me tornei educador por vingança :-)

Para mim, não há confusão entre a Educação enquanto área do conhecimento (e da vida) com a Educação enquanto instituição localizada social e historicamente - onde se aplicaria a definição de "estratégia de aplicação de poder", citada pela Clara. Nem mesmo chamo de educador este que "cria/segue linhas, influencia pensamentos, modela estruturas cerebrais, conduz".

Concordo com John Holt quando diz:
"Quando nós compreendermos melhor as maneiras, as condições e o espírito no qual as crianças fazem sua melhor aprendizagem; quando formos competentes para tornar a escola em um lugar onde elas possam usar e melhorar a sua expressão natural de pensamento e aprendizagem, nós poderemos evitar muito desta falha [ser auto-limitante e auto-anulativa, destruindo tanto o caráter quanto a inteligência]. A escola pode então transformar-se um lugar em que todas as crianças crescem, não apenas no tamanho, não somente no conhecimento, mas na curiosidade, na coragem, na confiança, na independência, nos recursos, na superação, na paciência, na competência, e na compreensão. Levará um longo tempo para descobrirmos como melhor fazer isto. (...) Mas já daremos um grande passo se, pela melhor compreensão das crianças, nós pudermos desfazer alguns dos danos que estamos criando agora." (na introdução de Como as Crianças aprendem? - John Caldwell Holt)

Entretanto, qualquer pessoa que tenha contato com, por exemplo, o Ensino Fundamental Público (por volta de 30 milhões de crianças) se impressiona com o realismo e a exatidão sintética do retrato mostrado pela Denise Furgeri na introdução da sua tese (post Enquanto isso, no "chão de sala"...). Não creio que devamos abandonar essas crianças e seus professores (quase 2 milhões, entre educadores ou não) e simplesmente esperar pela evolução da sociedade rumo a uma estrutura de rede distribuída. O que fazer?

Sem dúvida, este não é o debate central desta E=R, mas acredito ser essencial a aproximação (conecção) entre os educadores e aqueles envolvidos no estudo sobre o Pensamento Complexo, as redes-distribuídas, emergência de paradigmas, etc.

Saudações.
Comentário de Claudio Estevam Próspero em 2 março 2009 às 23:04
Caros participantes deste multiálogo.

Permitam-me fazer uma "sinapse virtual" para três sequências de mensagens do fórum da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, onde são tratados aspectos relacionados a Humanidade como vir-a-ser.

Todos os Fóruns >> [Fóruns temáticos] >> Gestão do Conhecimento >> [CCC-1/3] Universo: Conjunto de Máquinas Genéticas ou Organismo?
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/tm.asp?m=5032&forumid=30

Todos os Fóruns >> [Fóruns temáticos] >> Gestão do Conhecimento >> FW:Convite: Crie Futuros- criação coletiva + conhecimento especializado gerando futuros desejáveis
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/tm.asp?m=5413&forumid=30

Todos os Fóruns >> [Fóruns temáticos] >> Gestão do Conhecimento >> Humanidade - Vírus(1) ou Cérebro de Gaia (2) ?
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/tm.asp?m=4761&forumid=30

Abraços
Claudio
Comentário de Claudio Estevam Próspero em 2 março 2009 às 22:48
Meu caro Luiz de Campos Jr.

Pelo que li de suas mensagens, creio que seria do seu interesse o livro abaixo, do Augusto de Franco, que a Clara e eu tivemos oportunidade de fazer uma primeira leitura e que, de minha parte, considero merecer uma ou mais releituras e uso em minhas comunidades não virtuais.

Recomendo a leitura do livro (68 páginas), cujo download gratuíto pode ser feito a partir do seguinte endereço:

http://www.4shared.com/get/82095662/9397a0b2/O_lugar_mais_desenvolvido_do_mundo_-_reeditado1.html

Cheguei a este texto através da seguinte msg de blog, da Escola de Redes:

http://escoladeredes.ning.com/profiles/blogs/complexcity-1

Em minha opinião deve ler este livro quem:

Está preocupado com a evidente falta de efetividade das formas de Democracia que conhecemos (centralismo, assistencialismo, clientelismo, "currais eleitorais" (de centro, de direita, de esquerda,...), grupos de interesse (ruralistas, reformistas agrários, desenvolvimentistas, rentistas,...), corrupção, representantes que nâo representam eleitores,....)

Defensores de minorias (?), tais como: crianças, indigenas, idosos, mulheres, negros, portadores de necessidades especiais.

Defensores da ecologia, planeta, sustentabilidade

Interessados em viver em comunidades mais significantes

Interessados em Bem-Estar Social

Interessados em Inovação Social, Redes Sociais, Formas mais criativas de Organização, Sociedade Civil

Interessados em "Neurolinguística Social": resignificação do passado para desenhar o futuro e viabilizar novas atitudes e ações no presente de uma comunidade.

Abraços
Claudio

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