Escola de Redes

UMA NOVA PROPOSTA PARA A ESCOLA-DE-REDES

O texto abaixo foi escrito na manhã de 07 de novembro de 2011. Pouco mais de um depois a proposta começa a se materializar. Os laboratórios da Escola-de-Redes (LABE=R) são pessoais, não institucionais. Sua casa pode ser um. Leia os comentários para acompanhar a evolução da proposta (a plataforma da E=R conta atualmente - 08h00 de 02/01/2013) - com 8.344 pessoas conectadas).

Clique para entrar no Grupo do LABE=R

A Escola-de-Redes surgiu em junho de 2008. A plataforma Ning que utilizamos como ferramenta de netweaving da E=R foi instalada nos meses de novembro e dezembro de 2008. Esta plataforma conta hoje (às 07h00 de 07/11/11) com 7.100 pessoas conectadas.

 

Quando a E=R começou escrevi um texto intitulado Articule você também uma Escola de Redes. A idéia básica desse texto era exatamente aquela indicada pelo seu título. Reproduzo abaixo dois trechos do velho artigo:

 

“Não, não se trata de uma nova organização se expandindo. Trata-se de uma idéia-força se disseminando. Cada nodo da Escola-de-Redes é a própria escola. A rigor, cada nodo é uma escola diferente. O slogan ‘A escola é a rede’ significa que as escolas são redes. E, simultaneamente, que cada rede (distribuída) que organizamos será uma escola diferente [...]

Na verdade, uma escola (ou um nodo de uma escola) de redes é apenas uma comunidade de aprendizagem (na visão: "a escola é a rede"). Para articulá-la basta um grupo de pessoas interessadas em compartilhar conhecimentos, tecnologias e opiniões por meio da conversação e da troca de livros, textos, vídeos ou outros materiais sobre redes. E dispostas a formular uma agenda de eventos, que podem ser conferências, seminários, encontros, palestras, cursos ou, simplesmente, reuniões para bater-papo sobre o assunto. É claro que desse estudo, dessa interação e reflexão coletivas, poderão surgir muitas iniciativas inovadoras, organizadas já segundo um padrão de rede distribuída. Mas não é necessário ter alguém "encarregado" da burocracia, nem mesmo da secretaria, simplesmente porque não há (ou não deveria haver, em redes distribuídas) qualquer burocracia ou secretaria. Portanto, mesmo que você seja ou esteja agora muito ocupado, é possível, sim, articular uma escola de redes.

Você pode estar se perguntando: mas para quê, afinal, devo fazer esse esforço? Ora, antes de qualquer coisa, se você considerar que isso um “esforço” – no sentido de sofrimento por ter que carregar mais um fardo, e não um prazer – é melhor deixar pra lá. Os propósitos, porém, são muito claros, óbvios mesmo:

a) para entender melhor o mundo que se avizinha. E para se antecipar às mudanças que virão, em todos os setores;

b) para adotar um novo padrão organizativo naquelas iniciativas sociais, culturais, empresariais ou políticas com as quais você está envolvido;

c) mas, fundamentalmente, porque a transição do padrão hierárquico para o padrão de rede é um imperativo – na verdade, creio que poderíamos dizer: é o imperativo – da sustentabilidade em qualquer campo. Assim, por exemplo, se você está interessado em colocar sua organização (social, política ou empresarial) no caminho da sustentabilidade, não há como escapar disso: se tudo que é sustentável tem o padrão de rede, você tem que entender do assunto.”


Com o tempo, porém, fomos abandonando a proposta dos nodos locais (comunidades da E=R formadas em localidades). Mas não abandonamos a idéia central de que a E=R (esta Escola-de-Redes iniciada em 2008 por mim e alguns outros) é uma possível composição fractal de muitas não-escolas de redes. E podemos até ter esquecido, mas também nunca abandonamos a idéia de que várias combinações podem ser possíveis.

 

Passados já cerca de 35 meses (pelo menos de atividade na plataforma http://escoladeredes.ning.com/), imagino que é possível dar mais alguns passos na rede social que foi configurada com o nome de Escola-de-Redes (e que é, na verdade, uma não-escola).

 

 

NOVAS COMBINAÇÕES

 

Penso que está na hora de ensaiarmos novas combinações.

 

A plataforma Ning continuará, com seus nodos-pessoas interagindo de modo distribuído. Continuará sendo construída nossa biblioteca (hoje com mais de 800 textos), assim como continuarão funcionando os fóruns, os blogs, vídeos, fotos e todas as funcionalidades da plataforma. Continuarão, sobretudo, os grupos e a timeline (que, juntos, constituem o coração da plataforma).

 

Continuará valendo o nosso propósito de ser “uma rede de pessoas dedicadas à investigação sobre redes sociais e à criação [ou co-criação] e transferência de tecnologias de netweaving”.

 

Continuarão vigendo todas as nossas “regras” ou acordos de convivência; enfim, com as necessárias atualizações, tudo que está lá registrado na página Sobre a constituição da Escola-de-Redes.

 

E continuarão sendo realizadas as nossas atividades virtuais e presenciais (os encontros inclusive, sobretudo os simpósios e as conferências que pessoas da Escola-de-Redes propõem e realizam anualmente).

 

Mas nada disso impede que iniciemos outras atividades. Acho que está na hora da Escola-de-Redes ter os seus lugares físicos, como foi pensado inicialmente. Imagino esses lugares não como sedes, filiais ou qualquer coisa que caracterize padrões descentralizados de organização. Nada disso; pelo contrário, estou pensando em “estruturas-apache”.

 

Nosso desafio, é bom relembrar, nunca foi o de aumentar o número de registrados na plataforma (que, de resto, cresce por si mesmo, a partir de convites feitos pelos que já estão registrados, na razão de mais de 2 mil pessoas/ano) e sim aumentar o número de agendas compartilhadas (ou seja, de grupos ou comunidades conformadas por pessoas fazendo coisas juntas, seja virtual ou presencialmente, investigando, produzindo conhecimento novo, inovando, co-criando, empreendendo e aprendendo com tudo isso).

 

Agora, porém, trata-se de acrescentar um novo desafio: a glocalização da E=R. É o que estou propondo neste texto.

 

 

A GLOCALIZAÇÃO DA E=R

 

Não estou propondo que abandonemos a plataforma e as atividades virtuais, mas que levemos a sério o que aprendemos nestes quase três anos de experiência na E=R, ou seja, que o site da rede não é a rede. Estou propondo mais atividades presenciais, em rede. Estou propondo escolas-não-escolas físicas, localizadas e altamente conectadas, para dentro e para fora (e, portanto, globalizadas), em rede. Cada local será o (um) mundo (todo): este é o sentido de ‘glocal’.

 

Estou propondo que a Escola-de-Redes se fragmente ou se esporalize, para brotar em muitos lugares físicos, como uma rede miceliana, uma floresta de clones fúngicos subterrânea, toda interligada por hifas, é claro. Estou propondo, simplesmente, imitar a vida, que, como percebeu Lynn Margulis (1998), é “uma holarquia, uma rede fractal aninhada de seres interdependentes” (1).

 

Nessa proposta, o local, o lugar físico, passa a ser extremamente importante.

 

Lugares freqüentados pelos mesmos emaranhados (as pessoas que – carregando sempre consigo suas conexões – comparecem recorrentemente nesses lugares) geram redemoinhos no espaço-tempo dos fluxos, sulcam veredas no território urbano e instalam programas organizadores de cosmos sociais. Ou seja, criam mundos!

 

Sim, acho que está na hora da Escola-de-Redes ter seus lugares. É para estabelecer uma congruência com os Highly Connected Worlds que estão emergindo neste dealbar do terceiro milênio.

 

Pode ser uma sala, saleta, salão, casa, galpão, escritório, auditório, até uma mesa de padaria... Pode ser como aquele bar onde, segundo a lenda, Miguel de Unamuno escrevia suas obras e pagava uma bebida a todos os presentes quando conseguia botar um ponto final em seus generosos parágrafos. Desde que seja, durante um período ao menos, um lugar, o mesmo lugar.

 

Pode ser um lugar onde se realizam atividades lucrativas para seus empreendedores. Não, não há nada de errado em fazer negócio, ganhar dinheiro. Errado é não ter como sobreviver. Ou viver à custa do trabalho alheio.

 

Só não pode ser – e esta é a única condição, não inventada agora por mim, mas para manter coerência com as disposições constitutivas da Escola-de-Redes – uma escola como burocracia do ensinamento baseada em uma hierarquia do conhecimento. E nem, na verdade, qualquer burocracia, baseada em qualquer hierarquia.

 

Mas vejam que tudo isso é fluido, são ramadas de neurônios programados para morrer (ou melhor: desprogramados para tentar superviver protegendo-se do atrito fortuito da interação). Não, não é para a vida toda, não é para criar raízes e sim para lançar antenas. Não é como construir muros e sim como tecer membranas pervasivas. São zonas autônomas temporárias (como aquelas aventadas por Hakim Bey em 1984). Tudo isso, assim, quando conectado, poderia ser encarado como uma espécie de Rede do Fluzz.

 

Toda rede distribuída é uma escola de redes. A escola é a rede – nosso lema – é uma proposição transitiva: a rede é a escola. Escola-não-escola significa que não é uma burocracia do ensinamento, baseada em uma hierarquia do conhecimento, e sim uma diversidade de ambientes sociais de livre-aprendizagem. Toda livre-aprendizagem é desensino. Se libertada do ensinismo, qualquer aprendizagem coletiva é co-criação, então os lugares da Escola-de-Redes são campos de co-creation.

 

Faz pouco tempo alguns de nós, conectados à Escola-de-Redes, propusemos a criação de campos de co-creation e learning journeys. Uma proposta simples que combina cocriação com jornadas de aprendizagem por meio de uma nova plataforma interativa e de um espaço físico superconfigurado para impulsionar a interação. Daí surgiram vários frutos, como o Festival de Ideias.

 

Na plataforma interativa de crowdsourcing-em-rede, as pessoas podem inscrever suas idéias e polinizá-las com outras idéias. No espaço físico elas podem exercitar a cocriação para transformar essas idéias já modificadas em projetos concretos que poderão ser financiados por crowdfunding ou por outros meios.

 

As jornadas de aprendizagem compreendem cursos, descursos ou percursos e vários outros processos de livre aprendizagem (desensino). Na plataforma as pessoas vão dizer o que querem aprender e o que podem compartilhar (em processos de communityschooling na linha de unschooling). Tais atividades educativas ocorrerão à distância e no espaço físico.

 

Todas essas atividades podem ser financiadas por patrocinadores, apoiadores ou parceiros ou, ainda, pelos próprios freqüentadores do lugar, por meio de mensalidades ou outras contribuições regulares, matrículas, taxas de inscrição ou ingressos para as atividades.

 

Os empreendimentos podem ser geridos autonomamente pelas pessoas que os compõem, observados alguns princípios compatíveis com a constituição da Escola-de-Redes. Ele pode, inclusive, ser organizado no formato de um negócio-em-rede, quer dizer, como uma empresa-não-hierárquica (2).

 

Muitas possibilidades estão abertas. Todas serão escolas de redes e aquelas que quiserem poderão se conectar entre si para compor uma nova dimensão da Escola-de-Redes.

 

 

A PROPOSTA

 

Esta é a proposta: monte um lugar na sua cidade ou no seu bairro (podem existir vários locais em uma mesma cidade). Um lugar onde ocorrerão atividades e onde uma rede de pessoas vai compartilhar agendas de aprendizagem.

 

Se for uma rede distribuída de pessoas, esse lugar será uma escola de redes, mesmo que os temas programados não sejam diretamente relacionados ao estudo (teórico) das redes sociais, conquanto isso soe mais conforme aos nossos objetivos iniciais. Mas a experimentação de redes distribuídas já é uma investigação (prática) e, portanto, cabe no nosso escopo.

 

Estou propondo que sejam ambientes de cocriação e de formação de comunidades de aprendizagem. Como ninguém vive de vento e manter um lugar (mesmo emprestado) implica sempre algum custo, sugiro que se pense no financiamento e na remuneração das pessoas que empregarão seu tempo empreendendo, administrando e trabalhando no empreendimento.

 

As atividades de aprendizagem podem, portanto, ser cobradas (de quem pode pagar), desde que não se sub-remunere quem trabalha para (alguém) se apropriar de um sobrevalor, posto que isso centraliza, cria escassez e, em conseqüência, impede que se cumpra a condição básica de distribuição da rede. Mas quem trabalha precisa ganhar por seu trabalho.

 

Boas novas! Algumas pessoas conectadas à E=R estão construindo neste momento uma plataforma de localização (ou de glocalização) que pode ajudar muito nesses empreendimentos. Outras pessoas, também conectadas à E=R, estão começando a projetar uma plataforma de crowdlearning que também pode ajudar. Essas duas plataformas, integradas ou usadas simultaneamente, podem oferecer uma solução tecnológica ótima para tudo isso.

 

Mas é bom não ficar esperando. Já temos a plataforma da Escola-de-Redes onde grupos podem ser abertos para tal propósito. Três pessoas e uma sala com uma agenda de encontros e atividades de aprendizagem já é suficiente para começar.

 

Podemos montar, por exemplo, agências de encontros sobre redes e temas correlatos, convidar palestrantes e cobrar ingressos das pessoas interessadas. Se houver uma boa divulgação nas empresas, nas instituições e nas entidades sociais e um programa consistente e atrativo, é bem provável que a atividade consiga se sustentar e remunerar as pessoas envolvidas (inclusive os palestrantes convidados: convém nunca esquecer).

 

Podemos instalar processos de co-creation para bolar soluções em rede para vários processos empresariais, governamentais e sociais e depois vender ou cobrar pela aplicação de tais soluções.

 

Podemos captar recursos de instituições interessadas em financiar esses tipos de atividades extremamente inovadoras que são a co-criação e as jornadas de aprendizagem.

 

Enfim... cada grupo que se formar inventará seus modos, criará suas formas, inaugurando, assim, o processo de co-creation que queremos disseminar e que constitui o coração da presente proposta.

_______________

(1) Como observou Lynn Margulis (1998) em O que é a vida?, "os fungos são organismos realmente fractais", que fazem sexo por conexão ou conjugação de hifas (que são tubos que se assemelham aos cabos de rede que utilizamos hoje em dia para conectar nossos computadores) e existem "em extensas redes inacessíveis à visão, situadas abaixo do solo. Grandes micélios de hifas que saem em busca de alimentos prosperam sob as árvores das florestas. Os filamentos vivos chamados hifas tendem a se fundir. Depois de "praticar o sexo", acabam formando cogumelos ou tecidos bolorentos que, por sua vez, sofrem meiose e formam esporos... Toda rede miceliana é um clone fúngico, o filho distante de uma única linhagem genética. Acima do solo, os fungos produzem esporos que flutuam no ar, alguns dos quais você por certo está inalando neste momento. Quando pousam, os esporos crescem onde quer que seja possível. Fazendo brotar redes tubulares, as hifas, no substrato úmido, novamente os fungos produzem quantidades copiosas de esporos, os quais se disseminam, espalhando sua estranha carne pelo solo que ajudam a criar".

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Comentário de Augusto de Franco em 5 maio 2013 às 10:53

O QUE É O LABE=R

O LABE=R (Laboratório da Escola-de-Redes) é uma iniciativa pessoal de uma pessoa conectada à E=R. Quem quiser abrir um laboratório semelhante pode fazê-lo. Nenhum laboratório (necessariamente pessoal, não-institucional) pode falar em nome da E=R ou representá-la para qualquer efeito. A não-escola chamada Escola-de-Redes é uma rede distribuída e não tem qualquer mecanismo de decisão, de verificação da vontade coletiva, de regulação que produza artificialmente escassez.

A ideia de laboratórios como o LABE=R surgiu a partir de um texto de 7 de novembro de 2011 intitulado Uma nova proposta para a Escola-de-Redes http://escoladeredes.net/page/uma-nova-proposta-para-a-escola-de-redes

O LABE=R permanece aberto às terças-feiras das 15h00 às 18h00. Qualquer pessoa pode chegar nesse dia e horário sem avisar. Qualquer pessoa que quiser cocriar ideias (para o Festival de Ideias 2013 ou não) pode chegar lá. Qualquer pessoa que quiser apenas conversar também pode chegar lá. Não acontecem eventos (produzidos) nesse dia. É apenas um espaço aberto à interação presencial.

Existem atividades gratuitas e pagas no LABE=R. A maior parte das atividades são gratuitas. Até hoje (05/05/13) só aconteceu uma atividade não-gratuita no LABE=R.

No dia 25/05/13 acontecerá outra atividade paga no LABE=R: o programa de aprendizagem Como se tornar um netweaver (articulador e animador de redes sociais) =http://www.facebook.com/events/638747719485523/?fref=ts 

As (poucas) atividades pagas têm como objetivo cobrir as despesas da iniciativa.

Comentário de Augusto de Franco em 15 fevereiro 2013 às 8:42

Agora há um grupo deste lab aqui na E=R. Para ver clique http://escoladeredes.net/xn/detail/2384710:Group:176140

Comentário de Augusto de Franco em 7 fevereiro 2013 às 6:36

QUINTAS FEIRAS O LABE=R PERMANECERÁ ABERTO DAS 14 ÀS 18 HORAS

Pode chegar pessoal. Não precisa nem avisar. Sessões abertas para cocriação, cofazeção e conversas: agora das 14 às 18 horas, toda quinta (chova ou faça sol). Praça Ernani Braga 180, esquina com Avenida Pedroso de Morais (a última praça antes da PanAmericana, para quem vai do centro).

Cada lugar de cocriação é diferente, único. Depende do emaranhado que frequenta o lugar. Cada lugar tem um "astral", uma "egrégora" própria. Isso tudo, porém, é muito pessoal (no sentido social do termo, hehe).

O que ocorrerá nas quintas-feiras de tarde, no LABE=R não é o que acontece no Festival de Ideias da Pamplona 1005. Não é o que acontecerá em outros lugares em que está se distribuindo o Festival de Ideias.

Nessas sessões abertas do LABE=R vai acontecer o que as pessoas quiserem que aconteça. Na verdade o lugar não é casa, o logradouro, o local físico. O ambiente é o lugar. O lugar no espaço-tempo dos fluxos é o emaranhado, sua identidade é a assinatura do campo que se formar, a configuração particular que ali se instalar. 

A cocriação interativa (livre e aberta) é um processo que depende fundamentalmente das pessoas que querem fazê-la, que assumem isso como uma dimensão da sua vida, que atuam como guardiães do kernel (daquele kernel particular, glocal) e como netweavers. 

Essa é uma atividade que não pode ser delegada a um funcionário, a um contratado, a um obediente. Quando acontece em uma organização hierárquica é sinal de que ali uma rede subterrânea (de pessoas) está florescendo, está emergindo e furando o bloqueio de todo entulho hierárquico que a sufocava.

Comentário de Augusto de Franco em 1 fevereiro 2013 às 7:05

Algumas fotos do LABE=R no final de janeiro de 2013:


Comentário de Nilton Silva em 23 janeiro 2013 às 17:55

Muito boa a iniciativa. Me animou a reunir as pessoas que participaram do estudo do livro escola de Escola de redes – Tudo que é sustentável tem o padrão de rede”  e que continuam articuladas através da REDECOM Comunicação e Cultura em Rede Amazônia, em busca da afirmação dos conceitos de rede distribuída. Nos encontramos sempre, mas podemos usar melhor as dicas deste texto pr amelhorar nosso Interação. Vou propor inclusive a criação de um grupo aqui por dentro da plataforma ning.

PS: criamos colaborativamente uma a logo da Redecom que procura expressar os conceitos de rede distribuida que estudamos no livro. Veja a logo no site redecom.wordpress.com  e nos dê a sua opinião.

Comentário de Maria Thereza do Amaral em 23 janeiro 2013 às 14:05

Pessoas,

tem o pessoal da Coolmeia em Araranguá, SC (e mundo) que é um nodo de redes também ( mas tem orientações próprias) e muito mais.

Quem for da região:

https://www.facebook.com/coolmeia

http://coolmeia.org/

Comentário de Luis Paulo Soares Munhoz em 23 janeiro 2013 às 13:09

Que bela proposta Augusto.

Eu estou em Caxias do Sul, no RS. Alguém próximo interessando em atender ao chamado da E=R?

Comentário de MARIA OTÁVIA LIMA EÇA D'ALMEIDA em 23 janeiro 2013 às 12:15

A necessidade de partirmos para a prática ecoa em todos os ambientes de rede. Estou me desapegando de uma rede hierárquica para abraçar uma proposta de organizaçao em rede distribuída. A proposta vem no momento apropriado para mim e mais quatro companheiros. No momento, se houver alguém sintonizado, estamos situados em Curitiba. Vambora!

Comentário de Maria Thereza do Amaral em 23 janeiro 2013 às 11:35

Vida longa à Escola de Redes, sempre [SEMPRE] em transformação para continuar sendo significativa, significante e significador.

Comentário de Lía Goren em 3 janeiro 2013 às 16:25

Si conocen gente interesada en Buenos Aires, pueden ponerla en contacto conmigo. Estoy en esto hace tiempo pero está resultando difícil por aquí. Como dice Augusto, con tres pessoas se puede comenzar.

Comentário de Marcelo Azevedo em 2 janeiro 2013 às 18:27

Olá a todos!

Augusto, ótima proposta. Veio em muito boa hora. Em meados de fevereiro iniciaremos uma roda de diálogo comunitário que estávamos chamando de "Roda de Diálogos e Criatividade", totalmente gratuita e aberta à comunidade em geral no Centro de Convivência em Campinas- SP. Gostaria de direcionar esta nossa iniciativa para a ideia do Laboratório da E=R. Se houver outros participantes da E=R de Campinas, estamos entusiasmados para dinamizar a criatividade e co-criar.

Um abraço.

Comentário de rafael ferreira de paula em 2 janeiro 2013 às 12:49

Sim, já te adicionei no Face.

Comentário de Marcelo Maceo em 2 janeiro 2013 às 11:46

Legal Rafael! Acabei de me mudar pra SL, estou me organizando aqui ainda, mas pretendo sim dar uma agitada através desta proposta deixada pelo Augusto. Vamos manter contato!

Comentário de Fernando Cesar Pires Baptista em 2 janeiro 2013 às 11:43

Muito Legal Isso Tudo!! Gosto muito dessa direção que a coisa está tomando... gosto muito da proposta de pensar a escola e a co-criação como trabalho... de emaranhar a co-criação com a co-produção e a co-transação... e de pensar seja o aprendizado ou seja um pé de alface como algo gerado nesse emaranhado... acho que tem muita coisa pra se experimentar ai... gosto muito dessa livre explosão de lugares físicos e virtuais (plataformas)... gosto muito da ideia de LABs E=R, de LABs F(ábrica)=R, de LABs F(azenda)=R, e muitas outras do gênero... acho até que uma infinidade desses locais já existem... poucos na forma de empresas ou organizações e muitos na forma de conhecidos ou amigos que se reúnem espontaneamente e de forma harmônica ao redor de algo(s)... eu tendo a colocar meu olhar na possibilidade de interconexão desses livres impulsos já existentes (seria essa a essência do JUNNTOO??)... na polinização entre eles... e no vê-los como 'trabalho' e não como 'dispersão'.

Durante minhas andanças nos últimos dois meses, tenho tido muitos insights sobre a concretização desses tipos de arranjos... um ponto que tem me parecido cada vez mais essencial é o 'padrão interativo' que conduz a essas relações sociais caracterizadas pela abundância... é como se tudo que está se propondo aqui fosse uma consequência natural desse padrão interativo... sem dúvida, a distribuição é um requisito fundamental... e hoje, a forma como enxergo esse padrão interativo é como se ele fosse uma 'dança coletiva harmônica' na qual pessoas interagem (interagir = co-criar, co-produzir, co-fazer circular, co-aprender, etc.) em inúmeros, diversos, dinâmicos e sempre-temporários 'pontos de encontro', ou seja, encontros livres marcados por alinhamentos genuínos e pontuais no tempo-espaço... encontros nos quais não existe tensão... e a 'a-tensão' que permite esses alinhamentos genuínos e pontuais me parece ser possível quando as pessoas estão conscientes de suas aspirações mais profundas (também dinâmicas) e conseguem sintonizar seus pensamentos, emoções e ações com essas aspirações (e me parece ainda que essa consciência surge e se aprimora com a recorrente observação de nossas experiências externas e internas)... e num mundo super-hiper-conectado no qual existem infinitas plataformas para nos servirem de 'memória coletiva auxiliar', tudo isso fica mais fácil e evidente... é como se nesta época na qual vivemos os 'pontos de tensão' (típicos dos consensos forçados/impostos e ‘alongados no tempo’ e que caracterizam padrões interativos de escassez) estivessem perdendo importância relativa perante a enxurrada de novos possíveis 'pontos de encontro' que se abrem a todos nós.

Feliz 2013 e Feliz Mundo Novo!!

Comentário de rafael ferreira de paula em 2 janeiro 2013 às 11:01

Opa, Marcelo Maceo, moro mais ou menos perto de São Lourenço, em Lima Duarte e Juiz de Fora. Estou dentro de eventuais iniciativas por perto.

Comentário de Sergio Spritzer em 2 janeiro 2013 às 10:37

de acordo. É hora de ir "à campo", para quem quer e pode. 

Comentário de Artur Silva em 2 janeiro 2013 às 10:16

ESta ideia parece-me ser uma forma adequada aos novos tempos e condições tecnológicas de um Projecto de Universidade Popular, que existiu em Portugal no início do sec. XX, principalmente dinamizada por Bento de Jesus Caraça (mais detalhes neste pdf: http://www.socialgest.pt/_dlds/EFA4_UPemPortugal.pdf).

Por outro lado, o conceito de escola de redes parece-me compatível com os conceitos de "Network of Learning" e "University as a Market Place" de Chris Alexander ("A Pattern Language", 1977 - padrões 18 e 43, respectivamente).

Comentário de Alexandre Gameiro em 2 janeiro 2013 às 10:08

Em BSB, à disposição.

Comentário de Artur Silva em 2 janeiro 2013 às 9:58

 Excelente ideia, Augusto. Vou pensar como tentar começar a dar corpo a essa ideia, em Portugal, começando por Lisboa, já em 2013.

Comentário de Ana Cecilia Lessa em 2 janeiro 2013 às 9:30

me atrapalhei ao tentar seguir o fio da meada, mas vi em algum lugar uma referência sobre o Marcelo está articulando algo no Ekoa...

esta aí um laboratório pessoal que está na mão para mim participar. vontade de retornar a falar mais deste assunto...

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