Escola de Redes

E ASSIM EU CAÍ NA REDE (FEIJÓ: 2009)

Jandira Feijó (2009)

Ok, Augusto, vou atender a sua provocação e contar um pouco às pessoas como cheguei até aqui.

Sou uma novata nos estudos, embora venha vivenciando esta experiencia de compartilhamento de saberes na WEB há quase 10 anos.

Em 1999, por motivos profissionais iniciei algumas pesquisas sobre responsabilidade social, terceiro setor e desenvolvimento local. A Internet facilitou minha vida, pois num toque eu estava diante de um universo ilimitado de informações.

Mas, apenas o acesso a textos e documentos não eram suficientes para mim. Precisava interagir, trocar idéias, saber se estava no caminho certo em minhas pesquisas.

Paralelamente, por ser jornalista e atuar como assessora de imprensa, precisava propagar notícias e divulgar eventos. Procurei unir as duas atividades utilizando as ferramentas que fui intuitivamente aprendendo a utilizar, aos poucos fui conhecendo os múltiplos espaços que a Rede disponibiliza.

Num primeiro momento, passei a me comunicar por email, depois descobri os grupos de discussão, mais tarde passei a integrar as chamadas redes sociais, depois os blogs.

Algumas constatações

Uma das minhas principais descobertas, foi a de que a imensa gama de possibilidades oferecidas pela Rede, desinibe as pessoas. Por se tratar de algo novo e acolhedor, por algum motivo a gente (pelo menos foi o que se passou comigo) não tem vergonha de se expor, de dizer que não sabe.

Isto, amplia nossos horizontes, pois ingressamos no mundo virtual sem medo de errar, sem medo de ser rejeitado, sem medo de dizer o que se pensa. A autoconfiança proporcionada por este espaço acaba se transferindo para nossas ações no chamado mundo real.

Por outro lado, a boa vontade e o espírito de cooperação parecem fluir naturalmente. De um modo em geral, os ativistas da rede são generosos ou no mínimo tolerantes com aqueles que os procuram. Basta você digitar qualquer pergunta e lá está alguém oferecendo uma resposta. Ao mesmo tempo, já percebia nossos muitos "Eus" expressos em todas as redes que atuamos, já constatava que nossa maior riqueza está na capacidade de cultivar nossas relações pessoais, na Web, isto ganha contornos mais claros.

Tentar compreender tudo isso e procurar saber de que forma seria possivel motivar mais pessoas a se integrarem e complementarem nesta nova sociedade "internética" é algo muito mais recente. Acredito que minha iniciação nestes estudos tenha ocorrido quando buscávamos meios de divulgar o Programa de Governança Solidária Local da Prefeitura de Porto Alegre, em 2005. Uma compreensão maior do tema se descortinou para mim depois de ler David de Ugarte.

Fonte de inspiração

A figura de Augusto de Franco foi decisiva para que eu me sentisse estimulada a seguir pesquisando, estudando e tentando compreender que fenômeno é este que ainda pode vir acontecer em nossas vidas a partir desta sociedade-rede.

Desde o início de minhas pesquisas, ele foi chave. Recomendo sempre a leitura de seus textos e procuro seguir todas as suas recomendações de leituras. Entre essas está David de Ugarte também. No momento, além de estar estudando os documentos e posts da Escola de Redes, estou me aventurando numa linha mais empírica, vivencial. Estou inscrita numa série de redes, onde busco compreender um pouco melhor o que acontece na Rede, participando dela. Brevemente pretendo compartilhar com vcs o resultado dessa experiência.

Quanto a outras leituras, criei pelo Google, vários alertas com palavras e expressões que me interessam, como "redes sociais", "educação na Web", "responsabilidade social", "lógica hacker", enfim, uma infinidade de termos. Isto faz com que receba por email a indicação de sites que estão tratando do assunto, assino inúmeros boletins e feeds, inclusive do slideshare, youtube e vodpod, e isto me dá uma idéia do que está sendo produzido em termos de vídeos e apresentações sobre os temas que me interessam.

Não é algo 100% eficiente, mas cada sinal de alerta que recebo que me faz espiar o que sinalizei e também olhar o que mais está "rolando' naquele site ou blog (mais ou menos como faço quando vou procurar uma palavra no dicionário e sempre aproveito para ler o significado de outra).

A limitação do idioma é de fato algo que complica, mas até nisso as ferramentas de tradução de idiomas estão aí para cooperar. Não me sinto impedida de acessar sites em inglês, espanhol, italiano, francês, enfim, ao contrário, tenho melhorado sensivelmente minha comunicação em outras línguas, pois a necessidade de buscar novos conhecimentos me leva a estar sempre estudando.

Por enquanto é isso, em outro post, coloco mais coisas, abraços a todos.

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