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Wiki way

Grupo para incubar metodologias e iniciativas de uso de wikis, inclusive eventualmente projetar um wiki para a Escola de Redes

Membros: 33
Última atividade: 31 Jul, 2013

Antecedentes deste grupo

Há uma meia dúzia de menções a wikis em todo o conteúdo da Escola de Redes. Houve uma iniciativa "fogo de palha" de discussão de um wiki para a E=R. Teve 14 comentários, mas o assunto morreu, talvez porque a empreitada fosse grande demais.
Isso já faz 6 meses (17/10 a 23/10). De lá para cá a ideia de wikis no mercado avançou um pouquinho, empresas como a Petrobras já começaram a adotar (6 anos depois do primeiro caso corporativo mundial reportado na mídia, que virou "case" em Harvard), e aqui mesmo tivemos uma iniciativa do Régis Tractemberg de iniciar um wiki no Google Sites para "Anotações da CIRS".
Tenho encontrado gente muito interessada em desenvolver esse assunto, e vou convidá-las para esse cantinho na E=R.
Vou também buscar todos os que se manifestaram nas ocasiões anteriores em que wikis foram mencionados.

E vamos ver no que dá...

Fórum de discussão

Para que serve e como usar uma wiki 12 respostas 

Este tópico destina-se a responder/questionar/discutir as perguntas fundamentais da Maria Thereza:"Talvez as perguntas mais pertinentes sejam: "para que serve uma wiki ?", "ele deve ser usada junto…Continuar

Tags: iniciação, wikis

Iniciado por Sergio Storch. Última resposta de Leandro Cianconi 9 Abr, 2010.

Wikis e negociação permanente dos sentidos 25 respostas 

Transcrevo aqui um comentário do Pedro Ferrão, e peço ao Pedro e à Thereza que avancem mais na sua reflexão."Um texto wiki (colectivo) bem construído pode e deve reflectir a diversidade de pontos de…Continuar

Tags: negociação, wikis

Iniciado por Sergio Storch. Última resposta de Augusto de Franco 9 Abr, 2010.

Como integrar o wiki no Google Sites com nosso Ning? 5 respostas 

Caros, abri um tópico sobre isso no Pontos Focais do Ning, onde está o povo que pode nos ajudar a resolver tecnicamente essa questão. Dêem uma…Continuar

Tags: cirs, anotações, googlesites, wikis, ning

Iniciado por Sergio Storch. Última resposta de Augusto de Franco 9 Abr, 2010.

Que dificuldades tivemos com o wiki de Anotações no Google Sites? 7 respostas 

Sugiro lançarmos um olhar para analisarmos a experiência com wiki que tivemos no Google Sites criado pelo Régis Tractemberg para os openspaces da CIRS? Régis, vou te ligar para chutar a bola, e então…Continuar

Tags: cirs, anotações, wikis

Iniciado por Sergio Storch. Última resposta de Augusto de Franco 9 Abr, 2010.

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Comentário de Augusto de Franco em 9 abril 2010 às 8:13
Sérgio, a plataforma Ning confere poderes exagerados aos administradores, já vimos isso. Fiz ontem um post sobre o tema, discutindo o comentário do Pietro R. Não depende da vontade "do Augusto". Do jeito que você falou dá a impressão de que centralizo por decisão individual, o que não é verdade. Aliás, o link para o wiki aberto pelo Regis foi para a homepage desde o primeiro momento. Não era (como não foi) necessário fazer “lobby com o Augusto”.

Mas... voltando à sua questão das vantagens do wiki do ponto de vista da distribuição. E se estivéssemos em uma plataforma wiki, o mesmo não ocorreria? Todos teriam login e senha? Todos teriam as mesmas permissões? Ou seja, todos teriam as mesmas liberdades para uso do software? Me mostre um software que você utiliza onde isso é praticado!

Entenda bem: apóio qualquer iniciativa de experimentar diferentes plataformas. Faça isso, Sérgio! Proponha, inaugure. Ainda que eu ache que ambientes desintegrados criarão mais problemas do que soluções. Vamos acabar trocando seis por meia dúzia. E algumas pessoas vão interagir em um ambiente, outras em outros e a gente vai acabar separando clusters. Aí sim vamos introduzir o tal do poder que, do ponto de vista das redes é sempre exclusão de nodos ou obstrução de fluxos ou desatalhamento de clusters. Por isso o nosso grande desafio é o de achar ou construir uma plataforma adequada de netweaving. Ou, se for possível, introduzir modificações neste Ning de sorte que ele possa, por exemplo, aceitar wikis e outros mecanismos de organização do conhecimento mais adequados à dinâmica da interação.

As deficiências e insuficiências do Ning do ponto de vista da articulação e animação de redes não dependem do Augusto. Eu não inventei o Ning. Quando procuramos uma plataforma para a E=R não havia outro software que fosse web, gratuito, tão amigável e interativo. A meu ver, ainda não existe. Por isso me pareceu que este seu comentário não foi muito correto ao ficar passando, de modo oblíquo, a interpretação solerte de que o Augusto centraliza porque só ele pode mandar mensagens a todos os membros, porque só ele pode publicar nas caixas de texto da homepage.

Dada a arquitetura do Ning só não haveria algum tipo de centralização se todos os 4 mil e tantos conectados fossem administradores. Podemos fazer isso, mas... nesse caso, a plataforma poderia ser inviabilizada em poucas horas. Porque qualquer pessoa que entrasse poderia excluir as demais, colocar uma propaganda de pornografia infantil na home e fazer outras coisas piores. Isso acontece porque somos uma rede aberta, que não faz mediação para a adesão de ninguém. Sabemos dos riscos de manter uma plataforma aberta, onde qualquer ser humano possa se conectar. Até agora, pelo menos, a experiência mostrou que vale a pena correr os riscos inerentes a tal abertura. Parece muito melhor do que colocar filtros, pré-selecionar as pessoas e introduzir outros procedimentos e mecanismos centralizadores.

Mas observo que os mais fervorosos adeptos do wiki, em geral, não articulam e animam redes. É, esse é o ponto, Sérgio. Esse pessoal não tem experiência de articulação e animação de redes distribuídas (quer dizer, mais distribuídas do centralizadas). Não concorda? Então me mostre as redes que eles articulam e animam. Heim?

E, reafirmo minha impressão: os wikis não foram pensados numa lógica de rede (distribuída). Toda organização do conhecimento ex ante à interação está imbricada numa seleção de caminhos (quero dizer que, sob a justificativa de organizar o conhecimento para os outros, via de regra vai embutido no pacote um mecanismo que introduz escassez). O desafio para a turma que quer organizar o conhecimento para os outros e quer, simultaneamente, “fazer redes”, é encontrar um modo de fazer isso sem querer organizar demais a auto-organização, hehe.

Você pode organizar o conhecimento para você, Sérgio. Do jeito que você quiser. E pode propor procedimentos e mecanismos para ajudar a resolver os problemas do Ning no que tange a facilitar a indexação ou a busca de conteúdos (uma deficiência da plataforma já amplamente detectada e comentada por nós).

O que não acho correto é usar esse pretexto para discutir a suposta verdade da inevitabilidade das hierarquias e outras crenças análogas. Sim, você pode discutir isso também. Mas então assuma corajosamente que você está discutindo isso.

É a minha opinião, não é uma censura, não é repressão. É apenas uma opinião baseada na observação. Você nem sabia que o Ning possui um motor de busca. Quando não sabia disso, você já reclamava que no Ning não era possível encontrar um conteúdo, para evidenciar que a plataforma não era adequada para organizar o conhecimento do jeito que você concebe que deva ser feita tal organização.

Esta Escola-de-Redes foi pensada como uma escola-não-escola. Isso está nas suas declarações fundantes. Não queremos e não vamos montar uma oligarquia participativa para organizar o conhecimento para os outros. Se quiséssemos fazer isso fundaríamos uma escola. Mas todos são livres para fazer o que bem-entenderem. Por isso escrevi, ainda em 2008, o texto Articule você também uma escola de redes.


Sergio Storch disse:
Vivi, suas considerações sobre os motivos do projeto Anotações não ter pegado são preciosas. Em boa parte, eu concordo, mas não totalmente.
Por que mais não pegou?
Propaganda é a alma do negócio, e é um recurso escasso. Aí não há abundância. Ao contrário, estamos no campo da economia da atenção, e ATENÇÃO É ESCASSA!. O projeto Anotações foi pouco divulgado. Os recursos para chamar a atenção das pessoas são limitados: a home, as mensagens a todos, e estão centralizados na pessoa do Augusto, a quem todos os demais podem ter acesso no que depende do Augusto, mas não no que depende de cada um, pois cada um se comporta de acordo com o histórico da relação que tem com cada um dos demais. Talvez 100 pessoas vencessem essa barreira, talvez 150 (para coincidir com o número de Dunbar, pois tem algo a ver). Os demais 4850 da E=R não venceriam. Na governança da Wikipedia as proporções são bem diferentes, e em parte porque a granularidade da Wikipedia permite distribuir poder de forma mais ampla. Repare que eu usei o termo granularidade, não por acaso. É uma propriedade dos wikis.

Outro motivo: liderança. Temos claramente na E=R, como em qualquer outra organização humana, pessoas que têm maior influência. Claro. Isso está nas teorias mais variadas sobre distribuições assimétricas: Pareto, 90-9-1 etc. Se uma meia dúzia de pessoas tivesse comprado a ideia, acreditado e trocado telefonemas num fim de semana, o projeto talvez tivesse pegado e talvez tivesse envolvido algumas dezenas. Ou seja, wiki não pegou porque não contou com essa massa crítica inicial. O que não significa que não pegarã em outros momentos. Dependendo de meia dúzia, ele pegará ou não.

Mais um motivo, relacionado ao anterior: a topologia de nossa rede de pessoas (talvez esse termo facilite mais do que o termo asséptico "rede social". O Régis, que foi o idealizador e empreendedor do projeto Anotações, não tinha ainda proximidade com o Augusto, que o levasse a fazer lobby para o Augusto colocar em destaque na home page e em outros lugares bem visíveis.

Nossas distâncias sociais são muito variadas, dependendo de como e onde nos conhecemos, sobre o que já conversamos etc. Não somos formigas nem gaivotas. Veja que esse tipo de consciência, e uma visão de nossa rede que uma ARS poderia proporcionar, seriam vitais para empoderamento das pessoas na rede, ou seja, para a rede se tornar mais distribuída do que centralizada.

Aí vem uma outra pergunta, que considero fundamental: COMO EMPODERAR A REDE?

E já me permito um início de resposta, com um conceito que me veio à memória de leituras que fiz há quase 30 anos: a teoria do poder de soma não-zero. O poder de um sistema humano depende dos poderes individuais, o que confronta a noção vulgar de poder de soma zero (noção segundo a qual o seu poder aumenta na medida em que o meu diminui, pois o bolo de poder não aumenta). É uma noção amplamente aceita no imaginário coletivo, e em geral falsa. Lembro do nome de dois dos autores que me fizeram enxergar isso, quando estudei auto-gestão nos kibbutzim israelenses: Tannenbaum e Eric Abrahamsson.

Achei agora: Tannenbaum, A., and R.L. Kahn, “Organizational Control Structure,” Human Relations, 10, 1957, 127-140.

Trata-se, se queremos uma rede social forte, de termos um projeto de criação de poder.

Se essas reflexões estão confusas, é porque são 01:15 e eu estou escrevendo compulsivamente (já vou parar).

Para concluir: de forma análoga, numa empresa em rede como o Google, o "projeto Anotações da CIRS" talvez tivesse poucas chances de atravessar a barreira da mortalidade infantil, se o seu propositor tivesse distância social grande daqueles que decidem a alocação de recursos. E um maravilhoso produto da Google não teria nascido.
Comentário de Nilton Lessa em 9 abril 2010 às 7:08
Os comentários feitos nos tópicos têm permalinks (podem ser, por exemplo, indexados no delicious de forma granularizada), e os recados como esses aqui não podem.
Eis um exemplo do "amontado" de visões top-down e "ferramentas-centradas". Por que as tecnologias de fluxo de conversa são mais pobres em um espaço do que em outro? Porque imperou a visão top-down:, "arrumadora" a-priori:
- forum de discussao: "aqui é espaço para conversar, com textos mais longos, elaborados"
- Caixa de recados: "aqui a conversa é mais simples."....

Sigh...
Abs,
Comentário de Sergio Storch em 8 abril 2010 às 23:50
Descobri mais uma vantagem de usar os tópicos de discussão em vez dos recados. Os comentários feitos nos tópicos têm permalinks (podem ser, por exemplo, indexados no delicious de forma granularizada), e os recados como esses aqui não podem.
Comentário de Vivianne Amaral em 8 abril 2010 às 17:25
"um ambiente onde qualquer usuário pode inserir, remover, alterar e organizar qualquer unidade informacional. Será que estamos preparados?"
Pietro, acredito q estamos preparados, desde que façamos isto conversando sobre o q estamos fazendo.
Comentário de Augusto de Franco em 8 abril 2010 às 12:11
Sérgio, há um livro na BIBLI.E=R de LOVINK, Geert (2005): The principle of notworking

Bem, mas indo às observações do Pietro. O problema das ferramentas têm a ver com as bases sociais a partir das quais as pessoas criaram as ferramentas. Não sei se as wikis foram criadas na perspectiva das redes. Talvez possam ser usadas por redes, a ver. Não tem a ver apenas com a Wikipedia, que criou uma oligarquia participativa. As ferramentas criadas na Web 2.0 são todos centradas na participação (e as wikis não se excluem, ao que parece disso) e não na interação.

Quanto ao Ning, já vimos aqui ad nauseam, que não é uma boa plataforma de netweaving. Mas não achamos ainda outra melhor (que seja web, que seja tão amigável quanto, que permita interação modus in rebus). O Ning confere poderes exagerados aos administradores. E não adianta compartilhar a administração com todo mundo, pois senão vai ter gente banindo desafetos, excluindo mensagens, obstruindo fluxos, impedindo conexões etc. Ou seja, 'sem administração' não significa 'com-todos-administrando'.

Pensei em compartilhar a administração deste ning da E=R com todos aqueles que abram mão de participar de qualquer organização hierárquica, quando chegássemos a 5 mil conectados. Talvez mantenha a promessa. Vai ser difícil operacionalizá-la, hehe... Mas já vi, entrementes, que mesmo que fosse (seja) possível, isso não vai resolver o problema. Não se trata de distribuir o suposto poder conferido pela ferramenta a alguns e sim de não-ter tal poder. Por outro lado, sem ele, dada a arquitetura desta plataforma, não teremos como excluir os programas maliciosos que quase diariamente nos atacam (já fui obrigado a banir dezenas desses programas: esther, osha tracy, osha maye, DimaGreen, Fedor Bergus, TimmyBrown, georgbrem, bernertry etc.).

Mas volto ao ponto. Não é tecnologia: é o contexto social em que a tecnologia foi criada. Se a Internet fosse bolada pelos russos dos anos 70-80, obrigariam o roteamento único por Moscou (como fizeram com a telefonia).
Comentário de Sergio Storch em 8 abril 2010 às 11:22
Já que a força da gravidade nos faz discutir aqui, fora dos meus queridos tópicos, toda esse caleidoscópio de temas (o que me dá urticárias), eu vou também no embalo:-)
Thereza, somos todos anarquistas, alguns com passagens (indeléveis) pelo leninismo, o que é o meu caso :-). Outros com passagens pelas escolas de samba, que são mais leninistas que o Partidão :-).

A propósito dessa discussão, e da Transição Organizacional, que é o que na verdade estamos discutindo, e da minha discussão eterna com o Augusto (me faz lembrar a música do Chico, "Vem meu menino vadio", que fala das "discussões com Deus", hehehe), recomendo um artigo que twittei ontem, e linko aqui, do Art Kleiner da Booz Allen. Estou certo de que todos irão gostar, e que nos trará mais munição.

“The organization is alive” – Art Kleiner da Booz Allen – http://migre.me/uF2b - #E=R

O Art Kleiner foi co-autor com o Peter Senge e cia dos Cadernos de Campo da Quinta Disciplina. Vejam no meu @sergiostorch mais dicas que mandei hoje sobre ele.

Ah! hoje estou de bom humor. Minha auto-reflexão me fez lembrar um trocadilho que descobri ontem: "notworking". É humor negro, pois o cashflow não perdoa... Por falar nisso, divulguem, twittem etc, meu próximo workshop sobre wikis corporativos.
Comentário de Leandro Cianconi em 8 abril 2010 às 11:15
Pietro nos fez o favor de trazer a discussão de volta para o wiki. Legal!
Quanto à questão final, acredito que sempre estivemos preparados.

Por exemplo, quando uma equipe constrói uma ata de reunião ou um relatório (prêmio ou realizações, o que for) esta autonomia já não existe?
Na prática circulam versões de documentos word para todo o lado, e das duas uma: ou algum santo reúne e dá sentido ao conteúdo (podendo perder parte da neutralidade coletiva), ou a coisa simplesmente se perde.

Ambientes wikis ajudam nesta construção coletiva, de maneira mais próxima da (utópica) neutralidade.

Quanto à auto-organização, não é a plataforma que irá dizer ser possível ou não, mas sim as crenças e valores das pessoas envolvidas. O software neste caso se comporta tal como o configuremos.
Comentário de Pietro R. em 8 abril 2010 às 10:58
Caros,

A hierarquia num wiki é dada pelo grau de liberdades que o usuário possui no manejo do software, para tomar a Wikipedia como exemplo, há os usuários comuns, usuários registrados, administradores, burocratas, oversights, desenvolvedores e stewards. É uma burocracia quase perfeita, pois é o software que garante as diferenças de poder e acesso à informação. Um modelo sem administração só pode ocorrer no caso de todos os usuários possuírem as mesmas liberdades para o uso do software. Vale lembrar que não é isso que ocorre, por exemplo, aqui no ning, pois não tenho a possibilidade de inserir conteúdo em alguns ambientes. Ainda, ressalto que a administração aqui acontece no sentido de organização, portanto organizar também é administrar.

Fica a minha opinião sobre o que seria um wiki sem administração: um ambiente onde qualquer usuário pode inserir, remover, alterar e organizar qualquer unidade informacional. Será que estamos preparados?

Abraços,

Pietro
Comentário de Leandro Cianconi em 8 abril 2010 às 10:28
Maria Thereza,
Vou comentar esta nossa crença que você citou:
"Ser mandado continua sendo MUITO mais prático no dia a dia para a maioria."

De fato, quando se começa a praticar a auto-organização é muito mais fácil perceber que esta máxima pode não ser de todo verdadeira. As pessoas agem conforme os incentivos que recebem. Um rápido exemplo: Caso eu, como gerente de projetos, passar a vida toda delegando tarefas e cobrando resultados, não posso esperar que minha equipe tenha iniciativa. Na lógica desta relação eles tendem a pensar que iniciativa é ruim, e que o bom é cumprir ordens com eficiência.

Eu estou vendo esta dinâmica rolar em praticamente todos os casos de equipes que passam a trabalhar com métodos ágeis, cujos princípios defendem a auto-gestão.

Se, ao contrário, eu parar de dar instruções e começar a dar problemas, e atuar apenas como alguém que mexe na engrenagem, a coisa tende a fluir. O mais difícil está nas lideranças. Fazê-las entender que não terão mais poder sobre o funcionamento da equipe. Até então somos educados para liderar a ineficiência, e motivados a construir poder sobre pirâmides de comando.

É claro que sempre irão existir os mais produtivos e os menos, mas isto independe das práticas de gestão que nós utilizamos.
Abraços.
Comentário de Maria Thereza do Amaral em 8 abril 2010 às 10:13
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Leandro,

Talvez eu seja uma anarquista bem mais anarquica que você, mas eu acredito que da bagunça nasça a luz e quanto mais bagunça inicial, mais luz...
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Obs: não tente resistir as provocações do Augusto, é uma luta inglória... :-)))))
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