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Comentário de Maria Thereza do Amaral em 26 julho 2012 às 13:01

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E me veio também a dúvida e por isso também pergunto: você notou que tudo que se refere a uma Ciência das Redes ( seja considerando-a como campo de conhecimento, ciência ou tema) exige atuações transdisciplinares, equipes interdisciplinares e que ela está totalmente em uma zona de interfaces, certo?

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Comentário de Maria Thereza do Amaral em 26 julho 2012 às 12:53

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Janos, eu fiquei curiosa com sua colocação: a sua questão é epistemológica sobre as teorias discutidas, de autoridade sobre as teorias discutidas, da bibliografia sobre a Ciência das Redes ou da existência de uma Ciência das Redes ?

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Comentário de Maria Thereza do Amaral em 26 julho 2012 às 10:14

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Vou imprimir esta conversa para ler no fim de semana...

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Comentário de Augusto de Franco em 26 julho 2012 às 8:11

Clique aqui, Janos e veja de uma vez. Eles são pesquisadores. O Christakis, conheci pessoalmente. Trouxemos ele aqui no ano passado. Mas citei-o apenas porque me ocorreu na hora citar alguém que publicou em linguagem simples o resultado de suas pesquisas. Na verdade existe uma chamada Nova Ciência das Redes se constituindo nas últimas duas décadas. Existem pelo menos 500 papers científicos aqui na BIBLIOTECA DA ESCOLA-DE-REDES de pesquisadores que têm se dedicado ao assunto (inclusive os assim chamados cientistas sociais, em sua maioria de físicos, matemáticos e biólogos, mas também cientistas políticos e sociais). Temos gente que combinou diversas formações, como Duncan Watts, por exemplo. Tenho muitos colegas (físicos ou ex-físicos: o meu caso) que passaram a se dedicar ao tema. Ocorre - a meu ver - que as categorias da velha sociologia revelaram-se impotentes para descrever a fenomenologia da interação (que, em muitos casos, exige critérios epistemológicos mais rigorosos e, não raro, formalismo matemático mais sofisticado). Mas tudo isso - essa história de "formação" - para mim, hoje, não tem mais tanta importância. Passei a avaliar as árvores pelos seus frutos e não pelos certificados emitidos por alguma corporação de botânicos...

Comentário de Luiz de Campos Jr em 26 julho 2012 às 7:59

Janos:

deu uma trabalheira para disponibilizar o 'CHRISTAKIS, Nicholas & FOWLER, James (2009): Connected: o poder das redes' aqui na Biblioteca da E=R, baixe para dar uma olhadinha...

(a apresentação dos autores está na pg 8 e do trabalho na 10...)

arquivo pdf aqui: http://migre.me/lYbK

Comentário de Luiz de Campos Jr em 26 julho 2012 às 7:49

ler esta três páginas de comentários, este fluxo assíncrono de ideias, foi uma ótima maneira de começar o dia! muito obrigado a todos...

[bem maluco este multiálogo se dar aqui, no campo de comentários da página de uma foto...]

Comentário de Augusto de Franco em 26 julho 2012 às 7:38

Christakis e Fowler fizeram pesquisas (usando metodologia científica) durante alguns anos. Estavam mais interessados na área médica. Vale a pena dar uma espiada (o texto está disponível aqui na E=R para download free). 

Eu cheguei a essa visão como pessoa. Pessoa já é rede.

Comentário de Augusto de Franco em 26 julho 2012 às 7:12

Pois é, Janos. Mas a conversa abaixo é sobre exatamente o contrário: estávamos dizendo que pessoas (seres propriamente humanos) também são padrões... Ninguém faz escolhas individuais: suas escolhas são resultado da nuvem a que você está conectado (e que, na verdade, o constitui como um ser biológico-cultural, quer dizer, um humano, um ser social, não um indivíduo da espécie Homo). Praticamente a totalidade das suas escolhas depende do que acontece no emaranhado (até três graus de separação isso é visível e pode ser mostrado, como fizeram Christakis e Fowler (2009) em Connected): o carro que você compra, a profissão que você abraça, a mulher que você namora, a escola em que põe o seu filho, sua condição de sobrepeso, a gripe que contrai e, inclusive a doença não-contagiosa da qual se cura...

Comentário de Augusto de Franco em 26 julho 2012 às 7:00

Sim, Áureo, a rigor interagimos com todo o universo (ou com todos os multiversos). Mas não é que nos reconhecemos como humanos na relação: somos realmente constituídos como tais na interação com outros humanos. (Dê uma lida nos comentários abaixo, a partir da primeira página). Os humanos somos humanizados por outros humanos. Não é a genética que funda o humano: ela apenas diz o que é humanizável. Indivíduos (da espécie biológica Homo, assim reconhecidos porque têm o genoma dito humano) só viram pessoas (quer dizer, seres humanos, seres biológico-culturais, seres sociais enfim) se forem humanizados por outros humanos. Esta é a condição propriamente humana, não a herança genética.

Isso vale para o eremita, que agora pode estar sozinho (?), mas teve mãe. Foi cuidado por alguém (do contrário não poderia ser humano). Além do quê, ele espelha a rede social (o cluster no qual nasceu, e o que há de humano nele é sempre um clone de uma configuração social, um clone unique, mas um clone).

Você neste momento não está interagindo com o computador. Está interagindo comigo. O computador conectado à Internet é o meio. Sempre há um meio. Mesmo quando você conversa com uma pessoa presencialmente há um meio: o som que se propaga no ar, os sensores de som no seu ouvido, a rede neuronal que capta, decodifica, interpreta aquele som como mensagem, reintegra a outras mensagens et coetera. Mesmo quando você abraça uma pessoa há um meio: sua matéria corporal não encosta realmente na matéria do outro corpo: de novo os sensores etc. Aliás, seus átomos nunca se encostam: há um campo eletromagnético atômico que não deixa isso acontecer: os elétrons não têm essa materialidade que lhe atribuímos e os núcleos se repelem.

São padrões (de relações), não objetos... Mesmo nas interações mais amplas entre tudo, são padrões que se configuram e reconfiguram num permanente fluir. E o que achamos que são coisas permanentes são apenas fluxos rodando sobre si mesmos: a permanência é um estado (ou melhor talvez: um processo) daquela universal impermanência.

Comentário de Aureo Magno Gaspar Pinto em 26 julho 2012 às 5:27

Talvez então, na perspectiva do 'nó temporário' como redemoinho e a 'rede' como as águas a correr, não haveria uma ampliação da relação para além do contato humano? O 'rio' não incluiria outros seres sencientes, como outros mamíferos com os quais porventura interagimos? Te pergunto isso, pois acredito que talvez seja uma pista de ampliação do significar, com efeitos na relação não só social e econômica, mas principalmente na inserção ambiental.

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