Escola de Redes

Rita Patussi
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Página de Rita Patussi

Redes – uma percepção


Refletindo sobre o significado de ‘Redes’, representadas como conexões – elos – relações, que surgem espontaneamente ou são fomentadas, podemos dizer que elas são parte da história da humanidade, nesta constatação não há nada de novo.
A novidade, creio, está quando percebemos que ‘Rede’ faz parte nossa vida e, naturalmente integramos várias, seja por pertencermos a uma ‘comunidade especifica’ ou por estarmos inseridos num contexto onde nos relacionamos com diversos atores em situações e locais distintos.
São muitas as histórias de ‘viajantes’, de negociadores, estudantes e amizades que entre uma indicação e outra vão tecendo redes, ampliando possibilidades de transitar por universos distintos, reconhecendo culturas e interesses diferentes.
E é por essas histórias que minha experiência em redes se apresenta. Hoje percebo muitas redes que integrei, uma delas foi da turma do curso de especialização. Éramos 32 profissionais do Brasil, África, Europa, América Latina e Central, que durante muitos anos trocaram informações diversas, uma forma de nos mantermos atualizados e nos aperfeiçoando nas técnicas utilizadas em cada lugar, assim como, conhecendo culturas distintas e fortalecendo amizades. Muitas pessoas ‘aderiram’ ao grupo inicial ampliando esse universo de possibilidades. Meu papel por alguns anos foi de articuladora. Sem a tecnologia existente hoje, ainda na base da carta e do correio, fazia o papel de ponto de conexão (articuladora) entre parte do grupo. Com o tempo, as necessidades e os interesses foram espaçando os contatos. Alguns colegas e amizades permanecem, porém de outra maneira.
Seguiram-se muitas outras e mais recentemente, a passagem por uma organização que atuava em rede me estimulou a estudar e conhecer os vários tipos e formatos rede, incluindo aqueles que se denominam ‘rede’ mesmo quando a ação é outra.
Nessa organização tínhamos muitos facilitadores que promoviam redes, a própria organização denomina sua atuação em rede. Com o conhecimento surgiram os primeiros impasses, dúvidas, afinal, a prática nem sempre segue o manual. Ou seja, faço parte de uma rede porque preciso ou porque me identifico? Quando e como um grupo se transforma em rede? Como são as relações intrapessoal e interpessoais? Rede pode ter diretrizes, como se ‘regula’? Quando diretrizes tornam-se hierarquias? Como vivenciamos o dinamismo da rede? Como os ‘novos’ são recebidos numa Rede? E os espaços deixados pelas saídas? Que responsabilidade cada integrante tem?
Entre tantas dúvidas (muitas ainda permanecem), uma experiência marcante foi a de Canoas. Na sequência de uma capacitação, fomentávamos a formação de Redes Colaborativas entre Organizações Sociais. Numa das turmas de Canoas, inicialmente houve deslumbramento, as possibilidades que se apresentavam como solução para muitos problemas individuais e coletivos das organizações. Contudo, integrar uma rede pressupõe tempo, dedicação e compromisso com o coletivo, assim, com o passar o tempo as dificuldades, disputas e questionamentos surgiram, até o dia que numa das reuniões uma pergunta explodiu: ‘somos obrigados a integrar várias redes para mantermos o recebimento dos apoios governamentais a que temos direito, porque temos que participar dessa rede? O que ela nos traz?’ O desconforto foi grande, o silêncio inicial deu lugar a muitas falas, tudo levava a crer que ali se encerrava uma rede, até que um integrante ponderou ‘essa rede é nossa, aqui é o único espaço onde somos livres para fazermos e decidirmos o que realmente precisamos e queremos.’ A fala retratava muitas coisas além de liberdade de decidir prosseguir. Com os desafios naturais de um processo de construção coletiva, a rede de Canoas cresceu e provocou a criação de uma rede de empresários cuja atuação articulada trouxe muitos benefícios a comunidade. as alterações na constituição dessa rede não provocaram seu fim, os interesses e objetivos tbm foram se alterando.
Em contrapartida, noutro local, a rede se ‘institucionalizou’, se transformou numa associação de organizações sociais com cargos e funções, seguindo com a crença de ser uma rede.
Em uma organização que assessoro, há mais de ano está se trabalhando para formar uma rede, reunindo organizações sociais, empresas e governo, em prol e uma comunidade. As dificuldades existem, a participação irregular de uns e o comprometimento de outros. O desafio de manter o elo quando parte dos objetivos são iguais, ou seja, quanto estamos dispostos a participar do objetivo de outros em nome do fortalecimento de um grupo onde a causa maior, que une, não é o foco do momento?
Há muitos grupos de economia solidária que nascem com o objetivo de articular com outros, entretanto, ‘disputam mercado’. Os objetivos que poderiam ser ponto de conexão, viram motivo de concorrência.
No segundo setor é fácil confundir rede colaborativa com franquia ou cooperativismo, especialmente em projetos que promovem o empreendendorismo. Por outro lado, quanto os stakeholders se percebem como redes?
A internet ampliou as possibilidades de integrarmos redes, contudo, há coisas que não mudam, o papel do facilitador/articulador, o tempo dedicado e o interesse que nos move e, da mesma forma que redes presenciais, as virtuais tem desafios de encontrar objetivos comuns e sustentar o incomum. Meu interesse maior é nas redes sociais, embora reconheça a importância das plataformas que viabilizam a rede existir num espaço virtual, ou extraterritorial, sempre haverá uma pessoa por trás de tudo e é nela, nas suas motivações que está minha atenção.
Ao integrar o Nodo-Porto Alegre, de Escolas de Redes, meu objetivo é aprender com a diversidade, participar um espaço para reflexão e conhecimento de novas concepções que favoreçam a vida em sociedade. Por ter muitas atividades, nem sempre dedico tempo desejado ao Nodo, entretanto, o dinamismo e a complexidade são inerente às redes, então enquanto estiver participando dessa, valorizo o tempo e a riqueza do aprendizado.
Rita Patusi

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Às 21:29 em 25 fevereiro 2013, lizeli barboza scartassini disse...

Oiiiii,Rita explica sobre esse Nodo...........

Às 22:00 em 22 fevereiro 2013, lizeli barboza scartassini disse...

Olá Rita,ainda estou meio timida ....navegando pelas pagunas e links,porem muito legal isto aqui....

Às 9:01 em 27 junho 2009, Hélio Sassen Paz disse...
Oi, Rita!

Pra quem te conhece mas ainda não me conhece, uma breve apresentação... ;)

Sou publicitário (UFRGS, 1995/2) e mestre em Ciências da Comunicação (Unisinos, 2009), casado, sem filhos, 36 anos e moro em Porto Alegre/RS. Sempre me envolvi com política e desejo trabalhar com sustentabilidade, inclusão digital e educação. Sou pesquisador em redes sociais, com interesse particular na emergência do uso das TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação - ex. Ning, blogrings, Orkut, Twitter, Seesmic, etc.).

Depois de muita pesquisa no mestrado, cheguei à conclusão de que o jovem e as pessoas em geral são inteligentes e interessadas em resolver os problemas. Todavia, quase ninguém se interessa por movimentos que não contenham elementos do discurso do consumismo. E, como as pessoas só se unem a partir de interesses comuns sem necessariamente estabelecer entre si laços afetivos a partir da internet e da mídia de massa, a ágora da rua, da praça como espaço de discussão política e social perdeu espaço. Então, a maioria das manifestações públicas é vista com repúdio porque não interessa aos mecenas das campanhas políticas dos eleitos por todos os partidos - que, por sinal, são os patrocinadores graúdos da mídia de massa. Logo, temos um pensamento único da mídia que não condiz com a realidade das demandas sociais de pequenas comunidades.

Acredito que o ativismo em rede não pode ser verticalizado, isto é, não pode ser liderado por hierarquias e por burocracias. Também não deve bancar ou ser bancado por partidos, empresas, sindicatos, igrejas e assim por diante. Por isso, embora a democracia representativa seja o menos pior dos sistemas políticos até agora, ela não é suficientemente ágil nem justa. Então, eu e outros acadêmicos como Júlio Valentim, doutorando da UFRJ; Fábio Malini, prof. da UFES; Henrique Antoun, Giuseppe Cocco e Ivana Bentes, cada um segundo a sua própria especialidade, estamos tentando investigar a possibilidade de usar a democracia PARTICIPATIVA via internet.

Há vários pesquisadores de renome internacional em redes sociais aqui no RS (Raquel Recuero, Alex Primo, Suely Fragoso, Maria Clara Aquino, Adriana Amaral, Sandra Montardo, Gabriela Zago e outros de destaque, tais como Gilberto Consoni e Gisele Honscha). No meio acadêmico, apenas eu me interesso por política aqui no RS.

Então, creio que a iniciativa da Escola de Redes possa também oferecer contatos nessa direção e multiplicarmos a idéia por todo o planeta. As pessoas confundem política com partidos e com ideologias estanques. Mas isso não é verdade.
 
 
 

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