Escola de Redes

NÃO NOS FALTA INICIATIVA E SIM, TALVEZ, "ACABATIVA"


Pois é. Estamos tendo boas iniciativas aqui na Escola-de-Redes. Mas ando preocupado com nossas, vamos dizer assim, "acabativas", hehe.

Abrir um grupo ou propor uma nova discussão, são coisas muito importantes e que revelam a vitalidade da nossa escola. No entanto, não basta iniciar tais coisas. A não ser em alguns casos, elas não vão caminhar por si mesmas sem um bom esforço de articulação e animação. Do contrário poderíamos abolir o conceito (e a palavra) netweaving.

Dos grupos temáticos abertos na E=R, apenas um concluiu o seu trabalho: o GRUPO DE TRADUÇÃO 1, que traduziu aquela bela entrevista concedida por Fritjof Capra a Francis Pisani (2007): Redes como um padrão unificador da vida.

Outros grupos - com tarefas permanentes - também estão indo bem. É o caso, por exemplo, da nossa BIBLIOTECA E=R, alimentada diariamente e que já conta hoje com um acervo invejável de 278 textos sobre redes sociais e assuntos correlatos para download.

Alguns outros grupos temáticos são bastante concorridos, como é o caso do Análise de Redes Sociais (com 93 membros) e o Pontos focais do Ning. Muitos deles têm pautas bem definidas: por exemplo, Profissionais e consultores e o Estudo de Projetos Sociais Participativos, sendo que alguns têm tarefas já determinadas, como o TRANSIÇÃO ORGANIZACIONAL (com 81 membros) e o BUSCADORES & POLINIZADORES (com 23 membros). Têm surgido ainda alguns grupos novos com tarefas mais ou menos estabelecidas, como o ÁudioTextos, o Escola de Redes - Novas Visões, o Nova Economia: Intangível, Gratuita e Participativa, o TV - Escola de Redes e o ESTUDANDO DUNCAN WATTS.

É claro que os nodos locais têm outra dinâmica. Eles não podem ter uma - ou apenas uma - tarefa determinada e, assim, não se pode dizer que não estão conseguindo cumprir seus objetivos. Dentre estes, revelaram-se bastante ativos na promoção de encontros presenciais, o Nodo-Porto-Alegre, o Nodo-São-Paulo (o maior grupo, com 118 membros) e o Nodo-Rio-de-Janeiro. Existem ainda vários outros nodos locais - como o Nodo Brasília, o Nodo Pará e o NODO-BH - que já promoveram ou estão tentando promover alguma atividade.

Um caso especial é o Nodo Lapa-SP, criado pelo Marcelo Estraviz: uma excelente idéia de um grupo local com tarefa, com agenda compartilhada em torno de ações concretas de desenvolvimento comunitário. Reuniu 31 pessoas interessadas. Mas não se sabe se chegou a "concretizar o bla bla bla" (para usar uma expressão de Luciana Paes, que integra o grupo). A meu ver este é o tipo de iniciativa que não deveria simplesmente "ser esquecida". Mas do final de abril para cá, não se ouve falar de nada que tenha feito esse grupo.

Mas o fato é que esses grupos não são nodos (coletivos) da Escola-de-Redes e sim ferramentas oferecidas pela plataforma Ning para animar e articular esses nodos. Os nodos se formam em torno de agendas compartilhadas. Se não há agenda ou não há compartilhamento, pode até haver muitas pessoas registradas em vários grupos, mas não há nodo algum (não, pelo menos, com o sentido que empregamos aqui a palavra).

O problema é que a Escola-de-Redes - pelo menos segundo a concepção original - são os seus nodos. Se não há nodos, não há esta escola-que-é-a-rede.

Isso significa que, se queremos articular e animar a rede que é esta escola, temos também que articular e animar os seus nodos. Não basta abrí-los num impulso e depois deixar prá lá. Além da iniciativa, é necessário a "acabativa": tarefas iniciadas devem ser concluídas ou tocadas.

Um grupo constituído para estudar alguma coisa, não cumprirá seu propósito apenas se publicarmos lá um conjunto de textos para leitura e debate. É preciso que alguém - de preferência mais de uma pessoa, do contrário não há de fato um grupo - se encarregue de lembrar às outras pessoas do grupo o objetivo que levou à constituição do grupo e que se adote alguma metodologia para viabilizar esse estudo. Não basta trocar eventualmente opiniões. Conversar de maneira solta, quando "dá na telha", é muito bom e necessário inclusive. Mas estudo é um pouco mais do que isso.

O diabo da confusão entre redes sociais e sites de relacionamento é um dos responsáveis por esse problema. Então uma pessoa abre ou se registra em um grupo porque achou o assunto bacana e espera poder dar - quando tiver tempo e disposição para tal - algumas opiniões sobre o tema. Em geral não imagina que, ao entrar em um grupo (em especial naqueles que têm pauta já definida), está fazendo um compromisso tácito com as outras pessoas que estão naquele grupo.

Sei que o tema é espinhoso. Falar sobre isso, nestes tempos em que as "redes sociais" viraram moda, é meio assim como "remar contra a maré". Sites de relacionamento e serviços de emissão e troca de mensagens na Internet como, dentre centenas de outros, MySpace, Facebook, Orkut e, agora, Twitter, se autodenominaram (ou foram denominados) – impropriamente – ‘redes sociais’, registrando milhões de pessoas. É fácil. Em geral não demora nem cinco minutos. Então muitos desses milhões de usuários de tais serviços acreditaram na conversa e acharam que, pelo fato de terem feito login e senha em um ou em vários desses sites, estão agora “participando de redes sociais”. Vá-se lá dizer-lhes que redes sociais não são redes digitais ou virtuais, mas, como o nome está dizendo, são sociais mesmo: um novo padrão de organização, mais distribuído do que centralizado.

É natural que isso ocorra aqui também nesta plataforma Ning usada como ferramenta de netweaving da Escola-de-Redes. Sim, é perfeitamente explicável. Mas penso que não é desejável.

UMA AGENDA PENDENTE

Bem, mas abri este post para dizer que temos alguns assuntos muito importantes que não deveriam ficar parados. Proponho um esforço concentrado de "acabativa" em relação a eles:

1 - Negócios na Escola-de-Redes | A discussão foi proposta por Sergio Storch no grupo Profissionais e consultores. Depois foi retomada por mim em uma mensagem de blog intitulada NEGÓCIOS E ESCOLA-DE-REDES. Comentaram, além do Sérgio, o Nilton Lessa, a Cida Medeiros e o Carlos Boyle. De certo modo, o mesmo assunto vinha sendo tangenciado, sob um outro viés, por Clara Alvarez, Haroldo Vilhena e Eric Vieira no grupo Nova Economia: Intangível, Gratuita e Participativa. Esse debate não pode ficar para trás. Na minha opinião deveríamos pelo menos concluir um ciclo de discussões (consolidando ou não - a depender do resultado - algumas conclusões, não necessariamente convergentes, sobre o tema).

2 - Transição Organizacional | Trata-se de um tema de fronteira e de um assunto polêmico, mas que interessou muita gente (81 pessoas se inscreveram no grupo, até agora). Há uma proposta estruturada para iniciar o trabalho, que - certamente - será modificada. Na minha visão, esse é um dos assuntos mais importantes para a E=R, cujo propósito inicial é a criação e transferência de tecnologias de netweaving. Em suma, a meu ver: nós já temos as ferramentas conceituais e podemos criar as metodologias (sociais) e as tecnologias (interativas) para substituir processos de gestão organizacional baseados em comando-e-controle por processos emergentes articulados em rede. Este, aliás, foi o tema da mensagem de blog recordista de comentários na Escola-de-Redes: NÓS JÁ DESCOBRIMOS A "FÓRMULA" (com 102 comentários). Então, se não dermos continuidade a esse trabalho, estaremos perdendo uma grande oportunidade...

3 - Análise de Redes Sociais | Bem, há um grande grupo de pessoas interessadas no assunto: 93 até agora. Bacana! Mas, afinal, o que fará este grupo além de trocar opiniões? Surgiu há algum tempo a idéia de organizar um curso (ou um curso-não-curso, um descurso, hehe) sobre o assunto. Deu um bom debate e gerou certa polêmica. Mas o assunto não pode simplesmente "morrer" por inanição. Cada coisa que pretendemos fazer e desistimos é uma perda de energia imensa... É o típico exemplo da falta de "acabativa", nem que seja para acabar de vez com a idéia e ir cuidar de outras coisas.

4 - Estudos de Textos | Existem dois grupos constituídos sobre a proposta de estudar textos: o Escola de Redes - Novas Visões (iniciado por Cláudio Estevam Próspero para estudar o meu livro Novas Visões) e o ESTUDANDO DUNCAN WATTS (criado por mim com o apoio da Clara Alvarez, da Luciana Annunziata, da Maria Thereza Amaral, do Carlos Boyle, da Cristiane Vieira e do Fabiano Morais). Mas tenho a impressão de que esses grupos não poderão funcionar sem uma pauta de trabalho - no caso, de estudo - mais definida.

Bem, citei apenas alguns exemplos que colhi para ilustrar este post. Existem várias outras iniciativas interessantes na E=R, como a TV - Escola de Redes, o ÁudioTextos (que já mencionei) e o projeto de Construir um material didático em Rede para o uso da plataforma Ning (que foi proposta pelo Luis Fernando Guggenberger em associação com a Vivianne Amaral). As duas últimas iniciativas surgiram lá no Simpósio da Escola-de-Redes (Campos do Jordão: 26-28 de junho de 2009), bem como a idéia do Sérgio Storch de organizar um grupo de Profissionais e consultores.

Como se vê, não estamos parados. Estamos tentando fazer muitas coisas. E estamos conseguindo fazer algumas coisas. Mas estamos correndo o risco de deixar para trás outras tantas. Não, não nos falta iniciativa e sim, talvez, "acabativa".

"ACABATIVA" NÃO É TAMBÉM ACABAR COM O QUE NÃO FUNCIONA?

Estou apenas perguntando, não estou afirmando. E não estou propondo nada concretamente e sim aventando a seguinte idéia: quem, por qualquer motivo, abriu um grupo mas não está disposto a articulá-lo e animá-lo poderia submeter a idéia de encerrá-lo aos outros membros do grupo se - se, fique claro - nenhum outro integrante do grupo estiver disposto a cumprir tal papel. Existem prós e contras aqui. Coisas inacabadas - ou mal-acabadas - dão uma sensação ruim e, como disse acima, "roubam" nossa energia. Por outro lado, muitas vezes um grupo meio abstrato, com baixíssima atividade, acaba sendo o "lugar" ideal para a concretização de uma proposta emergente. E ainda: será que temos o direito, pelo fato de termos iniciado um grupo que "não funciona", de encerrá-lo (mesmo consultando os seus integrantes)? A coisa não é tão simples: pertencem potencialmente a um grupo aqueles e aquelas que ainda virão... Uma idéia lançada com um propósito é uma espécie de sonda enviada ao futuro!

Na verdade, não sei. Mas uma das coisas mais significativas que aprendi com o Zen foi que, às vezes, é necessário "deixar ir..." Cuidar, mas não segurar, não reter. Por não observar isso freqüentemente nos tornamos alvos de muito sofrimento desnecessário e diminuímos nossa capacidade de criar.

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Comentário de Eric Vieira em 4 agosto 2009 às 10:40
Augusto sobre o que vc disse da terminativa da acabativa (ACABAR COM O QUE NÃO FUNCIONA),
pode ser q aquela ideia não funcione naquele tempo .. mas q num futuro ela pode ser viavel... seja por falta de tempo ou interesse em outras coisas... acho q sempre é possivel voltar a uma ideia nem q seja para usa-la como exemplo do q nao se fazer... rss

Mas por outro lado tem a questão do excesso de informação... podia ter alguma forma de arquivar e depois ser possivel buscar de novo...
Comentário de Daniela Ramos Teixeira em 3 agosto 2009 às 23:21
Olá a todos,

Mais um texto de excelente qualidade do Augusto. Com alguns questionamentos, sim, mas necessários para tomarmos algumas decisões.

Concordo com o Claudio Prospero quando ele diz que cada um de nós somos hubs entres as redes. Eu acabei de postar trechos do texto acima do Augusto no meu blog e fiz um link com outro texto que ele escreveu.

Para quem se interessar em dar uma olhada no que eu aprontei, segue abaixo:


O que não é Rede Social

http://inteligenciaempresarial-brasil.blogspot.com/2009/08/o-que-nao-e-red...

Neste mundo turbinado de informações com novos conceitos, termos, métodos...às vezes é necessária a visão de experts para ajudar a 'colocar ordem na casa'.

Em redes sociais, tive a sorte de ser convidada pelo amigo Sérgio Storch para o ning http://escoladeredes.ning.com/

Reproduzo, abaixo, trecho do texto de Augusto de Franco que é o idealizador do ning 'Escola de Redes' e escreve textos de excelente qualidade, ideal para quem tem vontade de adentrar esse mundo das redes sociais, redes virtuais, redes de valor...Eta mundo turbinado de informações!

O que fica claro é que há muita confusão ainda sobre o que são redes sociais.

"Sei que o tema é espinhoso. Falar sobre isso, nestes tempos em que as "redes sociais" viraram moda, é meio assim como "remar contra a maré".
Sites de relacionamento e serviços de emissão e troca de mensagens na Internet como, dentre centenas de outros, MySpace, Facebook, Orkut e, agora, Twitter, se autodenominaram (ou foram denominados) – impropriamente – ‘redes sociais’, registrando milhões de pessoas. É fácil. Em geral não demora nem cinco minutos.
Então muitos desses milhões de usuários de tais serviços acreditaram na conversa e acharam que, pelo fato de terem feito login e senha em um ou em vários desses sites, estão agora “participando de redes sociais”.
Vá-se lá dizer-lhes que redes sociais não são redes digitais ou virtuais, mas, como o nome está dizendo, são sociais mesmo: um novo padrão de organização, mais distribuído do que centralizado."

Fonte: NÃO NOS FALTA INICIATIVA E SIM, TALVEZ, "ACABATIVA" - Augusto de Franco, publicado em http://escoladeredes.ning.com/profiles/blog/show?id=2384710%3ABlogPost%3A3...

Para entender melhor o que ele chama de novo padrão de organização, mais distribuído segue, abaixo, reprodução de outro texto que já citei neste blog e vale a pena ler na íntegra:

"...vão emergir conexões em rede (ordem bottom up, liberdade, autonomia, multiliderança), confiança e amizade, colaboração e auto-regulação como características de programas horizontalizadores (ou softwares distribuidores) que poderão (então) rodar nos novos arranjos em que as pessoas vão passar a viver e conviver.

Não é necessário mudar os indivíduos. É necessário mudar o padrão de relacionamento entre eles (quer dizer, mudar as pessoas). Mas por onde começar para obter tal resultado?

Articulando uma rede distribuída dentro da organização (uma espécie de embrião da rede na qual a organização vai se tornar). Essas pessoas conectadas em rede terão a liberdade de propor mudanças e construir "espelhos" (em rede) dos mecanismos e processos de governança, gestão e produção que estão organizados hierarquicamente..."

Fonte: NÓS JÁ DESCOBRIMOS A "FÓRMULA", - Augusto de Franco, publicado em http://escoladeredes.ning.com/profiles/blog/show?id=2384710%3ABlogPost%3A3...

Hub de blogs?! Vamos em frente.

SDS,
Daniela R. Teixeira
Comentário de Claudio Estevam Próspero em 3 agosto 2009 às 21:09
Olá caríssimos pares desta Escola.

Compartilho algumas das ansiedades e esperanças demonstradas pelos comentários de vocês nesta trilha de mensagens.

Gostei do termo "continuativa" para expressar o que precisamos ter com nossos "filhos", os grupos que iniciamos, e "afilhados", os grupos em que participamos. Uso esta analogia para expressar a minha crença de que, como os filhos e afilhados, de carne e osso, e não de idéias e sentimentos expressos, como os grupos e tópicos, precisam de nosso apoio, compromisso e confiança, na dose certa, para garantir que nâo faltemos quando houver necessidade, nem os sufoquemos por excesso de cuidados.

Creio que nesta Não-Escola os frutos e o tempo da colheita do que plantamos não são pré-determinados, ou conhecidos, ou mesmo "conhecíveis": estamos construíndo algo novo. Concordo que, como já citado, muita coisa ocorre fora desta Rede, no sentido de que talvez não envolva duas ou mais pessoas aqui inscritas, mas como efeito da interação de pessoas daqui, que através das idéias e sentimentos compartilhados, se modifique e assim propaguem este novo Ser em seu ambiente.

Também há o tempo de leitura e reflexão de cada um de nós sobre o que está disponível aqui e seu relacionamento com o que vivenciamos nas outras Redes de que participamos, atividade em que cada um é um hub entre estas Redes.

Um abraço
Claudio
Comentário de Sérgio Luis Langer em 3 agosto 2009 às 15:48
Prezado Augusto. Os conceitos formulados e mediados (admitindo-se sua praticidade reconhecida por meio de uma aplicação objetiva), teoricamente estão assimilados e associados à dinâmica social amplamente avaliada. O conjunto integrado, como rede, deve apresentar as necessidades a serem compartilhadas, para que o estudo das proposições verificadas seja eficaz em uma prática diferencial, tornando-as realmente relevantes, segundo um comprometimento particular com a intencionalidade; e, essencialmente interligada, ao redimensionamento das adversidades existentes na estrutura organizacional conforme a proposta social em construção definida.
Comentário de Augusto de Franco em 2 agosto 2009 às 6:22
Pronto, o Marcelo cunhou a nova palavra. No lugar de "acabativa" => "continuativa". É isso!
Comentário de Marcelo Estraviz em 1 agosto 2009 às 22:58
lá vou eu fazer "continuativa" no nodolapa-sp... :)
Comentário de Clara Pelaez Alvarez em 1 agosto 2009 às 20:48
Vera, que contribuição legal! Muito obrigada pela parte que me toca, você foi muito gentil!
Comentário de Vera Maria dos Santos Moreira em 1 agosto 2009 às 18:36
Figurações do outro201_224.pdf

Gostei muito dos comentários da Daisy e da Clara. Entrei na ER há pouco tempo ,trazida pelo Carlos Lopes, para aprender sobre redes e a usar o ning, porque estamos usando essa plataforma para conectar pessoas ligadas a uma ONG na qual mergulhei de cabeça e coração. Não aprendi muito sobre o ning porque estou adorando mesmo é a leitura dessa biblioteca e espalhando textos para pessoas e grupos de acordo com áreas de interesse. Um me perguntou noutro dia se podia disponibilizar um texto para download em outra rede ou se haveria problemas de direitos autorais. São pessoas que não estão interessadas exatamente em estudo de redes do modo que é feito aqui, mas tem interesse em certos projetos e temas afins ou pertencem por exemplo a grupos de estudos anarquistas, religiosos,de proteção 'a infância, cultura de paz , saúde coletiva, ensino à distância , psicanálise, etc etc, fora uns amigos que não se interessam por nada para quem disparo sem mirar muito e de vez em quando me surpreendem. Outras pessoas que talvez nunca tenham escrito coisa alguma aqui podem estar fazendo o mesmo. Assim, não temos a idéia exata de quantos trabalhos ou pessoas estão sendo influenciados pela ER já que cada um é em potencial um multiplicador em outras redes. Acho que a cooperação dá frutos imprevisíveis e muitos invisíveis. É aquele milagre da multiplicação dos pães e peixes que talvez a Clara consiga analisar se conseguir algumas conexões rsrs. Nâo entendo coisa alguma de análise de redes mas li toda a discussão do grupo dela e achei bem objetiva e calorosa. Cada pessoa se apresentou e colocou na mesa o que tinha a oferecer e a nossa bruxinha boa que entende muito do assunto está tecendo muito bem. Levo a maior fé nesse caldo de cultura, principalmente pela disponibilidade em compartilhar.
Recebi hoje um e-mail de uma amiga autorizando, se houver interesse, a publicação na ER de um texto dela sobre alteridade ubuntu e reconciliação racial sul-africana. Estou enviando em anexo este primeiro retorno. Escrevi um comentário sobre este texto e posso enviar depois. Tentei anexar o arquivo aqui, não sei se vai dar certo, se não der me digam como fazer
Bom fim de semana na rede!

Olá Vera,
segue o texto que está publicado no livro Figurações do outro, fruto
de um colóquio internacional organizado pelo Núcleo História e
Linguagens Políticas da UNICAMP, do qual faço parte desde a sua
formação há mais de 15 anos. Sou historiadora, professora na
Universidade Federal de Uberlândia e estudo o entrecruzamento da
razão e dos sentimentos na política. Nosso grupo já publicou vários
livros enfrentando os temas da: memória, ressentimento, humilhação,
assédio moral e mais recentemente alteridade. Também organizamos um
colóquio sobre o pensamento de Hannah Arendt e posteriormente saiu a
publicação pela Relume Dumará.
Espero que você aprecie a leitura do meu texto. Seus comentários são benvindos.
Um beijo, Chris
Comentário de Augusto de Franco em 1 agosto 2009 às 17:49
A palavra "acabativa" não tem a ver literalmente com acabar (concluir, encerrar) e sim - entre parênteses como foi usada aqui - com uma disposição de persistir na coisa iniciada (pela iniciativa, hehe).

O que quis dizer, entre tantas outras coisas, é que não é bom propor atividades e depois não dar atenção ao que foi proposto. Por exemplo, por mais voltas que possamos dar e por mais justificativas que possamos arranjar, não há como escapar da constatação de que abrir um grupo por abrir (porque é facílimos fazer isso em uma plataforma aberta como esta) e, depois, deixar prá lá, não é muito bacana. Era nesse sentido que usei o neologismo acabativa (e mesmo assim entre áspas).

Mas concordo com a maior parte das ponderações que foram feitas nestes comentários.
Comentário de Carlos Boyle em 1 agosto 2009 às 16:55
No se si hay algo que acabar, si de producir.
Tal vez necesitemos provocar, inducir a que se creen contenidos

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