Escola de Redes

RESISTA À TENTAÇÃO DE PERTENCER A UM GRUPO

Sobre as dificuldades de se atirar na correnteza quando é tão mais fácil construir diques e ficar boiando na tranqüilidade da represa

As reflexões expostas a seguir são sobre redes sociais voluntariamente articuladas. Mais precisamente sobre a interação entre pessoas em prol de objetivos comuns fora de organizações hierárquicas ou do que chamo de grupos proprietários. Venho ruminando-as há algum tempo. A primeira versão dessas idéias publiquei-a, ainda no início de 2009, no texto Cada um no seu quadrado.

Na mesma época expressei mais ou menos assim uma convicção que estava se formando:

"- Não faça patotas, não construa igrejinhas".

O mundo girou, a luzitana rodou, e tal convicção somente amadureceu. Então vou publicá-la antes que apodreça (sim, conhecimento guardado costuma estragar).

Em geral as pessoas estão acostumadas a interagir em espaços proprietários (fechados), não em redes (abertas). Não estão abertas à interação com o que chamei de outro-imprevisível. Por isso fazem escolas, erigem igrejas, urdem corporações e partidos e servem à instituições hierárquicas (sejam sociais, estatais ou empresariais). E, às vezes, seu quadradinho é um espaço proprietário virtual, um blog ou uma página no Facebook.

Mesmo quando se aventuram a fazer redes, as pessoas, em geral, organizam grupos proprietários, estabelecem contextos que separam quem está dentro de quem está fora, criam sulcos que acabam disciplinando a interação por meio de regras (muitas vezes tácitas, mas não por isso menos efetivas), de um glossário próprio (pelo qual ressignificam os termos que usam recorrentemente gerando algum tipo de jargão) não importando para nada se esta "wikipedia" (ou "contextopedia") privada está ou não publicada em um site aberto ou fechado; enfim, fazem tudo para promover o seu grupo – às vezes chamado de comunidade – à condição de instância mais estratégica do que as demais (os outros ambientes em que interagem, inclusive as midias sociais onde se registram). Este é um dos motivos pelos quais sua interação nesses outros ambientes é, em geral, tão pouco intensa ou tão pouco freqüente. Pudera! Seu tempo está tomado pelo seu próprio grupo (seja uma organização da sociedade formal ou informal, seja um órgão estatal, seja uma empresa).

E o mais interessante é que, muitas vezes, essas pessoas estão convencidas intelectualmente de que devem se organizar em rede. Não raro denominam de redes suas organizações hierárquicas ou seus grupos proprietários. Não estão – em sua maioria – mentindo ou fazendo propaganda enganosa. Elas acreditam mesmo que suas organizações sejam redes, desde que seus membros estejam convencidos (ou “tenham consciência”) de que agora entramos na era das redes (por algum motivo elas acham que consciência é algo capaz de determinar comportamentos coletivos).

Chega a ser fascinante observar como essas pessoas não conseguem viver fora do seu quadrado. E como racionalizam tal aprisionamento lançando mão das mais variadas teorias sociológicas sobre grupos (a sociologia vem aqui, não raro, como um socorro contra a política, como uma proteção contra a experiência direta de uma política não-autocrática). Ah! é difícil, como é difícil se atirar na correnteza quando é tão mais fácil construir diques e ficar boiando na tranqüilidade da represa!

 

 

Pois bem. Tudo isso - que já foi dito e repisado, por mim e por outros, nos últimos dois anos - me leva agora a refletir sobre o seguinte: se quiserem realmente tecer redes as pessoas não devem se agregar a outras pessoas em grupos proprietários, comunidades exclusivas, inner circles, bunkers para se proteger do mundo exterior ou outras formas de organização constituídas na base do “cada um no seu quadrado”. Sim, pode parecer surpreendentemente contraditório, à primeira vista, dizer o que vou dizer agora:

- Se você quer fazer redes, resista a tentação de pertencer a um grupo.

Se você se deixa capturar por um grupo ou se põe a capturar outras pessoas para um grupo (que seja considerado - ou funcione como, dá no mesmo - o seu grupo), então você terá imensas dificuldades de interagir em rede de modo mais distribuído do que centralizado. Se você quer, porque acha que precisa, porque sente, às vezes desesperadamente, a vontade de se juntar a outras pessoas para executar algum projeto coletivo, compartilhar com elas suas idéias, seus sonhos (e também suas ansiedades), somar esforços, apoiar e receber apoio praticando a ajuda-mútua dentro de um campo de cumplicidade, enfim, constituir um grupo e coesioná-lo a partir de uma visão comum, de um “falar a mesma língua”, de uma sintonia fina de sentimentos e emoções, então se prepare para fazer o mais difícil: matar essa vontade!

Simplesmente mate essa vontade. Se preciso, vá para o deserto e passe um tempo lá. Se você já está conectado a outras pessoas, por que diabos quer também forçar uma clusterização que selecionará a priori  algumas conexões como mais fortes do que outras, alguns caminhos como mais válidos do que outros, alguns planos feitos intra muros (quer dizer, dentro daquele clusterzinho que foi urdido antes da interação) como mais estratégicos do que outros?

Não há qualquer problema em se reunir com muitos grupos para propósitos diversos, públicos ou privados, interagir em vários aglomerados, atuar coletivamente em várias instâncias. O problema só surge quando você faz tudo isso não a partir de você mesmo, mas sempre a partir de um grupo que encara os demais ambientes coletivos como campo de atuação (e uma atuação inevitavelmente tática, mesmo quando você proteste o contrário) desse grupo.

Trabalhar em rede distribuída é diferente de trabalhar num grupo proprietário, numa organização nuclear que compartilha uma visão comum e exige essa visão comum para continuar interagindo. Na verdade, o problema está na construção de mundos baseados na participação.

Portanto, se você quer experimentar redes (mais distribuídas do que centralizadas), nada de grupo participativo, nada de chegar a algum formato com base em participação. Redes não são ambientes de participação e sim de interação. Não temos que decidir o que todos farão em bloco. Vamos interagir e ver o que acontece. O formato final de qualquer ação coletiva será sempre uma combinação fractal, emergente, de certo modo inédita e imprevisível, das contribuições de cada um.

Em outras palavras, se você quer fazer redes não pode esquecer jamais uma coisa: você é uma pessoa. Paulo Brabo (2007), em um texto que não me canso de citar, escreveu assim:

A primeira coisa a fazer, se você ainda não fez, é desiludir-se por completo de todas as iniciativas comunitárias ou governamentais, por mais bem intencionadas que sejam, e raramente são. Esqueça, meu caro discípulo, o coletivo. A salvação não virá de ongs ou ogs, Gogues ou Magogues, poderes ou potestades. A salvação não virá de igrejas, assembléias, organizações de bairro, sindicatos, asilos, orfanatos ou campanhas de assistência. As ongs têm a tremenda virtude de não serem governamentais, mas contam com a imperdoável falha de serem organizações. Repita comigo: as instituições não existem. Só existem pessoas”.

É claro que é necessário entender o contexto confessional (ou teologal) em que Brabo escreveu sua bela homilia herética e fixar-se nas suas mensagens centrais: desiluda-se por completo das iniciativas comunitárias, esqueca o coletivo, reconheça a imperdoável falha das organizações (aquela que deriva do fato de serem organizações) e convença-se de que as instituições não existem: só existem pessoas.

Fale como uma pessoa. Seja uma pessoa. Não aja como se fosse um grupo, um projeto, uma organização (nem mesmo tuite como se fosse uma coletividade abstrata). Uma pessoa jurídica é uma pessoa imaginária (ou seja, uma não-pessoa). A vida gastou 3,9 bilhões de anos e as coletividades humanas formadas pela convivência gastaram uns 300 mil anos para constituirem essa tão surpreendente quanto improvável realidade que somos (o humano, a pessoa: o encontro fortuito do simbionte natural em evolução com o simbionte social em prefiguração) e na hora em que vamos nos apresentar a alguém, sobretudo a alguma coletividade, temos vergonha de dizer que somos “apenas” uma pessoa e preferimos declarar que estamos representando alguma dessas organizações vagabundas que, em média, não conseguem sobreviver mais do que poucos anos e que, além de tudo, são não-humanas, quando não desumanas.

Mas... atenção! Pessoa não é o mesmo que a abstração chamada indivíduo. Redes sociais não são redes de indivíduos e sim de pessoas. O conjunto dos pensionistas do previdência social não constitui uma rede social, assim como não constitui uma rede social a população de um país. O social, como sempre dizemos, não é a coleção dos indivíduos e sim as configurações móveis geradas a partir do que ocorre entre eles (que, então, deixam de ser indivíduos para passar a ser pessoas). Quando interagimos, tornamos-nos pessoas. Assim, pessoa já é rede.

Se você não tem liberdade para interagir nos seus próprios termos, como uma pessoa, se você diz: “vou consultar primeiro meu chefe ou meus companheiros” antes de decidir sobre isso ou aquilo, então sua porção-borg cresce e sua porção-social diminui. Em outras palavras, sua porção-rebanho cresce e sua porção-pessoa diminui. Em outras palavras, ainda: você perde um pouco daquela qualidade da alma que chamamos de humanidade.

Se você se define como participante de qualquer grupo, quer dizer, restringe suas possibilidades de interagir para se enquadrar nos termos já estabelecidos por outrem (ou, até, por você mesmo, porém antes da interação), então você terá muitas dificuldades de entender, experimentar e atuar em rede (distribuída).

Toda realização em rede distribuída é um projeto que vai se construindo à medida que avança, que vai se formando ao sabor de fluzz, que vai gerando ordem a partir – e no ritmo – da interação. Em tal contexto é desnecessário, a rigor, combinar antes o script. É inútil – e frequentemente contraproducente – mobilizar energia para direcionar um grupo.

Se você quer fazer redes, nada de formar uma comunidade que vá além do seu propósito específico e declarado (como se fosse um comunidade de destino). Não existe ‘a’ comunidade: existem múltiplas, diversas, comunidades. Se você acha que existe aquela comunidade que é ‘a’ comunidade (porque é “a sua”, a escolhida, a predestinável), é sinal de que você se deixou aprisionar por um grupo (às vezes uma prisão que você mesmo engendrou). E aí não vão tardar a surgir aquelas manifestações horríveis de pertencimento exclusivo, de fidelidade... Mesmo que você aceite o direto de uma pessoa de abandonar uma comunidade, isso não basta. É necessário aceitar o direito de uma pessoa de pertencer a várias comunidades ao mesmo tempo! Ou seja, é necessário desconstituir a cultura (ou quebrar a linha de transmissão de comportamento) do “cada um no seu quadrado”.

Você já notou que este direito não é reconhecido nas organizações hierárquicas, mesmo nas privadas, como os partidos e as empresas? Nas empresas esse direito só existe para os donos ou acionistas. Quando lhe pagam um salário, é como se dissessem: “comprei você e agora você é meu; nada de transar fora do meu quadrado”.

Se você quer fazer redes, nada de alinhar visões. Na maioria das organizações burocráticas, sejam sociais, empresariais ou governamentais, o tempo das pessoas é gasto em reuniões para alinhamento (ou seja, agrupamentos forçados para discutir como realizar melhor as diretivas estabelecidas por cima ou por fora da sua interação). Mal saem de uma reunião os “colaboradores” (um eufemismo empresarial para empregados, quer dizer, subordinados) já entram em outra reunião. E assim passam o dia: entre o computador, o banheiro, o café e as indefectíveis reuniões. Revela-se óbvio o motivo de tais reuniões: são ambientes de direcionamento voltados à reprodução de comportamentos, são campos de adestramento, são artifícios para proteger as pessoas da experiência de empreender, de criar, de inovar.

Se você quer fazer redes, nada de virar escola, nem mesmo escola de pensamento. As comunidades ditas de livre adesão, em sua maioria, são algum tipo de escola de pensamento, ou de igreja, ou de corporação, ou de partido, ou de alguma coisa que exija que você adote e professe uma visão coletivamente construída para pertencer ao grupo e poder falar em seu nome. Mas se você quer fazer redes, nada de criar coesões que separem os de dentro dos de fora.

Estar em rede é sempre uma aposta: a aposta de que da nossa interação desorganizada vai surgir algo interessante, não antes, no ensaio (“a vida é beta”, como diz o Silvio Meira), mas sobretudo ali, na hora exata em que ocorre, bottom up.

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Comentário de jandira feijo em 11 abril 2011 às 11:11

Augusto, teus textos sempre causam tsunamis e provocam em mim sentimentos contraditórios! E isto é maravilhoso. Ainda bem que não deixas o conhecimento mofar e estimulas novos horizontes.

Concordo com o conselho para que resistamos à tentação de pertencer a um grupo, na verdade é assim que tento me construir diariamente e, bem ou mal, que tenho conseguido sobreviver com relativa coerência entre este jeito de olhar o mundo e me relacionar com as pessoas.

Entretanto, o que me angustia é como localizar onde estão os outros que assim também pensam e agem dentro de uma instituição tão arcaica quanto a área estatal (tão visceralmente embricada com as organizações partidárias). Atuo num ambiente adversarial, hierárquico, centralizado, burocrático, anacrônico, onde não há espaço para relações verdadeiras, nem interesse institucional de mudar o status quo.

Para cada aparente avanço, um alto preço. Não existe interação, portanto, não existe rede dentro destes espaços estatais.

Aqui é mais do que cada um no seu quadrado; é cada um no seu curral, ou na sua jaula, e esta não é uma crítica à gestão de A ou de B, mas sim à estrutura secular. Mas, como onde existe vida existe relação e interação, posso presumir que nos dutos destas instituições governamentais deva existir algum oxigênio. Ou estou equivocada?

Afirmas que "é necessário desconstituir a cultura (ou quebrar a linha de transmissão de comportamento) do “cada um no seu quadrado”. Ok, tenho certeza disso, mas como? Espero que o fluxo da vida gere o maremoto?

Comentário de Carlos Boyle em 11 abril 2011 às 11:06

Esto de Onfray tal vez sea la clave:

Quedan por formular las condiciones de posibilidad de un individualismo
que no sea egoísmo.

Comentário de Carlos Boyle em 11 abril 2011 às 11:00

Dicho esto creo que no existe un individuo como tal , como una bola irreductible un cuerpo con ideas coma tal, sino un cuerpo que se va individualizando y desindividualizando de acuerdo a los principios que resume Vega Redondo para la conformación de una red.

  1. Búsqueda: los individuos están en una búsqueda permanente de otros individuos a fin de poder procesar los Fluzz de la manera mas conveniente. Para eso tienen que interactuar y a partir de la interacción saldrá, se conformará una forma de organización que estará determinada por los Fluzz.
  2. Volatilidad. Esa búsqueda se desarrolla dentro de un medio que a veces permanece estable, proveyendo Fluzz constantes y parejos, en donde la organización de la red ( búsqueda) se estabiliza. Si el entorno es volatil tanto que varía en una gran magnitud, como en muchos pequeños cambios, la organización se adptará a esa volatilidad.
  3. Ante un gran cambio la red podrá quedar mas cerrada "en su cuadrado", o totalmente desintegrada.

Esto significa que no hay UNA red distribuida, si es distribuida es justamente una gran red dispersamente vinculada que PULSA al ritmo de la volatilidad del medio y de la posibilidad de lof Fluzz, a beces la encontrarás totalmente cerrada sobre si misma, otras totalmente desvinculada.

En realidad esto pasa porque es un fractal como vos decís. Es decir un patron de interlinkeo aprendido (tal vez por la historia, tal vez por la resiliencia) que reconfigura la red en función de sus disponibilidades y de sus necesidades.

Pero el arbol fractal, siempre está

Me gusta como van madurando estas ideas

Comentário de Raulino Oliveira em 11 abril 2011 às 10:52

Antes de irmos para o deserto seria interessante:

- ver o que fazer com esta patota aqui.

- seria o caso de nos espalharmos todos no FaceBook e no Twitter?

- Vamos declarar morte ao Ning!?

Abração Augusto

Comentário de Carlos Boyle em 11 abril 2011 às 10:48

Para posicionarme con respecto al "sujeto", "persona" e "individuo" voy a citar este texto de Michel Onfray :

"Del sujeto podemos decir, desgraciadamente, que ha sido exacerbado en esta época y en estos lugares. Define al ser por la relación y la
exterioridad, negándole una identidad propia que se le atribuye
solamente por y en la sumisión, la subsunción a un principio
trascendente, superándolo: la ley, el derecho, la necesidad o cualquier
otra cosa que incita a hacer la economía de sí en provecho de una
entidad estructurado por su participación, su docilidad. El sujeto es
siempre de algo o de alguien. De modo tal que siempre encontramos un
sujeto menos sujeto que otro, en la medida en que, apoyado sobre el
principio en cuestión, uno se siente incesantemente autorizado para
someter a otro: el juez, el político, el docente, el prelado, el
moralista, el ideólogo, todos aman tanto a los sujetos sometidos que
temen o detestan al individuo, insumiso. El sujeto se define en relación
con la institución que lo permite, de ahí la distinción entre los
buenos y los malos sujetos, los brillantes y los mediocres, es decir:
aquellos que consienten el principio de la sumisión y los otros. Con su
preocupación por la conciencia que se rebela y no acepta, Antelme
recuerda que un sujeto no se define por su conciencia libre sino por su
entendimiento sometido, fabricado para consentir la obediencia.La
persona tampoco me agrada. Aquí también la etimología, etrusca en este
caso, recuerda que la palabra proviene de la máscara utilizada en la
escena. Que el ser sea con relación a lo que se somete o por su modo de
presentarse, no me convence, ni en uno ni en otro caso. La metáfora
barroca del teatro, la vida como sueño o novela, la necesidad de la
astucia o de la hipocresía, del juego social que presupone la persona
del teatro, implican también el recurso al artificio: el ser para el
otro no es el ser en su resplandor, ni en su miseria. El campo de
concentración olvidó al hombre, celebró al sujeto, tornó improbable a la
persona y puso de manifiesto al individuo. Las tres figuras de la
sumisión funcionaron en la juridicidad, el humanismo y el personalismo.
Quedan por formular las condiciones de posibilidad de un individualismo
que no sea egoísmo.

Lejos de la red, de la estructura, de las formas exteriores que dibujan los contornos provenientes de lo social, la
figura del individuo remite a la indivisibilidad, a la irreductibilidad.
Es lo que queda cuando se despoja al ser de todos sus oropeles
sociales. Bajo las sucesivas capas que designan al sujeto, al hombre y a
la persona, encontramos el núcleo duro, entero, la mónada cuya
identidad nada, salvo la muerte -y quizá ni eso-, puede quebrar. Unidad
distinta en una serie jerárquica formada por géneros y especies,
elemento indivisible, cuerpo organizado que vive su propia existencia, y
que no podría dividirse sin desaparecer, ser humano en cuanto identidad
biológica, entidad diferente de todas las otras, si no unidad de la que
se componen las sociedades: el individuo sigue siendo irreductiblemente
la piedra angular con la que se organiza el mundo."

 

 

 

 

Comentário de Daisy Grisolia em 11 abril 2011 às 10:33
A Escola de Redes é uma rede de pessoas que se interessam por um determinado tema, o que não diz nada sobre o modo que elas entendem este tema. As pessoas se conectam, mais ou menos, interagem em graus variáveis ao longo do tempo, se agrupam e desagrupam, articulam-se para outros projetos ou não. Facebook, twitter e o próprio NING são ferramentas que permitem e em algumas situações facilitam que estas interações aconteçam. Lendo o texto é inevitável sentir um certo arrepio, típico de quem está prestes a se lançar num esporte radical, quando, por melhor que sejam os equipamentos, você percebe que está por sua conta e risco. Há um longo caminho a percorrer...
Comentário de MARIA OTÁVIA LIMA EÇA D'ALMEIDA em 11 abril 2011 às 10:20
Que presentaço de aniver, grata!
Comentário de Ceila Santos em 11 abril 2011 às 10:16

Então, a questão não está no pertencimento, mas no funcionamento do grupo. Ou seja, mesmo que eu pense diferente de vc, posso continuar pertencendo a Escola de redes. Deveria então resistir à tentação de estabelecer pontos de vistas comuns, "consensos" ou regras que determinam quem entra e quem está fora?

fiquei confusa com seu feedback.

ps: meu nome é Ceila. e não célia. tks

Comentário de Augusto de Franco em 11 abril 2011 às 10:06
A E=R não é um grupo, no sentido de grupo proprietário, Celia. São milhares de grupos. Como uma rede voluntariamente articulada, a Escola-de-Redes tem um propósito. Mas não é necessário professar algum ponto de vista particular sobre como realizar tal propósito para se conectar à ela.
Comentário de Tarás Antônio Dilay em 11 abril 2011 às 10:04
OK, concordo com sua linha de pensamento. Fiquei com uma dúvida: a partir do ingresso em uma rede pré-estabelecida como é a Escola de Redes, o Fecebook, o twitter, etc, não estou já aceitando uma conceituação e um código de postura já previamente estabelecido? A própria web já não é um processo hierarquizado de interação? Achei que o texto confundiu mais a minha cabeça do que esclareceu...Abraço

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