Escola de Redes

Gosto do pensamento complexo de Morin, ele não é excludente, procura englobar o pensamento linear e o sistêmico:
A dualidade é transcendida!
Para Maturana Amor não é um "sentimento".
Sentimentos estão em um campo subjetivo e qualitativo de nosso viver: Sinto isso ou aquilo e qualifico esses sentimentos de agradáveis ou desagradáveis...
Acho que Maturana não descarta sentimentos do seu conceito de amor, mas os engloba dentro de uma dinâmica mais ampla.
Se, somos construídos pelo mundo ao mesmo tempo em que nos construímos, nesse processo entram as outras pessoas:
A construção da realidade é necessariamente compartilhada.
Maturana chama de biologia do Amor um aprofundamento da biologia do conhecimento sob a luz da alteridade e chama isso de Matriz Biológica da Existência Humana!

E ai entra o "diferente" de mim...o outro...


(parecem diferentes, não é? rs.)

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Comentário de Angela Regina Pilon Vivarelli em 19 maio 2010 às 8:10
Sim, coexistir não é tolerar a diferença, isso é uma forma sutil de "apartheid", coexistir é compartilhar a existencia tornando-se permeável ao outro, é transformar-se nos olhos do outro...
Comentário de Fabio Betti Rodrigues Salgado em 19 maio 2010 às 8:06
Para ficar ainda em Maturana, outra frase de que considero muito poderosa é: "Não quero que me tolerem. Quero que me amem, que me respeitem, que me escutem." Faz pensar, né?
Comentário de Angela Regina Pilon Vivarelli em 19 maio 2010 às 7:37
Que lindo:
"Quem nos vê, nos ama!"
Sensacional!
Comentário de Luiz Algarra em 18 maio 2010 às 23:56
O amor emoção, sentimento, emerge em nosso linguajear em coordenação de coordenações nos entrelaçamentos de nosso viver em grupo.
O amar surge para Humberto Maturana como um fundamento de nossa espécie. Não haveria o humano como nós o conhecemos se não convivêssemos em uma deriva de cuidado com nossa prole. Nascemos na confiança de sermos cuidados. Todos os seres humanos vivo foram cuidado por outro ser humano vivo, certo? Existimos nesta predestinação biológica do cuidado, de sermos visto em nossas necessidades, em nossas expressões. Quem nos vê, nos ama.
Comentário de Angela Regina Pilon Vivarelli em 6 março 2010 às 11:19
Humberto Mariotti:
Grande professor que tive e grande alma também!
Ele escreve sobre o pensamento complexo de maneira muito simples, um talento, sem dúvida incomum.
Comentário de Fabio Betti Rodrigues Salgado em 5 março 2010 às 8:13
Maturana só não descarta o amor como sentimento, como, na minha opinião, dá um significado ainda mais amplo ao colocá-lo como a "aceitação do legítimo outro". Outro autor que gosto muito na área do pensamento complexo é o brasileiro Humberto Mariotti, não à toa, também um fâ de Maturana e Morin.

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