Escola de Redes

Moscou

The Complexcity project explores major cities around the world focussing on how their urban sprawls have evolved over time. Using the patterns formed by roads in each city, Korean born designer Lee Jang Sub creates complex graphic configurations, combining the idea of natural and man made systems. In the process he finds a concealed aesthetic within the convoluted pattern of urban networks. He started with his hometown Seoul, and has already completed Paris, Rome, and Moscow. The first image illustrates the intricate urban pattern of Moscow, while the second is representative of Paris.

He has also produced a range of wall decorations using the same idea for spanish company Granada Design.

Paris

COMPLEXCITY | Wall Decoration Collection

by Lee Jang Sub

Jang Sub

Concept

Seul

Árvore

This project is an exploration to find a concealed aesthetic by using the pattern formed by the roads of the city which have been growing and evolving randomly through time, thus composing the complex configuration we experience today.

I perceive the city's patterns as living creatures that I recompose to form an urban image.

This project which started from Seoul where I was born and have grown in, is expanding to other cities all over the world.

Seul

Roma

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Comentário de Claudio Estevam Próspero em 1 março 2009 às 21:00
Augusto, Clara.

Interessante o debate. Principalmente por ter despertado minha curiosidade para ler o livro do Augusto (O lugar mais desenvolvido do mundo).

Parabéns Augusto pela densidade do texto.

Fiz apenas uma primeira leitura e um sumário para procurar estimular minha network a ler o texto.

Segue a introdução da msg. que enviei.

Um abraço.

Boa noite.

Recomendo a leitura do livro (68 páginas), cujo download gratuíto pode ser feito a partir do seguinte endereço:

http://www.4shared.com/get/82095662/9397a0b2/O_lugar_mais_desenvolvido_do_mundo_-_reeditado1.html

Cheguei a este texto através da seguinte msg de blog, da Escola de Redes:

http://escoladeredes.ning.com/profiles/blogs/complexcity-1

Em minha opinião deve ler este livro quem:

Está preocupado com a evidente falta de efetividade das formas de Democracia que conhecemos (centralismo, assistencialismo, clientelismo, "currais eleitorais" (de centro, de direita, de esquerda,...), grupos de interesse (ruralistas, reformistas agrários, desenvolvimentistas, rentistas,...), corrupção, representantes que nâo representam eleitores,....)

Defensores de minorias (?), tais como: crianças, indigenas, idosos, mulheres, negros, portadores de necessidades especiais.

Defensores da ecologia, planeta, sustentabilidade

Interessados em viver em comunidades mais significantes

Interessados em Bem-Estar Social

Interessados em Inovação Social, Redes Sociais, Formas mais criativas de Organização, Sociedade Civil

Interessados em "Neurolinguística Social": resignificação do passado para desenhar o futuro e viabilizar novas atitudes e ações no presente de uma comunidade.

Para quem não tiver tempo, paciência, não foi "fisgado" pelas questões acima, segue uma seleção de trechos, que não fazem jus à riqueza do conteúdo do livro.
--
Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero

http://pt.wikipedia.org/wiki/Usuário:ProsperoClaudio (Apresentação pessoal)
http://escoladeredes.ning.com/ (Escola de Redes [E = R])
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aliança_para_uma_Nova_Humanidade
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecocidade
http://www.criefuturos.com.br/criefuturos.html
http://www.nef.org.br (Núcleo de Estudos do Futuro)
http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/portal/ (Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento)

Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE.
Nosso Planeta Agradece!
Comentário de Cezar Busatto em 28 fevereiro 2009 às 17:44
Augusto, gostei demais do post complexcity, sobre o trabalho do Jang Sub.,Ele reforça a idéia de que é na cidade que podemos identificar os espaços de identidade que se conformam através da tecitura de redes sociais através do tempo. Por isso, estudar as redes sociais e sua dinâmica, experimentar a tecitura de redes, encontram seu ambiente mais favorável nos espaços de identidade das cidades, que podem ser ruas, bairros, vilas, o centro histórico, vizinhanças e outras territorialidades, e a própria cidade como um todo, em que as pessaos se relacionam umas com as outras, controem suas vidas, seus projetos de comunidade. Sem perder de vista que o local está conectado ao global, assim o global se localiza, ambos por inúmeros elos de interação.
Comentário de Augusto de Franco em 27 fevereiro 2009 às 8:26
Queria dizer que acho que a questão que você coloca, Clara, é muito relevante. Procuro discutí-la aqui do ponto de vista das redes ao invés de reeditar as discussões que os grupos políticos geralmente travam sobre o assunto com base em uma concepção não-sistêmica de desenvolvimento e, via de regra, economicista (que confere às variáveis propriamente econômicas do desenvolvimento um papel determinante em algum grau do que acontece na sociedade). Meu cansaço é com esse tipo de abordagem que, de resto, pode ser explorada e discutida em tantos outros lugares. Mas não existe um lugar - e a Escola-de-Redes é um bom espaço para isso - onde tal problemática seja abordada do ponto de vista do papel dos padrões de organização e dos modos de regulação. Grande abraço.
Comentário de Clara Pelaez Alvarez em 26 fevereiro 2009 às 18:17
Pois é, como surgiu espontaneamente aqui, penso que é um bom lugar! Quanto a estar cansado dessa discussão.... ok! Desculpe!
Dei uma super olhada no teu livro, vou ler com mais calma em outro momento.... Mas já me ocorre uma questão: para que pagar impostos? Acho que o desenvolvimento local é mesmo a saída, mas o pagamento de impostos perde o sentido, não acha? Bem que podia surgir um movimento de "desobediência civil" junto ao movimento de desenvolvimento local! Mas é muita heresia, né?
Comentário de Augusto de Franco em 26 fevereiro 2009 às 16:51
Esse debate surgiu espontaneamente aqui, num post sobre a impressão digital das cidades. Talvez ele devesse ser travado em outro lugar. Mas lhe confesso, Clara, que cansei um pouco dele, de tanto travá-lo ao longo dos anos 90 e até meados da presente década. Hoje estou mais interessado em perceber o que são, no espaço-tempo dos fluxos, essas coisas que chamamos de renda, riqueza, conhecimento, poder como fatores do desenvolvimento. De qualquer modo, acho que você vai gostar do meu livrinho sobre o assunto, que trata exatamente dessas questões que você coloca, disponível aqui para download, intitulado O lugar mais desenvolvido do mundo: investindo no capital social pa....
Comentário de Clara Pelaez Alvarez em 26 fevereiro 2009 às 16:45
"Meu problema não é com a propriedade em si e sim com os mecanismos de comando-e-controle que se estabelecem a partir de um acesso diferencial à propriedade."

Penso que as duas coisas são inseparáveis!

Morou 7 anos numa favela? GENIAL! Adorei saber disso! Aliás, penso, que qualquer pessoa que quisesse enveredar pela política teria que fazer um "estágio", vivendo numa favela com toda a família e ganhando salário mínimo e sustentando a família com isso. Depois, só depois, talvez estivesse apto a assumir um cargo público.

Em tempo, sim, concordo, conseguimos colaborar, não fosse isso não seríamos este sucesso de evolução... Atingimos a supremacia sobre outras espécies, apesar de sermos fisicamente fracos.
Mas a cooperação é encontrada em muitas outras espécies: lobos, leões, formigas, abelhas... Cooperamos porque é mais vantajoso, porque existem recompensas, ainda que sejam apenas emocionais.


"Por outro lado, não há como distribuir riqueza (uma variável que comparece na equação do desenvolvimento) enquanto as outras variáveis (como a renda, o conhecimento e o poder) permanecerem concentradas. Quem vai distribuir? O Estado (a geratriz dos programas verticalizadores)? "

Pois é, aí é que eu acho que entra o "princípio da coerência". O mesmo cara que faz um trabalho voluntário, não se dispõe a distribuir seu excedente.... Ou distribui o "lixo", as roupas velhas, brinquedos velhos, coisas que não se usam mais e que de qualquer forma parariam no lixo... Existem exceções? Certamente! Mas são isso, exceções à regra.

Renda, conhecimento, poder tem a ver com a capacidade de gerar e de se apropriar das riquezas. Como disse antes, não consigo ver separação nisso.

PS. Estava com saudade de um bom debate.
Comentário de Augusto de Franco em 26 fevereiro 2009 às 15:58
Em uma sociedade-rede, Clara, o padrão de acumulação também vai se modificar. Meu problema não é com a propriedade em si e sim com os mecanismos de comando-e-controle que se estabelecem a partir de um acesso diferencial à propriedade. Mas vou deixar tal aspecto para outra hora.

Gostaria de observar agora que o trabalho voluntário - em sua imensa maioria - não é feito pela nova burocracia associacionista das ONGs e sim pelas pessoas (e todas as pesquisas mostram isso: é o cidadão comum que o faz, anonimamente, eletivamente). Não é que precisemos do trabalho voluntário. Ele é bom porque não se precisa dele, quer dizer, pela seu caráter espontâneo. Como observou nosso Maturana (ou eu acabei interpretando a partir do que ele disse) a cooperação nasce não de uma racionalidade, senão de uma emocionalidade. Cooperando nos sentimos bem (somos recompensados emocionalmente) porque a cooperação está na gênese do que propriamente chamamos de humano (sim não é genética que funda o humano, ela apenas estabelece o que é humanizável, mas o humano é produzido pelas interações com outros seres humanos). Não é verdade, assim, que as ações da sociedade civil só sejam possíveis porque as pessoas já têm sua sobrevivência garantida por outras fontes. A ajuda-mútua - que começou com a partilha do alimento entre os proto-homínidas - é observada entre os que não têm nada garantido em termos de sobrevivência e têm que lutar por ela a cada dia (eu mesmo tenho uma boa experiência pessoal disso quando morei 7 anos em uma favela). A chamada 'sociedade civil' - um tipo de agenciamento de recursos diferente do Estado e do mercado - é um conjunto de entes e processos agilizados por pessoas (ecoando o que chamo de "rede-mãe") e não por organizações hierárquicas (como as ONGs e assemelhadas).

Por outro lado, não há como distribuir riqueza (uma variável que comparece na equação do desenvolvimento) enquanto as outras variáveis (como a renda, o conhecimento e o poder) permanecerem concentradas. Quem vai distribuir? O Estado (a geratriz dos programas verticalizadores)?
Comentário de Clara Pelaez Alvarez em 26 fevereiro 2009 às 15:04
"Não se pode reduzir a diversidade do mundo a um mundo de agentes econômicos empresariais. É ótimo que existam pessoas que queiram ganhar a vida por meio de empresas individuais e coletivas. Mas será, sempre, uma parcela de pessoas que viverá assim. Outras serão empreendedoras sociais e culturais e serão remuneradas por seus projetos (não importa aqui quem os financiem). Outras, ainda, serão sustentadas por suas organizações da sociedade civil ou por suas comunidades. Uma pequena parcela (talvez reflorescente em algumas localidades) viverá da autoprodução, da produção de subsistência ou do autoconsumo. E muitas pessoas ainda viverão como empregadas de alguém ou de alguma organização (empresarial, estatal ou social) por muito tempo."

Certo... cada novo sistema de geração de riquezas que surge, não elimina os anteriores. Até hoje existem comunidades que vivem de caça e coleta, ou entidades que praticam a escravidão como os (alguns) latifundiários brasileiros e (alguns muitos) empresários chineses. O que surge é mais uma alternativa que não elimina as anteriores... Mas ainda não vejo nada de novo aí, pois cada um vai precisar de recursos (dinheiro, não será este o problema central?). A conta de luz precisa ser paga, a conexão banda larga, o domínio (incrível pagar por isso!), o gás e etc. O que me parece incrível é que o dinheiro tenha que circular! Que um projeto tenha mais valia monetária que outro, que um ser humano seja mais bem pago que outro...

Redes distribuídas? Ok, lindo! Mas vamos direto ao ponto que afeta cada ser vivo neste planeta: como fica a distribuição de recursos? Ou esse detalhe não entra na discussão?

"O problema não é propriamente a produção de superávits e, nem mesmo, a sua apropriação privada (o lucro). O problema é que a dinâmica competitiva que caracteriza o mercado não pode transbordar para outras esferas da realidade social, contaminando, por exemplo, a dinâmica cooperativa presente nas ações voluntárias, gratuitas e desinteressadas (do ponto de vista econômico) da sociedade civil."

Acho importante frisar que as "ações voluntárias, gratuitas e desinteressadas (do ponto de vista econômico) da sociedade civil" só são possíveis porque as pessoas já têm sua sobrevivência garantida por outras fontes. Inclusive o cara que abriu uma ong para por exemplo, trabalhar com questões de cidadania, captou recursos de algum lugar (senão ia viver como?) Esse mesmo cara que recebe para fazer isso (pouco ou muito, não é o foco aqui) vai te pedir para ajudar voluntariamente. O que é mais interessante é ver como o marketing das empresas está capitalizando essa história de trabalho voluntário. Li a história da Veracel (postada pela Cíntia) e só posso parabenizar o pessoal da empresa pois foram brilhantes! Mas, quero saber do seguinte: a Veracel distribui seus lucros? Quanto ela paga para os faxineiros, copeiros, cozinheiros e demais trabalhadores operacionais? Pois são essas as mesmas pessoas que fazem parte da comunidade que eles querem "desenvolver"....


Pergunto, se houvesse uma distribuição justa do excedente precisariamos de trabalho voluntário, ações sociais e etc? A faxineira que trabalha na empresa mora na favela, e mora lá porque apesar do seu trabalho diário, não gera recursos para morar em outro lugar. A empregada que faz teus serviços domésticos cai no mesmo caso... mora na favela, depende da boa vontade dos trabalhos sociais de uns e outros...

Tenho "batido o pé" na questão da geração e distribuição de riquezas, porque entendo que esse é o ponto central de toda esta conversa. Uma sociedade-rede teria, necessariamente, que repensar a forma como se geram e se distribuem as riquezas... ou não?
Comentário de Carlos Boyle em 26 fevereiro 2009 às 14:41
En nuestro post sobre espacios hibridos hacíamos referencia a la piel digital, un concepto que sacámos de Juan Freire, muy interesante.
El espacio urbano que se va plegando sobre si mismo en una forma de autoorganización autopoiética, y asi se van creando las ciudades.
Con respecto a los No lugares de Marc Augé, que cita Freire en su conferencia, de acá se puede bajar el libro completo.
Comentário de Augusto de Franco em 26 fevereiro 2009 às 13:36
Sim, Clara. No meu livro Novas Visões (2008), no artigo A independência das cidades(2009) e, antes, na programação da Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades (2007-2008) falo da cidade-rede. Cada cidade tem sua impressão digital no espaço-tempo dos fluxos. Essa particular carteira de identidade de cada cidade capta as fluições, os caminhos prefigurados que, depois, se transformarão em vias (ruas, estradas) e que agora Jang Sub captou e converteu em obra artística.

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