Escola de Redes

O QUE SIGNIFICA PERTENCER À ESCOLA-DE-REDES

Membrana celular

Esta é uma rede aberta. A entrada constante de gente nova é um prazer para os que já estão conectados. E é um sinal de "vida". Como nos ensina Lynn Margulis, "a vida é reconhecível por sua separação parcial do meio ambiente através de uma membrana translúcida e semipermeável" ao fluxo de energia e matéria... Enquanto esse fluxo permanece, a vida continua (e isso deveria ser um alerta para as organizações fechadas, hierárquicas, protegidas por membranas opacas e impemeáveis).

Este site não é a Escola-de-Redes e sim uma ferramenta de interação usada no netweaving na Escola-de-Redes. Redes sociais são pessoas conectadas interagindo, não ferramentas.

A ESCOLA-DE REDES É O CONJUNTO FRACTAL DE NODOS FORMADOS POR AGENDAS COMPARTILHADAS

Se é assim, o que é então a Escola-de-Redes? A Escola-de-Redes é uma escola mesmo, que se organiza segundo um padrão de rede distribuída. Não é uma organização hierárquica, nem uma articulação centralizada ou descentralizada de instituições ou organizações formais. Em última instância, são “apenas” pessoas, conectadas em rede, que cooperam entre si para estudar e desenvolver temas relacionados às redes sociais, compartilham voluntariamente seus conhecimentos, divulgam e aplicam os produtos que desenvolveram. Essas pessoas, por sua vez, se aglomeram em nodos para compartilhar agendas.

Sem compartilhamento de agendas não tem nodo. Sem nodos, não há escola. Esse é um dos motivos pelos quais, embora tenhamos mais de mil e trezentas pessoas conectadas aqui, não temos ainda uma Escola-de-Redes com esse "tamanho". O "tamanho" da escola é expressão das suas comunidades de aprendizagem. Essas comunidades são os nodos formados por meio do compartilhamento de agendas.

Qualquer pessoa pode entrar em um nodo existente ou propor a criação de um novo nodo. Estes nodos podem ser organizados por localidade ou em torno de um determinado tema ou atividade. A única condição é que esses nodos tenham a ver com os objetivos da escola e não se organizem segundo padrões hierárquicos.

A ÚNICA REGRA QUE NÃO PODE SER VIOLADA

Portanto, entre as pouquíssimas regras da Escola-de-Redes, uma é fundamental e não pode ser quebrada: a escola e seus nodos só podem se organizar segundo um padrão de rede distribuída. Não pode haver aqui nenhuma exceção, nenhuma transição. A Escola-de-Redes foi fundada a partir da idéia de que redes distribuídas são aquelas que conectam pessoas com pessoas por meio de múltiplos caminhos diretos entre elas: sem instâncias intermediárias, sem filtros, sem centros de qualquer natureza. Não há, portanto, a menor possibilidade de combinar centralização com distribuição ou de ensaiar redes mistas ou outras estruturas que, sob qualquer pretexto, queiram introduzir obstruções de fluxos ou orientar as fluições a partir de algum padrão não-distribuído de organização. Não vale aqui qualquer justificativa de natureza cultural, funcional ou, mesmo, pedagógica. Quebrado esse entendimento fundante estará desconstituída esta Escola-de-Redes.

Um padrão distribuído de organização implica não somente estrutura ("corpo", forma de organização), mas também tipo de funcionamento ("metabolismo", modo de regulação). Assim, as redes sociais distribuídas são reguladas pela chamada "lógica da abundância", segundo a qual se geramos artificialmente escassez em qualquer regulação, produzimos hierarquia (centralização). Portanto, faz parte do pacto fundante da Escola-de-Redes jamais lançar mão de procedimentos geradores de escassez, como a votação, o sorteio, o rodízio e a a construção administrada de consenso.

Além da óbvia concordância com os objetivos da escola, essa é a única regra que não pode ser violada. É claro que ninguém é obrigado a concordar com essa visão particular que deu origem a esta Escola-de-Redes particular. Quem não estiver de acordo pode fazer outra escola de redes, a partir de outras visões.

Isso é tão importante que não deveríamos permanecer um momento na Escola-de-Redes - nem continuar registrados nesta ferramenta de interação (o http://escoladeredes.ning.com) - sem ler com atenção seus documentos constitutivos. Há uma tentativa de resumo no texto FAQ | 10 PERGUNTAS FREQUENTES.

PERTENCER À ESCOLA-DE-REDES É REALIZAR AS SUAS ATIVIDADES

No texto linkado acima, há também uma descrição das atividades realizadas pela Escola-de-Redes, em uma seção intitulada "Mas, afinal, o que faz a Escola-de-Redes?". Ensaiou-se uma resposta em cinco itens:

a) conectamos pessoas interessadas em conhecer mais sobre redes sociais (seja pelo estudo, pela investigação teórica, pela experimentação ou, inclusive, pela vivência-em-rede) e em compartilhar tal conhecimento com outras pessoas interessadas em conhecer mais sobre redes sociais;

b) facilitamos a livre interação horizontal entre as pessoas e estimulamos a criação de nodos (clusters territoriais ou temáticos) voltados aos objetivos da escola, os quais – em virtude do compartilhamento de agendas – podem vir a se tornar verdadeiras comunidades de aprendizagem (de vez que a rede geral composta por todos os seus conectados não conseguirá ter a densidade de interações suficiente para gerar comunidade);

c) organizamos uma biblioteca on line que contém textos e vídeos de estudiosos das redes, itinerários pessoais ou coletivos de leitura e histórias de vida com depoimentos de nossas relações pessoais com as redes;

d) Promovemos cursos (inclusive on line) e atividades presenciais como encontros, simpósios e conferências sobre redes sociais e temas diretamente relacionados; e, por último,

e) estimulamos a conexão de uma pequena multidão de pessoas de sorte a criar uma efervescência capaz de ensejar a eclosão de certos fenômenos próprios de redes altamente distribuídas (um desses fenômenos, por certo, é o clustering, mas há outros, como o swarming, o crunch, a autoregulação emergente e, quem sabe, a capacidade de multiplicação em cadeia de hubs, inovadores e netweavers) e, ainda, a criação de uma base potencial de crowdsourcing que consiga intensificar a criação de novas tecnologias de netweaving.

Portanto, ninguém pode dizer que pertence à Escola-de-Redes apenas pelo fato de estar registrado neste site. É necessário realizar suas atividades.

Para ajudar essa inserção efetiva na escola, propusemos as 5 "TAREFAS" INICIAIS SUGERIDAS AOS MEMBROS DA ESCOLA DE REDES. Essas 5 "tarefas" são:

1 - Contar um pouco a HISTÓRIA de como você chegou até aqui, ou seja, de como começou a se interessar por redes sociais.

2 - Elaborar o seu próprio ITINERÁRIO DE LEITURAS, listando e eventualmente comentando as publicações que leu e os videos que assistiu sobre o assunto (redes sociais).

3 - Apresentar um resumo da sua BIOGRAFIA e, se for o caso, da sua BIBLIOGRAFIA sobre o tema.

4 - Disponibilizar para download (ou colocar um link para) TEXTOS ou VÍDEOS com resultados de suas investigações ou experiências ou vivências com o tema.

5 - Entrar em um dos NODOS existentes ou propor a criação de um novo.

A ESCOLA-DE-REDES AINDA ESTÁ EM CONSTRUÇÃO

Como se pode depreender analisando o exposto acima, a Escola-de-Redes ainda está em construção.

Assim como é fácil confundir a Escola-de-Redes com esta ferramenta interativa (este site), também se confunde facilmente um nodo com um grupo (uma das funcionalidades desse site). Os grupos aqui do Ning são ferramentas interativas para articular e animar nodos, mas não são os nodos. Os nodos são aglomerações de pessoas em função de agendas compartilhadas.

A entrada de novas pessoas e a atividade regular de pessoas já conectadas (o número dessas pessoas mais ativas, vamos dizer assim, já ultrapassou 1% dos conectados) são sinais de que a coisa está "viva". Imagina-se que, se conseguirmos atingir o patamar de 10% das pessoas interagindo regularmente (diariamente ou, no mínimo, semanalmente), talvez a dinâmica desencadeada seja irreversível.

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Comentário de FERNANDO ARZUA em 18 agosto 2009 às 15:13
COM CERTEZA APRENDEREI MUITO AQUI
Comentário de Seila Dornelas Rocha em 27 julho 2009 às 16:04
Bem... sou psicóloga, orientadora profissional, educadora corporativa, selecionadora de pessoas em processos de ascenção profissional, analista de desenvolvimento sustentável (como funcionária de um banco), humanista, amante da natureza. Tenho também muuuuita fé em Deus (pode parecer piegas... mas faz parte de mim). Cheguei até aqui através de um e-mail recebido sobre o assunto. Não conheço nada ainda, mas me interessei porque:
- a construção do conhecimento só se faz através dos relacionamentos, de maneira democrática e participativa (viva Paulo Freire!);
- uma empresa que pretende ser uma "empresa que aprende", tem que democratizar também suas relações.
Ora, em rede tudo isto pode ser possível... (se entendi bem o sentido de rede...).
Livro... só fui colaboradora com um caso que tratei há muito tempo, na psicologia médica. Árvore, a única que plantei mataram ela, deliberadamente. Mas não desisti de plantar muitas ainda. Filhos... só tenho uma de quatro patinhas e um rabinho que balança muito quando chego em casa (rs rs rs).
Sou uma pessoa feliz porque só faço o que amo e amo tudo que faço!
Comentário de Grigo em 24 julho 2009 às 15:52
Cheguei até aqui fuçando sobre Gestão de Conhecimento. Percebi que havia muitas referências sobre redes, me deparei com o link para a Escola-de-redes e a guardei por um bom tempo.
Finalmente resolvi me inscrever.
Não tenho referências de leitura ou vídeos, estou 'engatinhando' no assunto.
Sou analista de sistemas, formado, com mais de 20 anos de experiência e estou incumbido de iniciar a Gestão de Conhecimento na empresa onde atuo.
Comentário de nedio seminotti em 16 maio 2009 às 17:08
Minha biografia e produções científicas podem ser encontradas no site www.pucrs.br/psico/pos/pequenosgrupos/e no corriculo Lattes.
Além dessa informação, quero sugerir a leitura do livro "A revolução dos q-bites" que poderá ajudar na compreensão do trânsito da ciência clássica newtiana, explicativa e preditiva, para ciência quântica que contempla a idéia de que entes físicos (um elétron, por exemplo) se comportam como onda ou partícula, segundo o experimento do pesquisador. A física quântica é mais um apoio para ingressar mo mundo da complexidade, incertezas, subjetividades, emergência e introdução do pesquisador no objeto pesquisado.
abs
Nedio

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