Escola de Redes

Informação

Redes na Política

Nodo para estudar a emergência de novas abordagens na política a partir das redes sociais.

Membros: 90
Última atividade: 16 Fev, 2015

Este grupo está ainda em fase embrionária. Por hora estamos levantando algumas questões que possam ser pertinentes dentro do foco "abordagens emergentes na política a partir das redes sociais", para em seguida estruturar em algumas perguntas de orientação a uma discussão/reflexão mais aprofundada. Sugestões, dúvidas, opiniões, provocações e links são muito bem-vindos.

Fórum de discussão

Castells -Ação em rede social não basta para mobilizar as pessoas! 1 resposta 

Iniciado por Paulo Ganns @pganns. Última resposta de Augusto de Franco 3 Jun, 2013.

O Político e a rede! 2 respostas 

Iniciado por Paulo Ganns @pganns. Última resposta de Augusto de Franco 6 Maio, 2013.

The emerging political force of the network of networks

Iniciado por Augusto de Franco 24 Jun, 2012.

Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de Redes na Política para adicionar comentários!

Comentário de Paulo Ganns @pganns em 17 dezembro 2012 às 5:48

Além da euforia

Em livro, Pablo Gerbaudo reflete sobre o papel das redes sociais nos protestos

Diogo Antonio Rodriguez
ESPECIAL PARA O ESTADO 

SÃO PAULO – Nos últimos dois anos, as praças Tahrir, del Sol e o parque Zucotti viram inéditas manifestações coordenadas e disseminadas pela internet. Isso tem empolgado analistas e teóricos, alimentando profecias de um novo movimento político, sem líderes e feito inteiramente nas redes sociais.


O sociólogo italiano Paolo Gerbaudo desconfiou da euforia e decidiu analisar os movimentos com mais calma e detalhe. Ele visitou as ocupações pessoalmente no Egito, Madri e em Nova York para compor o material de seu livro Tweets and The Streets, recém-lançado na Inglaterra. Professor de cultura digital da universidade King’s College, Gerbaudo se vale de 80 entrevistas com manifestantes e de suas teorias para discutir o papel da tecnologia nos movimentos.

“O Twitter é ótimo para coordenação interna da comunidade ativista. Mas, para criar um movimento de massas, não é o meio certo”, disse Gerbaudo ao Link em entrevista por Skype, de Londres. Para ele, o potencial da tecnologia está relacionado ao uso específico que os ativistas fazem dela e às características culturais de cada país.

Você foi até os locais das manifestações entrevistar as pessoas. Faltam dados reais nas análises sobre a tecnologia hoje?
O problema de muitas das pesquisas sobre novas mídias é que os pesquisadores não vão aos locais onde eles se desdobram. Essa comunicação pelo Twitter e pelo Facebook só pode ser entendida se olharmos o lugar em torno do qual ela se desenvolve e se olharmos a conexão entre os tweets e as ruas, como o título do livro sugere. Para entender essa conexão é necessário ir às praças, ver o que as pessoas fazem lá, que tipo de pessoa comparece a esses eventos e falar com ativistas em conversas profundas.

continuar...

Comentário de Luiz de Campos Jr em 15 dezembro 2012 às 11:34

discordo de você Joakim...

acho que você não "fugiu" nada da política!

Comentário de Joakim Antonio em 15 dezembro 2012 às 8:57

Então podemos dizer que estão atrelados a antiga frase, "lutando contra o senhor mal", mas esquecendo-se dos servos locais, pois não estão conectados com a vazão de ideias que estão surgindo, todas elas convergindo-se para ensinar e replicar (sem cair no concretismo) o como aprender realmente, para com conhecimento avançarmos mais na mudança para melhor, em todas as áreas.

Eu achei muito interessante ontem, quando um menino de quatro anos de idade, filho do meu amigo, ao encontrar obstáculos para algo pergunta, "Posso fazer do meu jeito?", e do jeito dele, vai mudando a todos na sua casa.

Acho que fugi um pouco da política, mas tudo está conectado!

Comentário de Augusto de Franco em 15 dezembro 2012 às 7:46

Comentário de NADIA STABILE em 13 dezembro 2012 às 12:27

GLOCAIS...gostei!! rsrsrs

Comentário de Luiz de Campos Jr em 13 dezembro 2012 às 9:24

já disse...

Comentário de Augusto de Franco em 13 dezembro 2012 às 5:51

Pois é... fico pensando aqui com meus botões: esses caras continuam fixados em destruir um inimigo, um Grande Irmão. Então todo mal é projetado no governo dos USA e no que eles chamam de "grandes líderes" mundiais, nos governos e corporações... Com isso não veem que reproduzimos um programa (da Matrix), que nós somos o inimigo quando construímos inimigos, que o Grande Irmão é uma composição fractal de muitos "Pequenos Irmãos"...

Bem, outra coisa que me incomoda é essa história de abrir fogo contra o que consideram os centros de poder instalados nas democracias (representativas) realmente existentes (com todas as limitações e imperfeições que conhecemos) mas não pronunciarem uma palavra contra as ditaduras, contra as protodidaturas, contra as democracias parasitadas por regimes neopopulistas manipuladores (comandadas, em muitos casos, por governos que se organizam como bandos ou quadrilhas). Não! Para eles os grandes culpados estão no governo dos USA, da Inglaterra e de outros países da Europa. Nada sobre o Irã? Nada sobre a ditadura dos Assad na Síria? Nada sobre a China e a Coréia do Norte? Nada sobre a Venezuela de Chávez, a Nicarágua de Ortega, a Bolívia de Evo e o Equador de Correa (que Assange, fundador do WikiLeaks considera seu aliado)?

Essa história de marcar uma data, de urdir uma mística em torno do mito do 21/12/2012, me parece manipulação. E agora, pelo que acabo de assistir em um dos links colocados abaixo pelo amigo Joakim, há também toda uma conversa que tenta recuperar as tradições espiritualistas e ocultistas míticas, sacerdotais, hierárquicas e autocráticas que derivam do protótipo sumeriano.

Não pode haver uma data mágica. Não pode haver uma revolução global que supostamente inaugurará uma nova era ou novo ceu e nova terra. A grande novidade da época em que vivemos é o fim de um mundo único e a emergência de múltiplos mundos glocais.

Me dá vontade de dizer: - Ora, meus caros: em vez de esperar uma apoteose universal, comecem varrendo a calçada da porta de suas casas!

Comentário de Joakim Antonio em 12 dezembro 2012 às 18:33
Comentário de Joakim Antonio em 12 dezembro 2012 às 18:33

Bom achei que ess notícia ficaria melhor em política:

AnonymousBrasil #Anonymous Internacional

Pedimos por favor que TODOS COMPARTILHEM essa postagem!

Esta é a Operação Anonymous que o mundo estava esperando há muito tempo. Este é AnonOpsTyler ou AnonOpsProjectMayhem2012. Anonymous está aqui para entregar ao mundo esta informação exclusiva. Bem-vindo ao maior evento dos Anonymous. Esta é uma mensagem dos Anonymous para o governo dos Estados Unidos: 


"Assistimos vocês rotularem publicamente a Anonymous como uma organização terrorista, sem líderes, que representa uma grande ameaça a segurança nacional. Vocês vomitaram propagandas e eventos programados para causar uma separação entre nós. Nós declaramos abertamente que não procuramos ferir ou prejudicar ninguém. O governo dos EUA já ouviu nosso apelo, agora é a hora de vocês ouvirem também. Em 21/12/2012 vamos por um fim na corrupção em todo o mundo. Uma época de acabar com a censura. Uma época de acabar com a tirania. Uma época de expor tudo."

Pedimos pra que se junte a nós neste evento histórico. Contagem regressiva:

Pastebin: http://pastebin.com/sLLwJbtz

Contagem regressiva: http://galatorg.com/pm2012/pm2012.html

#TYLER Discussion: http://galatorg.com/index.php/forum/31-tyler/871-call-to-hackzion


Comentário de Paulo Ganns @pganns em 28 setembro 2011 às 13:20

Aprenda com os erros! Dos outros, de preferência.

=====================================

 

Mobilização ou distração?


Ao analisar a revolução no Egito, pesquisador dos EUA conclui que bloqueio de Mubarak à web (e aos seus passatempos) ajudou a disseminar os protestos.

 

NOAM COHEN
DO “NEW YORK TIMES”

 

As mídias, incluindo as ferramentas interativas de redes sociais, tornam você passivo, podem solapar sua iniciativa e fazer com que você se contente em assistir ao espetáculo da vida desde seu sofá ou de seu smartphone.
Até mesmo durante uma revolução, ao que parece.
Essa é a tese provocante de um novo artigo de Navid Hassanpour, pós-graduando em filosofia política na Universidade Yale, intitulado

 

“Bloqueios da Mídia Exacerbam Agitação Revolucionária”.

 

Com cálculos complexos e vetores que representam a tomada de decisões por parte de potenciais manifestantes, Hassanpour, doutor em engenharia elétrica pela Universidade Stanford, estudou o levante recente no Egito.


Sua pergunta foi: “Até que ponto foi inteligente a decisão tomada pelo governo do ditador Hosni Mubarak em 28 de janeiro, no meio dos protestos cruciais na praça Tahir, de fechar as conexões à internet e aos celulares?”.

 

A conclusão dele é que a decisão não foi tão inteligente assim, mas não pelas razões mais previsíveis. “A conectividade plena em uma rede social às vezes representa um obstáculo à ação coletiva”, ele escreve.

 

Em outras palavras: a atividade toda de trocar mensagens no Twitter, no Facebook e por SMS é ótima para organizar e difundir uma mensagem de protesto, mas também pode transmitir uma mensagem de cautela, adiamento, incerteza ou, ainda, “não tenho tempo para esta política toda. Você já viu o último figurino de Lady Gaga?”.
É uma conclusão que contraria a ideia hoje aceita de que as mídias sociais ajudaram a impelir os protestos.
Hassanpour usou relatos feitos pela imprensa das explosões de agitação no Egito para mostrar que, a partir de 28 de janeiro, os protestos se disseminaram mais amplamente pelo Cairo e pelo país. Não havia necessariamente mais manifestantes, mas o movimento se espalhou para mais partes da população.
Ele chama isso de “processo de localização”. “Pode ser difícil medir esse processo, mas você pode testá-lo -pode testar o que acontece depois que entra em efeito uma interrupção das conexões”, argumenta.

TRÊS EFEITOS NO CAIRO
Ele escreve que “a interrupção parcial ou total da cobertura dos celulares e da internet em 28 de janeiro exacerbou a turbulência de ao menos três formas”:
1) chamou a atenção de muitos cidadãos apolíticos, que não tinham consciência da turbulência ou não estavam interessados por ela;
2) obrigou a realização de mais comunicação cara a cara, ou seja, mais presença física nas ruas; e
3) descentralizou concretamente a rebelião no dia 28, graças à adoção de táticas de comunicação híbridas, fato que gerou algo mais difícil de controlar e reprimir do que teria sido uma só aglomeração de massa na praça Tahir.

 

ESCURIDÃO ESTRANHA

 

Ao “New York Times”, Hassanpour descreveu a “escuridão estranha” que acontece em uma sociedade sem acesso à mídia. “Somos mais normais quando sabemos o que está acontecendo; somos mais imprevisíveis quando não sabemos. Em uma escala de massas, isso tem implicações interessantes.”
O governo de Hosni Mubarak caiu, e, aos 83 anos, o ex-ditador foi levado de maca a um tribunal do Cairo para enfrentar acusações criminais de corrupção e cumplicidade na morte de manifestantes.
Jim Cowie, executivo-chefe de tecnologia da Renesys, empresa que avalia como a internet opera em todo o mundo, acredita que outro ditador deposto, Muammar Gaddafi, pode ter tomado nota da experiência egípcia.
Em um post em um blog no site da empresa, “O que a Líbia aprendeu com o Egito”, Cowie escreveu em março que a Líbia estudou a ideia de interromper a conexão com a internet no país.
Os líderes líbios “enfrentaram a mesma decisão no período que antecedeu a guerra civil”, ele escreveu. “A cada vez, possivelmente por terem aprendido com o exemplo egípcio, eles optaram por não implementar um blecaute de vários dias de todas as conexões”, completou.

 

SUFOCAR A REDE


Os governos sofisticados compreendem “que fechar o acesso à rede radicaliza as coisas”, disse Hassanpour. O que é mais útil para os governos é “sufocar a largura de banda”, reconhecendo que “a internet é algo que é possível reduzir, sem eliminar”.
Esse processo visa tornar a conexão menos confiável e pronta, de modo que as páginas da web demorem para ser carregadas e que o streaming de vídeos seja imperfeito.
De acordo com Jim Cowie, o Irã foi um dos vários países que perceberam que “o negócio não é desligar a internet, mas fazer com que ela seja menos útil”, ao controlar quais bairros têm acesso a ela, por exemplo.
Hassanpour, que nasceu e foi criado no Irã, concorda com essa tese: “O Irã faz isso de maneira localizada”.

 

Tradução de CLARA ALLAIN

 

Retirado do blog: http://cienciadaabelha.wordpress.com/

 

Membros (90)

 
 
 

© 2018   Criado por Augusto de Franco.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço