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Tradução livre do livro Toward Psychologies of Liberation de Mary Watkins e Helene Shulman, na p. 148, explorando narrativas de participação (no sentido de participar de um certo grupo ou mesmo nação):

Depois do governo indiano explodir uma bomba nuclear em 1998, perguntaram à escritora Arundhati Roy sobre uma certa aceitação geral na Índia da ideia de que assim estariam mais seguros, vejam a resposta:
"Se protestar contra a ter uma bomba nuclear implantada em meu cérebro é anti-hindu e anti-nacional, então eu me retiro. Declaro-me uma república independente ambulante. Eu sou um cidadão da Terra. Eu não possuo território. Eu não tenho nenhuma bandeira."

Este tipo de secessão da identidade fixa, onde se toma o espaço para levantar novas questões do coletivo a nossa volta, é chamado de "individuação" em psicologia junguiana. A individuação é paradoxal, porque ao mesmo tempo em que se separa da identificação com narrativas sociais coletivas, há a possibilidade de estar em um relacionamento mais profundo com si mesmo e com os outros. Nesse processo, a pessoa começa a ouvir mais profundamente, falar com os outros, e, ao mesmo tempo, sentir a experiência da presença alegre e misteriosa de outras almas desconhecidas.

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