Escola de Redes

UMA NOVA PROPOSTA PARA A ESCOLA-DE-REDES

O texto abaixo foi escrito na manhã de 07 de novembro de 2011. Pouco mais de um depois a proposta começa a se materializar. Os laboratórios da Escola-de-Redes (LABE=R) são pessoais, não institucionais. Sua casa pode ser um. Leia os comentários para acompanhar a evolução da proposta (a plataforma da E=R conta atualmente - 08h00 de 02/01/2013) - com 8.344 pessoas conectadas).

Clique para entrar no Grupo do LABE=R

A Escola-de-Redes surgiu em junho de 2008. A plataforma Ning que utilizamos como ferramenta de netweaving da E=R foi instalada nos meses de novembro e dezembro de 2008. Esta plataforma conta hoje (às 07h00 de 07/11/11) com 7.100 pessoas conectadas.

 

Quando a E=R começou escrevi um texto intitulado Articule você também uma Escola de Redes. A idéia básica desse texto era exatamente aquela indicada pelo seu título. Reproduzo abaixo dois trechos do velho artigo:

 

“Não, não se trata de uma nova organização se expandindo. Trata-se de uma idéia-força se disseminando. Cada nodo da Escola-de-Redes é a própria escola. A rigor, cada nodo é uma escola diferente. O slogan ‘A escola é a rede’ significa que as escolas são redes. E, simultaneamente, que cada rede (distribuída) que organizamos será uma escola diferente [...]

Na verdade, uma escola (ou um nodo de uma escola) de redes é apenas uma comunidade de aprendizagem (na visão: "a escola é a rede"). Para articulá-la basta um grupo de pessoas interessadas em compartilhar conhecimentos, tecnologias e opiniões por meio da conversação e da troca de livros, textos, vídeos ou outros materiais sobre redes. E dispostas a formular uma agenda de eventos, que podem ser conferências, seminários, encontros, palestras, cursos ou, simplesmente, reuniões para bater-papo sobre o assunto. É claro que desse estudo, dessa interação e reflexão coletivas, poderão surgir muitas iniciativas inovadoras, organizadas já segundo um padrão de rede distribuída. Mas não é necessário ter alguém "encarregado" da burocracia, nem mesmo da secretaria, simplesmente porque não há (ou não deveria haver, em redes distribuídas) qualquer burocracia ou secretaria. Portanto, mesmo que você seja ou esteja agora muito ocupado, é possível, sim, articular uma escola de redes.

Você pode estar se perguntando: mas para quê, afinal, devo fazer esse esforço? Ora, antes de qualquer coisa, se você considerar que isso um “esforço” – no sentido de sofrimento por ter que carregar mais um fardo, e não um prazer – é melhor deixar pra lá. Os propósitos, porém, são muito claros, óbvios mesmo:

a) para entender melhor o mundo que se avizinha. E para se antecipar às mudanças que virão, em todos os setores;

b) para adotar um novo padrão organizativo naquelas iniciativas sociais, culturais, empresariais ou políticas com as quais você está envolvido;

c) mas, fundamentalmente, porque a transição do padrão hierárquico para o padrão de rede é um imperativo – na verdade, creio que poderíamos dizer: é o imperativo – da sustentabilidade em qualquer campo. Assim, por exemplo, se você está interessado em colocar sua organização (social, política ou empresarial) no caminho da sustentabilidade, não há como escapar disso: se tudo que é sustentável tem o padrão de rede, você tem que entender do assunto.”


Com o tempo, porém, fomos abandonando a proposta dos nodos locais (comunidades da E=R formadas em localidades). Mas não abandonamos a idéia central de que a E=R (esta Escola-de-Redes iniciada em 2008 por mim e alguns outros) é uma possível composição fractal de muitas não-escolas de redes. E podemos até ter esquecido, mas também nunca abandonamos a idéia de que várias combinações podem ser possíveis.

 

Passados já cerca de 35 meses (pelo menos de atividade na plataforma http://escoladeredes.ning.com/), imagino que é possível dar mais alguns passos na rede social que foi configurada com o nome de Escola-de-Redes (e que é, na verdade, uma não-escola).

 

 

NOVAS COMBINAÇÕES

 

Penso que está na hora de ensaiarmos novas combinações.

 

A plataforma Ning continuará, com seus nodos-pessoas interagindo de modo distribuído. Continuará sendo construída nossa biblioteca (hoje com mais de 800 textos), assim como continuarão funcionando os fóruns, os blogs, vídeos, fotos e todas as funcionalidades da plataforma. Continuarão, sobretudo, os grupos e a timeline (que, juntos, constituem o coração da plataforma).

 

Continuará valendo o nosso propósito de ser “uma rede de pessoas dedicadas à investigação sobre redes sociais e à criação [ou co-criação] e transferência de tecnologias de netweaving”.

 

Continuarão vigendo todas as nossas “regras” ou acordos de convivência; enfim, com as necessárias atualizações, tudo que está lá registrado na página Sobre a constituição da Escola-de-Redes.

 

E continuarão sendo realizadas as nossas atividades virtuais e presenciais (os encontros inclusive, sobretudo os simpósios e as conferências que pessoas da Escola-de-Redes propõem e realizam anualmente).

 

Mas nada disso impede que iniciemos outras atividades. Acho que está na hora da Escola-de-Redes ter os seus lugares físicos, como foi pensado inicialmente. Imagino esses lugares não como sedes, filiais ou qualquer coisa que caracterize padrões descentralizados de organização. Nada disso; pelo contrário, estou pensando em “estruturas-apache”.

 

Nosso desafio, é bom relembrar, nunca foi o de aumentar o número de registrados na plataforma (que, de resto, cresce por si mesmo, a partir de convites feitos pelos que já estão registrados, na razão de mais de 2 mil pessoas/ano) e sim aumentar o número de agendas compartilhadas (ou seja, de grupos ou comunidades conformadas por pessoas fazendo coisas juntas, seja virtual ou presencialmente, investigando, produzindo conhecimento novo, inovando, co-criando, empreendendo e aprendendo com tudo isso).

 

Agora, porém, trata-se de acrescentar um novo desafio: a glocalização da E=R. É o que estou propondo neste texto.

 

 

A GLOCALIZAÇÃO DA E=R

 

Não estou propondo que abandonemos a plataforma e as atividades virtuais, mas que levemos a sério o que aprendemos nestes quase três anos de experiência na E=R, ou seja, que o site da rede não é a rede. Estou propondo mais atividades presenciais, em rede. Estou propondo escolas-não-escolas físicas, localizadas e altamente conectadas, para dentro e para fora (e, portanto, globalizadas), em rede. Cada local será o (um) mundo (todo): este é o sentido de ‘glocal’.

 

Estou propondo que a Escola-de-Redes se fragmente ou se esporalize, para brotar em muitos lugares físicos, como uma rede miceliana, uma floresta de clones fúngicos subterrânea, toda interligada por hifas, é claro. Estou propondo, simplesmente, imitar a vida, que, como percebeu Lynn Margulis (1998), é “uma holarquia, uma rede fractal aninhada de seres interdependentes” (1).

 

Nessa proposta, o local, o lugar físico, passa a ser extremamente importante.

 

Lugares freqüentados pelos mesmos emaranhados (as pessoas que – carregando sempre consigo suas conexões – comparecem recorrentemente nesses lugares) geram redemoinhos no espaço-tempo dos fluxos, sulcam veredas no território urbano e instalam programas organizadores de cosmos sociais. Ou seja, criam mundos!

 

Sim, acho que está na hora da Escola-de-Redes ter seus lugares. É para estabelecer uma congruência com os Highly Connected Worlds que estão emergindo neste dealbar do terceiro milênio.

 

Pode ser uma sala, saleta, salão, casa, galpão, escritório, auditório, até uma mesa de padaria... Pode ser como aquele bar onde, segundo a lenda, Miguel de Unamuno escrevia suas obras e pagava uma bebida a todos os presentes quando conseguia botar um ponto final em seus generosos parágrafos. Desde que seja, durante um período ao menos, um lugar, o mesmo lugar.

 

Pode ser um lugar onde se realizam atividades lucrativas para seus empreendedores. Não, não há nada de errado em fazer negócio, ganhar dinheiro. Errado é não ter como sobreviver. Ou viver à custa do trabalho alheio.

 

Só não pode ser – e esta é a única condição, não inventada agora por mim, mas para manter coerência com as disposições constitutivas da Escola-de-Redes – uma escola como burocracia do ensinamento baseada em uma hierarquia do conhecimento. E nem, na verdade, qualquer burocracia, baseada em qualquer hierarquia.

 

Mas vejam que tudo isso é fluido, são ramadas de neurônios programados para morrer (ou melhor: desprogramados para tentar superviver protegendo-se do atrito fortuito da interação). Não, não é para a vida toda, não é para criar raízes e sim para lançar antenas. Não é como construir muros e sim como tecer membranas pervasivas. São zonas autônomas temporárias (como aquelas aventadas por Hakim Bey em 1984). Tudo isso, assim, quando conectado, poderia ser encarado como uma espécie de Rede do Fluzz.

 

Toda rede distribuída é uma escola de redes. A escola é a rede – nosso lema – é uma proposição transitiva: a rede é a escola. Escola-não-escola significa que não é uma burocracia do ensinamento, baseada em uma hierarquia do conhecimento, e sim uma diversidade de ambientes sociais de livre-aprendizagem. Toda livre-aprendizagem é desensino. Se libertada do ensinismo, qualquer aprendizagem coletiva é co-criação, então os lugares da Escola-de-Redes são campos de co-creation.

 

Faz pouco tempo alguns de nós, conectados à Escola-de-Redes, propusemos a criação de campos de co-creation e learning journeys. Uma proposta simples que combina cocriação com jornadas de aprendizagem por meio de uma nova plataforma interativa e de um espaço físico superconfigurado para impulsionar a interação. Daí surgiram vários frutos, como o Festival de Ideias.

 

Na plataforma interativa de crowdsourcing-em-rede, as pessoas podem inscrever suas idéias e polinizá-las com outras idéias. No espaço físico elas podem exercitar a cocriação para transformar essas idéias já modificadas em projetos concretos que poderão ser financiados por crowdfunding ou por outros meios.

 

As jornadas de aprendizagem compreendem cursos, descursos ou percursos e vários outros processos de livre aprendizagem (desensino). Na plataforma as pessoas vão dizer o que querem aprender e o que podem compartilhar (em processos de communityschooling na linha de unschooling). Tais atividades educativas ocorrerão à distância e no espaço físico.

 

Todas essas atividades podem ser financiadas por patrocinadores, apoiadores ou parceiros ou, ainda, pelos próprios freqüentadores do lugar, por meio de mensalidades ou outras contribuições regulares, matrículas, taxas de inscrição ou ingressos para as atividades.

 

Os empreendimentos podem ser geridos autonomamente pelas pessoas que os compõem, observados alguns princípios compatíveis com a constituição da Escola-de-Redes. Ele pode, inclusive, ser organizado no formato de um negócio-em-rede, quer dizer, como uma empresa-não-hierárquica (2).

 

Muitas possibilidades estão abertas. Todas serão escolas de redes e aquelas que quiserem poderão se conectar entre si para compor uma nova dimensão da Escola-de-Redes.

 

 

A PROPOSTA

 

Esta é a proposta: monte um lugar na sua cidade ou no seu bairro (podem existir vários locais em uma mesma cidade). Um lugar onde ocorrerão atividades e onde uma rede de pessoas vai compartilhar agendas de aprendizagem.

 

Se for uma rede distribuída de pessoas, esse lugar será uma escola de redes, mesmo que os temas programados não sejam diretamente relacionados ao estudo (teórico) das redes sociais, conquanto isso soe mais conforme aos nossos objetivos iniciais. Mas a experimentação de redes distribuídas já é uma investigação (prática) e, portanto, cabe no nosso escopo.

 

Estou propondo que sejam ambientes de cocriação e de formação de comunidades de aprendizagem. Como ninguém vive de vento e manter um lugar (mesmo emprestado) implica sempre algum custo, sugiro que se pense no financiamento e na remuneração das pessoas que empregarão seu tempo empreendendo, administrando e trabalhando no empreendimento.

 

As atividades de aprendizagem podem, portanto, ser cobradas (de quem pode pagar), desde que não se sub-remunere quem trabalha para (alguém) se apropriar de um sobrevalor, posto que isso centraliza, cria escassez e, em conseqüência, impede que se cumpra a condição básica de distribuição da rede. Mas quem trabalha precisa ganhar por seu trabalho.

 

Boas novas! Algumas pessoas conectadas à E=R estão construindo neste momento uma plataforma de localização (ou de glocalização) que pode ajudar muito nesses empreendimentos. Outras pessoas, também conectadas à E=R, estão começando a projetar uma plataforma de crowdlearning que também pode ajudar. Essas duas plataformas, integradas ou usadas simultaneamente, podem oferecer uma solução tecnológica ótima para tudo isso.

 

Mas é bom não ficar esperando. Já temos a plataforma da Escola-de-Redes onde grupos podem ser abertos para tal propósito. Três pessoas e uma sala com uma agenda de encontros e atividades de aprendizagem já é suficiente para começar.

 

Podemos montar, por exemplo, agências de encontros sobre redes e temas correlatos, convidar palestrantes e cobrar ingressos das pessoas interessadas. Se houver uma boa divulgação nas empresas, nas instituições e nas entidades sociais e um programa consistente e atrativo, é bem provável que a atividade consiga se sustentar e remunerar as pessoas envolvidas (inclusive os palestrantes convidados: convém nunca esquecer).

 

Podemos instalar processos de co-creation para bolar soluções em rede para vários processos empresariais, governamentais e sociais e depois vender ou cobrar pela aplicação de tais soluções.

 

Podemos captar recursos de instituições interessadas em financiar esses tipos de atividades extremamente inovadoras que são a co-criação e as jornadas de aprendizagem.

 

Enfim... cada grupo que se formar inventará seus modos, criará suas formas, inaugurando, assim, o processo de co-creation que queremos disseminar e que constitui o coração da presente proposta.

_______________

(1) Como observou Lynn Margulis (1998) em O que é a vida?, "os fungos são organismos realmente fractais", que fazem sexo por conexão ou conjugação de hifas (que são tubos que se assemelham aos cabos de rede que utilizamos hoje em dia para conectar nossos computadores) e existem "em extensas redes inacessíveis à visão, situadas abaixo do solo. Grandes micélios de hifas que saem em busca de alimentos prosperam sob as árvores das florestas. Os filamentos vivos chamados hifas tendem a se fundir. Depois de "praticar o sexo", acabam formando cogumelos ou tecidos bolorentos que, por sua vez, sofrem meiose e formam esporos... Toda rede miceliana é um clone fúngico, o filho distante de uma única linhagem genética. Acima do solo, os fungos produzem esporos que flutuam no ar, alguns dos quais você por certo está inalando neste momento. Quando pousam, os esporos crescem onde quer que seja possível. Fazendo brotar redes tubulares, as hifas, no substrato úmido, novamente os fungos produzem quantidades copiosas de esporos, os quais se disseminam, espalhando sua estranha carne pelo solo que ajudam a criar".

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Comentário de Augusto de Franco em 2 janeiro 2013 às 6:03

Grande árvore que protege a nova casa onde funcionará um dos laboratórios pessoais da Escola-de-Redes:

 

Comentário de Augusto de Franco em 2 janeiro 2013 às 6:00

Comentário de Marcelo Maceo em 6 novembro 2012 às 17:44

É mesmo? hehe. Eu morei lá de fim de 2004 a novembro de 2007, quando então nos mudamos aqui pro MT. Agora retornamos pra lá, é uma cidade ótima e que minha família gosta muito! Quando quiser matar saudades dos antigos tempos, já tem onde ficar!

Comentário de Augusto de Franco em 6 novembro 2012 às 15:53

São Lourenço, Marcelo? Já morei lá (em priscas eras...)

Comentário de Marcelo Maceo em 6 novembro 2012 às 10:48

Ótima iniciativa Augusto. Lessa, seu comentário foi excelente.

Estou me mudando daqui do MT para o sul de MG, em São Lourenço, agira em dezembro. Quem estiver ali pelas redondezas, vamos escolher um espaço e combinar estes encontros!

Comentário de Augusto de Franco em 6 novembro 2012 às 6:04

 

 

 



Seguindo orientação de glocalização da E=R, descrita no texto Uma nova proposta para a Escola-de-Redes (07/11/11), estou empreendendo um Laboratório da Escola-de-Redes.

 


Em breve mais detalhes...

Comentário de Carlos Diego em 14 março 2012 às 18:56

Oi Augusto e amigos!

Estas idéias são muito muito boas, tem muito haver com um exercício prático de casa sustentável que estamos empreendendo em Itu, chamada Mitotes. E ela surgiu depois das atividades que deram origem aos www.500caipiras.net, nossa cópia da E=R! Enfim, tudo conectado né?

Quem aqui caminhou mais firme nestas idéias? Tem outro post que eu deveria ter visto será?

Abraços!

Grato pela colaboração :)

Comentário de Stefano Carnevalli em 23 novembro 2011 às 21:49

Augusto, tudo bem?  Acabei de rever uma apresentação sua sobre sociedade em rede e economia criativa no evento da Vivo, boa!!

Glocalização da E=R, ótimo, vamos lá ao mundo real, muito importante e em rede!

Se alguém estiver na Região de Piracicaba, Sta Bárbara, Americana vamos lá, vamos expandir a E=R. Convidem como amigo e vamos dialogando.  abs

 

Comentário de Luiz Bruno Vianna em 23 novembro 2011 às 1:11

Quando trabalhamos em rede parece que ficamos conectados mesmo sem que haja interação real durante algum tempo. É o inconsciente coletivo trabalhando. Ainda não tinha lido a proposta do augusto, embora tenha acompanhado as conversas sobre o Dojo Net. Porém já vinha trabalhando na polinização de uma instituição para qual presto serviços. Iniciamos uma plataforma social na internet e os Telecentros da Instituição começariam a incubar empreendimentos de alunos dos formados nos cursos. A idéia que surgiu foi: abrir esse processo para o público externo e conectar todo mundo. Resultado? Redes!

Então Li a proposta do Augusto. Posso iniciar o processo aqui na Zona Oeste do Rio de Janeiro. posso trabalhar sem interferência institucional. Uma hipótese é utilizar o próprio Telecentro - que é público. Ou buscar locais nas Faculdades da Região. Só aqui em Campo Grande deve ter umas 5 (Inclusive 2 públicas) Só que elas inovam pouco. A pessoas não se conectam.

Aqui acho que precisaremos ser um pouco pragmáticos e aliar a discussão teórica com assuntos que afetem diretamente a vida das pessoas (mas isso que vai decidir é a rede...)

Como não utilizaríamos um espaço próprio, não vamos cobrar pelos encontros. mas podemos criar eventos e cobrar por eles, dividindo os lucros proporcionalmente ao trabalho de cada uma.

Vou tentar aparecer pra conversar nos locais que o Newton falou. Outras pessoas do Rio entrem em contato (luizbweb@gmail.com)

Comentário de rafael ferreira de paula em 13 novembro 2011 às 12:40

Nós, aqui em Lima Duarte, MG, zona da mata mineira, estamos realizando encontros em uma comunidade periférica, com pessoas idosas, constituindo uma rede de saberes. Atualmente disponibilizamos uma pequena estrutura de exibição de filmes, montada em uma pequena sala de uma escola pública ociosa no período da noite, que nos permite trabalhar sobre temas relacionados com a vida de cada um, sem que se inibam pessoas que, infelizmente, ainda não dispõem da ferramenta da alfabetização. 

Existem algumas outras iniciativas aqui na região, como a Teia Mineira da Sustentabilidade, que realiza encontros periódicos em lugares diferentes que estão desenvolvendo atividades voltadas para o tema ambiental. 

Gostaria de contactar mais parceiros da região. Disponibilizo meu e-mail, rafaelonius@gmail.com, meu twitter, rafaelonius e meu facebook, rafael ferreira.

Comentário de Sérgio Luis Langer em 10 novembro 2011 às 15:25

A interatividade e dinâmica social exigem uma configuração comunicável entre todas as pessoas, principalmente nesse século, mediante os instrumentos aos quais permitimo-nos ter acesso; considerando-se para isso, o respeito, significado e coerência de sua prospecção ou inserção das ideologias inferidas ao posicionamento objetivo do desenvolvimento. A adequação do ser humano (e sua conseqüente adaptabilidade), fundamenta à gestão de seus conflitos pessoais, uma forma de resposta quanto ao número e intensidade de adversidades que manifestam-se como sendo de cunho interpretativo ao longo de sua convivência; cuja comunicação instituida, posiciona uma conduta educacional ajustável à realidade em transformação direta, transposta em conformidade com a consciência, coerência, equilíbrio e definição do pensamento. Vivemos em uma sociedade de "Acesso" e "Relações". Assim sendo, torna compreensível a importância da proposta apresentada, pois a vida das comunidades e sua interatividade, devem permear a flexibilidade e ajuste à visibilidade da conquista do conhecimento, compartilhado pela essência dos compromissos firmados com a justiça, eqüidade, organização e definição de parâmetros existenciais; e não, de padrões persuasivos de unidefinição comportamental. Pensar ... posicionar-se ... e ... construir, com responsabilidade e autonomia, um horizonte conceitual de aplicação competente e articulável às necessidades sociais da aprendizagem.    

Comentário de Tiago Amaral em 10 novembro 2011 às 9:51

Genial a proposta e as contribuições. Inclusive, já estou me 'registrando' no evento que o Claudio criou em SP. Nos vemos em breve!

Comentário de Claudio Estevam Próspero em 9 novembro 2011 às 21:55

Car@s, boa noite.

 

   Sugiro que proponhamos um evento (http://escoladeredes.ning.com/events) para cada cidade ou mesmo região das metrópoles, com prazo de semanas, para identificar os interessados e sugestões de locais. 

   E na linha: "Faça o que propõe" já criei um evento para SAMPA:

http://escoladeredes.ning.com/events/glocal-da-e-r-s-o-paulo-capital

 

Abraços.

Comentário de Aislan RIbeiro Greca em 9 novembro 2011 às 20:02

Alguém de São José dos Campos quer montar algum grupo glocal ?

Comentário de Claudio Estevam Próspero em 8 novembro 2011 às 22:37

Car@s, boa noite.

 

Atualizei meu perfil da [E=R] com meus "pontos de presença" na WEB. 

http://escoladeredes.ning.com/profile/ClaudioEstevamProspero 

Informações do Perfil - Apresentação pessoal

 

(Atendendo sugestão da Maria Thereza do Amaral  e do  Sergio Venuto Magalhaes)

 

Minha localização física é São Paulo - São Paulo - Vila Andrade.

 

Abraços. 

Comentário de Maria Goreti Tuleski em 8 novembro 2011 às 21:54

Bem interessante esta proposta, alguém de Curitiba gostaria de sugerir um lugar?

 

Comentário de Maria Thereza do Amaral em 8 novembro 2011 às 10:30

.

Só para incrementar as sugestões do Sérgio, seria interessante colocar essas informação próprias, de cada um (Facebook, email e cia) na página de cada um aqui na escola de Redes. Enriquece e já está a mão...

.

 

Comentário de Mario Jose Dias em 8 novembro 2011 às 8:26
Gostei da proposta, pois acredito ser esta a "forma" que faltava para que o distanciamento se torne proximidade. Trabalho em um Centro Universitário em Lorena/SP e faço parte de um grupo que está se reunindo para pensar sobre o assunto "Redes Sociais", vou divulgar esta ideia e ampliar este debate. Também trabalho na casa de Cultura de Resende e vou tentar criar um grupo por lá também... Se alguém estiver nas proximidades... vamos trocar experiências e viabilizar este projeto.
Comentário de Sergio Venuto Magalhaes em 7 novembro 2011 às 22:49

Galera, algo me diz que já estamos fazendo o que o Augusto propôs. De uma forma ou de outra já iniciamos este processo.  Agora, é compartilhar as atividades, as experiências, pra incentivarmos outros a fazerem e a melhorarmos nossos processos.  Pontos como:
1- Antes, cada um faz 'a sua maneira, logo, não vou entrar em pontos como "tem que ser deste jeito...".  Portanto, qualquer coisa neste sentido será um erro de comunicação meu.
2- Eu estou, particularmente, decidido a continuar a fazer estas ações com o menor custo possível e sem cobrar diretamente pelo processo.  Cobrar, pra mim,  é diferente das pessoas contribuirem voluntariamente ou de solicitarmos contribuições com planilhas abertas explicando o porquê de cada custo.
3- De novo, falo só por mim, ok?   Logo, não pretendo cobrar por qualquer troca de conhecimento, seja por meio de palestras, cursos ou qq outro nome que se dê.  Aprendi muito com muitos, tudo de forma gratuita, e no mínimo, tenho que retribuir.  Procurarei gerar renda de outras formas (como já tenho feito)
4- Custo tendendo a zero pra diminuir necessidade de estresse, ganho, etc.  Portanto, continuaremos a priorizar atividades em locais públicos (belo exemplo do Gil Giardelli), nossa casa, nosso local de trabalho, etc.  Portanto, se o custo do local já existe, que o custo marginal tenda a zero.  Isso tem funcionado bem e me leva a crer, mais uma vez, de que não preciso "investir" em novos espaços. Fazer reutilização é o mais interessante.
5- Entendendo que nosso espírito é colaborativo, já estamos agindo em prol do uso comum das coisas.  Nossas experiências tem funcionado e vamos avançando neste sentido.  P.ex: Posso dividir uma casa com 4 amigos, tendo 1 só carro na garagem, 2 bikes, uma sala de TV, uma cozinha, etc.  Os custos caem barbaramente, a felicidade só aumenta, o aprendizado idem.... Logo, esta é nossa decisão de vida.   E o local ainda continuará sendo um espaço pra receber amigos, pra galera poder dormir, comer, estudar, trabalhar, trocar ideias, fazer festa....Tudo em função da interação, como já tem sido.  E se falta comida, um leva e o outro produz. Se falta bebida, infraestrutura, idem.  Portanto, entre vários amigos, precisamos de menos computadores, 1 só tablet, 1 só ipad, 1 só máquina fotográfica, e por aí vai...
Vamos tocando e compartilhando as ideias.  Se puderem , passem também o facebook de vcs pq gostaria de manter os dois canais abertos.  Aliás, se possível, email tb. Adicionar "amigos" na Ning é um pouco mais burocrático.  Aqui vai meu email: sergiovenuto@gmail.com   FACE: sergio venuto  Se alguém souber como posso importar os emails da galera do escola-de-redes, agradecerei pela dica. Abs

 

Comentário de Claudio Estevam Próspero em 7 novembro 2011 às 21:51

Augusto e demais pares, boa noite.

Gosto muito da ideia de glocalização da E=R. Como já foi dito abaixo, pelo Nilton Lessa:

{Mas interações presenciais humanas são , antes de mais nada, altamente eficientes. Diálogos inteiros são condensados em expressões corporais e podemos fazer uso de todo o "repertório interacional" que a natureza nos deu. E que não é pouco.

E se então, existissem espaços físicos onde sabemos que podemos encontrar outras pessoas para co-criar?  É o reencontro do espaço-tempo fluzz com o espaço-tempo-einsteiniano. Mas onde isto pode se "concretizar"? Como Augusto bem resumiu: em quase todo lugar.}

 

Ou, em outras palavras, como li ou ouvi: "Não existe banda mais larga que olho no olho".

 

Estou aderindo à proposta, por enquanto como reflexão. Ficarei antenado com a evolução e procurarei divulgar e organizar / participar de propostas em São Paulo / SP.

 

Tenho participado de alguns eventos do Gil Giardeli, em seu "escritório" no Jardim Botânico - Inovadores ESPM. Uma roda de conversas, em alguns sábados, com  contribuições de alimentos e bebidas levadas pelos participantes: um piquenique de pessoas interessadas em Economia Criativa, Inovação, Redes Sociais, Wikinomics e temas afins. Tem sido enriquecedor. Fica a ideia para consideração, talvez em outras praças e parques das cidades.

Abraços.

Claudio

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