Escola de Redes

lendo a discussão me parece bastante explícito que os detentores de poder tem ainda uma ilusão de controle sobre os processos. Daí resistem. Não se dão ainda conta que detendo o fluxo o que na verdade fazem é retardá-los.

Por outro lado, algumas experiencias que presenciei de simplesmente delegar aos funcionários sem que eles tenham desenvolvido suas capacidades de autonomia e heteronomia, de interação e comunicação interpessoal, quem resiste são eles.

Palestras de sensibilização não bastam na minha experiencia e podem assustar a todos.

O que sugiro é um trabalho viral com as principais lideranças, mais esclarecidas, habilitando-os com principios e práticas de uma interação mais efetiva que , por espelhamento, se disseminará.

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Respostas a este tópico

Muito legal a sacada de que a resistência se desloca para baixo da cadeia de comando-e-controle, Sérgio.

Eu adicionaria ao critério das "lideranças mais esclarecidas" mais um: as lideranças que são hubs na rede social, ou seja, cuja influência se irradia com mais rapidez. É a dinâmica do contágio.

É isso ai. O desafio é interagir no ambiente organizacional informalmente ( se for por um projeto formal, ai bate de frente com todas as resistências), " tomando um cafezinho" com alguns poucos  e mais acessiveis e depois isso vai se expandindo.

Tenho trabalhado com isso nos últimos anos, com várias empresas grandes. Da minha experiência posso dizer que tudo que não dá certo é conversar com lideranças, trabalhar com lideranças, tentar fazer a cabeça de lideranças. Daí concluo que é preciso esquecer lideranças. Do contrário apenas reforçamos a centralização.

Tenho trabalhado com a metáfora do firmware. Significa o seguinte: não adianta mudar o software, tem que mudar a programação que foi impressa no próprio hardware (como o bios, por exemplo, Basic Input-Output System). Existem dezenas de medidas simples que podem ser tomadas para mudar o firmware, reconfigurando o ambiente virtual e o ambiente físico e configurando um novo ambiente de inovação. 

Se não mudar o hardware (ou a sua programação mais básica), nada feito. Mas medidas simples como deixar as pessoas trabalharem onde quiserem dentro da empresa, na sua própria residência, num coworking ou openworking ou numa casinha de sapé, por incrível que possa parecer, altera os caminhos internos e externos (e, portanto, mudam o hardware). Sobre isso, recomendo a leitura introdutória do seguinte texto:

 

 

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