Escola de Redes

O Open Space começou na sala 110, depois mudamos para a sala 106. Inicialmente a Clara introduziu o assunto, comentando as duas vertentes de estudo em análise de redes sociais: os matemáticos e os de Circulos Sociais (ABM)

Interessante notar a diversidade do grupo: sociologos, psicologos, comunicação. administradores e 2 antropologas. Cada um desses grupos deu seu depoimento de como as análises de rede acontecem em suas disciplina. Falamos sobre mapeamento de relações em estudos etnográficos, que é em essencia um diagrama de rede. Acabamos falando de cultura e como a tecnologia a transforma. Psicologos citaram a questao da importancia da análise dos individuos que compoe uma rede. Combinamos de continuar a conversa hoje, no OS Redes Sociais e Reprodutibilidade Técnica.

Cerca de 20 pessoas estiveram presentes. Alguns nomes que lembro: Joatan, Jaqueline, Fabio Bito teles, Débora Pires. O Luiz Algarra apareceu algumas vezes, fez algumas fotos e sugeriu que fizessemos esse relato. Se voce participou desse OS, comente e complemente a informação!

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Respostas a este tópico

Aconteceu mais de uma vez, a sala projetada para a atividade fica pequeno diante do interesse das pessoas e são transferidas para um dos auditórios disponíveis. Mesmo o auditório onde estava rolando o minicurso da Clara fica lotado e disponibilizam um telão noutra sala. O que tem por aqui são pessoas ávidas de conhecimento, aprendentes.
Cheguei na hora que Clara estava apresentando slides sobre a evolução e funcionamento do cérebro, na perspectiva da neurociência. Passa para o tema dos sistemas complexos adaptativos e propõem um exercício para entendimento da auto-organização.
O formato de auditório com cadeiras fixas e escadas atrapalha bastante, mas alguma aprendizagem rola, e uma confusão natural.
Exercício: a platéia fazer uma formação em formato de A como experiência de funcionamento de um sistema complexo adaptativo.

Depoimento dos participantes sobre a experiência: problema na comunicação faltou comunicação, a atividade não foi bem explicada, iniciativas de organização vistas como verticalização, falta confiança nas lideranças que surgiram, cada um por sim, no início tentou-se definir q tipo de A, poderiam ter usado o twitter, liderança não é uma questão de gritar mais alto, mas quem expressa o espírito do grupo.

Leitura do acontecido pela Clara, tendo como referência as características dos sistemas complexos adaptativos:
- a primeira coisa que ficou forte foi q a liderança acontece de forma completar. Se não houver ressonância não estou liderando,
- a percepção não é uniforme,
- o que é o exercício: é um sistema adaptativo construindo ordem,
- não houve nenhum tipo de liderança,
- vimos um sistema adaptativo complexo em ação: 200 pessoas que não se conhecem formaram um A em 10 minutos,
- pequenos estímulos podem provocar grandes mudanças: qualquer idéia veio de uma pessoa ou de um grupo de pessoas e esta idéia reverbera no sistema.
Segue o curso, apresentando o processo de feedback.
Depois entra no tema Redes sociais, dinâmica da cultura – conceituação baseada em Capra (2002) e daí para a Análise de Redes

Saio e quando volto está no coração da palestra, aquilo q todos querem saber: como se faz uma análise de redes?
Os passos para uma análise de redes:
• Definir necessidade /problemas;
• Identificar a rede de pessoas que será analisada;
• Desenvolver e desenhar a pesquisa (definir as perguntas. Importante: cada pergunta te dá um mapa diferente)
• Definir ferramentas (depende do contexto);
• Programas de conversão de dados;
• Cálculos e desenho de redes;
• Analisar resultados;
• Desenhar e implementar ações que tragam mudanças desejadas;
• Mapear novamente o grupo.
Sobre as perguntas: (exemplo de caso)
• Com quem vc troca informações documentos planos e ou outros recursos
• Com quem vc tem conversas informais sobre a dinâmica da empresa
• A opinião de quem vc procura antes de tomar uma decisão chave
• Quem vc procura por sua expertise técnica
• Com quem vc discute novas idéias?
Classificam-se as respostas por Intensidade:
• Alta
• Media
• Baixa
• Nula
Disponibiliza-se o questionário on line.

Muitas perguntas e comentários surgem (não consegui registrar as respostas):
Há uma configuração considerada como boa, a priori?
Se tenho uma rede social e 30% das pessoas não respondem?
Como aferir a credibilidade das informações?
Se ela trabalha com alguma teoria de laços. Resposta: As relações de troca são laços. O que define a rede é a troca de informações.
Como aferir a qualidade da informação, e mobilizar as pessoas para a pesquisa?
Eu digo que me relaciono com uma pessoa e ela diz q não me conhece – Qual leitura?
A questão da ética em relação às informações geradas e sua conseqüência.
As pessoas que respondem ao questionário sabem do que estão participando?
Comentário sobre laços sociais: um perigo analisar laços sociais sem fazer avaliação qualitativa das interações.
Abordagem sobre mente coletiva inspiradas numa visão computacional, sem considerar as questões emocionais.
Uma etnografia poderia trazer leituras mais ricas.
Sai novamente e não volto mais para a sala.

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