Escola de Redes

Bom, vou colocar aqui o que já escrevi a respeito e acrescentar, aos poucos, o que ainda falta.

1. História.

Não me lembro exatamente como cheguei aqui, na escola de redes. Acho que foi através da rede ning. Em tempos de discussão sobre nossa capacidade de lembrar com o advento da internet, chega a assustar o quanto a gente deixa para o exterior nossa própria memória.

Trabalho em uma instituição hierárquica, a Justiça, e participo de uma associação sem fins lucrativos, ou ong, numa cidade pequena. Atualmente fazemos exibições de filmes numa comunidade periférica daqui.

Vejo no cinema uma possibilidade de encontro e talvez aí já haja uma aproximação evidente com o tema das redes. Atualmente faço pós-graduação em mídias, cinema e televisão e começo a trabalhar também com produção audiovisual e temos ideia de interagir com jovens e crianças desta comunidade usando essa ferramenta.

Gosto do tema educação, já trabalhei diretamente com isso, como professor e também na burocracia do estado. Acompanho o trabalho do Zé Pacheco, a inovação da Escola da Ponte e o movimento das ecovilas. (2012)

2. Itinerários de leituras.

Bom, eu estou lendo no momento alguns livros que dizem respeito ao tema: Capital Social, leituras de Tocqueville e outros, do Augusto de Franco, que tá pendurado na sua biblioteca aqui na Escola de Redes e Desenvolvimento como Liberdade, do Amartya Sen, em suporte de papel mesmo. Paralelo a isso acompanho as animações do Augusto no facebook e as conversas correlacionadas no Facebook e aqui também.

O contato com o tema das redes sociais e da horizontalidade das relações provocou em mim um intenso interesse em experimentar novas formas de sociabilidade e empreendedorismo social. Se antes minha pauta de ação era muito determinada pela agenda político-partidária, já fui candidato por duas vezes em minha cidade de atuação, hoje consigo me desvencilhar das armadilhas impostas pela produção de inimizade política incorporadas nesse ambiente (ver, nesse sentido, o texto do Augusto O Inimigo é você).

Os textos do Augusto sobre democracia e as referências contidas neles tem me ajudado a estabelecer conexões fundamentais comigo mesmo, sobretudo com a natureza cooperativa da humanidade contida em mim e nos meus semelhantes. Talvez ainda esteja muito contaminado com a ideia do mundo único, das soluções vindas do mundo político institucional e da grande empresa incorporadora, mas o caminho, como já se disse, é o próprio caminho e a busca é incessante.

Tenho uma certa dificuldade em administrar o tempo das leituras, mas tal fato se deve, ao meu ver, com uma incompatibilidade existente entre meu trabalho atual, ainda inserido numa dinâmica bastante hierarquizada, e o meu desejo de empreender e viver no fluxo. Pretendo conciliar essa dinâmica silenciosa da 'conversa com o texto' com práticas mais presenciais de conversação que impliquem processos de cocriação mais frequentes.

Uma das leituras que pretendo retomar são os textos do Daniel Quinn. Seus ensaios provocadores, mesmo que largados por aí nos escaninhos virtuais, tem sido extremamente incentivadores. Comecei pelo Além da Civilização, também pendurado aqui, o final da trilogia das conversas do gorila Ismael, o que pode ter provocado em mim um certo desestímulo, mas a 'coceira' ainda está em mim, rs.

Outra referência é o videozinho com a fala da Jane Jacobs, em que se evidencia a compatibilidade de uma proposta bacana com o tom sereno da voz da velhinha autodidata. Chique demais.

Enquanto isso, com a exibição e também produção de filmes (http://institutocandeia.org.br/), vamos interagindo. A leitura do audiovisual para culturas pouco acostumadas com o texto escrito permite o acesso a sensibilidades escondidas. Sensibilidades muitas vezes podadas por uma dinâmica social baseada na fidelidade e nos laços de clientela. (jan. 2014)

Exibições: 37

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