Escola de Redes

Esta plataforma da E=R foi criada em 17/12/2008. A cada seis meses se conectam, em média, pouco mais de 1.000 pessoas novas (o que - ao longo de três anos - dá um pouco mais do que 6 pessoas/dia).

Atingimos na manhã de 23 de fevereiro de 2009 a marca de 1 mil conectados. E na noite de 19 de julho de 2009, a marca de 2 mil conectados. E na tarde de 04 de janeiro de 2010, a marca de 3 mil conectados. E na manhã de 04 de março de 2010, a marca de 4 mil conectados. E ao meio dia de 22 de julho de 2010 a marca de 5 mil conectados. E na manhã de 10 de março de 2011 a E=R atingiu 6 mil pessoas conectadas. Estamos neste momento com 6.922 pessoas conectadas. Tudo indica que no início de outubro de 2011 teremos 7 mil conectados.

Esses números indicam alguma coisa? É claro que indicam. Os intervalos constantes de afluência (ou a constância do número de registros nos mesmos intervalos de tempo) sobretudo. Mas não sabemos exatamente o que isso significa. É necessário fazer uma análise mais acurada. E talvez 3 anos (ainda incompletos, na verdade 33 meses) sejam um período muito curto para permitir alguma conclusão.

Ontem uma pessoa respondeu um apelo feito aqui em 16 de agosto de 2009. O apelo era mais ou menos o seguinte: "Se você estiver vivo, dê um OK no campo de comentários". O Valdemar atendeu ao apelo, 2 anos depois...

O apelo estava no blogpost POR FAVOR, DÊ UMA RESPOSTA A ESTA MENSAGEM. Em 72 horas recebeu cerca de 400 retornos. Na época a E=R tinha cerca de 2 mil pessoas conectadas. No dia 19 de agosto de 2009 aduzi o seguinte comentário:

O post POR FAVOR, DÊ UMA RESPOSTA A ESTA MENSAGEM, que pediu um pequeno sinal ou menção de compartilhamento dos conectados à Escola-de-Redes - nem que fosse um "OK" de 10 segundos - recebeu até agora (72 horas depois de enviado e reforçado por um aviso geral) cerca de 400 retornos (entre comentários, mensagens no próprio Ning e mensagens de e-mail). Onde será que estão os outros 1.700 conectados? Registraram e-mails que raramente (ou nunca) verificam? Estão tão assoberbados de trabalho que não dispõem nem dos 10 segundos necessários para digitar "OK" e enviar? Estão viajando, acamados ou impossibilitados, por outros motivos de ter acesso à internet ou de responder? Viram as mensagens mas, por algum motivo, não quiseram ou não puderam abri-las? As mensagens enviadas pela E=R estão sendo consideradas como span pelos seus programas de e-mail? São dúvidas, sim, são dúvidas realmente.

Estou me preparando agora para uma viagem e interrompo este post. Na volta ou durante a viagem espero concluir. OK, Voltei. Continuando então em 16/09/2011:

Pois é. Já apareceram muitas "teorias" sobre índices de participação em plataformas de rede. Tem toda aquela história do misterioso 1%, a hipótese dos 10% como massa crítica, aquele papo prosaico das borboletas etc.

Depois de muito refletir e conversar sobre isso cheguei a conclusão de que índices de participação não são relevantes para ambientes interativos (e redes são ambientes interativos, não participativos). Relaxei quando descobri que as plataformas de rede (inclusive o Ning) foram desenhadas para a participação e não para a interação. São p-based e não i-based, quer dizer, não são plataformas interativas. Abrimos até um grupo aqui sobre isso, intitulado Pensando uma plataforma de netweaving. Especulamos sobre Indicadores de interatividade. Dois anos depois do início desta inquietação, surgiu uma iniciativa importante, após o Terceiro Simpósio na E=R (2011), intitulada Plataforma Fluzz.

Bem, mas a questão continuará em tela, pelo menos enquanto não temos uma plataforma i-based. A Escola-de-Redes é de fato uma organização em rede que se realiza toda vez que acontece algum evento presencial ou virtual: uma conversa, uma iniciativa conjunta etc. Mas esta plataforma Ning que utilizamos como ferramenta de netweaving da E=R não é uma rede. Como já foi dito mil vezes aqui (e agora o dístico está até no alto da homepage) "o site da rede não é a rede". A mídia (ferramenta tecnológica) não pode ser confundida com a rede (pessoas interagindo).

A E=R deu certo. Esta plataforma Ning da E=R também deu certo. Está viva. Cumpre seus objetivos fundantes. Mesmo assim... permanece um certo incômodo, uma sensação de que há alguma coisa errada com a possibilidade de uma pessoa fazer um registro aqui e desaparecer.

Estive pensando se a condição para uma pessoa se conectar a uma plataforma não deveria ser ela propor alguma coisa que implicasse compartilhamento de agenda. E aí seu registro seria sempre provisório, enquanto pelo menos mais duas outras pessoas não aderissem à sua proposta (ou ela não aderisse a uma proposta feita por outra pessoa que tivesse contado com a adesão de pelo menos mais duas pessoas). Essa proposta poderia ser qualquer coisa dentro do escopo da rede que foi voluntariamente articulada: ler um livro, escrever um livro, traduzir um texto, fazer um vídeo, organizar um evento presencial ou virtual etc. Uma vez compartilhada uma agenda (por, pelo menos, três pessoas), o registro da pessoa entrante seria efetivado. É claro que isso não resolve tudo, pois a pessoa pode propor um empreendimento ou aderir a um empreendimento já proposto e, depois, desaparecer. Mas serve como um sinal de que é necessário "pagar" alguma coisa para se conectar a uma plataforma de rede, sendo que a moeda, no caso, é a interação (ou ao menos uma intenção de interação).

É simples e faz sentido: se você não interage, não está em rede. Se não está em rede, não pode se registrar em uma plataforma de rede. Neste caso, o recomendável é que vá para o Facebook, para o Twitter ou para o Google+ e se contente em ficar nesses sites de relacionamento batendo papo, curtindo, fazendo relações públicas, divulgando suas realizações ou propostas, fazendo marketing disfarçado para vender a si mesmo ou vender seus produtos ou serviços ou, até mesmo, tentando articular e animar redes sociais (sim, isso ocorre com frequência também nessas plataformas p-based, proprietárias e egonetizadas, a despeito de elas não serem ferramentas adequadas para o netweaving; recentemente propus inclusive uma discussão sobre índices de interatividade no Twitter).

Claro que não penso em propor essa nova condição para o registro nesta plataforma da Escola-de-Redes. Esta plataforma E=R é uma imagem de um mundo configurado de um jeito particular e assim deverá continuar enquanto não se esgotarem suas possibilidades. E ao que tudo indica estamos longe desse esgotamento: nossa trajetória é ascendente, não apenas em virtude da entrada diária de novas pessoas (embora este não seja um indicador desprezível), mas fundamentalmente em virtude do fluxo da nossa timeline (que é caudaloso e crescente).

Mas se hoje fosse propor a articulação de uma nova organização-em-rede, adotaria o critério mencionado acima para o registro em sua plataforma (se é que essa nova rede deveria ter uma plataforma e se é que essa plataforma deveria funcionar na base de registro - desconfio que não, mas isso é outra história). Você quer entrar? Ah! Ótimo. Então pague em interação. Não está disposto a pagar? Quer só sapear de vez em quando? Ótimo também! Pode espiar à vontade. Mas saiba que, neste caso, você nunca estará na organização. Você só está em rede enquanto interage. É aquela coisa do fluzz: a fonte que só existe enquanto fluzz só pode ser conhecida enquanto interagimos, quer dizer, enquanto estamos nela. 

Continuando em 30/09/2011

É claro que não acredito que as 7.011 (sete mil e onze às 11h00 de 30 de setembro de 2011) pessoas registradas aqui estão interagindo em rede, se organizando em rede, atuando em rede, convivendo em rede (se entendermos por 'rede', redes mais distribuídas do que centralizadas). São pessoas registradas numa plataforma virtual. Algumas interagem na plataforma regularmente e algumas apenas de vez em quando; algumas se registraram e sumiram; algumas interagem fora da plataforma; algumas interagem fora e dentro da plataforma. Tudo isso é aceitável aqui e não será alterado por qualquer norma ou regra exarada pelo "criador" da plataforma. Mas não por isso nos impede de refletir.

Começo com uma bateria selecionada de tweets de hoje de manhã:

Plataformas virtuais (chamadas "redes") são fonte de auto-engano. A pessoa se registra em várias, mas quando é para atuar em rede pula fora.

A confusão entre midias sociais e redes sociais é horrível. Seus efeitos são muito mais maléficos do que se pensa.

Quando alguma coisa envolve custo, risco, trabalho, as pessoas temem fazer em rede. Voltam correndo para suas estruturas proprietárias.

Você pensa que sua segurança está na família, no emprego, no negócio proprietário ou na organização hierárquica. Por isso o mundo é como é.

Você acredita num negócio sem dono, numa organização sem chefe, num movimento sem lider? Não? É por isso que você não entende o que é rede.

Bem, estes foram os tweets. Mas eles sairam de outro texto que publiquei hoje cedo:


Na verdade, mesmo quando estamos totalmente convencidos da emergência das redes, temos impedimentos fortíssimos de experimentar redes em nossas organizações... O grande problema que remanesce é o da remuneração. Inovadores sempre estão vivendo no tempo errado. Leonardo e outros inovadores renascentistas tinham lá seus Ludovico Sforza e seus Francisco I. Hoje esses mecenas são mais fugazes, porque seu poder também é mais volátil. Só podem nos ajudar por períodos muito curtos. Então o cara tem que virar funcionário de alguma burocracia sacerdotal do ensinamento (universidade ou centro formal de pesquisa) para continuar inovando. Ou tem que se subordinar a um Jobs qualquer. Se não fizer isso (e não for rico) viverá preocupado (e atormentado) com a própria sobrevivência. Não é a toa que montará logo uma empresa proprietária ou hierárquica, seguindo o modelo geral que "dá certo". E, fazendo isso, acabará aprisionado no seu próprio quadrado (o que constituirá um impedimento à sua criatividade).

Outro problema das iniciativas em rede é, por incrível que pareça, a deformação introduzida pelas plataformas virtuais. Ficou tão fácil se conectar nessas plataformas (confundindo-as com as redes) que a gente acaba se registrando em dezenas delas e usando-as como meio de obter informação, acompanhar as novidades e se relacionar. Mas quando se trata de fazer alguma coisa junto com outras pessoas (ou seja, quando se trata de compartilhar uma agenda concreta, experimentando para valer as redes sociais), caímos fora.

Adoramos borboletear pelas "redes", mas quando a coisa é para valer voltamos às nossas estruturas pretéritas de relacionamento: a família, o emprego, a empresa proprietária, a organização hierárquica... Quando a coisa é para valer, quando dependemos dela para sobreviver, vamos logo montar uma iniciativa proprietária (e via de regra hierárquica). Quando é para especular, sem custos, sem riscos, aí topamos “fazer em rede”. É uma forma de auto-engano.


Continua algum dia...

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Comentário de Fernanda Cavalcanti de Mello em 16 setembro 2011 às 21:27

Fiz uma rede na plataforma. Porém, ela agora é paga. Esta aqui também é paga?

 

Sim esta plataforma também é paga, Fernanda. Abraços, AF.

Comentário de Paula Ugalde em 16 setembro 2011 às 18:33
2.................
Um dos temas de maior interesse são as pessoas e suas intenções comunicacionais, nas interações.
E diria que as vezes - conforme nos comunicamos, nem sempre obtemos a compreensão desejada. Mas sabemos que em breve teremos aqui ricas ideias sobre isso que debatemos e nos 'chamou' a vir aqui. Que acham? O que nos fez vir falar 'sobre'?! Se estivéssemos por estar não creio que viríamos...

Fato é que - e agora trago novamente o Vinicios e sua mensão as ideias de Jenkins, de que vivemos na Sociedade da Informação e da Comunicação e diria que interagindo temos mais possibilidades de refletir as informações, sua credibilidade e o mais importante a nos comunicarmos construtivamente. Porque tod@s fazem a diferença interagindo ou seu contrário na construção das ideias da inteligência coletiva.

"...pesquisadores em ciências sociais vêm refletindo sobre o vínculo social, o capital social e percebemos que uma das condições mais importantes para o desenvolvimento humano são as relações, os vínculos de trocas, de serviços, de conhecimento, de sociabilidade... Sempre se soube disso, mas estamos percebendo hoje a importância da relação social organizada, inventiva e viva...auto-organizada, espontânea, de alguma forma." [Pierre Lévy, As Inteligências Coletivas, SESC, SP, 2011]


 


Parece com isso a intenção?! O que dizem? Augusto de Franco?


[ ]'s

Comentário de Paula Ugalde em 16 setembro 2011 às 18:29
Marcia Amélia DoniakVinicius Braz Rocha e demais!

Não sei se interpretei mal o post de Augusto de Franco?! mas não vejo nada digno de 'lástima' Marcia e muito menos que tenha se cogitado de "excluir pessoas que não interagem, dão a voz? aqui.

A mim, parece lógico que, se não interajo não estou em Rede. E se não estou em rede não posso me registrar em uma plataforma de rede. Simples assim. Conceitualmente falando.

Percebo como reflexões e importantes para 'nos' pensarmos por aqui. O que acha/m?

Quando Augusto escreve "...não penso em propor essa nova condição para o registro nesta plataforma da Escola-de-Redes. Esta plataforma E=R é uma imagem de um mundo configurado de um jeito particular e assim deverá continuar enquanto não se esgotarem suas possibilidades. E ao que tudo indica estamos longe desse esgotamento: nossa trajetória é ascendente, não apenas em virtude da entrada diária de novas pessoas [...], mas fundamentalmente em virtude do fluxo da nossa timeline [...].", entendo que afirmou que não propõe tal?! É isso?! 

O que coloca é que se  "...fosse propor a articulação de uma nova organização-em-rede, adotaria o critério mencionado acima para o registro em sua plataforma..."

E mais abaixo reforça "Não está disposto a pagar? Quer só sapear de vez em quando? Ótimo também! Pode espiar à vontade." e coloca que isso não é estar na rede, porque não interagimos.

"...neste caso, você nunca estará na organização. Você só está em rede enquanto interage. É aquela coisa do fluzz: a fonte que só existe enquanto fluzz só pode ser conhecida enquanto interagimos, quer dizer, enquanto estamos nela." 

Se a E=R era... porque 'era'? Não é mais?! "lugar onde encontraria pessoas interessantes, textos interessantes pra ler e usá-los fora, em minha vida, com meus alunos."

Opino que a ER pode ser isso mas é muito mais do que apenas isso. Como Vinicius escreve "...a troca open source de conhecimento gera uma dinâmica permanente de questionamento-debate além de proporcionar riquíssimos processos de aprendizagem com a cultura de ciência de redes" e também acredito que "é um dos benchmarks globais mais representativo quando se pensa educação neste século 21." Afinal, não estamos envolvidas em Educação e atuando na Era Digital? 
Tenho aprendido bastante aqui e conseguido fazer relações importantes para o repensar da práxis.

Também não vi novas 'regras' limitando e excluindo!

Interessante mencionar chat, porque pensei e havia escrito sugerindo, mas cortou o comentário e não o retomei. Pensei para ser precisa, em webconferências também, para interações casuais e também agendadas. Porém, nada a ver com o que fala. objetivando contar com mais recursos que possibilitem interações e 'possivelmente' favoreçam mais trocas.

Premiar com 'estrelinhas' o que é inerente ao ser humano foi menção tua... :D Penso que mal não faz mas para quem 'deseje' e 'ponto'.

Um dos temas de maior interesse são as pessoas e suas intenções comunicacionais, nas interações.
E diria que as vezes - conforme nos comunicamos, nem sempre obtemos a compreensão desejada. Mas sabemos que em breve teremos aqui ricas ideias sobre isso que debatemos e nos 'chamou' a vir aqui. Que acham? O que nos fez vir falar 'sobre'?! Se estivéssemos por est
Comentário de Augusto de Franco em 16 setembro 2011 às 18:11

Grifei a expressão não penso  aí no texto acima, porque parece que algumas pessoas entenderam o contrário.

Mas acho que a conversa está ótima. Já é a terceira ou quarta vez, em 33 meses, que fazemos esta mesma conversa aqui na plataforma da E=R.

Comentário de Paula Ugalde em 16 setembro 2011 às 17:09

[continuando!! pois agora copiei para garantir!! :D]

 

... desistência', visto que ninguém desejava sequer refletir e buscar dialogar sobre o debatido... A meu ver, ao invés disso, preferiam ouvir apenas os 'líderes'/'gestores' ou o nome que preferirem e continuarem 'zumbis' mas agora 'zumbis' tendenciados, com meia compreensão dos fenômenos e revoltados e dispostos a 'brigar' sem noção de pelo que, com qual fim e o que acho pior, sem analisar os benefícios para a coletividade, olhando apenas para seus umbigos.


Assim funcionam alguns grupos em redes e é a logica de alguns AVAs, sendo que nestes últimos, o processo 'para' depois de ouvirem e assimilarem e ainda as métricas avaliativas, além de pouco claras, parecem modificáveis 'dependendo' do avaliado...

Tem uma imensa distância entre participar [mesmo que 'parafraseando' o dito ou lido] e dialogar comunicacionalmente com autoria, se mostrando ao Outro, tendo 'escuta' ativa e se preciso negociando e construindo [juntos] novos sentidos contributivos para a coletividade no alcance dos objetivos propostos ou não?

É nesse sentido que achei interessante, legal mesmo a ideia de projetos...mas não como 'paga' e sim 'prazer'...

Não entendo porque em escolas os professores são os últimos a se pronunciarem... Quem disse...ou melhor, com base em que estamos supostamente mais credenciados para dar 'feedbacks' a quem quer que seja?! Ah! Sim! Os canudos que a comunidade científica outorga pelos 'méritos' e a sociedade reconhece.
Na 'pratica' creio que a grande maioria bem sabe que títulos não são garantia sequer de saberes e competências, quiçá de 'sa-be-do-ria'...ainda que de suas 'faíscas'.

Sim, temos inúmeras resistências no campo da educação e opino que atreladas a luta besta para a manutenção do status quo, porque o pódio embriaga a alguns...

Vejo as interações em redes como possibilidades desses saírem de sua redoma de vidro e irem até o espelho e verem que não são tão diferentes do restante... Compreenderem que temos saberes diferenciados - ainda que o da maioria não sejam reconhecidos e ignorados...

Penso por aí... Que dizem?

[ ]'s 

Comentário de Paula Ugalde em 16 setembro 2011 às 17:06
Olá Mario Jose Dias!!

Acho que acabo de encontrar uma pessoa com objetivos afins? Também desejo conhecer mais os movimentos aqui, porque 'intuo' que, como educadores e 'moldados' e/ou 'formados' dentro de um modelo pragmático utilitarista, podemos nos beneficiar como pessoas e profissionais, se apreendermos outros olhares possíveis sobre as interações em Rede.

Não tensiono transformar a educação formal em uma escola de redes... Mas ambiciono abrir a própria cabeça e ser capaz de contribuir para novos olhares e o engendrar de novos modelos mais flexíveis, abertos, dialógico comunicacionais, de autorias, em relações horizontais.

Esse é o modo de entender a educação, que traz em si toda uma história que penso equivocada.
Desde o termo 'E-du-ca-ção'... Afinal o que é educar? O que é uma pessoa educada? O que é uma pessoa com Educação? :D

Gosto de pensar em autodesenvolvimento pessoal e coletivo, visando a evolução humana que acredito, pode contribuir para a evolução civilizatória.
Não sei se acredito em grandes movimentos, porque parece que dificultam a proximidade e o sentido de pertença que, como Augusto comentou, não são inexoravelmente prerrogativas para a interação. Porém, ainda que interaja por interesse temático ou afinidade com os objetivos, para mim faz muito sentido. Acredito e opino que interagimos mais quando temos construído o sentimento de pertença a um grupo e isso advém da proximidade, aceite, respeito, etc. [o que não significa convergência de ideias] mas liberdade para falar espontaneamente com o [s] Outro [s] sem regras, exigências, moderações, regulações, classificações [notas].
E desejaria que os espaços formais de aprendizagem se abrissem para essas possibilidades... ainda que ache difícil mas acredito que não seja impossível, porque vejo o Mundo mudando. 

Por mim nem existiriam mais várias escolas que conheço, porque 'são gaiolas' que pouco agregam a formação como pessoas e agora, diante das mudanças contínuas e das incertezas quanto ao futuro, com o agravante de continuarem 'atirando' livros para os alunos [termo que também me soa equivocado...aluno é quem estuda, frequenta escolas e tem aulas, aulas são dadas por professores O.o] com conteúdos inúteis ou pouco úteis ao invés de debaterem ideias, refletirem a vida, o ser, estar e conviver no mundo, o que é que estamos fazendo com esse mundo, para onde caminha.....

Virou clichê mas 'é' fato que as crianças correm para a escola, mas não para as aulas. Assim como correm receber a alguns de nós e outros mal respondem o cumprimento. Por que será?! Vejo alguns problemas nisso e acredito que precisamos - não diria nem nos 'reformar' como professores, porque reformas não mexem necessariamente na estrutura...talvez 'desaprender' e 'aprender num continuum infinito', novas percepções e possibilidades de ações, mais contributivas para interagirmos e trocarmos como seres humanos e 'a-pren-den-tes', que é como vejo a todos, ainda que diferentes.
      
Vejo essa possibilidade nas Redes e por isso estou nesse movimento, ainda que saiba que sou vista por alguns da area educacional como desviante, revolucionária...

Gostei da crítica feita por um membro na página anterior [desculpa não lembrar o nome!] sobre a ideia de métricas ser contramão aqui. Por outro lado, sabemos que se não aprofundarmos na compreensão dos fenômenos podemos cair nos achismos simplistas, reducionistas que acabam resultando em prescrições mal elaboradas que - dependendo dos interagentes, poderão ter as mais diversas percepções e acredito que muitos [onde me incluo] engatinham... e fazer com que percam a vontade de participar e interagir... Já vi isso e eu mesma me retirei de grupos porque escolhi a 'desistênci
Comentário de Vinicius Braz Rocha em 16 setembro 2011 às 16:55

continua 2.....

 


No tocante a ER onde a troca open source de conhecimento gera uma dinâmica permanente dequestionamento-debate além de proporcionar riquíssimos processos de aprendizagem com a cultura de ciência de redes, hoje no meu entendimento, é uma dos benchmarks globais mais representativo quando se pensa educação neste século 21.

 

Coloco desta forma Augusto, pois admiro sua constante autocrítica que já começa pelo título "Vamos para 7000 conectados.E daí ? " só não compartilho desta sensação " ... Mesmo assim... permanece um certo incômodo, uma sensação de que há alguma coisa errada com a possibilidade de uma pessoa fazer um registro aqui e desaparecer. " não só pela forma como hoje se dá a própria formação distribuída de rede na VR, mas também por entender que esta cultura de participação que sempre existiu ( mesmo que fugaz, pontual, temporal) é um arco reflexo ampliado da convergência digital de plataformas tecnológicas que possui nas mídias sociais ( mesmo que proprietárias, egonetizadas) o meio facilitador  - neste sentido, concordo com o Henry Jenkins (   http://en.wikipedia.org/wiki/Henry_Jenkins  )  " Num mundo de comunicações em rede como o nosso, a cultura participativa impacta a maneira como o conhecimento é produzido e distribuído. Hoje, como nos disse (o filósofo da comunicação) Pierre Levy, todo mundo sabe alguma coisa, ninguém sabe tudo e qualquer coisa que alguém saiba está disponível a qualquer hora para qualquer um que tiver interesse. Essa é a essência da inteligência coletiva, e podemos vê-la em exercício em lugares como a Wikipedia, onde as pessoas com as mais diversas especializações compartilham e examinam o conhecimento em conjunto para produzir um trabalho de referência maior e mais rico do que qualquer indivíduo seria capaz de imaginar sozinho. O maior desafio ainda está em curso: é negociar os termos dessa participação. " 

Por fim, respondendo o " E daí ? "  embora não enxergue na iniciativa de desenvolvimento daPlataforma Fluzz a solução para estimular maior e constante interação ( e sim proposição beta, inédita para mapear esses fluxos), o projeto em si, assim como o " O Melhor Lugar do Mundo", são sem dúvida, inovações radicais em vias de serem concretizadas, frutos direto do caudaloso e crescente netweaving da ER !

 

Forte abraço =)

 

@VRSS


Comentário de Vinicius Braz Rocha em 16 setembro 2011 às 16:51

continua .....

 

6 Àquela situação incomodava e sentia falta de uma base mais ampla de conhecimento além do que conhecia superficialmente com o Ponto de Mutação do Capra e do pensamento sistêmico doMaturana - foi o ano que comecei a efetivamente estudar a ciência das redes

7 Em 2009 embora acabei passando o ano focando boa parte da minha atuação na modelagem/usinagem de uma startup baiana, a VR estava pipocando com inúmerosprojetos/consultorias/investimentos chegando a movimentar no somatório das receitas dos diversos grupos um valor expressivo na casa das centenas de milhares de reais entre h/h /captações de investimento/participações percentuais. Paralelamente comecei a compartilhar os artigos/estudos deBaranLevyCastellsDewey entre outros através de e-mails semanais/quinzenais com os parceiros e como resultado 01 ano depois começou-se a colher várias cisões conceituais, das quais vou destacar as três mais representativas:

A Um grupo julgava importante reforçar a identidade de marca estabelecendo regras/níveis de interação a partir do desenvolvimento de uma plataforma proprietária, somente liberando o acesso para àqueles que tivessem o perfil, vivessem os valores de trabalhar em rede, querendo inclusive estabelecer um sistema de marketing de rede para remunerar proporcionalmente quem mais gerasse projetos/consultorias compartilhadas;

B Um outro queria manter a descentralização sem estabelecer políticas de relacionamento, categorizando os grupos descentralizados como "hubs",  concentrando  o meio de interação numa plataforma como o Ning e propondo que o crescimento da rede deveria se dar por associação com outras redes focadas em empreendedorismo/inovação fossem elas privadas, governamentais, educacionais ou do terceiro setor; 

C Um terceiro propôs ampliarmos o foco de atuação para o fomento da emergente Economia Criativa Digital BR propondo o desafio de fazermos uma transição da topologia descentralizada para a distribuída sem políticas pré-determinadas, condicionamentos prévios tomando como dinâmica de formação de rede a " ignição", ou seja, o interesse real em querer interagir seja investindo expertise, seja animando rede para os projetos/consultorias/empreendimentos que surgirem - um outro valor seria acabar com o conceito-chave da economia convencional baseada na escassez de capital e não compartilhamento de conhecimento: extinguir o tensionamento competitivo da fronteira entre prestador de serviços e mercado-cliente, fazendo de cada ignição, ou seja,  projeto, consultoria ou investimento mais um parceiro da VR , seja transferindo tecnologia, expertise de se trabalhar distribuidamente em rede, seja empoderando com o conhecimento que faltava o desenvolvimento do seu core - neste sentido, tornam-se parceiros todos (profissionais, consultores, empreendedores, empresas, instituições) e só formamos rede quando faíscam ignições, interações.

 

Com a fragmentação fiquei com a terceira opção e de lá para cá, junto com os parceiros novos e os que mais interagem, temos experimentado inúmeros modos de netweaving seja ampliando o capital social de startups animando redes para agregar valor mercadológico, seja formando worknets (parceiros que interagem para viabilizar iniciativas) para modelar/usinar projetos diversos.  

 

No tocante a ER onde a troca open source de conhecimento gera uma dinâmica permanente dequestionamento-debate além de proporcionar riquíssimos processos de aprendizagem com a cultura de ciê

Comentário de Vinicius Braz Rocha em 16 setembro 2011 às 16:46

Augusto, boa tarde !


Compartilhei um tempo atrás aqui na ER a atual dinâmica de interação da rede VR Self Media, mas faltou sintetizar historicamente como se chegou ao atual "modus vivendi", por assim dizer. Neste sentido acredito que as experiências vividas, questionamentos, percepções e dúvidas no caminho podem no mínimo servir como mais uma base de reflexão para os pontos que você tão bem elencou no seu texto: 

 

1 Tudo começou no final de 2005 tomando como ponto de partida as pessoas na minha networking que já estavam sinergizadas com a idéia de de se formar uma rede de consultores com 03 focos seminais visando diferenciar não só o modelo de oferta dos serviços de comunicação/marketing ( em rede), mas também investir no aculturamento de como é trabalhar  branding em rede:

A incentivar a inovação radical para participar do processo de formação do novo ecossistema para o mercado de comunicação de marketing;

B Levar na forma de cursos especiais, vivências capacitações técnicas inéditas, processos de coopetição em rede para a uma nova gestão da comunicação/mkt junto ao meio universitário;

C Propor consultorias de positioning para grupos de TI, Editoriais e Comunicação do middlemarket em função da convergência tecnológica das plataformas TMTC ( TIC + Media + Telecom + Conteúdo)

Assim sendo, a mesma começou a ganhar massa crítica inicialmente de forma centralizada em 2006, onde eu buscava constantemente provocar a interação de quem havia concordado "participar" da rede;

2 Com o tempo, meados de 2007, alguns núcleos descentralizados começaram a se formar tematicamente, mas ainda ligados a uma dinâmica de estímulo para interação que partia da minha pessoa basicamente utilizando o e-mail ou fóruns eventuais dos grandes portais ( o twitter era uma startup, FB também e chegou a se cogitar formar uma comunidade no Orkut);

3 Ao mesmo tempo, sem nenhum tipo de planejamento prévio e plataforma tecnológica como o Ning que servisse como referência, recebia constante e-mails perguntando sobre o que era a VR Self Media, se era um clube, instituição, comunidade ou rede de marketing de rede - como poderia participar, se tinha que pagar alguma anuidade ou ainda se tinha alguma prova, teste que precisava se submeter ....etc

 

4 Eram e continua sendo diversas as visões de mundo e consequentemente o entendimento do que é rede, do que é formar rede, do que é estar em rede.

 

5 Embora o crescimento quantitivo em termos de querer aderir a rede VR Self Media  não fosse representativo, foi qualitativamente interessante perceber como o pessoal ligado a TI , entretenimento e gestão de pessoas tem mais facilidade/maleabilidade, enquanto os profissionais de comunicação/marketing preferiam se encastelar nos muros hierárquicos seja das organizações mass media dos Marinhos, Civitas, Frias ou grande grupos de agências de propaganda, promoção e/ou marketing de relacionamento. 

 

5 Em 2008 a topologia de rede da VR Self Media era descentralizada com as consultorias/projetos sendo tocados independentemente, vinha também crescendo a necessidade dos parceiros de se entenderem como grupo, como organização em rede começando a disseminar a idéia de que se ter um site ou plataforma para nos relacionar - ou seja, justamente o contrário da proposição fundadora, de ser uma rede de consultores, de organizações;

6 Àquela situação inco

Comentário de Raciel Gonçalves Junior em 16 setembro 2011 às 16:23

Augusto,

 

A sua reflexão, a princípio, no meu entendimento, elimina o que poderíamos identificar como o período de ECOLALIA (pronuncia-se ecolália) e é uma característica do período de balbucio no desenvolvimento de uma criança (wikipedia).

É uma patologia, mas pode e deve ser considerada como elemento que está interelacionado e portanto, contribui para o aperfeiçoamento do FLUZZ.

Se todos interagirem, ainda assim - alguns não irão interagir mais que outros?

Não teríamos que considerar que o doente pode ser o médico?

Entendo que aqui cabe um olhar para essa questão técnica a vencer com relação a plataforma para netweaving, ela será construída com certeza - mas será que eu a quero?

A página principal da Arca de Noé (criada em 22/11/2008) e também da E_R, que nasceram com uma diferença temporal de 25 dias, oferece muitos caminhos... Precisamos reduzir para no máximo seis, sete, nove...!? Menos escolhas é igual a mais enxameamento?

Vou continuar estudando, refletindo e balbuciando.

[ ]'s,

Raciel

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