Escola de Redes

Projeto Google+, a nova rede social do Google

Escrito por Ricardo Fraga em 28 de junho de 2011 – 17:14

gplusproject pt BR Projeto Google+, a nova rede social do GoogleLevar, à web, a riqueza do compartilhamento da vida real. Este é o conceito do Projeto Google+, lançado hoje pela gigante das buscas. Encabeçada por Vic Gundotra, vice-presidente de engenharia do Google, a novidade foi alvo de inúmeros rumores e recebeu vários nomes desde os primeiros indícios de que a empresa estava desenvolvendo uma nova rede social.

O Projeto Google+  estará presente em todos os produtos da empresa. Isso somente será possível pois o Google redesenhou a barra de menu superior. Agora, além da nova cor, ela passará a contar com várias novas opções que permitirão, aos usuários, acessarem os seus perfis do Google, receberem notificações em tempo real, além de poderem compartilhar conteúdo a qualquer momento. O sistema de notificação será semelhante ao do Facebook, que exibe um número vermelho na barra de opções sempre que uma novidade é encontrada.

Como o Google+ será dividido em módulos, com a intenção de facilitar a compreensão sobre a função de cada um, vamos abordá-los individualmente abaixo.

+Círculos

Partindo do princípio de que o usuário tem vários círculos sociais distintos, o Google+ vai permitir o compartilhamento de informações somente com as pessoas que devem ter acesso à elas. Assim, será possível compartilhar algumas informações apenas com os colegas de classe, outras com os colegas de trabalho e algumas outras com familiares, por exemplo.

“Da família aos colegas da escola, descobrimos que as pessoas já usam os círculos da vida real para se expressarem e para compartilhar de forma precisa com as pessoas certas. Assim, fizemos o mais lógico: trouxemos os +Círculos para o software. Simplesmente crie um círculo, adicione pessoas e compartilhe novidades, assim como um dia qualquer”, disse a empresa.

+Sparks

Com esse mundo de informações que temos na internet, nem sempre é fácil nos mantermos informados sobre tudo o que acontece. Com o objetivo de permitir que o usuário acompanhe os seus assuntos favoritos e, o que é melhor, compartilhe com os seus amigos que têm o mesmo gosto, o Google criou o +Sparks.

“Graças ao expertise do Google, o +Sparks exibe um feed de conteúdos atraentes de todas as partes da Internet. Sobre qualquer assunto que você queira, em mais de 40 idiomas. É simples: adicione seus interesses e você sempre terá alguma coisa para ler e compartilhar com o círculo certo de amigos”, explica o Google.

+Hangouts

Às vezes, estamos à toa e dispostos para um bom bate-papo, mas nunca sabemos se os nossos contatos também estão disponíveis. Afinal, não é pelo fato de a pessoa estar online em um programa de mensagens instantâneas que ela pode conversar. Quantas vezes, também, não chamamos um amigo em um IM e ficamos sem resposta? Para facilitar a comunicação entre os usuários, além de tornar qualquer bate-papo muito mais agradável e descontraído, o Google criou o +Hangouts.

“Com o Google+ nós queremos fazer os encontros on-line mais divertidos, naturais e espontâneos e, por isso, criamos os Hangouts. Combinando encontros casuais com vídeos ao vivo, os Hangouts permitem que você pare quando for possível e passe um tempo com seus Círculos. Cara a cara.”, disse a empresa.

+Celular

Nos últimos tempos, houve um aumento significativo no número de usuários de smartphones. E, com este aumento, cada vez mais pessoas estão conectadas à internet, estejam onde estiverem. Pensando neste público, o Google criou o +Celular.

Farão parte do +Celular o +Local, local, local, que permitirá, aos usuários de smartphones, informarem as suas localizações a cada nova postagem (o envio da localização é opcional). Já com o +Instant upload, cada vez que você tira uma foto, e com a sua pemissão, o Google+ a adiciona a um álbum particular on-line e a deixa disponível para todos os seus dispositivos. Prontas para serem compartilhadas quando você quiser.

+Chat em grupo

Coordenar amigos e família em tempo real é uma tarefa difícil na vida real. Afinal, todo mundo tem uma rotina diferente, em lugares diferentes, e os planos mudam a todo momento. Telefonemas e mensagens SMS funcionam, mas não são ferramentas adequadas para reunir todo mundo. Assim, o Google+ inclui o Chat em grupo: uma experiência de mensagens on-line em grupo que permite que todas as pessoas de um círculo saibam o que está acontecendo, na hora.

Como todo novo projeto do Google, o Google+ funcionará na base de convites. Os usuários interessados em testar a nova rede social da empresa devem acessar este site, informar o seu nome e e-mail e aguardar o envio de um convite. Há a possibilidade, também, de pedirem um convite aos amigos.

Orkut

Uma pergunta inevitável, com o surgimento da nova rede social do Google, é: o que acontecerá com o Orkut? Ele será descontinuado pelo Google?

Particularmente, nunca acreditei que o Google mataria a rede social queridinha dos brasileiros. Afinal, seria uma burrice sem tamanho jogar a maior rede social do país pela janela. E, segundo a empresa, eu estava certo. Vejam, abaixo, o comunicado oficial do Google sobre o futuro do Orkut:

Usuários do Orkut, o Google continuará a trabalhar em aprimoramentos e recursos tanto para o Orkut quanto para o projeto Google+, pois ambos são muito importantes para os usuários.

Acreditamos que a web se tornará cada vez mais social. Como o Orkut é a rede social número um do Brasil e tem sido muito bem sucedido, nosso objetivo é estender os novos recursos do Google+ para os usuários do Orkut conforme eles se tornam disponíveis.

Para saber todas as novidades do Google+, não deixe de ficar ligado no Google Discovery! :)

 

 






Exibições: 308

Respostas a este tópico

Me pareceu inteligente e elaboradíssima a aplicação.  Mas o ponto fraco aí é achar que esses "mapas mentais" dos nossos relacionamentos são facilmente representáveis: por ex. uma pessoa com quem nos relacionamos muda de "categoria" sem que a gente sequer se dê conta, simplesmente por não pensarmos mais nelas.  Enfim, mas estou curioso pra usar!!

Bruno, mas os circulos podem 'vencer' com o tempo e as novas categorias se formam no fluxo. bom.. vamos saber isso qdo pudermos testar melhor. 

 

pareceu-me um pouco uma iniciativa q o ICQ estava bolando na mesma época de lançamento do orkut. 

 

 

Parece elaboradíssimo, como aplicação. A questão é se vai se de fácil uso e entendimento. A primeira tentativa - o WAVE - na apresentação também era muito sedutor, mas, após lançamento, ainda não conheci ninguém que tentou usá-lo e conseguiu. Muito confuso. Vejamos essa nova tentativa. Acho difícil a Google repetir os mesmos erros. Vamos (não) pagar para ver (é free :)

 

alguém está ou conhece alguém que já esteja "dentro"? essa é sempre uma questão recorrente nas mídias sociais... mas evidente que estou aceitando convites :) abs.

 

Doi amigos estão usando e adorando. Fui convidada e não abri de imediato. Horas mais tarde [no outro dia] acessei e apareceu aviso que houve muitas adesões a  noite e estava temporariamente indisponível. Estive na *fila de espera* e na 8 tentativa abriu... Estou lá preenchendo. Eles passaram a oferecer a opção de registrarmos o interesse. Soube que os primeiros convites foram escolhas aleatórias para interagentes de Redes.

[]'s

E se aparecer convites para mim envio.

Sobre o Google+ e assemelhados tuitei ontem:

Na contra-mão do espírito libertário dos pioneiros da Internet, a geração Google-Facebook veio trancando os algorítimos. Para nos trancar!

Em #Fluzz comentei essa "contra-revolução" na Internet operada pelos trancadores. Vejam agora as consequênciashttp://goo.gl/wFdsx

 

Alguns não entenderam o termo "trancadores". No início do ano escrevi em FLUZZ:

Replicadores e trancadores são construtores de pirâmides. Replicadores são todos os que se dedicam a repetir uma ordem pretérita. São, portanto, ensinadores (“estações repetidoras” do que foi forjado, em geral, pelos codificadores de doutrinas). Para exercer tal papel, entretanto, eles constroem, invariavelmente, estruturas centralizadas ou verticalizadas – sejam escolas, sociedades, maçonarias e assemelhadas, partidos ou corporações ou qualquer outra burocracia que viva da repetição e da inculcação de um conjunto de idéias ou visões de mundo urdidas para prorrogar passado – e, nesse sentido, são construtores de pirâmides.

Trancadores são os que privatizam bens que poderiam ser comuns (ou que não poderiam ser trancados, como o conhecimento). Trancadores de conhecimento são, por exemplo, os que defendem o domínio privado sobre o conhecimento, como as leis de patentes e o famigerado copyright.

Um dos tipos contemporâneos de trancadores – relevante pelo efeito devastador que sua atividade provoca na antesala de uma época-fluzz – são os trancadores de códigos, que estão entre os mais bem-sucedidos inventores de softwares proprietários da atualidade Ao construírem caixas-pretas para esconder seus algorítimos (como fazem os donos do Google ou do Twitter) ou para montar seus alçapões de dados (como faz o dono do Facebook), eles acabam tendo que construir pirâmides para proteger suas operações centralizadoras da rede social. Não é por acaso que as plataformas que desenham a partir de uma instância proprietária tentem disciplinar a interação. Essa é a razão pela qual as plataformas ditas interativas de que dispomos não são suficientemente interativas (i-based), posto que baseadas na participação (envolvendo sempre algum tipo de escolha de preferências geradora de escassez) e no arquivamento de passado (para aumentar o repositório ao qual, a rigor, só os proprietários dessas plataformas têm pleno acesso na medida em que só eles podem programá-las sem restrições).

E essa é também a razão pela qual tais plataformas deseducam (se se pode falar assim) seus usuários (a palavra – ‘usuário’ – já é horrível do ponto de vista da interação) para as redes distribuídas. Então uma pessoa entra em alguma dessas plataformas e tende a achar que a sua página é o seu espaço proprietário a partir do qual ela vai interagir. Em vez de entrar em um fluxo, ela se aboleta no seu bunker (às vezes chamado de ‘Minha Página’) e é induzida a achar que ali pode colocar todos os seus vídeos, suas fotos, seus eventos e seus posts, independentemente do que está rolando na rede que usa tal plataforma como ferramenta de netweaving e, não raro, sente-se até ofendida quando alguém lhe lembra que o concurso de Miss Universo não tem muito a ver com astrofísica.

A solução para tal problema não é “fugir para trás”, voltando aos blogs, como sonham alguns. Ainda que a blogosfera seja de fato, no seu conjunto, uma rede distribuída, os blogs, em si, não se estruturam de modo distribuído. Em geral são organizações fechadas, que não admitem interação a não ser com aprovação prévia dos seus donos (por meio da chamada “mediação de comentários”). Mesmo quando são abertos a qualquer comentário, os blogs são piramidezinhas, espécies de reinados do eu-sozinho. Não são bons instrumentos de netweaving de redes sociais distribuídas na medida em que não são, eles próprios, redes distribuídas.

Não existem tecnologias de netweaving capazes de colocar um conjunto de blogs em um meio eficaz de interação. Ademais, a mentalidade dos bloggers não acompanhou a inovação que, objetivamente, sua atividade representa. E muitos daqueles que fazem o proselitismo das redes distribuídas nos seus blogs, organizam, lá no seu quadrado, suas igrejinhas hiper-centralizadas, algumas vezes quase-monárquicas. Ou seja, são também construtores de pirâmides.

O que está por trás disso tudo é a idéia de que o indivíduo é o átomo social, quando, na verdade, para ser social, é preciso ser molécula. Pessoas são produtos de interação e não unidades anteriores à interação.

Muito interessante este ponto. Principalmente pra gente pensar que a entrada do google neste mercado não traz nenhuma novidade. Mas agora eu fico pensando, qual seria a alternativa para começarmos a criar ferramentas deste tipo de código aberto? Será que a intervenção Estatal será um caminho?
  1. O Google+ é mais ou menos assim como uma tentativa do Google de ter o seu próprio Facebook.
    •  
  2. Vou colecionando e publicando aqui as inadequações da midia egonetizada chamada Google+, falsamente chamada de rede social.
  3. Na midia egonetizada chamada Google+ você escolhe ex ante à interação quem são os clusters. Mas aí é como gerenciar uma agenda de contatos!
    •  
  4. Google+ Vejam um primeiro exemplo: os tais círculos. Seriam clusters, mas não formados pela fenomenologia da interação chamada clustering
    •  
  5. O Google+ é mais uma tentativa de criar uma plataforma de rede feita por quem não entende de rede. Vejam por que nos próximos tweets.
desconfiei...
@augustodefranco Hehe só faltava a "cara", porque o "core" já era o mesmo // RT @thiagofagundes Deixe o Google+ com a cara do Facebook http://t.co/8o2kQX0

RSS

© 2019   Criado por Augusto de Franco.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço